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Entervista com C. C. Hunter, autora da saga “Shadow Falls”

Confira a entrevista completa com a autora!

C. C. Hunter

A tt bateu um superpapo com a autora da saga Shadow Falls: C. C. Hunter! Ela comentou sobre inspirações, deu dicas literárias incríveis, e ainda, falou sobre seres sobrenaturais e triâgulos amorosos. Haha! Nossa entrevista está imperdível! Confira:

C. C. Hunter

Foto: Divulgação

 tt: Qual sua inspiração para a criação desta saga de tanto sucesso e porque escrever sobre ficção sobrenatural?

C.C: Para ser sincera, foi um telefonema que recebi da editora da St. Martin´s. Ela leu meu trabalho e gostou do meu estilo. Entrou em contato com a minha agente e perguntou se eu gostaria de escrever uma série para o público jovem adulto. Eles já tinham um conceito predefinido. A ideia que me surgiu continha apenas duas palavras: “acampamento paranormal”. A princípio hesitei um pouco, pois nunca havia escrito nada para esse público. Mas, quando falei com a editora, ela me garantiu que meu estilo tinha tudo a ver com esse público. Então fui adiante com essas duas palavras na cabeça. Fiz uma viagem pela estrada da memória, revivendo o que foi importante para mim quando era adolescente. Lembrei-me de algumas coisas que foram difíceis na minha adolescência, como a separação de meus pais, a morte de um membro querido da família, o quanto eu era fechada e tímida na escola. Tive um namorado que terminou comigo porque não estava pronta para fazer as coisas que ele queria, e pensando em tudo isso criei Kylie.

tt: Você imaginava que um livro que reunisse tantos tipos de seres sobrenaturais daria tão certo, apesar das diversidades entre as espécies?

C.C: Uma parte de mim acha que é por isso que deu tão certo. Na vida real somos todos tão diferentes! Para falar a verdade, quando comecei a construir os personagens de Shadow Falls, eu os criei para serem diferentes. Eu queria que eles aprendessem a aceitar uns aos outros apesar das diferenças.

tt: Desde o início de Escolhida ao Anoitecer você já sabia qual seria o desfecho do triângulo amoroso entre Kylie, Lucas e Derek?

C.C.: Não, eu não sabia com quem ela terminaria quando comecei a escrever Escolhida ao Anoitecer. Foi uma decisão muito difícil também. Esta é a primeira vez que escrevo sobre um triângulo amoroso e eu sabia que um herói deveria de fato ofuscar o outro. Criei dois grandes caras e ambos poderiam ser a alma gêmea de Kylie. Pode parecer loucura, mas eu senti como se a escolha fosse dela e não minha. Eu sei que a criei, mas depois de escrever tantos livros sobre Kylie, era como se ela tivesse vontade própria. Minha editora até chegou a me dizer: “Estou feliz que você não saiba com quem ela vai terminar, pois os leitores também não vão saber”.

tt: Por que escolher Della para os prequels e agora um spin off? Você vai incluir outros personagens de Shadow Falls na série dela?

C.C.: Ok, vocês podem não acreditar, mas isso não foi planejado. Quase tudo na minha vida nunca foi planejado. Quando minha editora pediu que eu escrevesse um conto para apresentar a série, pensei que Della seria uma boa escolha, pois a história de como ela se tornou vampira é bem dramática. Então, depois de terminar de escrever Escolhida ao Anoitecer, e antes de o livro ser lançado, comecei a pensar sobre as missões de Della com o metamorfo gostosão. Ninguém me pediu para escrever Save at Sunrise. Na verdade, o fato é que eu deveria estar trabalhando numa nova série que já vendi a St. Martin´s. Mas a história de Della não saía de minha cabeça, então eu simplesmente a escrevi. Depois liguei para a minha agente e disse o que eu tinha feito. Ela enviou a ideia à editora, que adorou, e adorou tanto que me respondeu: “Agora você tem que escrever os livros dela”. Então, minha outra série foi adiada até eu terminar de escrever a trilogia de Della. Quanto a escrever outros personagens? Estou aberta a qualquer coisa, eu adoro o mundo de Shadow Falls, embora tenha que deixar registrado que a futura série que pretendo lançar após a de Della é muito empolgante! Então, não vejo a hora de escrevê-la também.

tt: A que você atribui o número crescente de fãs que te segue nas redes sociais? Já aconteceu de você usar nos seus livros alguma ideia deles?

C.C.: Eu realmente não sei a que atribuir isso. Eu me sinto muito sortuda por meus fãs quererem fazer parte de meu mundo e do mundo de Shadow Falls. Eu tento participar de todas as redes sociais, mas às vezes é difícil me dividir entre o tempo que escrevo e o que fico conectada às redes sociais, mas acho ambos muito importantes.

tt: Todos ficaram e estão extasiados com o desfecho da saga, mas porque um final tão rápido para um livro tão detalhado?

