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Comportamento

5 dicas para superar o fim de um relacionamento amoroso

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5 dicas para superar o fim de um relacionamento amoroso
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Lidar com términos nunca é uma tarefa fácil. Independentemente de como as coisas foram finalizadas, é muito difícil e doloroso separar os momentos ruins das boas lembranças. Porém, embora o período de “luto” seja muito importante para que você consiga digerir os seguimentos, não podemos ficar nos remoendo por tempo indeterminado.

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Pensando justamente nisso, Amanda Fitas, psicóloga especialista em relacionamentos e influenciadora digital, trouxe para a todateen cinco dicas super importantes para quem está tentando superar e virar a página.

Confira!

1. Não fique acompanhando a vida da pessoa

Não fique acompanhando páginas de redes sociais ou fazendo questão de estar no mesmo lugar que esse alguém. Por vezes, isso pode fazer com que você veja algo que não queira e atrapalhar todo o seu processo de superação. Lembre-se de que: quem sofre com tudo isso é você. Então, é necessário abrir mão de algumas coisas para alcançar a sua paz.

2. Não fique competindo mentalmente com a pessoa

Não fique se inferiorizando, nem medindo forças ou tentando mostrar que está melhor/por cima. Deixe a comparação de lado, pois é possível que os dois fiquem bem e felizes após um rompimento, não é preciso só um.

3. Não ache que essa pessoa possui dívidas abertas de reparação com você

Não fique aguardando um pedido de desculpas, que ela se redima e reconheça o quanto você era incrível ou algo do tipo, pois isso poderá te travar e você ficará esperando por algo que, possivelmente, nem venha a acontecer.

4. Não fique criando histórias na sua cabeça

Não crie ilusão de que seria tudo perfeito e nem perca tempo imaginando como teria sido se vocês tivessem continuados juntos. Se tudo fosse realmente perfeito, como às vezes ficamos imaginando, com certeza o relacionamento não chegaria ao fim. Ficar pensando muito no passado ou no futuro te impedirá de viver o que realmente importa no momento: o presente.

5. Não se force a superar em um tempo recorde e nem deixe com que você fique por muito tempo nisso

Cada pessoa tem seu tempo de superação e está tudo bem. Se você forçar uma superação rápida, provavelmente não terá superado de verdade e se você passar muito tempo remoendo a separação, estará perdendo tempo e oportunidade de ser feliz.

Tenha paciência. Vai ficar tudo bem! <3

Comportamento

Eclipse lunar desta segunda-feira (30) pede calma para resolver tudo em dezembro – entenda!

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Eclipse lunar desta segunda-feira (30) pede calma para resolver tudo em dezembro - entenda!
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Eclipse é sinônimo de potência, então se prepara para essa segunda-feira (30)! O último dia de novembro traz um teaser da intensidade de dezembro, em meio a uma lua cheia em Gêmeos, sol em Sagitário e eclipse lunar penumbral.

+ PRÊMIO TODATEEN 2020: Veja a lista completa dos indicados e indicadas!

Mas antes da gente continuar, vamos relembrar: “eclipse lunar” é o termo utilizado para nomear o fenômeno astronômico que ocorre toda vez que a Terra fica entre o Sol e a Lua, exatamente na linha de intersecção de sua órbita com a da Lua, astro que sempre está na fase “cheia” durante esse movimento.

“No sábado, dia 28, o planeta Netuno, regente da fé e da compaixão, encerra sua fase de retrogradação e fica direto no signo de Peixes, onde está domiciliado. Tudo isso nos prepara para a Lua Cheia que será um Eclipse Lunar Penumbral, na próxima segunda-feira, dia 30”, conta a astróloga Virginia Gaia.

Infelizmente o eclipse será pouco visível no Brasil devido ao seu horário coincidir com o amanhecer repleto de luz desta parte do globo. Com sol sagitariano e lua em Gêmeos ativando Aldebaran, estrela alfa da constelação de Touro, os astros pedem mais calma diante de tanta energia passional.

Nossa bruxona detalha todo o significado histórico que envolve esse fenômeno: “Existem quatro estrelas que são consideradas as estrelas reais da Pérsia, já que há cerca de 3000 anos antes de Cristo marcavam solstícios e equinócios (agora, não mais). Neste período, esses pontos de luz eram considerados deuses guardiões dos quatro cantos do céu, ou seja, os pontos cardeiais. Aldebaran é o olho do Touro e guardião do leste, estrela bem brilhante e meio avermelhada que marcava o início da primavera (no hemisfério norte) e outono (hemisfério sul), e consequentemente, o novo ciclo astrológico, que hoje se dá com Áries. Esta estrela é relacionada também ao arcanjo Miguel, o qual traz uma representação de guerreiro, bem como Zeus, que assumiu a forma de touro para conquistar Europa, filha do Rei Fenício”.

