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Comportamento

Cantinho Literário Todateen: lista de leituras para o mês de outubro

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Cantinho Literário da Todateen: leituras para o mês de outubro
Rawpixel/Divulgação

É provável que você já esteja acompanhando alguns dos nossos conteúdos exclusivos de literatura. Por isso, a todateen pensou em preparar uma lista de leitura super especial para você se organizar para o mês de outubro. Para te ajudar a montar a sua TBR (To Be Read: “Para Ler Lido”, em tradução livre) – nome simpático do universo dos livros para dizer lista de leitura, rs! – fizemos uma curadoria escolhemos quatro títulos (alguns lançamentos, outros não) que certamente vão te entreter.

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Abaixo, dá só uma olhada na seleção que fizemos, nas sinopses e nas informações sobre eles. <3

Meninas Selvagens, Rory Power

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Esse livro tem tudo a ver com o momento histórico que estamos vivendo. Meninas Selvagens é um best-seller do New York Times da norte-americana Rory Powers. Este é o primeiro romance da autora e adivinhem onde ele é ambientado? Isso mesmo, no meio de uma pandemia! Publicado pela editora Galera Record, o livro combina um cenário de terror-feminista junto com a angústia e ternura da adolescência.

Confira a sinopse:

“Há dezoito meses, a Escola Raxter para Meninas entrou em quarentena. Há dezoito meses, uma misteriosa doença virou a vida de Hetty do avesso. Começou devagar. Primeiro, as professoras foram morrendo, uma a uma. Então, começou a infectar as alunas, transformando o corpo delas em algo cada vez mais estranho. Isoladas do resto do mundo e deixadas à própria sorte, as meninas não se atrevem a ultrapassar o limite da escola. Hetty, Byatt e Reese esperam a cura prometida enquanto a doença se alastra. Mas tudo muda quando Byatt desaparece. Hetty não medirá esforços para encontrá-la, mesmo que isso signifique quebrar a quarentena e desbravar os horrores que as esperam além da cerca que separa a escola da floresta. E quando Hetty se lança rumo ao desconhecido, descobre que há muito mais mistérios por trás dessa história que ela jamais poderia imaginar.”

Compre sua cópia de Meninas Selvagens neste link aqui.

Rádio Silêncio, Alice Oseman

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Extremamente sensível, Rádio Silêncio é o segundo livro da escritora inglesa, Alice Oseman. Em uma história cheia de representatividade de etnia e de gênero, a autora consegue se comunicar com cada um de nós ao contar a história de Frances Janvier. Publicado pela editora Rocco, a narrativa apresenta uma mensagem muito bonita sobre ser jovem e estar na busca da felicidade.

Confira a sinopse:

“Olá.
Espero que alguém esteja ouvindo.
Estou enviando esse sinal via rádio num pedido sombrio e desesperado de socorro.
As coisas na Universe City não são o que parecem ser.
Não posso contar quem sou. Por favor, me chame… por favor me chame apenas de Rádio. Rádio Silêncio. Afinal, sou só uma voz numa rádio, e pode ser que ninguém esteja ouvindo.

E se tudo o que você sonhou para si mesmo estivesse errado?

Frances Janvier sempre foi uma máquina de estudos com um único objetivo: entrar em uma faculdade de elite. Nada irá ficar em seu caminho: nem amigos, nem um grande segredo e nem mesmo a pessoa que ela é de verdade. Mas, quando Frances encontra Aled, um garoto tímido, intrigante e inteligente, ela descobre uma nova liberdade. Ele destranca a porta para a real Frances e pela primeira vez a garota tem a experiência de uma amizade verdadeira em que ela pode ser ela mesma.

Compre sua cópia de Rádio Silêncio neste link aqui.

A Casa Holandesa, Ann Pachett

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Romance finalista do prêmio Pulitzer de 2020, A Casa Holandesa é uma história tocante sobre o verdadeiro significado de família. Regado de muita reflexão, o livro de Ann Pachett questiona como é possível superar o passado enquanto, ao mesmo tempo, confrontamos nossos próprios traumas.

Publicado pela editora Intrínseca – com exclusividade para os assinantes do clube Intrínsecos – caminhamos lado a lado dos irmãos Danny e Maeve, tentando entender todos os acontecimentos do passado e presente da família Conroy.

