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Comportamento

Dia Internacional Da Mulher: conheça a história por trás do 8 de março

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Dia Internacional Da Mulher: conheça a história por trás do 8 de março
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Quando as pessoas se questionam sobre a origem do Dia Internacional da Mulher, a história sobre as tecelãs mortas pelo chefe em uma fábrica de Nova York é o enredo mais popular para justificar a data. Entretanto, saiba que esse não é o ocorrido que originou o dia de luta das mulheres, já que isso nunca aconteceu!

Muitas pessoas contam que no dia 8 de março de 1857, 129 operárias morreram carbonizadas em um incêndio criminoso, dentro de uma fábrica têxtil nova-iorquina. O proprietário da indústria teria incendiado o local após a união das funcionárias em greves por melhores condições de trabalho.

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Acontece que essa história não é real! O que de fato aconteceu foi que em 25 de março em 1911, um incêndio causado pelas más instalações de uma fábrica de camisas matou mais de 125 funcionárias. O tecido serviu de combustível para o acidente, e nenhuma mulher teve chance de se salvar – a empresa trancava as portas do estabelecimento durante o expediente para evitar motins e greves.

Mas então o que aconteceu no dia 8 de março? Uma grande movimentação feminina na Rússia! Em 1917, o país estava passando por um ciclo revolucionário em prol de derrubar a monarquia czarista. No dia 8 de março do mesmo ano, um grupo de 90 mil operárias saiu às ruas protestando para pedir melhores condições de trabalho e vida, bem como chamar a atenção para os altos índices de fome e questionamento da participação do país na Primeira Guerra Mundial. O movimento marcou a história do país e é considerado por muitos historiadores como o pontapé inicial para a Revolução Bolchevique.

A revolução das operárias foi o responsável pela definição da data 8 de março, instituída oficialmente como o Dia Internacional Das Mulheres em 1975 pela ONU. Desde então todo o mundo celebra esse dia de luta para as mulheres refletindo sobre a desigualdade entre os gêneros que ainda predomina em todo o globo.

As mulheres podem ter conquistado o direito de votar, concorrer na política e igualdade legal diante do homem. Entretanto, o salário de uma mulher ainda representa cerca de 79,5% do salário de um homem igualmente capacitado, de acordo com a pesquisa Pnad Contínua realizada em 2018 pelo IBGE. Quando se tratam das mulheres negras, as estatísticas são ainda piores: o salário recebido por uma mulher dessa parcela da população é de aproximadamente metade do valor ganho por um homem branco.

O machismo torna o mundo um um local desrespeitoso e violento para as mulheres. Enquanto a taxa de homicídios diminuiu em 2019, a de feminicídio permanece crescente, 76% maior. E não se trata apenas da violência nas ruas: oito em cada dez casos de feminicídio deste ano ocorreram dentro de casa, enquanto 26 dos 37 casos tinham autoria conhecida, como maridos e ex-namorados.

Neste 8 de março, as mulheres celebram a conquista de direitos que antes não eram nem imagináveis. Entretanto, o caminho para a igualdade entre os gêneros ainda tem um percurso muito longo a ser percorrido.

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Almofadas, espelhos e cachepots: 16 itens de decoração que todo mundo vai querer ter em casa

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Doença do Silicone: entenda o que é e quais os fatores de risco

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Doença do Silicone: entenda o que é e quais os fatores de risco

Você já ouviu falar na Doença do Silicone? Essa é uma condição que tem sido cada vez mais comum, e tem afetado diversas pessoas. Uma famosa que falou sobre isso, por exemplo, é Ashley Tisdale.

Em agosto deste ano, a atriz fez um relato bem pessoal em seu Instagram contando que tirou suas próteses pois desconfiou que elas a fizeram ter problemas, como alergias alimentares e desconfortos intestinais.

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Hey guys, this is probably the most personal post I’ve ever shared. As you know, I’ve been very open about my mental health journey and feel that this is equally important. Years ago I underwent breast enhancement surgery. Prior to the surgery, I constantly felt my body was less than, and thought this change would make me feel more whole and more secure about myself. And for a short period of time…it did. But little by little I began struggling with minor health issues that just were not adding up—food sensitivities as well as gut issues (full story on @frenshe) that I thought could be caused by my implants. So, last winter I decided to undergo implant removal.  This journey has been one of growth, self discovery, self acceptance and most importantly self-love. This picture above was taken two months after my explant surgery and I think you can tell just how happy I am to finally be fully me. Over the years I’ve met with many holistic and non-holistic doctors and learned the importance of living a non-toxic life. I’m super excited to share with you what I’ve learned thus far, and would love for you to take this journey with me by following @frenshe, where we take an honest approach to our well-being and openly speak to health, beauty and everything in between. I can’t say I’m the proudest of the choices I made in the past but I don’t regret it because it got me here today. ❤️ Love you all! @frenshe is NOW LIVE!!