C.C: Esta é uma questão difícil. Minha editora, minha agente e eu discutimos como e quando a série acabaria. Eu leio muitas outras séries e às vezes acho que elas perdem um pouco o embalo ao longo da história, e eu não queria que isso acontecesse com Shadow Falls. Eu queria um fim bombástico! Além disso, agora que estou escrevendo Shadow Falls: After Dark (primeiro livro da série de Della), os leitores ainda poderão acompanhar a vida de todos os personagens.

Saga Os Sobrenaturais

Foto: Divulgação

tt: Você se lembra de qual parte da história de Shadow Falls lhe veio à mente primeiro?

C.C.: Sou o tipo de escritora motivada pelos personagens, e a primeira coisa que fiz, foi descobrir quem Kylie Galen era, sua história, seus medos, suas mágoas. A segunda coisa que me veio foi a de que eu queria acrescentar fantasmas, pois eu adoro histórias de fantasma. Eu
começo a escrever e não sei o que vai acontecer a seguir até que eu tenha escrito. Quando comecei Nascida à Meia-Noite, eu não sabia quem era o fantasma; eu estava escrevendo o quinto capítulo do livro quando de repente essa parte da história me ocorreu.

tt: Alguns dos seus personagens foram inspirados em pessoas reais?

C.C: Há partes de mim e de pessoas reais nos personagens. Sou disléxica, e isso me ajudou a criar Miranda. Muito da vida de Kylie foi tirada de minha própria vida. Perry é aquele colega de classe que todos tivemos na escola. Lucas é aquele cara gostoso e um pouco solitário do colégio. Derek é o gatinho que todo mundo adora, porque ele é um bom ouvinte e ajuda você a resolver seus problemas. Della é a garota que sempre está ao seu lado, que sempre diz a verdade, mesmo quando não é tão agradável de ouvir. Della não é o tipo de garota a quem você pergunte: “Será que essa calça jeans faz o meu bumbum parecer maior?”, porque ela não vai adoçar a verdade.

tt: Você teve algum personagem sobre o qual gostava mais de escrever? Ou sobre o qual tinha mais dificuldade para escrever?

C.C.: Quando você escreve sobre um personagem e conta a história sob o ponto de vista dele, como aconteceu com Kylie, sempre se sente próximo desse personagem, muito mais que dos outros. Sobre Della foi mais divertido escrever porque ela é muito petulante. Eu adorava escrever suas partes na história. No entanto, os personagens sobre os quais é mais difícil escrever são os que escondem suas emoções. Assim, escrever tanto sobre Della quanto sobre Lucas, que raramente contavam muito sobre seu passado, era um pouco mais desafiador.

tt: Foi divertido criar as personagens Della e Miranda, que são tão diferentes e tão importantes na vida de Kylie? Você pensava: “Quem ler esse trecho vai se divertir com as confusões dessas duas”?

C.C.: Ao longo da minha vida e até mesmo agora, eu tenho diferentes tipos de amigos. Eu queria mostrar essa parte da vida real. Eu queria mostrar que diferentes tipos de pessoas podem conviver entre si e até mesmo aprender a ter muito carinho uns pelos outros. Della e Miranda são como água e óleo, gasolina e fogo. E, ainda assim, os leitores sabem que elas realmente se gostam. E, Em Reborn, quando você entra na cabeça de Della, é possível perceber o quanto ela se preocupa com Miranda. E, sim, eu gosto de escrever as cenas em que Della e Miranda discutem e acho que os leitores gostam de ver o quanto elas podem ser engraçadas quando estão juntas.

tt: Se você pudesse escolher um dos tipos de sobrenatural, a qual espécie gostaria de pertencer?

C.C.: Eu sempre quis voar, então ser um vampiro seria realmente legal. No entanto, se eu olhar para mim e para os talentos que tenho como ser humano, acho que eu seria uma boa fae. Eu sou a pessoa a quem meus amigos vêm falar sobre seus problemas. Eu sinto quando alguém está chateado, adoro ajudar as pessoas a resolverem seus problemas. Então, ser capaz de tocar em alguém e aliviar sua dor emocional seria um dom maravilhoso. Então, escolheria ser fae.

tt: Você tem algum conselho para dar a quem quer ser escritor?

