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Saúde

Ciclo menstrual: você não vai acreditar no que acontece com você em cada fase!

A lua e estações do ano tem tudo a ver com as mudanças em você, vem entender!

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ginecologia emocional

Todos os meses, nosso corpo se transforma. Ao longo de 28 dias, em média, passamos por altos e baixos durante o ciclo menstrual. Em alguns dias estamos animadas, outros querendo que o mundo exploda – e parece que só tem a ver com o nosso jeito mesmo, né? Mas miga, os hormônios influenciam (e muito!) parte do que sentimos ao longo de um mês. Entender em qual fase seu corpo se encontra, ajuda você a lidar melhor com tantas mudanças.

Somos como a Lua, que se transforma todos os meses e passa por quatro fases. Tudo está conectado, miga. Isso é o que nos conta a Kareemi, que é facilitadora da Ginecologia Emocional. Ela explicou tudinho sobre o nosso ciclo menstrual e as quatro fases que enfrentamos ao longo do mês. Vem saber mais!

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Fases do Ciclo Menstrual

Você sabia que não é a TPM (tensão pré-menstrual) que nos deixa irritadas ou muito tristes? Na verdade, ela só acentua comportamentos em nós que já existem ao longo do ciclo menstrual. “Eles ficam muito mais fortes próximo da menstruação para nos mostrar quais comportamentos a gente precisa cuidar para não serem repetidos no próximo ciclo”, explica Kareemi, facilitadora da ginecologia emocional.

Isso quer dizer que se você já é impaciente, quando chegar a TPM vai ficar ainda mais. E não é por isso que você deve odiar essa fase, viu? Ela é uma forma de autoconhecimento, alerta Kareemi. “Ela tá mostrando quais são os nossos comportamentos e o que nós precisamos melhorar e tomar cuidado para o ciclo que vai começar”.

Para você se direcionar para o começo de um novo ciclo menstrual, a Kereemi nos ajudou a entender cada uma das quatro fases que passamos ao longo do mês. Com isso, você consegue se preparar para as mudanças físicas e psicológicas que o seu corpo vai pedir. “É muito importante esse recolhimento para uma conexão com nós mesmas e com nosso emocional, para a gente saber como fluir nesse ciclo que está se abrindo”, conta Kareemi.

Nós somos Lua e estações do ano

Temos quatro fases no ciclo menstrual e cada uma delas batem muito com as fases da lua. Por exemplo, quando estamos mais introspectivas, tem a ver com a lua nova – ela representa um momento de preparação. Já a lua cheia refere-se ao nosso período fértil,  já que a nossa beleza está muito mais forte e aparente. E por aí vai, miga!

 

Antigamente, a lua influenciava no ciclo menstrual e fazia com que todas nós menstruássemos juntas, acredita? E mesmo não sendo mais assim, a Kareemi conta que as influências continuam. “Ela mexe com as nossas fases também, pois, se a lua influencia um oceano inteiro com as suas marés, não vai influenciar em nós mulheres? Que temos o corpo composto por 70% de água?”, explica.

Já percebeu que são quatro estações ao logo do ano, assim como o nossos períodos ao longo do ciclo menstrual? Cada uma delas, tem a sua particularidade. O inverno, em que ficamos mais reservadas. O verão, onde estamos radiantes. A primavera, em que florescemos. E o outono, que recomeça ciclos.

 

ciclo menstrual

Fotomontagem: Fernanda Yamazato

Menstruação: Lua Nova

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Tudo começa ao primeiro sinal de sangue, seja na calcinha ou no xixi. Uma nova fase se inicia, assim como na Lua Nova. Essa é fase de ficar mais quietinha. “Seu corpo estará trabalhando na sua limpeza e renovação”, explica Kareemi.

Durante essa fase do ciclo menstrual, também podemos compará-lo com o inverno. Você vai querer ficar mais na sua e seus hormônios terão abaixado bastante. Por isso, diminua o ritmo, planeje metas e entre em contato com você mesma – já que sua intuição vai estar em alta!

Bom momento para: assistir um filminho na Netflix, terminar uma série e colocar o sono em dia.

