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Comportamento

Como enfrentar a mudança de escola?

A princípio pode parecer o fim do mundo, mas essa mudança pode trazer muita coisa positiva

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Mochila com material para ir à escola

Com certeza, mudar de escola está entre as situações mais difíceis de encarar. Mas se você está passando por isso, não se desespere. Confira as dicas da tt para lidar numa boa e até enxergar um lado positivo aí!

Mudanças acontecem

É completamente normal ter que mudar algo em nossas vidas. Trocar de escola, por exemplo, pode rolar por diversos motivos diferentes: você não se adaptou, foi morar em um lugar muito longe ou até porque lá não tem mais a série que vai estudar. Também é ok se sentir mal no começo, principalmente com tantas coisas acontecendo. “Ocorre uma mudança de ciclo e adaptação a um novo ambiente. É preciso aprender a lidar com isso. Os questionamentos e as ansiedades são naturais, mas farão parte do seu crescimento”, explica a pedagoga Thaís Faccio.

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Giphy

O que fazer?

Não se desespere! Se tiver a oportunidade, conheça a nova escola e procure pessoas que estudarão na sua classe. Quem sabe não encontra alguém na mesma situação? Assim, você não chega tão perdida nos primeiros dias. E, se sentir necessidade, não tenha vergonha de pedir um help para os seus pais, a direção do colégio e especialistas.

Pontos positivos

Deixar tudo o que estava acostumada para trás não é fácil. Mas dá para encontrar coisas bem divertidas: pessoas diferentes, professores com pontos de vista que você nunca ouviu antes e desafios inesperados! E a profissional aconselha: “busque se envolver com os projetos que são oferecidos na escola”. Gosta de esportes, música ou teatro? Veja se eles têm algo para colocar em prática além das aulas.

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Giphy

Se a adaptação não rolar…

Em alguns casos, esse probleminha pode começar a afetar a sua relação com as outras pessoas e até mesmo suas notas. Se acontecer, é hora de sentar e trocar uma boa conversa com seus responsáveis. E saiba que a sua escola também está nessa: “não pense que você está chegando e ninguém está preocupado. Os profissionais do colégio estão preparados para recebê-la, sabendo das angústias, ansiedades e necessidades que a aluna tem”, explica a pedagoga.

Nova turma x amigos antigos

Vamos combinar, a maior preocupação com essa mudança toda é: como ficam meus bests? Se vocês são bastante apegados, não têm motivos para cortar essa amizade, né? WhatsApp e Facebook estão aí para isso. Só não vale ficar sem conhecer melhor as pessoas com quem dividirá a sala de aula. Mantenha os colegas de antes, mas faça novos e aumente sua turma.

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Giphy

“Aconteceu comigo”

Maria Eduarda Armador passou por isso. “Estudei seis anos na mesma escola e tive que sair no meio do ano. Todo mundo com grupinho e eu, a novata. Não foi fácil, mas superei”. Agora, Maria vai para o colegial e terá que se mudar de novo! A dica? “Temos sempre que nos despedir de quem amamos, mas isso não quer dizer que precisamos tirá-los do nosso coração!”.

Texto: Maria Mazza/colaboradora

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Dia Internacional da Mulher: 7 livros sobre personalidades femininas fortes e empoderadas

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Reprodução/Amazon

Hoje, dia 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data tem como objetivo ressaltar a importância da luta feminina pelos seus direitos e pela valorização na sociedade, e também de celebrar todas as conquistas sociais, políticas e econômicas já realizadas pelas mulheres ao longo da História.

Pensando nisso, preparamos uma lista especial repleta de livros sobre personalidades femininas fortes e empoderadas para você conhecer e adquirir nessa data. Dá uma olhada:

1. Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil:

Com esse livro, você conhecerá mulheres revolucionárias de etnias e regiões diferentes, que deixaram sua marca na história do Brasil.

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2. As Cientistas: 50 Mulheres que Mudaram o Mundo:

Recheada de lindas ilustrações, essa obra destaca 50 cientistas das áreas da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática. Além disso, conta com infográficos sobre equipamentos de laboratório, dados sobre mulheres que trabalham em campos da ciência na atualidade e um glossário ilustrado.

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3. 50 brasileiras incríveis para conhecer antes de crescer:

Escrito por Débora Thomé, jornalista, cientista política e criadora do bloco de carnaval “Mulheres Rodadas”, esse livro nos convida a conhecer a biografia de várias brasileiras com jornadas cheias de aventuras e obstáculos.