Confira a sinopse:

“Após a Segunda Guerra Mundial, graças à conjugação de sorte e um investimento fortuito, Cyril Conroy entra no ramo imobiliário, criando um negócio que logo se tornará um império e levará sua família da pobreza a uma vida de opulência. Uma de suas primeiras aquisições é a Casa Holandesa, uma extravagante propriedade no subúrbio da Filadélfia. Mas o que seria apenas uma adorável surpresa para a esposa, acaba desencadeando o esfacelamento de toda a estrutura familiar.”

Compre sua cópia de A Casa Holandesa neste link aqui.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, Taylor Jenkings Reid

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Publicado pela editora Paralela, Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é uma montanha russa de emoções. A narrativa de Taylor Jenkins Reid nos motiva a pensar sobre as nossas conquistas e tudo o que ainda temos pela frente. A história demonstra, de uma maneira extremamente delicada, a importância de nos impormos, falarmos e compartilharmos nossas experiências.

Acompanhando a trajetória da sensação Evelyn Hugo, aprendemos a exercer a empatia e nos sensibilizar pela vivência do outro.

Confira a sinopse:

“A Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo, sempre esteve sob os holofotes — seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história — ou sua “verdadeira história” —, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso — e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.”.

Compre sua cópia de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo neste link aqui.

Gostou das indicações? Não deixe de nos seguir no Instagram para compartilhar suas experiências com a gente!

Boa leitura! <3

Celebs

7 títulos com personagens trans para assistir na Netflix

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7 títulos com personagens trans para assistir na Netflix
Divulgação/Netflix | Arte: Laura Ferrazzano

O dia 31 de março é a data que marca o Dia Internacional da Visibilidade Trans, uma data global que carrega consigo muita luta e reflexão. E por isso, principalmente em um país como o Brasil, cuja violência contra essa população aumenta a cada ano, é importante que a gente dê visibilidade para essa causa diariamente.

Pensando nisso, a todateen separou sete produções da Netflix que celebram e dão protagonismo para as vidas transexuais e não-binárias.

Vem ver!

Pose

Divulgação/Netflix

Ambientada na cidade de Nova York dos anos 1980, a série mostra seus personagens – interpretados por um talentoso elenco de atrizes trans – vivendo as diversas cenas sociais da cidade, incluindo a cultura dos bailes e a relação entre as casas Abundance e Evangelista. Com a ativista e escritora Janet Mock trabalhando como roteirista e produtora e Our Lady J atuando nos bastidores como produtora, a série retrata a história de seus personagens queer e trans de modo realista.

Alice Júnior

Divulgação/Netflix

Uma garota trans cheia de personalidade luta para ser aceita em uma escola conservadora e para dar os primeiros passos em sua vida amorosa. O filme ganhou três prêmios no festival Mix Brasil.

O Mundo Sombrio de Sabrina

Divulgação/Netflix

Uma nova versão para a origem e as aventuras adolescentes de Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira, em uma história sinistra que transita pelo terror, ocultismo e, claro, bruxaria. Além de todos os problemas de Sabrina, a série também acompanha a jornada de autodescoberta feita por Theo Putman, melhor amigo de Sabrina. Theo é um garoto trans que luta contra o mal e ainda arruma tempo para arranjar um namorado.

Control Z

Divulgação/Netflix

Durante uma reunião escolar, um hacker expõe informações privadas sobre os estudantes, gerando pânico e humilhando uma aluna trans – interpretada pela modelo e atriz trans Zión Moreno. O hacker continua a revelar informações dos alunos, o que causa diversas brigas entre colegas. Nesse meio tempo, a introvertida Sofía Herrera tenta descobrir quem é o hacker antes de se tornar o próximo alvo.

Laerte-se

Divulgação/Netflix

Este documentário brasileiro conta a história da brilhante cartunista Laerte e nos convida a conhecer seu mundo, refletindo sobre sua longa trajetória de autoaceitação como mulher.

Sense8

Divulgação/Netflix

Das criadoras de Matrix e Babylon 5, as irmãs Wachowski duas mulheres trans, esta série de ação segue oito desconhecidos que passam a compartilhar sentimentos e habilidades enquanto tentam evitar seu extermínio. Uma desses oito desconhecidos é Nomi Marks, blogueira política, ativista hacker e mulher trans lésbica com muito orgulho, que usa seu talento como hacker para ajudar o grupo a fugir de seus inimigos.