Fase folicular: Lua Crescente

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Acontece logo após a menstruação. Você colocará em prática tudo que planejou na fase anterior! “Sua energia estará aumentando, assim como a Lua Crescente”, conta Kareemi. Aqui é o caminho até o período fértil, então nossas taxas hormonais também estarão crescendo. Você estará mais produtiva, aberta às novidades, sentindo-se mais bonita e com a pele ótima!

Bom momento para: se dedicar aos estudos, começar novos projetos e atualizar o feed do Instagram.

Fase ovulatória: Lua Cheia

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Os hormônios estarão lá em cima e você estará mais forte e reluzente, assim como é a Lua Cheia. Vai chamar atenção e os desejos ficarão aflorados. “Cada garota terá um tempo para essa fase, já que a ovulação pode variar – dependendo de quantos dias dura o seu ciclo”, alerta Kareemi.

Bom momento para: beijar, curtir com o/a crush (sempre se protegendo) e dar rolês!

Fase lútea: Lua Minguante

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Acontece ao final do ciclo e você ficará mais cansada e sem energia. Assim como a Lua Minguante tem sua luz reduzida, os hormônios também ficarão reduzidos no corpo. Você estará mais fechada e indisposta, já que é nessa fase que a TPM chega. “As emoções ficam mais intensas para mostrar quais comportamentos temos que melhorar no próximo ciclo”, explica Kareemi.

Bom momento para: cuidar de si mesma, ficar mais na sua e comer o que está com vontade.

Entretenimento

Saúde e bem-estar: 6 motivos para começar a se exercitar

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Reprodução/Amazon

Independente da modalidade esportiva, a prática diária de exercícios pode trazer diversos benefícios para o nosso corpo e mente. Pensando nisso, trouxemos alguns motivos que vão te convencer da importância de se envolver com uma atividade física:

1. Com o poder de dar aquele gás para cumprir nossas tarefas e compromissos diários, a atividade física permite o ganho de massa muscular, melhora da postura e aumento de nossa força. Sem contar que ainda colabora para o bom funcionamento do cérebro.

2. Além de nos dar energia, a prática de exercícios físicos nos ajuda a reduzir algumas sensações desagradáveis, como a ansiedade e o estresse.

3. Atividades físicas são ótimas aliadas na prevenção e diminuição de riscos de doenças e infecções, já que trazem diversos benefícios para o corpo – como redução da pressão arterial e de gordura, melhora da circulação sanguínea, fortalecimento dos ossos e do sistema imunológico e muitos outros.

4. A prática regular de atividades físicas pode ajudar a melhorar a qualidade do sono durante a noite.

5. Você sabia que se exercitar pode trazer benefícios para os estudos ou para o trabalho? Por fazer com que haja maior circulação de sangue no cérebro, a atividade física garante o estímulo da região que trabalha nossa capacidade de memória.

6. Ah, vale lembrar ainda que se exercitar também ajuda na melhora da autoestima e no autoconhecimento do corpo.

Curtiu nossa lista? Então dá uma olhada nesses itens, disponíveis na Amazon, que vão te ajudar a começar a se exercitar:

Tapete Para Yoga em EVA 

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5 Faixas Elásticas Pood Resistance Loop Bands 

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Corda de Pular 

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Halter Pintado 1Kg, Polimet 

Reprodução/Amazon

 

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Beleza

Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas
Abby Ouellette

Você provavelmente deve acompanhar alguma influenciadora que já realizou uma cirurgia plástica. Giovanna Chaves, Virgínia Fonseca e Viihtube são alguns nomes recentes. Para as milhões de pessoas que as seguem, muitas vezes pode parecer que essas personalidades passam uma imagem de que o procedimento pode resolver todos os seus problemas. Mas será que essa influência é sempre de maneira positiva? Que os procedimentos são sempre mil maravilhas e totalmente seguros?

Conversamos com uma psicóloga para tentar entender se a busca pelo procedimento é só uma vontade pessoal ou tem uma influência externa, um médico para explicar os riscos, que muitas vezes não ficam explícitos na internet, e com a fundadora da página “Explante de silicone” que passou por um procedimento que a trouxe inúmeras consequências, a fim de mostrar algumas coisas que não te contam sobre cirurgias plásticas.