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4. Carolina – Carolina Maria de Jesus:

Com uma escrita simplificada e belas ilustrações, essa obra é um convite para conhecer uma personalidade feminina negra que se transformou em um símbolo de resistência e superação.

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5. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis:

Pensando em trazer à tona mulheres que lutaram pela liberdade, direitos, espaço na política e nas artes e ainda levantaram a voz contra a injustiça e a opressão, Jarid Arraes monta cordéis sobre mulheres negras que foram heroínas da vida real.

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6. Eu sou Malala (Edição juvenil):

Nesse livro, você conhecerá a história de uma menina que aos 10 anos viu sua realidade mudar: música era considerado um crime, as mulheres não podiam mais ir ao mercado e as meninas não deveriam frequentar a escola. Mas, ao resistir e lutar pelo que acreditava, Malala acabou sendo vítima de um atentado, em 9 de outubro de 2012, e quase perdeu a vida. Hoje, ela é considerada um símbolo de luta pelo direito à educação.

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7. Minha história para jovens leitores:

Sabemos que Michelle Obama foi primeira-dama dos Estados Unidos enquanto Barack Obama estava na presidência, mas nesse livro, você descobrirá mais sobre a história dessa forte personalidade, começando por sua infância.

Reprodução/Amazon

 

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Conheça o “Literalle”: programa inédito de entrevistas literárias

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Conheça o "Literalle": programa inédito de entrevistas literárias
Rawpixel/Divulgação | Arte: Laura Ferrazzano

Como boa apreciadora de literatura, a todateen não podia deixar de anunciar a novidade da estudante de Jornalismo, Roberta Gurriti. Apaixonada pela comunicação desde sempre, a influenciadora lança, nesta segunda-feira (8), em seu canal do YouTube, o primeiro episódio do Literalle – programa de entrevistas literárias.

+ Cantinho Literário Todateen: 5 indicações de livros para o mês de março

Apresentado por Roberta, programa tem como objetivo inovar e servir como fonte de entretenimento no meio literário. Entrevistando autores nacionais e internacionais, junto dos influenciadores de livros, o Literalle contará com quadros divertidos por meio de brincadeiras e quadros criativos.

“O Literalle aconteceu muito de repente, era madrugada, eu não estava conseguindo dormir e então, minha mente, como sempre, me fez pensar: ‘Se eu amo entrevistar, amo esse universo, e meu nicho é o literário, por que não juntar minhas duas paixões em uma e criar algo diferente e legal?”, contou a idealizadora.

Os episódios têm duração máxima de 25 minutos e tem, por vídeo, um ou dois convidados. O piloto estreia neste Dia da Mulher, às 15 horas e a primeira entrevistada do programa é a autora nacional Lola Salgado​, autora de ​Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali​, publicado pela editora Harper Collins, entre outros títulos. O Literalle contará com episódios semanais e a primeira temporada é especialmente voltada aos autores nacionais.

+ Exclusiva: Lola Salgado fala sobre seu novo livro

YouTube: The Gurriti

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Comportamento

Sororidade: o que é este conceito e porque precisamos falar sobre ele

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Sororidade: o que é este conceito e porque precisamos falar sobre ele
Arte: Laura Ferrazzano

Hoje, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Embora seja uma momento de felicitações, é importante lembrar que se trata de uma data de luta e de reflexão. Dentro desse contexto, é comum que diversos termos feministas sejam citados nas redes sociais, viralizando por meio de postagens e outros conteúdos.

Mesmo que essa popularização de conceitos seja, sim, positiva para alcançar mais pessoas, o que acontece é que essas expressões acabam sendo esvaziadas. Encontrando os usuários de maneira superficial e, em alguns casos, esvaziada.

+ 8 direitos que as mulheres têm no Brasil, mas nem todo mundo sabe

E, dentre as diversas terminologias que vemos circulando por aí, é exatamente o que acontece com o termo Sororidade. Para entender com mais detalhes sobre esta definição, a todateen conversou com Juily Manghirmalani, Cineasta e Pesquisadora, focando seus estudos em torno de gênero, cinema e raça, com foco nos cinemas indianos.

