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Entrevista: Clarissa Müller lança EP focado em falar sobre as várias faces do amor

Cantora, atriz e influencer, a artista que estrelou filme sobre o duo Anavitória, explora o amor em suas múltiplas formas,
no primeiro lançamento musical

Entrevista: Clarissa Müller lança EP focado em cantar sobre as várias faces do amor
Entrevista: Clarissa Müller lança EP focado em falar sobre as várias faces do amor (Divulgação// Rawpixel)

A voz é doce e suave. O olhar, tímido. No entanto, engana-se quem pensa que Clarissa Müller vem calma por esses motivos. Com 22 anos, a atriz, modelo e influenciadora agora se joga em uma nova área artística: a carreira musical. Dedicada cada vez mais à música, lança, nesta sexta-feira (25), seu primeiro EP, intitulado “Clarissa”.

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Em entrevista para a todateen, Clarissa contou sobre o processo de mergulhar em um projeto musical pela primeira vez, sua carreira artística – muito marcada por Anavitória – planos futuros e muito mais!

clarissa, Clarissa Müller, Clapivara

Mais conhecida como Clapivara nas redes sociais, Clarissa já tem algumas produções em seu currículo. Ela começou sua carreira de atriz em “Desnude” na GNT, participou do filme da dupla Anavitoria e, mais recentemente, no longa independente “Me sinto Bem com Você“, feito durante a pandemia.

Sobre de onde veio essa vontade de estar no meio das artes, Clarissa explica que isso sempre esteve presente em sua vida. Sua mãe trabalhou como bailarina profissional e sua irmã como cantora. “Sempre achei que cantar fosse a parada da minha irmã. E como eu sempre fui muito tímida, atuar, então, nunca passou pela minha cabeça. Mas, com meu trabalho de modelo em 2017, foram surgindo uns testes, umas oportunidades“, conta.

cecília, em “Ana e Vitória”

Clarissa conta que tudo mudou com seu papel de “Cecília”, no longa “Ana e Vitória” (2017). A produção foi a maior que a artista participou e, além de atuar, foi responsável por performar algumas canções da dupla, conquistando muitos fãs. “O filme me abriu muitas portas, inclusive, eu comecei a pensar em cantar profissionalmente por conta desse trabalho, pela resposta muito positiva do público e muito também, porque me apaixonei“, relata.

Ela também conta que o trabalho foi essencial para que ela soubesse como trabalhar melhor a timidez. “Eu bancava uma coisa que eu não tinha, como eu disse era muito tímida, quase um bicho do mato mesmo, muito na minha, fui aceitando e fazendo esses trabalhos meio na raça. O filme, mudou completamente a minha vida e a minha percepção sobre mim“.

Agora, Clarissa se prepara para o lançamento do primeiro EP musical. “É assustador, mas também acho que é uma das coisas mais sensacionais que eu já senti na vida. Tudo o que está ali é muito pessoal e é muito lançar isso para o mundo“, explica.

primeiro EP

Clarissa quis trazer muito o “frescor da adolescência” no EP homônimo. Com uma pegada mais Pop alternativo possui 5 músicas, todas inéditas e autorais. As letras falam do amor em sua plenitude, sem tabus e preconceitos: o amor entre duas meninas, o amor maduro, o amor opressivo, o amor inconstante e o amor que só quer dançar agarradinho.

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As músicas foram escritas durante a pandemia, num momento em que, para o bem ou para o mal, tive que ficar frente a frente comigo mesma.  De certa forma, o amor está presente em todas as faixas, mas ele não chega da mesma forma, mostrando apenas uma de suas faces. Dentro do EP existe o amor que não conseguiu crescer, o amor que tem liberdade para correr livre, o amor que na verdade não é bem amor, o amor que não quer admitir que quer sossego. Então o amor existe muito ali, mas também existe uma menina tentando se entender dentro dele, tentando crescer para além dele“, diz Clarissa.

Sobre a inspiração para pensar no que queria para o primeiro lançamento musical, Clarissa conta: “Acho que o amor é a maior coisa que a gente tem nesse mundo, de todas as formas que ele existe, é para ele que a gente vive. Mas também tem música sobre a minha autoestima e eu Clarissa me sentindo completamente sozinha nos relacionamentos mesmo estando ao lado de alguém. Deus queira que amor não seja sobre isso também pelo menos (risos)”.

O projeto tem produção musical do Moodstock, grupo formado por Pepê Santos, Julio Raposo e Uiliam Pimenta, que contam com duas indicações ao Grammy Latino, além de produções de artistas como Anavitória, Jamz, Youn e Jorge Vercilo.