A taróloga finaliza dizendo que este eclipse traz o futuro para o debate, ao lado de uma grande força para vencer obstáculos e iniciar uma nova era – e quem sabe com as notas altas no boletim. Entretanto, todos precisam tomar cuidado para não reagir de maneira muito radical e ter mais cautela antes de deixar algumas coisas para trás.

Com um pouquinho de paciência e bom manejo da comunicação, dezembro chegará com tudo para finalizarmos 2020, nas palavras de Virginia, de maneira triunfal! Fique ligado porque em breve o horóscopo de dezembro chega com mais um eclipse e muita intensidade 😉 .

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Beleza

Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas
Abby Ouellette

Você provavelmente deve acompanhar alguma influenciadora que já realizou uma cirurgia plástica. Giovanna Chaves, Virgínia Fonseca e Viihtube são alguns nomes recentes. Para as milhões de pessoas que as seguem, muitas vezes pode parecer que essas personalidades passam uma imagem de que o procedimento pode resolver todos os seus problemas. Mas será que essa influência é sempre de maneira positiva? Que os procedimentos são sempre mil maravilhas e totalmente seguros?

Conversamos com uma psicóloga para tentar entender se a busca pelo procedimento é só uma vontade pessoal ou tem uma influência externa, um médico para explicar os riscos, que muitas vezes não ficam explícitos na internet, e com a fundadora da página “Explante de silicone” que passou por um procedimento que a trouxe inúmeras consequências, a fim de mostrar algumas coisas que não te contam sobre cirurgias plásticas.

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procedimento mais que comum entre brasileiras

De acordo com as informações da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com um número de mais de 1 milhão, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Dentre eles, a prótese de silicone e a lipoaspiração ganham destaque.

Tais números vêm de uma influência imposta há um longo tempo, da época em que os filmes de Hollywood propagavam a imagem da mulher magérrima, com o corpo perfeito. Isso foi se propagando cada vez mais até chegar nos procedimentos populares, como a prótese de silicone e a nova moda das influenciadoras, Lipo LAD, ou lipoaspiração de alta definição, que tem por objetivo retirar a gordura entre os músculos superficiais, principalmente do abdome, dando maior definição a eles.

Harmonização facial: como funciona e quais são os riscos do procedimento estético?

Em nossa sociedade, o interesse das pessoas pela imagem corporal tem sido grande, e o enfoque principal tem sido dado ao peso e à forma corporal. Os padrões atuais para a beleza enfatizam o desejo de magreza, um ideal aceito por muitas mulheres, mas de difícil alcance para a maioria. Um ideal buscado a todo custo e risco por muitas pessoas. Quando se cria um estereótipo social e você encontra alguém que o represente você se sente influenciado por este representante porque ele representa justamente aquilo que você almeja e você vê que de alguma forma isso é possível”, conta Adriana Cancelier, psicóloga especializada em obesidade e emagrecimento.

De acordo com a especialista, essa alta influência presente na nossa sociedade hoje pode trazer vários problemas psicológicos em quem tem contato com padrões corporais, tais como preocupação excessiva com comida, com o corpo, ingestão compulsiva de alimentos e drogas (devido a restrições), desenvolvimento de transtornos alimentares, não aceitação corporal, temor de não ser aceito ou amado, dificuldades de adaptação social, bloqueio social, frustração, dificuldade de lidar com limites, sensação de desamparo, insegurança, intolerância ao diferente, desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão.

nem tudo são flores

Cirurgias plásticas possuem riscos e nem sempre isso é mostrado. Larissa de Almeida (36), fundadora da página @explantedesilicone, foi uma das brasileiras que colocou a prótese de silicone, há oito anos, com o pretexto de que era para sentir-se “mais mulher”. “Eu via na mídia aquelas mulheres com peito grande e me sentia mal. Sempre fui bem magrinha, pequenininha, então ter peitos maiores era uma coisa que eu coloquei na cabeça que tinha que ter para ser mais mulher”.

