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Tudo o que você precisa saber sobre cosméticos veganos

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Tudo o que você precisa saber sobre cosméticos veganos
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Nos últimos anos, o termo vegan beauty vem se tornando cada vez mais popular entre os cosméticos. Frente a tantas mudanças, a indústria da beleza está se reinventando, se adequando às preocupações ambientais, se questionando sobre composições e processos de produção.

Nesse contexto, os cosméticos veganos estão se popularizando a cada dia, já que o próprio veganismo é mais do que um movimento sociopolítico, sendo um estilo de vida e de respeito com todas as espécies e recursos naturais do planeta.

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Para tirar as principais dúvidas sobre à questão, Karen Mayer Lugão, communication support manager da marca essence cosmetics Brasil, em entrevista exclusiva à todateen, respondeu tudinho!

Vem conferir!

No que consiste um cosmético vegano?

Um produto vegano é quando não existe em sua composição nenhum ingrediente de origem animal e ele também não é testado em animal.

Quais são os critérios de certificação?

Para certificação de vegano basta que o produto e sua embalagem não tenham nenhum ingrediente de origem animal e nem derivados, como ovo, cera de abelha, seda ou lanolina (obtido da cera da lã de ovelha), entre outros.

Para certificação de cruelty free o produto não deve ser testado em animais, assim como os ingredientes utilizados nele e a empresa que o comercializa ou produz (se não forem a mesma) também não deverão fazer testes em animais.

Como funcionam os testes de cosméticos veganos?

Os testes podem ser realizados em tecidos artificiais, modelos de pele ou o cultivo de células em placas de petri.

Qual a importância dos cosméticos veganos quando falamos em sustentabilidade?

Produtos veganos possuem uma cadeia de produtividade menor, mais barata e reversível. Exemplo: utilizam menos água e todos insumos tendem a ser reaproveitadas

Qual a diferença entre cosmético vegano e cosmético orgânico?

Cosmético vegano não possui nenhum ingrediente de origem animal e não é testado em animais e já um cosmético orgânico é feito com ingredientes que não tiveram o uso de agrotóxicos e adubos químicos em seu cultivo. Um cosmético orgânico não necessariamente é vegano ou cruelty free.

O que é o selo cruelty free?

O selo cruelty free significa que não houve “crueldade animal” ou seja que o produto não foi testado em animal. Pode ser um produto vegano ou não.

Todo produto vegano é cruelty free?

Sim, porém nem todo produto cruelty free é vegano. Produto vegano é aquele que não é testado em animais e não possui ingredientes de origem animal em sua formulação. Já um produto cruelty free, significa que ele apenas não foi testado em animais.

Como ter certeza de que o produto é vegano e cruelty free?

Você pode acessar o site do PETA, da ONG Te Projeto entre outras ONGs de proteção animal, além de se orientar pelos selos nas embalagens dos produtos, ou quando não houver esse selo, ler a lista de ingredientes (para produtos veganos) ou pesquisar no site da marca e parceiros

Por que dar preferência aos produtos cruelty free?

Justamente por não fazerem mal aos bichinhos e terem sua eficácia comprovada sem nenhuma dor e sofrimento. Sendo beleza livre de crueldades.

Os produtos veganos são melhores para a pele?

Não necessariamente, um produto vegano significa que ele não tem ingredientes de origem animal. Um produto considerado clean beauty/natural, ou seja que possui pelo menos 95% dos ingredientes naturais, aí sim podemos dizer que são produtos melhores para a pele, com menos chances de causar uma alergia, por exemplo.

Onde encontrar produtos veganos no mercado?

Hoje em dia, felizmente é muito mais fácil encontrar itens veganos, tanto em perfumarias, sites de e-commerce ou mesmo em lojas de departamento.

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas
Abby Ouellette

Você provavelmente deve acompanhar alguma influenciadora que já realizou uma cirurgia plástica. Giovanna Chaves, Virgínia Fonseca e Viihtube são alguns nomes recentes. Para as milhões de pessoas que as seguem, muitas vezes pode parecer que essas personalidades passam uma imagem de que o procedimento pode resolver todos os seus problemas. Mas será que essa influência é sempre de maneira positiva? Que os procedimentos são sempre mil maravilhas e totalmente seguros?