+ PRÊMIO TODATEEN 2020: Veja a lista completa dos indicados e indicadas!

procedimento mais que comum entre brasileiras

De acordo com as informações da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com um número de mais de 1 milhão, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Dentre eles, a prótese de silicone e a lipoaspiração ganham destaque.

Tais números vêm de uma influência imposta há um longo tempo, da época em que os filmes de Hollywood propagavam a imagem da mulher magérrima, com o corpo perfeito. Isso foi se propagando cada vez mais até chegar nos procedimentos populares, como a prótese de silicone e a nova moda das influenciadoras, Lipo LAD, ou lipoaspiração de alta definição, que tem por objetivo retirar a gordura entre os músculos superficiais, principalmente do abdome, dando maior definição a eles.

Harmonização facial: como funciona e quais são os riscos do procedimento estético?

Em nossa sociedade, o interesse das pessoas pela imagem corporal tem sido grande, e o enfoque principal tem sido dado ao peso e à forma corporal. Os padrões atuais para a beleza enfatizam o desejo de magreza, um ideal aceito por muitas mulheres, mas de difícil alcance para a maioria. Um ideal buscado a todo custo e risco por muitas pessoas. Quando se cria um estereótipo social e você encontra alguém que o represente você se sente influenciado por este representante porque ele representa justamente aquilo que você almeja e você vê que de alguma forma isso é possível”, conta Adriana Cancelier, psicóloga especializada em obesidade e emagrecimento.

De acordo com a especialista, essa alta influência presente na nossa sociedade hoje pode trazer vários problemas psicológicos em quem tem contato com padrões corporais, tais como preocupação excessiva com comida, com o corpo, ingestão compulsiva de alimentos e drogas (devido a restrições), desenvolvimento de transtornos alimentares, não aceitação corporal, temor de não ser aceito ou amado, dificuldades de adaptação social, bloqueio social, frustração, dificuldade de lidar com limites, sensação de desamparo, insegurança, intolerância ao diferente, desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão.

nem tudo são flores

Cirurgias plásticas possuem riscos e nem sempre isso é mostrado. Larissa de Almeida (36), fundadora da página @explantedesilicone, foi uma das brasileiras que colocou a prótese de silicone, há oito anos, com o pretexto de que era para sentir-se “mais mulher”. “Eu via na mídia aquelas mulheres com peito grande e me sentia mal. Sempre fui bem magrinha, pequenininha, então ter peitos maiores era uma coisa que eu coloquei na cabeça que tinha que ter para ser mais mulher”.

Porém, Larissa afirma que a elevada e, de acordo com ela, falsa autoestima que sentiu com o silicone foi por um curto período de tempo. Logo começou a ter dores na região da mama, na costela e problemas de respiração. “No começo eu deixei levar, mas depois, começou a ficar preocupante“.

Com três anos de prótese Larissa teve contratura capsular – que ocorre quando a cápsula, formada naturalmente ao redor da prótese, aperta ela em uma tentativa de “expulsar” o corpo estranho. Depois de mais dois anos, teve a segunda. “Foi aí que eu percebi que tinha que tomar uma providência“, diz ela. Começou a pesquisar sobre os sintomas e descobriu mais problemas que tinha, que nem sonhava serem por conta da cirurgia plástica.

Dossiê Lipo LAD: os riscos, resultados e valores do novo procedimento estético preferido das famosas

Olhos secos, problema de visão, perda de memória, problemas nas articulações, dores nas mamas, não conseguir dormir de bruços, ou dar abraços, queda de cabelo e mais outros 20 sintomas por conta da prótese. “Foi um baque não queria aceitar“. Pesquisando mais e mais, Larissa acabou descobrindo inúmeras mulheres que passam pelo mesmo ocorrido e que popularizaram o nome como “Doença do silicone”.

Ela afirmou que faltou muita instrução médica antes de realizar o procedimento e que isso é uma coisa que não te contam quando você pensa em realizar. É cada vez mais importante que páginas como a dela, que mostrem a realidade das cirurgias estéticas, continuem crescendo assim como a influência cada vez maior por parte das famosas do Instagram.

Meu objetivo com a página é alertar as mulheres na hora desses procedimentos e mostrar que existe beleza no natural e que as mulheres que realizaram o explante também podem ser felizes, se aceitando como são“.