Orange is the New Black

Divulgação/Netflix

Condenada por ter transportado dinheiro de drogas para a ex-namorada há dez anos, a, agora, certinha Piper Chapman tem que cumprir um ano e meio de prisão e enfrentar a realidade nada fácil da vida atrás das grades. Uma de suas colegas detentas é Sophia Burset, mulher trans que assumiu o posto de cabeleireira oficial do presídio. A atuação de Laverne Cox na série como Sophia fez com que ela fosse a primeira pessoa trans a ser indicada a um prêmio Emmy.

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Cinema e TV

Netflix, Disney +, HBO Max e mais: o streaming pode acabar com o cinema e a televisão?

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Netflix, Disney +, HBO Max e mais: o streaming pode acabar com o cinema e a televisão?
Rawpixel/Kath Nash/Montagem

Talvez você mal se lembre, mas a forma de consumir filmes, séries e documentários na década passada era através das famosas locadoras. As produções levavam até anos para sair da sala do cinema e chegar a esses locais e à programação da televisão, que tinham um certo poder sobre elas. Com a chegada do digital, esse período de tempo começou a diminuir cada vez mais e novas formas de assistir aos conteúdos se destacaram.

O cinema era o local onde as produções saíam com exclusividade. As TVs ainda tinham o direito das séries e outros conteúdos exclusivos. Porém, há poucos anos o streaming chegou e essa hegemonia das telinhas e das telonas sobre boas produções acabou tendo fim. Streamings como a Netflix surgiram e hoje em dia dominam até mesmo as principais indicações em premiações importantes da TV e do cinema.

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Em 2021, podemos ver produções vindas dos streamings ganharem espaço no Globo de Ouro e na atual edição do Oscar. Foram 42 nomeações a filmes e séries produzidas ou distribuídas pela Netflix que estiveram presentes no primeiro, um recorde que demonstra a proporção desse fenômeno. Além disso, pelo segundo ano consecutivo, a Netflix e a Amazon lideram as indicações da maior premiação do mundo do cinema. Outros serviços de streaming, como Apple TV e Disney+, garantiram suas primeiras indicações ao prêmio.

Netflix, Apple TV+, Amazon Prime, Globoplay e Disney+ são streamings exemplo de presença forte no mercado. Além destes, anúncios de novos como Paramount+ e HBO Max já aconteceram e chegam em breve. Cada vez mais os canais de TV estão migrando para essa nova plataforma e, de acordo com Ricardo Fadel Rihan, CEO da LightHouse Produções Cinematográficas Ltda, Ex-Secretário Nacional do Audiovisual, não há outra alternativa senão essa.

mas por qual motivo eles vieram para ficar?

O especialista conta que a Netflix foi pioneira ao fazer isso acontecer. “Principalmente à visão do Reed Hastings – fundador do Netflix, que mudou o paradigma da produção e distribuição de conteúdo. Criou um modelo global de produção e distribuição, apostou na descentralização da produção e no DTC (direct to consumer)” – que significa a estratégia usada que faz com que os consumidores comprem diretamente das marcas.

Além disso, é inegável que a pandemia do coronavírus teve um papel importante para os streamings darem um grande passo em sua consolidação. “Com o fechamento das salas de cinema e o confinamento dos consumidores em casa, acelerou esse processo que já era muito importante de acontecer”, diz Ricardo.

Os grandes estúdios, cujas estruturas globais de distribuição dos seus conteúdo era uma força dominante, perceberam que tinham ajudado a Netflix a canibalizar seus rentáveis negócios de TV por assinatura e não tiveram alternativa senão passar por profundas reestruturações para poderem competir com Netflix, Amazon e Apple”, continua.

o surgimento dos streamings pode acabar com o cinema e a televisão?

Redes de televisão aberta e por assinatura, com grade de programação linear, vão continuar perdendo relevância. “A distribuição no futuro será toda por streaming. Acredito que as boas salas de cinema continuarão sendo relevantes, principalmente as excelentes salas Imax, mas nunca mais terão a mesma importância que tinham pré pandemia“, diz o especialista.

Ele também acredita que a hegemonia de Hollywood vai diminuir com produções de outras regiões ganhando mais importância. As redes de TV e o cinemas precisarão pensar em novas estratégias para que não acabem muito prejudicados.

Será mais livre, democrático e diversificado.  A Globalização da produção chegou para ficar.  As plataformas de streaming gratuitas baseadas em publicidade vão crescer muito, serão a nova TV Aberta.  Os cinemas vão exibir só os grandes blockbusters e provavelmente com exibição simultânea ou quase simultânea com os streamings premium. A Warner fez essa experiência com Kong vs Godzilla e foi um grande sucesso tanto nos cinemas quanto na HBO MAX“.