“Como me entendo mulher cis, parte da comunidade LGBT e também com família Manauara e Indiana, acho que ter diferentes inserções de realidade me fizeram mais crítica às verdades que me eram apresentadas.”, afirmou ela, que sempre foi uma pessoa mais sensível aos problemas sociais. “O feminismo como teoria veio meio tarde, comecei a ter contato real somente na faculdade, quando já tinha cerca de 20 anos.”, relembrou.

A cineasta também comentou que sua trajetória no ensino superior abriu um espaço para aprofundamentos em áreas mais pessoais. “Em vivências, o feminismo está comigo desde muito pequena. Sempre questionei as diferenças entre coisas que podia ou não fazer em comparação aos meninos, sempre fui meio moleque e ficava brava em como tudo me era limitado. Isso também por ter duas famílias muito matriarcais, das quais as mulheres sempre tiveram papéis muito ativos nas decisões, então a ancestralidade também me influenciou muito.”, contou.

No que diz respeito à Sororidade, Juily define: “No dicionário, ela é colocada como uma relação entre irmãs. Nas lutas feministas, essa palavra foi adequada para a união e filiação de mulheres que compartilhavam de ideais parecidos, principalmente no campo político de emancipação e busca por direitos.”.

A sororidade, enquanto aliança política, econômica e cultural entre mulheres, possui um caráter extremamente revolucionário no que diz respeito aos avanços de pautas feministas na sociedade. Porém, por sua constante presença na internet, é um termo que passou por um certo “esvaziamento”.

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“Essa é uma palavra que se tornou fácil na boca das pessoas e vazia de significado efetivo. Como vivemos em uma sociedade tão assimétrica em direitos, como as diferenças estruturais de classe e raça, metrópoles e o campo, periferia, acesso à informação e tudo mais, não tem como pensarmos que esse termo colocará todas as mulheres em um mesmo local de apoio e acolhimento, pois existem outras camadas de influências que movem esses corpos que são não somente o gênero.”, afirma a especialista.

Que continua:

“Em minha opinião, não acho que há necessidade de ressignificar a palavra em si, mas sim trazer à luz a importância da diversidade das construções sociais e das possíveis criações que dali saem. Acredito que nem toda mulher pode abraçar completamente a luta de outra mulher, sem antes colocar classe, sexualidade e raça no caminho, não pelo menos nesse momento que vivemos. Somos todas muito diferentes e precisamos saber até onde nosso braço alcança. A aliança entre as diferenças é de absurda importância, mas precisamos tomar cuidado em não sobrepor ou criar ainda mais atrito entre nós mulheres do que a sociedade patriarcal almeja.”, argumenta.

Na opinião de Juily, a união de um grupo social faz com que ele tenha mais força. “Estarmos unidas conscientemente mesmo em nossas diferenças faz com que cheguemos mais longe. Tanto em eleições, locais de poder, manifestações, acolhimento em situações de violência, empoderamento e tudo mais.”

Uma das estratégias de dominação mais bem sucedidas implementadas em nós, mulheres, é a rivalidade. Para driblar isso, a pesquisadora diz que um desses passos é “mudando a educação dessas mulheres e homens educadores (pais e mães, professores, líderes religiosos etc) que contribuem para essa rivalidade desde o início da vida.”.

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“Se a educação de base nos ensinar que a rivalidade faz parte de uma competitividade que nos diminui e limita, vamos conseguir entender que a vitória da amiga é tão importante quanto a nossa. A coletividade é o que estrutura um movimento e uma libertação, se nos colocarmos contra a outra, estamos também dificultando nosso acesso e crescimento. Entender que não adianta caminhar só e que todas temos papéis sociais na construção de uma vida melhor para as mulheres e outras “minorias”.”

Finalizando, Juily pontua que a discussão de gênero existe há séculos.

“Muitas mulheres criaram pensamentos e reflexões sobre suas realidades e contextos históricos.
Precisamos nos manter atentas ao que já foi conquistado, lutar para que se mantenha e lutar por melhorias.
Precisamos ter memória, ancestralidade e reescrever a história apagada das mulheres.
Entender que somos diferentes em culturas, crenças e necessidades, não somente abraçar um mundo utópico de realização geral quando somos a criação desse desnivelamento todo.
Vamos seguir juntas? Apoiar as nossas e as outras, buscar entender, abrir o coração e a cabeça pro que está por trás do que nos diferencia?”

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