Uma influencer que compartilhou o resultado de uma lipo LAD logo que saiu da mesa de cirurgia, foi Virgínia Fonseca. Os seguidores ficaram assustados com a gravidade de hematomas aparentes no corpo da influenciadora, mas aplaudiram o gesto dela “mostrar que nem tudo são flores”.

riscos das cirurgias

A doença do silicone, explicada pelo doutor Ricardo Miranda, está relacionada ao aparecimento de diversos sintomas, muitas vezes não divulgados, que aparecem após a colocação da prótese. Os principais sintomas são fadiga, queda de cabelo, dor de cabeça, ansiedade, depressão e insônia.

Ricardo  explica que as pacientes devem ser informadas de todos os riscos possíveis pelo médico e só assim, seguir com o procedimento escolhido de forma consciente. “É importante saber que todo procedimento assim possui riscos. Dentre os principais e mais comuns são infecções, hematomas, aberturas do ponto e a trombose“, afirma o especialista.

O doutor ainda explica sobre o popular procedimento “Lipo LAD”. As consequências são graves se não for realizado da maneira correta e por um profissional responsável, podendo causar distorções da anatomia corporal e fibrose.

A influenciadora Giovanna Chaves, que realizou o procedimento da Lipo LAD, compartilhou recentemente que teve complicações após a cirurgia. “Estou usando isso (um curativo na lateral da barriga) porque eu estava com muita retenção (de líquido) e eu acabei tendo fibrose”, afirmou em um vídeo publicado nos stories.

A Lipo LAD é um tipo de cirurgia bem novo e por isso é muito incerto saber todas as consequências que ela pode causar. Portanto, pode ser bem arriscado se aventurar nela, só por influências externas que ainda não tem um prazo de tempo longo, e não são garantia que sua saúde não será comprometida.

para o público jovem, o perigo é ainda maior?

É fato que a maior parte da população que habita as redes e segue influenciadores é jovem. A psicóloga Adriana explica que quanto menor a maturidade, maior a chance de se influenciarem e quererem fazer alguma cirurgia estética sem nenhum conhecimento sobre o assunto. “Jovens  procuram participar de grupos uniformes, fazendo parte de uma identificação, onde se identificam uns com os outros. Eles se baseiam mais em estereótipos que são supostamente populares na sociedade em que fazem parte“.

Criamos a nossa identidade através de imagens, pessoas e vivências, que permeiam nosso convívio. Dependendo de como este adolescente se vê ele pode desenvolver uma inadequação da sua imagem corporal que pode acarretar uma insatisfação com o próprio corpo, levando a um “distúrbio” de autoimagem e transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa)“, afirma.

De acordo com o doutor Ricardo Miranda, para pacientes menores de 18 anos não são recomendadas cirurgias desse tipo, por conta do ainda desenvolvimento corporal. É necessário ter a autorização dos pais para tal. Já alguns procedimentos como mamoplastia redutora, em pacientes com dores nas costas, são permitidos e essenciais para a garantia da saúde.

o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”

Adriana explica que não repudia completamente as cirurgias estéticas e que elas podem ser feitas, desde que de forma consciente. “É importante primeiramente trabalhar a autoaceitação e a autoestima, pois, estes são processos que vem de dentro para fora.  Saber que cada indivíduo é diferente e tem suas características particulares. Com consciência e maturidade podemos sim mudar algo que nos incomoda“.

A respeito da responsabilidade de influenciadoras, a especialista explica que o problema está na banalização e não mostrar os vários riscos e consequências que cirurgias plásticas podem trazer. “Acredito que poderiam falar de uma forma mais individualizada, levando em conta que influenciam o mais variado público, ter esta responsabilidade com as pessoas que as seguem. Veja, o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”.

como descobrir se a cirurgia plástica é uma vontade própria ou influência de pessoas que a gente segue?

De acordo com Adriana é importante se entender e pensar que você tem pensamentos completamente diferentes da outra pessoa.

A parte mais importante deste processo é o autoconhecimento. Se eu me conheço, compreendo meus pontos fortes e sei onde preciso trabalhar e desenvolver. Saber das minha qualidades e incluir significado e propósito em nossas vidas pode ser tremendamente motivador, empoderador e terapêutico. Quando foco em minhas potencialidades desenvolvo uma relação mais positiva comigo mesmo e com o mundo que me cerca. Procurar um bom profissional que ajude a compreender este processo pode ser extremamente válido“.