Conversamos com uma psicóloga para tentar entender se a busca pelo procedimento é só uma vontade pessoal ou tem uma influência externa, um médico para explicar os riscos, que muitas vezes não ficam explícitos na internet, e com a fundadora da página “Explante de silicone” que passou por um procedimento que a trouxe inúmeras consequências, a fim de mostrar algumas coisas que não te contam sobre cirurgias plásticas.

+ PRÊMIO TODATEEN 2020: Veja a lista completa dos indicados e indicadas!

procedimento mais que comum entre brasileiras

De acordo com as informações da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com um número de mais de 1 milhão, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Dentre eles, a prótese de silicone e a lipoaspiração ganham destaque.

Tais números vêm de uma influência imposta há um longo tempo, da época em que os filmes de Hollywood propagavam a imagem da mulher magérrima, com o corpo perfeito. Isso foi se propagando cada vez mais até chegar nos procedimentos populares, como a prótese de silicone e a nova moda das influenciadoras, Lipo LAD, ou lipoaspiração de alta definição, que tem por objetivo retirar a gordura entre os músculos superficiais, principalmente do abdome, dando maior definição a eles.

Harmonização facial: como funciona e quais são os riscos do procedimento estético?

Em nossa sociedade, o interesse das pessoas pela imagem corporal tem sido grande, e o enfoque principal tem sido dado ao peso e à forma corporal. Os padrões atuais para a beleza enfatizam o desejo de magreza, um ideal aceito por muitas mulheres, mas de difícil alcance para a maioria. Um ideal buscado a todo custo e risco por muitas pessoas. Quando se cria um estereótipo social e você encontra alguém que o represente você se sente influenciado por este representante porque ele representa justamente aquilo que você almeja e você vê que de alguma forma isso é possível”, conta Adriana Cancelier, psicóloga especializada em obesidade e emagrecimento.

De acordo com a especialista, essa alta influência presente na nossa sociedade hoje pode trazer vários problemas psicológicos em quem tem contato com padrões corporais, tais como preocupação excessiva com comida, com o corpo, ingestão compulsiva de alimentos e drogas (devido a restrições), desenvolvimento de transtornos alimentares, não aceitação corporal, temor de não ser aceito ou amado, dificuldades de adaptação social, bloqueio social, frustração, dificuldade de lidar com limites, sensação de desamparo, insegurança, intolerância ao diferente, desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão.

nem tudo são flores

Cirurgias plásticas possuem riscos e nem sempre isso é mostrado. Larissa de Almeida (36), fundadora da página @explantedesilicone, foi uma das brasileiras que colocou a prótese de silicone, há oito anos, com o pretexto de que era para sentir-se “mais mulher”. “Eu via na mídia aquelas mulheres com peito grande e me sentia mal. Sempre fui bem magrinha, pequenininha, então ter peitos maiores era uma coisa que eu coloquei na cabeça que tinha que ter para ser mais mulher”.

Porém, Larissa afirma que a elevada e, de acordo com ela, falsa autoestima que sentiu com o silicone foi por um curto período de tempo. Logo começou a ter dores na região da mama, na costela e problemas de respiração. “No começo eu deixei levar, mas depois, começou a ficar preocupante“.

Com três anos de prótese Larissa teve contratura capsular – que ocorre quando a cápsula, formada naturalmente ao redor da prótese, aperta ela em uma tentativa de “expulsar” o corpo estranho. Depois de mais dois anos, teve a segunda. “Foi aí que eu percebi que tinha que tomar uma providência“, diz ela. Começou a pesquisar sobre os sintomas e descobriu mais problemas que tinha, que nem sonhava serem por conta da cirurgia plástica.

Dossiê Lipo LAD: os riscos, resultados e valores do novo procedimento estético preferido das famosas

Olhos secos, problema de visão, perda de memória, problemas nas articulações, dores nas mamas, não conseguir dormir de bruços, ou dar abraços, queda de cabelo e mais outros 20 sintomas por conta da prótese. “Foi um baque não queria aceitar“. Pesquisando mais e mais, Larissa acabou descobrindo inúmeras mulheres que passam pelo mesmo ocorrido e que popularizaram o nome como “Doença do silicone”.

