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Amar seu corpo é um ato revolucionário e Alexandra Gurgel ensina como fazer isso!

Entrevistamos a youtuber, escritora, jornalista e militante body positive!

alexandra gurgel
Foto: Reprodução/Instagram

Ao se deparar com o perfil de Alexandra Gurgel no Instagram, você vai levar um choque. Estivemos em busca de um corpo magro a vida toda como promessa de felicidade. Seguimos meninas que nos ensinam receitas para emagrecer e todos nos dizem que as mais magras são as mais bonitas. E, de repente, uma mulher gorda consegue ser feliz e estar fora dos padrões ao mesmo tempo? A luta para se aceitar é grande e os caminhos tortuosos. Mas Alexandra Gurgel criou uma rede de apoio que permite que ela seja do jeitinho que é.

“Eu parei de tentar me encaixar, quando eu encontrei o feminismo e entendi que podia ser do jeito que sou”. Alexandra Gurgel nem sempre foi emponderada. Meninas gordas aprendem desde cedo a buscar métodos para emagrecer e mesmo quando gostam do seu corpo, são ensinadas a odiar. E então, ainda crianças, não estão satisfeitas com quem são. Isso se torna uma bola de neve e vamos reproduzindo esse discurso para nossas amigas, primas e redes sociais.

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Nessa entrevista com a Alexandra Gurgel, aprenderemos um pouquinho sobre autoaceitação. Isso quer dizer que nós mesmas podemos nos aceitar e combater essas ideias tão ultrapassadas sobre o nosso próprio corpo. Vamos lá?

Alexandra Gurgel, gordofobia e amor-próprio

tt: Como você percebeu que os padrões de beleza estavam te machucando e que estava na hora de acabar com a ideia de só se é bonita sendo magra?

Alexandra: Eu entendi que a sociedade foi construída de uma forma que nos impuseram padrões pra sermos de determinada forma. Então, criei o meu canal para encontrar pessoas semelhantes a mim e discutir esses assuntos há três anos. Quando comecei a discutir sobre gordofobia e entender melhor, comecei a querer combater tudo isso e assim, passei a me aceitar melhor sem perceber. Eu queria combater isso e fui me aceitando.

Alexandra Gurgel

Foto: Reprodução/Instagram

tt: E o que você faz para se aceitar do jeito que é?

Alexandra: O processo de aceitação é eterno, fiz minha tatuagem no braço ano passado e no passado achei que nunca poderia mostrar o braço. Cortei o cabelo curto, uso biquínis cada vez menores… E assim vai! Pode ser que ano que vem eu faça algo que nunca pensei que pudesse. É assim, a gente vai descobrindo vivendo.

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tt: Você escreveu um livro contando as suas vivências, qual a relevância dele nos dias atuais? 

No primeiro dia de pré-vendas do meu livro, ele entrou pra lista de mais vendidos na Amazon. Isso aconteceu porque o assunto é urgente. Precisamos entender como a sociedade funciona, que não somos obrigadas a sermos da forma como falam que temos que ser, entender o que é gordofobia, praticar o body positive e aprender a se amar. E tudo isso é muito difícil, porque a sociedade vai continuar sendo do jeito que é.

Alexandra Gurgel

Foto: Reprodução/Instagram

tt: E como se amar e ser feliz sendo quem somos se todos nos dizem o contrário?

A proteção é a maior solução pra isso. Você tem que criar uma rede de apoio com pessoas que respeitam o seu corpo e quem você é. Se amar é ser livre, mas nunca seremos livres de verdade, porque até a sociedade mudar completamente, vamos continuar sofrendo essa opressão. Então, você deve se amar entendendo que vai continuar sofrendo preconceito e passando por dificuldade, mas que não vai deitar pra padrão algum e buscará ser da forma que você quer ser. Você pode criar alternativas pra ter uma vida feliz, construindo sua rede de apoio, parando de seguir quem te faz mal, tirando da sua vida pessoas tóxicas e se empoderando de todas as formas possíveis.

Recado para você: juntas a gente pode muito!

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“Você se amar olhando no espelho, em casa e com seus amigos, é uma coisa. Pisar na rua e enfrentar esse mundão… É difícil. Você se aceita, mas o mundo não tá nem aí. O mundo continua funcionando da mesma forma que sempre funcionou. A culpa não é sua de não caber em certos lugares, de ir em uma loja e não encontrar um roupa, de o cara ou menina não querer você. Porque todo mundo foi ensinado a achar uma coisa bonita e outra feia e que só um tipo de corpo é bonito.

E você entender que você não é obrigada a ter um corpo perfeito e que ele não existe, já vai te libertar de muita coisa. Você não precisa se odiar, se encaixar… E mesmo sendo difícil viver em sociedade se amando, se aceitando e sem tentar se encaixar em algum padrão, é possível. Amar o corpo é um ato revolucionário, e juntas a gente pode muito!”

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