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Para entender melhor como ocorrem esses problemas, a todateen conversou com o cirurgião plástico, Dr. Fernando Amato.

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Segundo ele, a doença também é conhecida como síndrome ASIA, e é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas, como dor articular, dor no corpo, cansaço, distúrbios no sono, perda de cabelo, entre outros. E tudo isso acontece porque o silicone serve como gatilho para uma resposta autoimune desencadeando uma serie de sinais e sintomas.

O Dr. Fernando ainda alerta que qualquer pessoa pode sofrer com essa síndrome, mas pessoas com predisposição genética têm mais ocorrência. “E o risco também aumenta em pacientes com antecedentes de doenças autoimune“, explica ele.

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De acordo com o médico, quando é identificada a causa da doença como sendo o implante mamário, a alternativa é a cirurgia para retirada, conhecida popularmente conhecida como “Explante”.

O doutor ainda alerta que outros materiais, substâncias e até mesmo vacinas, podem causar a mesma síndrome. “[A doença] tem uma relação maior em pacientes com predisposição genética de doenças autoimunes. Desta forma, é difícil evitá-la, mas pacientes com maior risco podem optar por não colocar implantes de silicone“, ele enfatiza.

então o conselho é não colocar silicone?

Não necessariamente. O implante é uma cirurgia e, como qualquer outro procedimento desse estilo, tem seus riscos. No entanto, se para você esses são pontos que está disposta a aceitar, seja por estética ou por uma autoestima extremamente afetada, tudo bem.

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Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS, na sigla em inglês) investiga, justamente, a satisfação de quase 100 mil mulheres, revelando números de implantes e explantes em 2019. O resultado é de 299 mil colocações de silicone contra 33 mil retiradas.

Ou seja, o procedimento ainda agrada muitas mulheres e, em sua grande maioria, não causa riscos. Porém, é sempre importante alertar para os riscos que podem haver.

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Comportamento

Desmistificando o nanismo: conheça a história de Rebeca Costa: “Somos singulares”

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Desmistificando o nanismo: conheça Rebeca Costa
Rawpixel/Divulgação

O dia 25 de outubro é dedicado para o combate ao preconceito contra às pessoas com nanismo. Também celebrada em outros países, a data busca trazer debates e informações, sempre salientando as conversas sobre inclusão e desconstruindo conceitos capacitistas, isto é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência.

O nanismo é uma condição causada pela falta de crescimento, que resulta em uma pessoa de baixa estatura se comparada a outras pessoas da mesma idade e sexo. No Brasil, o nanismo foi reconhecido como deficiência física em 2004.

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Na tentativa de desmistificar cada vez mais o nanismo, a todateen conversou com Rebeca Costa, modelo, influenciadora digital e diretora de projetos da Annabra (Associação Nanismo Brasil), uma associação composta por pessoas com nanismo e pais de pessoas com nanismo, que visa atuar na promoção de políticas públicas de inclusão e acessibilidade, além de adquirir conhecimento para atender às demandas das pessoas com nanismo e suas famílias, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social.

“Eu sempre tive uma relação boa com meu corpo”, afirmou Rebeca, que sempre teve uma base familiar estruturada. “Sempre digo que o nanismo não foi apresentado pra mim, então eu não passei por um processo de aceitação, mas sim um processo de reconhecimento de quem eu sou. Então meus pais não pularam nenhuma etapa. Conforme o tempo passou eu fui vendo o que eu tinha naturalmente.”, explicou ela.

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No entanto, embora a modelo não tenha experimentado um processo de aceitação corporal, Rebeca conta que isso não significa que sua autoestima sempre tenha sido alta. “Eu nunca, em nenhum momento, tive um processo que foi preciso sentar para me falar sobre as dificuldades, meus pais sempre foram muito diretos. Então em qualquer situação que acontecia, algum tipo de preconceito, eles me explicavam da maneira mais direta e mais sensata possível.”, contou.