Vale lembrar que a aposta já ocorre, também, no Disney+. Você não precisará sair de casa para assistir Cruella e Viúva Negra. Ambos os filmes terão estreias simultâneas nos cinemas e streaming, de acordo com o estúdio. A tendência é que isso aconteça cada vez mais.

No entanto, Ricardo acredita mais na reinvenção do que no fim do cinema e da televisão por completo, além de novas opções no mercado, que podem beneficiar tanto os produtores de conteúdo quanto os consumidores. Aumento da concorrência, da diversidade regional e a melhoria da qualidade da prestação de serviços são alguns pontos positivos que surgirão de tudo isso.

O rádio existe até hoje. O que já acabou é a hegemonia da distribuição de conteúdo, especialmente no Brasil, que foi por décadas dominado por grandes emissoras.”

como escolher a melhor opção para ver filmes e séries entre tantas opções no mercado?

Esse é um ótimo problema, nunca tivemos tanta oferta de conteúdo de qualidade. O boca a boca ainda é a melhor forma de escolha, mas a tecnologia de inteligência artificial já nos conhece melhor do que nós mesmos nos conhecemos, tem um lado bom, mas pode ser perigoso e os formuladores de políticas públicas precisam estar atentos e os consumidores preparados para impor os seus limites“, finaliza Ricardo.

 

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Comportamento

Dia do beijo: 5 leitores contam suas histórias de amor (sem furos de quarentena) na pandemia

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Dia do beijo: 5 leitores contam suas histórias de amor na pandemia
Rawpixel

Nesta terça-feira (13) celebramos o amor pelo Dia do Beijo, mas, muita gente está em casa, respeitando ao máximo o isolamento social, afinal, a pandemia não acabou, a taxa de imunização segue baixa, e mesmo vacinadas, as pessoas não deixam de transmitir o coronavírus. Como se esses fatores já não fossem suficientes para manter a quarentena, os números de infecções e mortes seguem elevados, ao passo que notícias sobre variantes nos preocupam todos os dias. Sendo assim, quem não tem uma parceria fixa, em que ambos estão em isolamento social, precisa deixar o momento de dar uns beijinhos para depois da pandemia. O bem estar comum é mais importante que sua vontade de sair por aí!

Entretanto, ainda dá para celebrar o amor, e por mais que a gente ame uma maratona de comédias românticas, em tempos de Covid-19, talvez seja melhor se inspirar em histórias reais, que aconteceram sem furos de quarentena, intermediadas pela tecnologia. A todateen conversou com leitoras e leitores que viveram histórias de amor, com final feliz ou não, durante os últimos meses, respeitando as medidas de segurança impostas pela pandemia.

+É Dia do Beijo e não vai beijar? Veja como a falta de contato físico afeta seu corpo

+Lara Jean e Peter Kavinsky na vida real: 8 histórias de amor das leitoras todateen

Nota todateen: além de respeitar o isolamento social é preciso tomar cuidado em aplicativos de relacionamento. Só é permitido usar apps de namoro quando se é maior de idade, e mesmo assim, é preciso tomar cuidado para não cair em ciladas de perfis falsos. Encontrar pessoalmente uma pessoa que conheceu nas redes sociais é perigoso mesmo antes da pandemia, então tome cuidado antes de dar esse passo.

live da Marília Mendonça

Nosso match aconteceu em oito de abril, e por mais que tivesse recebido resposta, o Tinder não me notificou, imaginei que minha mensagem havia sido ignorada. Mais tarde, finalmente, o aplicativo mostrou que meu match não só tinha respondido como também mandou outra mensagem perguntando se eu estava assistindo a live da Marília Mendonça. Migramos a conversa para o WhatsApp naquela noite e conversamos no dia seguinte também. E no outro, e no outro… Após dez dias conversando, assistimos um filme pelo Netflix Party. Dezenove dias depois, trocamos playlists no Spotify.

Foram 5 meses e 5 dias até o dia 13 de setembro, quando finalmente nos encontramos pessoalmente – em casa, para não quebrar o isolamento que estávamos fazendo. Eu fiz o pedido de namoro e desde então tem sido leve e incrível. A gente se faz presente apesar da distância física – que aumentou, agora com a piora da pandemia. Fazemos muitos dates online, assistimos filmes e séries (temos uma lista desde maio, que atualizamos todo mês).

sorvete de tangerina

A gente se conheceu em junho do ano passado, pelo Tinder. Conversamos bastante e me empolguei. Meu último relacionamento havia acabado antes da pandemia e não havia sido bom. Pensei “nesse vou me jogar de cabeça”. Quando nos vimos pela primeira vez, foi de máscara, e em três semanas já estávamos namorando.