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Beleza

Xô, candidíase: o que é, como prevenir e quais são os tratamentos?

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Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos?
Rawpixel

Não tem jeito. Segundo uma pesquisa de 2020, do Ibope em parceria com a farmacêutica Bayer, pelo menos 52% das brasileiras já tiveram a candidíase, fazendo com que a doença atinja 3 em cada 4 mulheres. Com números tão alarmantes, é necessário que a gente tenha cada vez mais acesso à informação – lembrando que, apesar de comum, a condição pode ser facilmente evitada com hábitos do dia a dia.

Pensando nisso, a todateen compilou as principais informações que vocês precisam saber sobre candidíase.

+ Você sabe o que é pobreza menstrual? Conheça o projeto “Fluxo Sem Tabu”

Confira!

o que é candidíase, afinal?

A candidíase acontece quando o fungo Candida albicans se multiplica na região íntima, geralmente ocorrendo quando o sistema imunológico está mais debilitado ou após o uso prolongado de remédios que afetem a flora vaginal, como antibióticos, por exemplo.

Os principais sintomas são ardor, coceira, inchaço na região genital, corrimento esbranquiçado, aftas na boca e dor ao engolir alimentos. Lembrando que os homens também podem contrair candidíase, e o principal sintoma para eles é a ocorrência de uma vermelhidão e uma espécie de nata na ponta do pênis.

Além disso, fatores como uso de absorventes descartáveis, alimentação inadequada, estresse, sono desregulado também influenciam no aparecimento da infecção.

o que fazer?

Vale ressaltar sempre que, para um tratamento adequado, é necessário que você consulte um médico especializado e de confiança. No entanto, adotando algumas práticas no dia a dia podem ajudar a tratar e evitar a doença. Em entrevista, a obstetriz e fundadora da marca de coletores menstruais Inciclo, Mariana Betioli, indica:

“É importante manter a vagina arejada. Pra fazer isso, devemos evitar usar roupas apertadas, como calças jeans e se possível, preferir sempre calcinhas de algodão. O ideal, inclusive é dormir sem roupa íntima para deixar a vulva ‘respirar’”.

Além disso, manter a região íntima limpa é algo fundamental para ajudar no tratamento da candidíase. Só que há um porém: a limpeza não deve ser feita na parte interna. Deve-se lavar somente a vulva, que é a área externa.

Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos? (Divulgação/Rawpixel)

Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos? (Divulgação/Rawpixel)

Em estudo feito pela Inciclo, foi analisado que 60,7% das mulheres que usaram coletores menstruais, ao invés de absorventes descartáveis, relataram eliminação da infecção ou uma menor incidência da candidíase.

“Quando usamos absorventes externos, a região íntima fica abafada por muito tempo e em contato com o sangue em decomposição, aumentando o risco de infecções”, conta Mariana. “Bactérias e fungos adoram locais quentes e úmidos. São os melhores lugares para proliferação”.

Lembrando que os coletores são feitos com silicone hipoalergênico, um material sem corante e substâncias químicas, que evita irritações e dermatites na vulva. A vagina mantém seu pH equilibrado e sua umidade natural, deixando de acumular bactérias e fungos, ao contrário dos absorventes.

+ Coletor menstrual: qual idade certa para começar a usar?

De acordo com a obstetriz, a alimentação ainda pode ser uma grande aliada. “A cândida se alimenta de açúcar e carboidratos simples, então reduzir o consumo de farinha branca e doces certamente vai fazer diferença no tratamento.”, destaca.

Relembrando que a secreção vaginal é, – além de comum –, saudável e natural, sendo algo que toda vagina produz. Mas o sinal de alerta precisa ser ligado se essa secreção vier junto de sintomas como coceira, vermelhidão, mau odor, secreção esverdeada, amarela ou branca, dor ao urinar, entre outros. Nesses casos, pode indicar infecção.

Autoconhecimento é extremamente necessário, especialmente quando falamos de saúde íntima. Quando nos conhecemos, sabemos se tem algo errado com nosso corpo.

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