Ela afirmou que faltou muita instrução médica antes de realizar o procedimento e que isso é uma coisa que não te contam quando você pensa em realizar. É cada vez mais importante que páginas como a dela, que mostrem a realidade das cirurgias estéticas, continuem crescendo assim como a influência cada vez maior por parte das famosas do Instagram.

Meu objetivo com a página é alertar as mulheres na hora desses procedimentos e mostrar que existe beleza no natural e que as mulheres que realizaram o explante também podem ser felizes, se aceitando como são“.

Uma influencer que compartilhou o resultado de uma lipo LAD logo que saiu da mesa de cirurgia, foi Virgínia Fonseca. Os seguidores ficaram assustados com a gravidade de hematomas aparentes no corpo da influenciadora, mas aplaudiram o gesto dela “mostrar que nem tudo são flores”.

riscos das cirurgias

A doença do silicone, explicada pelo doutor Ricardo Miranda, está relacionada ao aparecimento de diversos sintomas, muitas vezes não divulgados, que aparecem após a colocação da prótese. Os principais sintomas são fadiga, queda de cabelo, dor de cabeça, ansiedade, depressão e insônia.

Ricardo  explica que as pacientes devem ser informadas de todos os riscos possíveis pelo médico e só assim, seguir com o procedimento escolhido de forma consciente. “É importante saber que todo procedimento assim possui riscos. Dentre os principais e mais comuns são infecções, hematomas, aberturas do ponto e a trombose“, afirma o especialista.

O doutor ainda explica sobre o popular procedimento “Lipo LAD”. As consequências são graves se não for realizado da maneira correta e por um profissional responsável, podendo causar distorções da anatomia corporal e fibrose.

A influenciadora Giovanna Chaves, que realizou o procedimento da Lipo LAD, compartilhou recentemente que teve complicações após a cirurgia. “Estou usando isso (um curativo na lateral da barriga) porque eu estava com muita retenção (de líquido) e eu acabei tendo fibrose”, afirmou em um vídeo publicado nos stories.

A Lipo LAD é um tipo de cirurgia bem novo e por isso é muito incerto saber todas as consequências que ela pode causar. Portanto, pode ser bem arriscado se aventurar nela, só por influências externas que ainda não tem um prazo de tempo longo, e não são garantia que sua saúde não será comprometida.

para o público jovem, o perigo é ainda maior?

É fato que a maior parte da população que habita as redes e segue influenciadores é jovem. A psicóloga Adriana explica que quanto menor a maturidade, maior a chance de se influenciarem e quererem fazer alguma cirurgia estética sem nenhum conhecimento sobre o assunto. “Jovens  procuram participar de grupos uniformes, fazendo parte de uma identificação, onde se identificam uns com os outros. Eles se baseiam mais em estereótipos que são supostamente populares na sociedade em que fazem parte“.

Criamos a nossa identidade através de imagens, pessoas e vivências, que permeiam nosso convívio. Dependendo de como este adolescente se vê ele pode desenvolver uma inadequação da sua imagem corporal que pode acarretar uma insatisfação com o próprio corpo, levando a um “distúrbio” de autoimagem e transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa)“, afirma.

De acordo com o doutor Ricardo Miranda, para pacientes menores de 18 anos não são recomendadas cirurgias desse tipo, por conta do ainda desenvolvimento corporal. É necessário ter a autorização dos pais para tal. Já alguns procedimentos como mamoplastia redutora, em pacientes com dores nas costas, são permitidos e essenciais para a garantia da saúde.

o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”

Adriana explica que não repudia completamente as cirurgias estéticas e que elas podem ser feitas, desde que de forma consciente. “É importante primeiramente trabalhar a autoaceitação e a autoestima, pois, estes são processos que vem de dentro para fora.  Saber que cada indivíduo é diferente e tem suas características particulares. Com consciência e maturidade podemos sim mudar algo que nos incomoda“.

A respeito da responsabilidade de influenciadoras, a especialista explica que o problema está na banalização e não mostrar os vários riscos e consequências que cirurgias plásticas podem trazer. “Acredito que poderiam falar de uma forma mais individualizada, levando em conta que influenciam o mais variado público, ter esta responsabilidade com as pessoas que as seguem. Veja, o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”.

como descobrir se a cirurgia plástica é uma vontade própria ou influência de pessoas que a gente segue?

