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Como é o processo de criação de capas de livros?

Como é o processo de criação de capas de livros?
Como é o processo de criação de capas de livros?

Todos nós sabemos que a capa é, sim, a porta de entrada para um livro. “O design gráfico do livro é muito importante. A gente escuta essa frase de ‘não julgue o livro pela capa’, mas essa frase é uma falácia. Ela está totalmente errada.”, aponta Rafaella Machado, Editora Executiva da Galera Record.

“A capa precisa comunicar história, precisa convidar o leitor a ler aquela história. Então isso é uma preocupação muito grande que eu tenho, até por conta da minha formação. Eu sou editora, sou formada em Jornalismo e eu sou formada em Design também, então eu tenho sempre uma preocupação de como essa história se traduz em termos gráficos.”, conta a especialista, adicionando que a capa é de extrema importância, já que um design equivocado pode acabar atraindo um público que não é o público-alvo da história em questão. “A capa é uma decisão estratégica muito grande, muito forte.”.

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Para entendermos melhor o processo criativo de como são idealizadas as capas de um livro, Rafaella nos contou detalhes da produção da capa de um dos recentes lançamentos da editora, o livro O caderninho de desafios de Dash & Lily, escrito por David Levithan e Rachel Cohn.

“A primeira coisa que a gente faz quando a gente vai fazer a ilustração de um livro, é fazer uma pesquisa de referência, com imagens, criando um moodboard. Então [para Dash & Lily] a gente viu muita coisa de Natal, com uma pegada mais vintage, aquele espírito natalino que é tão importante para história. E aí a gente chegou a muitas imagens de Natal aquareladas. E aí eu comecei a pesquisar aquarelistas brasileiras pra fazer essa adaptação, e me deparei muito rapidamente com o trabalho da Carmell [Louize], que é perfeito para passar esse tom de romance e nostalgia, que está muito presente no livro.”, relembrou ela.

Rafaella contou que, entre tantos artistas brasileiros talentosos, nem sempre usar a capa americana é a melhor ideia. “E no caso de Dash e Lily, por ser um conto natalino cheio de esperança e personalidade, nada melhor que uma aquarela da artista brasileira Carmell para expressar essa nostalgia.”, falou a executiva.

Carmell Louize Montano tem 28 anos, é ilustradora e designer gráfico, e trabalha na desde 2012. “Comecei divulgando meu trabalho como aquarelista em grupos do Facebook e com o tempo acabei migrando para o Instagram, que acabou por se tornar uma espécie de portfólio e uma grande vitrine, onde mais gosto de interagir!”, contou ela em entrevista à todateen.

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Confira o bate-papo completo!

todateen: Você sempre quis ser ilustradora? Conta um pouco da sua história!

Carmell Louize: Sim e não, na verdade eu sempre desenhei, minha mãe e meu pai foram os maiores incentivadores, então desde criança eu me sentia realizada enquanto estava com lápis e papel na mão, inclusive essa era a frase que minha vovó Ninfa dizia a todo mundo. Quando pequena eu costumava dizer que queria fazer os filmes iguais “os do Shrek” hahaha, isso por que com pouca idade eu já me arriscava no Photoshop e achava que era fácil assim. Mas posso dizer que já quis ser veterinária também, pois além da arte animais são minha paixão. Mas o chamado artístico foi mais alto.

tt: Qual seu maior objetivo com a arte? O que você mais quer passar para o público?

CL: Sempre pensei que eu estaria realizada no dia que as pessoas batessem os olhos no meu trabalho e soubessem pelo traço que eles tinham sido feitos por mim e isso tem acontecido e é minha maior felicidade! Não tenho apenas um objetivo com o meu trabalho, mas vários, me considero uma pessoa muito sonhadora e quero alcançar vários lugares e pessoas com a minha arte, mas se eu puder escolher uma coisa só, com certeza eu diria que produzir cada vez mais capas de livros e editoriais, me encontrei e é uma grande paixão, o sentimento de passar por uma livraria e ver meu trabalho lá exposto, fazer aqueles personagens que eu ajudei a dar vida, dançarem no imaginário de tantos leitores e podendo também inspirar ilustradores que possuem este sonho de ter suas ilustrações em capas de livros ou mesmo em outras produções. Acredito que com meu trabalho eu sempre busco passar leveza e que tudo que desejamos é possível e não precisa fazer um esforço descomunal para isso e sim acreditar com muito afinco naquilo que produz, ser o seu maior fã, não ter vergonha disto e ir atrás do seu sonho mesmo que pareça distante hoje, o mundo da voltas e logo menos seus objetivos podem ser concretizados.

tt: Fala um pouco mais sobre o seu estilo (que é, majoritariamente, a aquarela, certo?)!

