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Comportamento

Atriz aos 13: conheça Luisa Bresser, a Helena Rogatto de Aventuras De Poliana

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Atriz aos 13: conheça Luisa Bresser, a Helena Rogatto de Aventuras De Poliana
André Schiliró

Luisa Bresser só tem 13 anos e já arrasa na carreira artística. Antes mesmo de entrar no ensino médio, a atriz mirim já tem Summer Hathaway, de Escola do Rock – O Musical, no currículo. Agora, ela está em uma preparação intensa para dois grandes papéis: Helena Rogatto, uma garota com problemas familiares em Aventuras de Poliana, e Veruca Salt, a patricinha do musical Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate.

Estar em uma novela e em um espetáculo ao mesmo tempo é uma tarefa desafiadora, mas Luisa não deixa de ser a pré-adolescente que ama matemática e artes – com Melim em replay na playlist!

Não dá nem para dar uma pausa e maratonar uma série, mas no fim do dia, os ensaios e gravações fazem parte de um sonho que a garota tem em se consolidar como atriz. Para te mostrar como é a rotina tão agitada de Lu, a todateenconversou com a artista e a conclusão é – não é que ela está conseguindo?

todateen: Como você consegue balancear tantos ensaios e preparações para suas personagens e ainda ser uma pré-adolescente que frequenta a escola como todo mundo?

Luisa: É uma questão de foco. Quando estou na escola, tenho que me concentrar na escola. Procuro sempre fazer as tarefas muito bem; e quando estou no local de trabalho, foco no trabalho. Também faço minhas lições no carro ou quando liberam mais cedo, e tenho folga nos ensaios ou no SBT. Tenho muito apoio, da minha mãe que me ajuda nas lições, e também da escola. Quando tenho dúvidas vou direto na professora para pedir ajuda.

tt: Qual será o maior desafio na hora de viver Helena Rogatto nas telinhas?

L: O meu maior desafio é fazer uma personagem que é o oposto de mim. Recebo muito amor da minha família, principalmente apoio para minha carreira e eles sempre estão lá para me ajudar com tudo que preciso. A Helena sente muita falta principalmente da mãe dela, que não dá muita atenção para ela. Basicamente isso, ela sente muita falta da mãe, da ajuda da mãe, até porque ela está vivendo a pré-adolescência agora, e é uma idade em que se precisa muito da ajuda dos pais.

tt: O que você e Helena têm em comum, e o que é completamente diferente?

L: Nós duas estamos entrando na fase da adolescência e ela também tem dois irmãos. A principal diferença é que ela tem muita dificuldade de se relacionar com a mãe, até porque a mãe dela não dá muita atenção para ela. Eu e minha mãe temos um contato bem aberto sempre, e em tudo.

tt: Pode nos dar um spoiler sobre quais situações difíceis Helena terá que enfrentar? 

L: Posso falar de um spoiler que estou bem ansiosa para gravar: as minhas confusões com a Poliana! Na novela teremos o mesmo crush, e isso vai render muitas confusões entre nós duas (risos).

tt: E qual cena precisará de uma preparação mais intensa?

L: Acho que as confusões com a minha mãe, até porque a Helena fala coisas muito rudes para a mãe dela, o que eu não faria com a minha mãe. Para isso, terei que trabalhar um pensamento diferente, e entrar realmente na personagem, para eu poder estar ali não como Luisa, e sim como Helena.

tt: Você vai contracenar com uma amiga de infância, a Pietra Quintela. Como é atuar profissionalmente com alguém que cresceu com você? E o que podemos esperar de Lorena e Helena?

L: [Estou] muito feliz de estar trabalhando com a PiPrin, pra gente sempre foi um sonho trabalhar juntas até porque a gente ama a carreira de atriz. Brincávamos juntas no quarto dela de atuar, cantar, essas coisas… Então realmente é um sonho nosso. Quanto a ela e a Helena, ainda não sei como as duas terão uma relação direta, porém, a Lorena [personagem de Pietra] é prima da Poliana, e eu sou muito amiga da Poliana. Então acredito que teremos um contato direto na escola, mas ainda não sei.

tt: Você também será Veruca Salt no musical Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate. Como você faz para “entrar na personagem”?

L: Há um ano eu venho treinando para essa personagem, nas audições eu já entrei muito na personagem e recebi o conceito que eles queriam para ela. A Veruca é mais mimada, exige muito do pai dela, ela quer tudo e agora, a maioria das falas dela é “eu quero agora”. A gente está prestes a estrear e eu tô muito segura dessa personagem, o diretor me ajudou muito.

tt: Cantar ao vivo já é algo tranquilo ou ainda bate aquele friozinho na barriga?

L: Sempre vai dar um friozinho na barriga até porque o cantar está a cima da sua ação. É uma coisa física, então às vezes você está resfriado, ou você acordou com a voz meio rouca, ou você não aqueceu sua voz e com certeza fica nervosa… Então vem aquela coisa, de você ficar com medo em desafinar – o que é uma coisa muito normal entre os atores de teatro musical. Mas é uma coisa que eu amo muito, então mesmo desafinando a gente continua, e é isso.

tt: O que você mais ama neste novo musical?

L: O público vai se envolver nessa história magnífica que estava presente na infância de muitas pessoas, principalmente os [que já estão] adultos, eu acredito. E é um musical de muitas cores vivas, chamativas, e envolve o chocolate que é algo que eu amei! É um musical bem interativo, então acredito que as pessoas vão entrar no musical junto com a gente.

tt: Qual característica da Veruca mais te chama a atenção?

L: Ela é muito mimada, é assustador, porque ela quase bate no pai dela para conseguir o que quer. Quando ela recebe um não, ela fica furiosa, e vocês precisam assistir para ver e conhecer essa história que está linda, mas que tem minha personagem que é uma chata (risos).

tt: A fama chegou! Como está sendo lidar com a atenção dos fãs?

L: Uma das grandes magias da carreira artística é saber que as pessoas gostam daquilo que você faz, então desde que eu pisei no palco pela primeira vez até hoje, é um sentimento de gratidão.

tt: O que você mais gosta de fazer no tempo livre entre as gravações e os ensaios?

L: Quando estou em casa, uma amiga sempre vem para a gente brincar um pouco e conversar. Também gosto muito de gravar vídeos para o meu IGTV do Instagram sobre maquiagem e máscaras, que é uma coisa que me relaxa. Gosto de aprender novas músicas no ukulele que eu aprendo no Youtube, o que está sendo uma experiência muito legal porque eu pensei que não ia conseguir tocar, e estou conseguindo aprender com muita facilidade agora!

t: Quais suas expectativas para o Ensino Médio?

L: Os meus irmãos estão passando por isso. A minha irmã está no último ano e meu irmão acabou de entrar no ensino médio, ele está no primeiro, e eu vejo que realmente é algo muito difícil, eles se dedicam muito, totalmente à escola – estou muito ansiosa!

tt: Se você pudesse dar um conselho para alguém da sua idade que também sonha em atuar, o que diria?

L: Eu acredito que é muito importante a gente sonhar, mas também é muito importante a gente estudar para ter aquilo que a gente quer, e trabalhar porque na vida nada a gente consegue sem estudar e trabalhar. É preciso muito  foco e esforço.

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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6. Caderneta Filibook, Filiperson, 30 Folhas

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7. Marcador de Página de Papel Post-it 

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8. Calendário Semanal Post-it com 2 blocos

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9. Lápis Grafite Redondo, Faber-Castell, EcoLápis SuperSoft Black 

Reprodução/Amazon

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Reprodução/Amazon

 

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

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