De acordo com Adriana é importante se entender e pensar que você tem pensamentos completamente diferentes da outra pessoa.

A parte mais importante deste processo é o autoconhecimento. Se eu me conheço, compreendo meus pontos fortes e sei onde preciso trabalhar e desenvolver. Saber das minha qualidades e incluir significado e propósito em nossas vidas pode ser tremendamente motivador, empoderador e terapêutico. Quando foco em minhas potencialidades desenvolvo uma relação mais positiva comigo mesmo e com o mundo que me cerca. Procurar um bom profissional que ajude a compreender este processo pode ser extremamente válido“.

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“Plastic Hearts”: nova era de Miley Cyrus mescla moda punk dos anos 80 e emancipação feminina

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"Plastic Hearts": nova era de Miley Cyrus mescla moda punk dos anos 80 e emancipação feminina
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Nesta sexta-feira (27), Miley Cyrus marca presença com seu novo álbum, “Plastic Hearts“. Com letras que são um “basta” em anos de manchetes sobre seus relacionamentos, a eterna Hannah Montana cancelou os planos de lançar os EPs que completariam o lançamento de “She Is Coming”, após um incêndio em sua casa e muito fogo na imprensa sobre sua vida amorosa. “Plastic Hearts” é, de fato, uma nova era para a cantora, que usou o punk rock como estética central para seu novo eu, na moda e na música.

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todateen conversou com Suzana Elias Azar (@suzanices), jornalista com especialização em moda e estilo de vida que representa o Fashion Revolution (@fash_rev_brasil) na cidade de Santos. Em nosso papo, exploramos com profundidade o punk da diva Pop, que possui em “Plastic Hearts” colaborações com Joan Jett, Stevie Nicks e homenagem à Cherry Curry, mulheres que marcaram presença nos anos 1980.

todateen: A maquiagem de Miley Cyrus nessa era de “Plastic Hearts”, especialmente nos clipes de “Midnight Sky” e “Prisoner”, possui referência de que década?

Suzana Elias Azar: A referência é da maquiagem dos anos 80, em uma pegada glam rock. O batom vermelho é um dos ícones das makes glamourosas dos anos 80 e Miley já adotou batom vermelho há tempos, meio como uma marca pessoal. Nas imagens divulgadas de “Midnight Sky” a combinação do batom vermelho com a sombra roxa com brilho é uma grande referência as makes dos anos 80. Essa mescla choca em um primeiro momento, afinal vermelho com roxo não combinam imediatamente, mas a make fica original e bonita, transmite personalidade.

tt: Como essa maquiagem reflete a moda que era tendência nessa década?

S: Os anos 80 trouxeram muitas tendências que depois chegaram a ser vistas como “horrorosas”, mas que de repente ressurgem repaginadas, como mangas bufantes, ombreiras, mistura de cores fortes, saia balone, leggings em tecidos com efeito brilhante, entre outras. Foi uma década de moda espalhafatosa, exagerada e as maquiagens coloridas refletem perfeitamente isso. A ideia geral era não passar despercebido, o lance era marcar presença, chamar a atenção.

No caso do estilo glam rock e punk, tínhamos mais do que uma tendência de moda. Havia uma atitude que unia tudo, incluindo um estilo específico de roupas, acessórios, maquiagem, cabelo que rompiam com os padrões. A make utilizada por Miley Cyrus traz toda essa atmosfera da época, das bandas de rock – sabia que o primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985? – e de punk dos anos 80. Não a toa que uma das estilistas que desenvolveu vestidos para Miley Cyrus para “Plastic Hearts” é Vivienne Westwood, uma das responsáveis pela estética punk e a ascensão da banda Sex Pistols.

tt: “Plastic Hearts” possui um feat com Joan Jett, um remix com Stevie Nicks e homenagem à Cherry Currie no clipe de “Prisoner”. Existe relação entre essas colaborações no álbum e o estilo punk?