Porém, Larissa afirma que a elevada e, de acordo com ela, falsa autoestima que sentiu com o silicone foi por um curto período de tempo. Logo começou a ter dores na região da mama, na costela e problemas de respiração. “No começo eu deixei levar, mas depois, começou a ficar preocupante“.

Com três anos de prótese Larissa teve contratura capsular – que ocorre quando a cápsula, formada naturalmente ao redor da prótese, aperta ela em uma tentativa de “expulsar” o corpo estranho. Depois de mais dois anos, teve a segunda. “Foi aí que eu percebi que tinha que tomar uma providência“, diz ela. Começou a pesquisar sobre os sintomas e descobriu mais problemas que tinha, que nem sonhava serem por conta da cirurgia plástica.

Dossiê Lipo LAD: os riscos, resultados e valores do novo procedimento estético preferido das famosas

Olhos secos, problema de visão, perda de memória, problemas nas articulações, dores nas mamas, não conseguir dormir de bruços, ou dar abraços, queda de cabelo e mais outros 20 sintomas por conta da prótese. “Foi um baque não queria aceitar“. Pesquisando mais e mais, Larissa acabou descobrindo inúmeras mulheres que passam pelo mesmo ocorrido e que popularizaram o nome como “Doença do silicone”.

Ela afirmou que faltou muita instrução médica antes de realizar o procedimento e que isso é uma coisa que não te contam quando você pensa em realizar. É cada vez mais importante que páginas como a dela, que mostrem a realidade das cirurgias estéticas, continuem crescendo assim como a influência cada vez maior por parte das famosas do Instagram.

Meu objetivo com a página é alertar as mulheres na hora desses procedimentos e mostrar que existe beleza no natural e que as mulheres que realizaram o explante também podem ser felizes, se aceitando como são“.

Uma influencer que compartilhou o resultado de uma lipo LAD logo que saiu da mesa de cirurgia, foi Virgínia Fonseca. Os seguidores ficaram assustados com a gravidade de hematomas aparentes no corpo da influenciadora, mas aplaudiram o gesto dela “mostrar que nem tudo são flores”.

riscos das cirurgias

A doença do silicone, explicada pelo doutor Ricardo Miranda, está relacionada ao aparecimento de diversos sintomas, muitas vezes não divulgados, que aparecem após a colocação da prótese. Os principais sintomas são fadiga, queda de cabelo, dor de cabeça, ansiedade, depressão e insônia.

Ricardo  explica que as pacientes devem ser informadas de todos os riscos possíveis pelo médico e só assim, seguir com o procedimento escolhido de forma consciente. “É importante saber que todo procedimento assim possui riscos. Dentre os principais e mais comuns são infecções, hematomas, aberturas do ponto e a trombose“, afirma o especialista.

O doutor ainda explica sobre o popular procedimento “Lipo LAD”. As consequências são graves se não for realizado da maneira correta e por um profissional responsável, podendo causar distorções da anatomia corporal e fibrose.

A influenciadora Giovanna Chaves, que realizou o procedimento da Lipo LAD, compartilhou recentemente que teve complicações após a cirurgia. “Estou usando isso (um curativo na lateral da barriga) porque eu estava com muita retenção (de líquido) e eu acabei tendo fibrose”, afirmou em um vídeo publicado nos stories.

A Lipo LAD é um tipo de cirurgia bem novo e por isso é muito incerto saber todas as consequências que ela pode causar. Portanto, pode ser bem arriscado se aventurar nela, só por influências externas que ainda não tem um prazo de tempo longo, e não são garantia que sua saúde não será comprometida.

para o público jovem, o perigo é ainda maior?

É fato que a maior parte da população que habita as redes e segue influenciadores é jovem. A psicóloga Adriana explica que quanto menor a maturidade, maior a chance de se influenciarem e quererem fazer alguma cirurgia estética sem nenhum conhecimento sobre o assunto. “Jovens  procuram participar de grupos uniformes, fazendo parte de uma identificação, onde se identificam uns com os outros. Eles se baseiam mais em estereótipos que são supostamente populares na sociedade em que fazem parte“.

Criamos a nossa identidade através de imagens, pessoas e vivências, que permeiam nosso convívio. Dependendo de como este adolescente se vê ele pode desenvolver uma inadequação da sua imagem corporal que pode acarretar uma insatisfação com o próprio corpo, levando a um “distúrbio” de autoimagem e transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa)“, afirma.