C.C.: Tenho alguns. O primeiro conselho é: escreva. Muita gente quer ser escritor, mas não dedica tempo suficiente a isso. Você tem que amar escrever para ser um escritor. Você tem que gostar ainda mais que sair para almoçar com seus amigos, ou assistir TV, ou ir às compras. Você tem que se dedicar ao ofício. O segundo conselho é: nunca pare de aprender, fazer cursos, ler livros sobre como escrever. Pratique com outros escritores e critiquem os textos uns dos outros. O terceiro conselho é: nunca, nunca, desista! Eu escrevi durante anos antes de finalmente vender o meu primeiro livro. Então, escrevi por mais treze anos antes de vender meu livro seguinte. Se você quer, de verdade, ser um escritor, não deixe que nada (rejeição ou críticas negativas, ou a vida) faça você desistir de perseguir esse sonho. Você não pode parar de viver, então faça sim todas as coisas que citei, mas com moderação, porque escrever é importante. Se quiser mesmo ser escritor, não veja isso como um hobby, e sim como uma carreira, mesmo antes de se tornar realidade.

tt: Como sua vida mudou desde o sucesso de Shadow Falls?

C.C.: Eu costumava pensar que, quando você “se torna” um escritor, você desacelera o ritmo, mas isso não é verdade. Agora eu trabalho mais e durante mais horas, não que eu esteja reclamando, longe disso! Este é o meu sonho que se tornou realidade. Eu adoro, amo ouvir os leitores. Eu às vezes ainda me belisco, para ver se não estou sonhando, quando percebo o número de pessoas que lê minhas histórias. Mas até que ponto isso me mudou? Eu não acho que isso tenha acontecido, sou simplesmente eu. Uma garota de cidade pequena do Alabama. Ainda sou esposa, mãe, amiga e dona dos meus animais de estimação.

tt: Como é a sua biblioteca? Que tipos de livros você tem em suas prateleiras?

C.C.: Eu sou aficionada por livros. Eu amo ler! Leio histórias de amor, mistérios, jovens adultos e não ficção. Gosto de autores como Susan Elizabeth Phillips, Lori Wilde, Sophie Jordan, Joy Preble. Eu adoro ler quando estou escrevendo. Meus livros favoritos sobre a arte de escrever são Stein on Writing and Writing for Emotional Impact, de Sol Stein.

tt: Você gosta de ouvir música enquanto escreve? Que tipo de música? Algum de seus personagens tem uma música favorita?

C.C.: Eu adoro música, mas não consigo ouvir música enquanto escrevo. Eu me ligo na letra e acabo não prestando atenção nas palavras, na minha cabeça, que estou digitando. Mas quando não estou escrevendo ou quando estou dirigindo, eu adoro escutar músicas country, orquestradas, pop e até mesmo jazz.

tt: Você pode nos contar um pouco sobre sua trajetória como escritora? Como você chegou a esse ponto?

C.C.: Eu nunca fui uma daquelas escritoras que nasceu com uma caneta na mão. Só comecei a pensar em escrever quando tinha 24 anos. Eu não tinha diploma na área e, por ser disléxica, não achei que conseguiria. Mas sendo do Sul, e lá somos conhecidos como bons contadores de histórias, eu sempre soube contar uma boa história. Então decidi tentar escrever. Levei dez anos para vender o meu primeiro romance. Então, quando não consegui vender o meu segundo livro, comecei a escrever para revistas e fazer freelances como fotógrafa. Trabalhei para revistas por quase dez anos. Então senti vontade de escrever outro romance. Escrevi oito livros e seis parciais, antes de finalmente vender outro, em 2006. Voltei então a escrever romances de suspense bem-humorados, como Christie Craig. Foi quando, em 2010, a St. Martin’s pediu que eu escrevesse uma série para jovens adultos. Hoje, eu ainda escrevo histórias de amor para adultos e romances para jovens adultos. Também escrevi três livros de não ficção.

tt: O que você espera escrever daqui para frente, além do spin off? Tem outros livros em mente?

C.C.: Eu já mencionei a venda de outra série para jovens adultos à St. Martin´s, e esta também será uma série do gênero paranormal e se chamará Glimmers. Os personagens serão descendentes de ceifadores. E continuo a escrever meus romances de suspense bem-humorados.

tt: Deixe um recado para seus fãs… E muito obrigado pela entrevista.

C.C.: Eu gostaria de dizer obrigada aos meus fãs. Sem vocês, nunca teria chegado onde cheguei. E estou muito feliz por gostarem das minhas histórias. Em segundo lugar, vou lhes dar um conselho que veio de minha avó, e é o que eu passo para todos os meus personagens; e ele influenciou muito a minha escrita. O conselho é: se você consegue rir de algo, você consegue conviver com isso. O riso é muito importante nesta vida. Assim como Kylie e todos os meus personagens de Shadow Falls, encontro tempo para ficar com a minha família e os amigos e dar risadas. Encontre tempo para rir, e suas tensões vão ficar mais suportáveis e sua vida, mais rica. Obrigada mais uma vez pela agradável entrevista.

Entrevista: Divulgação/Jandaia

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