Rebeca, também é criadora do perfil no Instagram, “looklittle“, que tem como principal objetivo ajudar outras mulheres e seres humanos a entenderem como é, de fato, ser diferente. “Mostra uma vertente diferente do que a mídia carrega, do que a sociedade entende como nanismo.”, disse.

O propósito é esse mesmo, desmistificar tudo que as pessoas maquiam e por acaso saiba sobre o mesmo. Então eu tento trazer conteúdos meus e de outras pessoas com deficiência para elas mostrarem que isso é um detalhe. Eu ajudo as pessoas a reconhecerem o intuito de ajudar a pessoa entender que ela é linda e bonita por ser quem realmente é.

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Na conversa, a modelo ainda destacou a acessibilidade como um dos maiores desafios das pessoas com nanismo. “Herdamos todos os tipos de acessibilidade que é feito para outro tipo de deficiência, então não temos lugares feitos com a nossa estatura.”, explicou ela, enfatizando que eles recebem adaptações pensadas para outros tipos de deficiência. “As pessoas tem que entender que toda arquitetura feita para uma pessoa com deficiência requer individualidade, cada um tem sua forma individual de ser.”, falou ela.

Além disso, Rebeca também abriu o coração e reforçou a necessidade de empatia. “As pessoas nos julgam muito como seres inferiores, não conseguem entender que nós somos singulares.”, disse. “A aceitação não é obrigatória, mas o respeito é. Então a sociedade tem que ser empática e tem que respeitar. Dia 25 de outubro é um dia incrível, é um dia que eu agradeço muito porque nos dá a chance de fazer o nanismo ser reconhecido por novas vertentes e de novas conquistas ao combate ao preconceito, isso é necessário para que as pessoas tenham a capacidade de enxergar que nós existimos.”.

Olhar diferente que não é exposto na mídia na verdade, ela não é nada daquilo que é exposto na mídia, então o dia do combate veio para reconhecer que a gente luta, que nós temos direitos iguais. Como qualquer outra pessoa.”

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“Eu já passei por várias situações em que as pessoas me trataram de forma diferente em relacionamentos, amizades, trabalho dentre outras coisas.”, contou ela. “O problema de não me respeitar é da pessoa e não meu. Quando a pessoa me trata diferente, eu revido com que eu tenho de melhor, o meu conteúdo. Eu demonstro com a minha capacitação, com o meu caráter e princípios.”, explicou ela, dizendo que não pretende se deixar abalar com os preconceitos externos.

Para tornar a sociedade um ambiente mais igualitário e saudável, Rebeca indica a busca de informações para entender as pessoas com nanismo. “É você entender que os estudantes tem que sair um pouco da teoria e aprofundar na prática.”, disse. “Eu faço diversos atendimentos para faculdades, recebo muitos e-mails por dia de alunos de arquitetura, moda e medicina querendo consultoria. Só que muitas vezes desanimo porque não sai muito da da teoria. E o assunto fica na na na gaveta e eu acabo sendo objeto de notas.”, desabafou ela, que destacou a necessidade de trazer os assuntos cada vez mais para a prática.

Com relação aos estereótipos capacitistas acentuados pela mídia, a influenciadora comentou que é preciso ressignificarmos nossos pensamentos. “Acontece que nós temos direito de ser quem quisermos. Acontece que nós somos totalmente diferentes um do outro, apesar de ter a mesma deficiência, não somos iguais a todos. Então a ressignificação acontece quando você começa a conhecer e estudar o que que a pessoa é de forma unitária, de forma singular.”, ressaltou ela.

Para todas as mulheres em busca de aceitação, Rebeca também deu alguns conselhos. “Aceitar é apresentar um objeto a uma pessoa e dizer que aquilo é algo e você simplesmente aceita. Reconhecer é entender o conceito é saber os materiais, as substâncias, os princípios do que você é feita. Como você se enxergava antes de alguém te dizer que você deve somente se aceitar?”, questionou ela.

“O maior conselho é que você descarte qualquer tipo de manipulação ou qualquer tipo de aceitação, porque aceitação não existe, mas sim o reconhecimento. É muito gostoso, é muito gratificante quando você se reconhece diariamente. Existem diversas versões que você pode construir de você mesma.”, explicou.

“Espero que você possa ter essa maturidade e essa gostosura de se enxergar e se reconhecer”, falou.

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