De acordo com o doutor Ricardo Miranda, para pacientes menores de 18 anos não são recomendadas cirurgias desse tipo, por conta do ainda desenvolvimento corporal. É necessário ter a autorização dos pais para tal. Já alguns procedimentos como mamoplastia redutora, em pacientes com dores nas costas, são permitidos e essenciais para a garantia da saúde.

o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”

Adriana explica que não repudia completamente as cirurgias estéticas e que elas podem ser feitas, desde que de forma consciente. “É importante primeiramente trabalhar a autoaceitação e a autoestima, pois, estes são processos que vem de dentro para fora.  Saber que cada indivíduo é diferente e tem suas características particulares. Com consciência e maturidade podemos sim mudar algo que nos incomoda“.

A respeito da responsabilidade de influenciadoras, a especialista explica que o problema está na banalização e não mostrar os vários riscos e consequências que cirurgias plásticas podem trazer. “Acredito que poderiam falar de uma forma mais individualizada, levando em conta que influenciam o mais variado público, ter esta responsabilidade com as pessoas que as seguem. Veja, o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”.

como descobrir se a cirurgia plástica é uma vontade própria ou influência de pessoas que a gente segue?

De acordo com Adriana é importante se entender e pensar que você tem pensamentos completamente diferentes da outra pessoa.

A parte mais importante deste processo é o autoconhecimento. Se eu me conheço, compreendo meus pontos fortes e sei onde preciso trabalhar e desenvolver. Saber das minha qualidades e incluir significado e propósito em nossas vidas pode ser tremendamente motivador, empoderador e terapêutico. Quando foco em minhas potencialidades desenvolvo uma relação mais positiva comigo mesmo e com o mundo que me cerca. Procurar um bom profissional que ajude a compreender este processo pode ser extremamente válido“.

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Comportamento

Exclusiva: Juliana Valentim fala sobre escravidão e racismo em seu novo livro “O Abrigo de Kulê”

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Divulgação/Luciano Vellasco

Juliana Valentim é autora de dois livros, de crônicas e poesias, e agora se aventura na narrativa do seu primeiro romance, O Abrigo de Kulê, publicado pela Editora All Print. Ambientado nos anos 40, o lançamento da escritora brasiliense retrata a escravidão no Brasil nos anos 1940, abordando temas como racismo, amor e solidariedade.

Jornalista de formação, Juliana – que sempre foi apaixonada pelas palavras – conta a história de Gabriel, um caixeiro viajante contador de histórias, e Maria, uma jovem que ama os livros e sonha em conhecer o mundo. Juntos, eles traçam um caminho em busca da liberdade.

Em entrevista exclusiva à todateen, Juliana falou um pouco mais sobre sua trajetória, dando detalhes de como foi a experiência de desenvolver uma história com personagens e temas tão sensíveis.

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Confira!

Juliana, você sempre teve vontade de ser escritora?

Meu amor pelas palavras vem desde a infância. Meu pai lia muito para mim e isso me incentivou a usar a imaginação. Quando fiz dez anos, minha mãe me deu de presente uma máquina de escrever. E, desde então, sigo escrevendo. Eu sempre amei os livros, acho que eles nos permitem sair do mundo real e entrar no imaginário, que é um lugar muito gostoso, onde moram os sonhos.

Quando foi que você realmente decidiu que iria escrever um livro?

Meu primeiro livro, “Manuscritos de um Viajante”, nasceu de uma viagem pelo mundo. Passei cinco anos morando fora do Brasil e colecionei histórias, das mais diversas – trágicas, cômicas, românticas, emocionantes. Isso me despertou a ideia de publicar uma obra de contos e crônicas. Depois, veio o “Palavras que Dançam”, um livro de poesias que deu origem ao meu perfil literário @palavrasquedancam no Instagram. E, agora, “O Abrigo de Kulê”, que é muito especial, pois é o meu primeiro romance.

De onde veio a inspiração para escrever “O Abrigo de Kulê”?

Eu sempre quis escrever um romance, que é uma história com narrativa mais longa. E também sempre quis falar de temas importantes e atemporais como as questões raciais, a busca pela liberdade e a sororidade, solidariedade entre mulheres que nasce em tempos desafiadores. Foi a junção de todos esses desejos que me inspirou a produzir “O Abrigo de Kulê”.

Como foi pra você desenvolver a relação de Gabriel e Maria?