CL: Meu trabalho tem grande foco na aquarela porém também produzo artes digitais e gosto muito! Sobre o meu estilo, por muito tempo achei que se eu produzisse algo não poderia fazer nada que fosse diferente daquele estilo se não eu estaria fazendo algo errado. Mas com o passar do tempo percebi que não e então eu resolvi adotar duas vertentes, onde em aquarela eu busco retratar a estética asiática, em grande parte a fisionomia coreana, com artes mais sérias e beirando o realismo, já nas artes digitais eu procuro fazer sempre ilustrações fofinhas e aí eu me divirto muito pois tem um mundo de possibilidades, mas algo que carrego nos dois tipos de trabalho são minhas paletas de cores sempre em tons pasteis e alegres, com muito azul e amarelo.

tt: Você faz tudo à mão ou você também ilustra digitalmente?

CL: Na verdade nos dois estilos as arte são feitas à mão, porém uma é produzida tradicionalmente com lápis, papel e tinta e a outra totalmente digital, mas também à mão, pois enquanto eu não realizo meu sonho de princesa que é ter um Ipad eu utilizo minha mesa digitalizadora hahaha que é minha parceira e me ajuda muito!

tt: Para produzir a capa do livro Dash & Lily, em qual momento você foi envolvida no processo?

CL: As artes para Dash e Lily vieram através de um convite da própria Rafaella Machado, uma fada maravilhosa que desde o início me deixou super a vontade durante a criação. Eu criei todos os elementos e a ilustração do casal com base nos critérios estabelecidos pela editora.

tt: A capa ficou linda e super sensível. Quais são os critérios que regem sua criação?

CL: Fico muito feliz com a aceitação desta nova edição, realmente foi um prazer poder ilustrá-la. Eu sempre procuro entender quem será retratado e o que os personagens querem passar ao público. Por isso, sempre peço um briefing bem explicadinho com tudo que a editora gostaria que fosse incluso ou que julgasse interessante, sem um linha específica de raciocínio, depois disso eu pontuo o que acho interessante e se eu tiver uma ideia além do que foi passado, exponho para saber o que pensam sobre ela, após tudo semi definido eu crio o esboço com o que eu captei e envio para aprovação da editora, antes de qualquer coloração e só depois do OK é que a tinta vai encontrar o papel.

tt: A capa é a porta de entrada de um livro. Como você chegou ao modelo perfeito da capa do livro Dash & Lily?

CL: Tudo foi feito com muito carinho e buscando não ser uma cópia da arte de divulgação da série da Netflix, embora seja linda e os atores super fofos, por esse motivo os personagens foram retratados conforme a descrição do livro. Para chegar ao design final da capa eu produzi os personagens separados dos elementos para depois digitalmente alinha-los conforme ficasse mais interessante e confesso que foram várias tentativas antes da versão que enviei para a editora hahaha.

tt: Qual foi a parte mais legal do seu processo criativo?

CL: Todo o processo foi muito prazeroso, mas acho que minha parte favorita foi a elaboração dos elementos, pois eu amo miniaturas bem detalhadas, pra mim é como um cartão de Natal antigo e me remeteu muito aos cartões que meus avós enviavam e recebiam dos amigos nas festas de final de ano.

tt: Qual foi a mais difícil?

CL: Não posso dizer uma parte difícil, mas talvez a que eu precisei me concentrar mais, foi na elaboração dos rostos dos personagens, eu queria que eles tivessem personalidade e que realmente passassem na imagem a essência de quem são. Minha intenção desde o início era criar uma capa onde o leitor ficasse admirando um bom tempo e vendo os detalhes que fui acrescentando durante a pintura.


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