S: Sem dúvidas! Joan Jett e Cherry Currie tocavam na “The Runaways”, uma Riot Band (banda formada só por mulheres). Quebraram padrões, lutaram contra o machismo na música e no mundo do rock. Joan Jett conheceu e conviveu com integrantes do Sex Pistols, então também participou dessa estética punk. Stevie Nicks cantava na banda Fleetwood Mac e depois em carreira solo. Já foi citada pela revista Rolling Stones entre os 100 maiores cantores de todos os tempos. São mulheres que não tiveram medo de desbravar o universo do rock, sem medo de encarar de frente o machismo.

tt: O corte mullet também entra nessa onda? Qual outro estilo de cabelo fazia sucesso?

S: O controverso corte mullet era quase unanimidade nos anos 80, principalmente entre músicos. Aqui no Brasil Chitãozinho e Xororó adotaram também, fizeram o maior sucesso! Além do mullet, nos anos 80 os cabelos volumosos eram tendência, franjas em cabelo cacheados, cortes repicados, cabelos com permanente (para dar volume), entre outros.

tt: O batom vermelho, sombras metálicas e predominância do preto na maquiagem, nessa era de Miley e nos anos 1980, dizem algo sobre a evolução do feminismo?

S: O batom vermelho é clássico, empodera as mulheres e simboliza sensualidade. Tanto esse tom nos lábios quanto as sombras metálicas e a predominância do preto transmitem o poder da mulher, que ousa usar uma maquiagem que chama atenção e foge do básico. De certa forma, pode refletir sobre a evolução do feminismo e o “meu corpo, minhas regras”, ao mostrar uma mulher que não tem medo de brilhar.

tt: Acredita que esse estilo punk é uma forma de rompimento com os padrões estéticos esperados em uma mulher?

S: O movimento punk e seu estilo rompem padrões estéticos e comportamentais. Quando o punk surgiu (na segunda metade dos anos 70, na Inglaterra) era um movimento jovem que mostrava o descontentamento com a sociedade no geral. Totalmente underground, com ideias anarquistas, revolucionárias, o lema era: No Future! A Inglaterra sofria com uma crise econômica e falta de empregos para jovens.

O princípio básico do punk é quebrar regras. No início não se preocupavam com a moda em si, pelo contrário, faziam questão de vestir trajes que afrontassem a noção da moda padronizadora e classista. Como não tinham trabalho, vestiam peças customizadas, camisetas “podrinhas”, peças de brechó, etc. Com Vivienne Westwood e Malcolm McLaren (na época formavam um casal) que o punk entra na moda e une de forma perfeita moda e música. Malcolm era o empresário da banda Sex Pistols e sua mulher, Vivienne Westwood, tinha uma loja alternativa em Londres que vendia peças fetichistas, muito couro, borracha, jeans destroyed, correntes, spikes.

As bandas punks começaram a vestir peças de Vivienne Westwood (que continua na ativa como estilista até hoje, sempre rompendo padrões). Ela foi criando a estética punk como moda. Se os looks masculinos podrinhos e agressivos (tachas, corrented e spikes em profusão) chocavam as classes média e alta, imagina os looks femininos, que também traziam peças fetichistas? Era uma afronta para os padrões vigentes.

tt: O retorno dessa era rock e empoderada, especialmente sob influência de Miley Cyrus – uma figura que preza pela liberdade e foge de manchetes sobre seus relacionamentos – diz algo sobre a evolução da emancipação feminina ao longo da história da moda?

S: Sim! Ao longo da história da moda temos momentos mais marcantes para emancipação feminina, para a liberdade da mulher ser quem quiser ser, vestir o que quiser, da forma que desejar e o rock e música no geral caminham lado a lado com essa pegada. Até hoje Madonna é referência de estilo, Cindy Lauper (que brilhava muito nos anos 80 e influenciou a moda da época), entre tantas outras.

Atualmente a mulher continua sendo extremamente julgada pelas suas roupas e por seu corpo. Chegou o momento de mulheres do showbiz, da música, novamente mostrarem que mulheres podem vestir o que quiserem, podem mostrar o corpo da maneira que desejarem, pois o corpo é de cada uma delas. A moda é uma grande expressão do “espírito do tempo” e em momento de crise é fundamental trazer a questão da mulher e seu corpo para as tendências.

ATENÇÃO: Você já votou em Miley Cyrus no PRÊMIO TODATEEN 2020? A cantora foi indicada nas categorias de “Hit Internacional” e “Melhor Cantora Internacional“. Deixe seu voto registrado!

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6 produtos que vão te ajudar a fazer uma make glow

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