Eu me apaixonei por Gabriel e Maria, dois personagens jovens que carregam no coração muitos sonhos. Cada um deles vem de uma realidade diferente. Gabriel é um caixeiro viajante que anda pelo Brasil vendendo brinquedos. Maria é uma moça muito culta que se sente presa na realidade de uma pequena cidade do interior. Eles vivem um romance cheio de aventura e caminham sempre em direção à liberdade. Falar sobre a paixão entre dois personagens tão fortes e cativantes foi incrível.

Qual sua parte favorita de seus personagens? O que você mais gosta neles?

Meus personagens trazem no coração uma enorme garra, cada um à sua maneira. A Kulê, por exemplo, que dá nome ao livro, é uma moça negra que nasceu escravizada em uma fazenda no interior do Brasil. Embora só conheça essa realidade, ela busca incansavelmente sua liberdade. Meus protagonistas são jovens adultos que, apesar da pouca idade, mostram uma firmeza de caráter e propósito muito bonita.

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Você ambienta a obra na década de 40, como foi pra você colocar todas essas referências de tempo e espaço na obra?

O livro é uma ficção, mas traz cenários bastante reais do interior do Brasil na década de 40. Parte desta ambientação veio de pesquisas e parte das histórias que ouvi da minha avó, que nasceu em 1928 e tem muito conhecimento desses tempos. Foi muito interessante mesclar o trabalho de pesquisa com as memórias dela, acrescentou uma riqueza imensurável à obra.

O livro fala sobre temas muito latentes, por exemplo a escravidão, o preconceito e intolerância. Como foi pra você falar sobre esses tópicos?

A gente precisa falar sobre o preconceito, em todas as suas formas. Oitenta anos se passaram entre a história do livro e nossos tempos, mas ainda estamos presos aos mesmos temas, que parecem cada dia mais atuais. Estamos em um momento muito importante, com vários movimentos acontecendo, com muitas pessoas buscando sua voz. Meu papel como escritora é trazer à tona esses assuntos e amplificar as vozes de quem precisa falar.

“O Abrigo de Kulê” retrata muito bem diversos sentimentos dos jovens: a vontade de viver demasiadamente e a liberdade. Quer falar um pouco sobre isso?

A coisa mais bonita da juventude é a fome de vida, essa vontade de engolir o mundo. Vejo uma riqueza tão grande nisso! Para mim, a juventude é a força propulsora da mudança que tanto queremos. E talvez o segredo da longevidade seja não perdermos esse encantamento que os jovens têm pela vida.

Capa – “O abrigo de Kulê”

A capa do livro também é extremamente sensível. De onde veio a ideia?

A capa é muito importante, pois é o primeiro contato do leitor com o livro. Eu queria uma imagem forte que não perdesse a doçura e a delicadeza. Então, veio a ideia de retratar uma moça negra, que tem os pés acorrentados, mas que possui grandes asas coloridas, simbolizando a liberdade. Foi muito gostoso encontrar duas profissionais, Elaine Lyra e Flávia Hashimoto, que conseguiram criar, de forma primorosa, essa arte.

Quais são suas principais referências/autores favoritos?

Há vários autores que me inspiram muito. Posso citar, entre os principais, Clarice Lispector, que tem uma obra muito intensa, Rubem Alves, um cronista que escreve com uma delicadeza única, Luiz Fernando Veríssimo, que me ensinou muito sobre criatividade, Cora Coralina, um ícone de doçura e força e, mais contemporaneamente, Rayane Leão, uma poeta incrível.

Qual a importância de termos mulheres escrevendo e ganhando força no cenário nacional?

Ver as mulheres ganhando ainda mais força no cenário literário nacional é maravilhoso. E fazer parte disso me traz um orgulho enorme. Precisamos falar sobre o feminino, precisamos abordar e incentivar a sororidade, precisamos caminhar juntas! Pode até parecer clichê, mas juntas somos mais fortes. Sim!!!

Qual a mensagem que você gostaria de passar com essa história?

Eu quero dizer às pessoas que nunca deixem de lutar por aquilo que faz o coração vibrar, por mais difícil que pareça, por mais que o mundo queira te enquadrar no que os outros esperam de você, por mais que o sonho pareça algo distante. Nunca deixe de buscar. Assim como Kulê não desistiu da sua liberdade, que a gente nunca desista de buscar a nossa, seja ela qual for. A palavra que eu mais gosto é coragem. Então, coragem para todos nós. Sempre! Vejo vocês no @palavrasquedancam.

O livro O Abrigo de Kulê pode ser adquirido na Amazon.


Confira também as indicações do Cantinho Literário Todateen de novembro!

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