Como parceiros fixos, começamos a frequentar a casa um do outro para não furar a quarentena, mas depois de um tempo, notei que meu sentimento era uma paixão inicial, porque comecei a ter um contato mais intenso e perceber que não estava me relacionando com a pessoa que imaginava. Nossas opiniões políticas eram muito diferentes, não gostava de alguns comentários que escutava, e depois de um tempo, tudo me irritava. Lembro de ter ficado com raiva por conta da escolha de um sorvete de tangerina.

Como não era justo manter a relação, resolvi ter uma conversa séria, porque não sentíamos mais o mesmo. Entretanto, acabamos decidindo tentar mais uma vez, por mais que eu já sentisse que não iria dar certo. O tempo passou e nada mudou, cogitei terminar tudo, mas, bem nesse período, haveria uma prova, e por mais que eu não fosse fazer também, percebi que me colocando no lugar da outra pessoa, seria muito ruim perder a concentração de algo tão importante devido a um término. 

Dois dias depois da divulgação da aprovação no exame, marquei uma conversa. Foi bem triste, houve muito choro, mas senti que foi a coisa certa a ser feita, não tínhamos futuro. Depois de um tempo, voltei a receber mensagens nas redes sociais, tudo porque minhas curtidas em fotos criaram uma esperança de que poderíamos voltar. Tive que dizer que não.

Acho que um relacionamento é construído por duas partes, sinto muito por ter sido essa pessoa, por não ter sido recíproco, mas espero que nós dois encontremos alguém que nos ame como merecemos.

sugestão do Facebook

Por mais que a gente não se conhecesse antes da pandemia, o Facebook sugeriu o perfil como amizade, talvez porque tínhamos muitos amigos em comum. Acabei mandando a solicitação e consolidamos a amizade na rede. Quando vi uma foto nova na timeline, corri para reagir e logo em seguida recebi uma mensagem no privado. Descobri que antes da pandemia nós havíamos ido para as mesmas festas diversas vezes, temos até uma foto juntos!

Foram dois meses conversando pelas redes sociais até nos encontrarmos pessoalmente. Para não precisar sair de casa, fazemos lanches, assistimos séries, filmes (o que eu acho que só nos aproximou mais e fez com que nos apaixonássemos muito rápido). Não passaram nem 30 dias e já começamos a namorar, e agora, já são dez meses.

flerte no Instagram

Recebia sinais de que havia um interesse de flerte desde 2019, pelo Instagram, onde nos conhecemos, mas no período não queria me relacionar. Como continuei recebendo mensagens, resolvi retribuir, mas só fiz isso no início da pandemia. Ficamos meses conversando pelo WhatsApp, por conta da quarentena. Eu me apaixonei sem um encontro físico.

Em junho nos encontramos em casa pela primeira vez, e depois seguimos em contato constante, por mais que os encontros fossem mais virtuais, porque não queríamos furar o isolamento social um do outro. Entre a faculdade, estágio e os obstáculos da pandemia, acabou sendo uma época péssima para começar um relacionamento.

Senti que também não havia da outra parte um preparo para um namoro naquele momento. Resolvi colocar um fim e seguir em frente, mas, agradeço por todo o apoio naqueles dias difíceis e sem esperanças, pelas risadas, pelos momentos, não me arrependo de nada.

namoro em isolamento

Estávamos nos conhecendo desde outubro de 2019, e então, a pandemia chegou. Ficamos um bom tempo sem nos vermos pessoalmente, só fazíamos chamadas de vídeo. Até que fiz um convite: uma viagem, junto com a minha família, saímos da metrópole e ficamos em uma casa nossa, isolada. Depois de semanas unidos em quarentena, resolvi fazer o pedido de namoro, com uma folhinha seca na mão.

Acho que o mais “estranho” de começar a namorar na pandemia é o fato de eu estar vivendo tantos momentos positivos no pior momento possível. Todo o nosso namoro foi em casa e passamos por coisas muito ruins durante esse tempo, tive que superar uma perda.

Agora nós dois estamos trabalhando em cidades diferentes em áreas relacionadas à saúde, o que torna nossos encontros bem mais especiais pelo fato de termos pouco tempo juntos!

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