Sobre o estilo das faixas, a artista disse que foi uma decisão difícil, mas bem orgânica. Isso porque ela diz se identificar com muitos ritmos musicais. “Eu gosto muito de forró, de samba, de indie, de pop, de funk, de tudo. Os meninos falavam para eu levar referências do que eu pensava e eram sempre várias coisas misturadas. Então, vendo as letras, o peso que elas podiam ter e buscando algo diferente do que as pessoas estão fazendo, a gente chegou nesse lugar que é mais um pop alternativo”.

mais sobre as faixas

Clarissa detalhou mais o que quis dizer em cada uma das canções presentes no EP. Em uma delas, a artista conversa sobre fazer parte do movimento LGBTQIA+. Como pessoa pública, a artista tem consciência da importância da representatividade:

“Eu sinto que eu tenho sido tão influenciada positivamente por artistas e personalidades LGBTQIA+, tenho ganhado tanta força nessa representatividade, que eu não consigo me ver não defendendo essa bandeira, não falando sobre isso, sobre experiências pessoais”.

Confira tudo:

Ela não é sobre uma pessoa específica, mas sobre um sentimento muito forte que senti na minha adolescência, quando eu me apaixonei por uma menina pela primeira vez. É aquele sentimento de medo, descoberta, carinho, mas também de não poder estar junto. É sobre a impossibilidade de um amor, um amor que existe mas não conseguiu crescer, se desenvolver, amadurecer, e é muito uma letra sobre eu me descobrindo como bi mais jovem e não me assumindo.”

O vento leva, o vento traz  é sobre o amor do ponto de vista de alguém que já conhece bem esse sentimento, que não tem mais medo dele. Existe dentro da música um flerte com o carpe diem, com aproveitar o que temos enquanto temos. O amanhã fica para depois. É um sentimento mais livre, gostoso de saborear e muito maduro. Ele tem consciência de que pode acabar, mas que foi bom enquanto durou. Quis muito que tivesse essa sensação de leveza mesmo, eu tive a ideia desse titulo por causa de uma exposição que eu fui em São Paulo, era uma instalação que tinha umas fitas cassetes enormes, e um ventiladorzinho passando sobre elas e elas indo e voltando, acho que é bem isso, as pessoas entrando e saindo das nossas vidas.

Bem me quer, mal me quer é uma letra bem mal criada que eu fiz depois que levei um toquinho na pandemia, mas também sobre vários outros relacionamentos que eu já tive. É sobre ser constantemente subestimada e moldada por homens que me relacionei na vida, e a complexidade da coisa é que muitas vezes foi tanto culpa deles quanto minha. Eu mesma, sem ninguém ter exigido nada, me diminuía para caber na pessoa. Tentar agradar essa pessoa de todas as formas, falar sempre as coisas certas, eu me perdi ali, fiquei pequena para caber em alguém.

Pro nosso azar é muito sobre a minha inabilidade de lidar com relacionamentos, de querer estar ali e desenvolver alguma coisa com alguém, mas também ser livre e estar com outras pessoas. O eu lírico da música não sabe muito o que quer… Mas a ideia não é consertar nada nem encontrar uma solução para essa confusão toda, porque afinal de contas ela é gostosa demais pra acabar tão cedo”.

Xodó eu escrevi quando estava com insônia (risos). Me veio a melodia na cabeça que é um xotezinho e depois a letra, que é um pouco parecida com “o vento leva, o vento traz” no sentido de eu não ter medo de estar sendo demais, que bom que eu tenho essa liberdade de correr dentro desse amor e poder ser eu. Quero que essa música seja sentida como um acalanto mesmo, que nem dançar juntinho na praça. É sobre não precisar entender absolutamente tudo sobre um amor. As coisas não precisam ser tão complicadas.”

primeiro clipe

Clarissa escolheu a faixa “Bem me quer, mal me quer” para ganhar o primeiro clipe, mas também já revela que deseja trazer mais registros visuais para outras faixas. O primeiro também foi lançado nesta sexta-feira (25), e ela contou mais sobre como foi seu processo de construção:

“A ideia surgiu comigo conversando com o diretor sobre como transmitir a ideia de estar pequena para caber em alguém e não ficar uma coisa melancólica, ir para uma coisa mais divertida, mais irônica. Foi aí que a gente teve a ideia de fazer eu exercendo um papel que eu faço muito mal de dona de casa, não cabendo naquele lugar. É só uma representação de uma coisa que eu não nasci pra ser”, conta.

A gente fez dentro de uma casa enorme, mostrando como eu estou pequenininha ali, naquele lugar, imenso, sozinha, tentando caber dentro de alguma coisa. E eu acho que é isso, ficou um clipe bem divertido, bem irônico, bem do jeito que a gente estava pensando. Eu quis dar essa balanceada porque a letra é um pouco triste, mas a gente conseguiu fazer algo bem agridoce. Eu gostei mto da produção, foi muito tranquila“, completa.

Assista:

planos futuros

A artista disse que já pensa nos próximos passos. Apesar de querer esperar pela recepção do EP, disse que tem muitas letras prontas e engatilhadas. “Eu tenho outras letras sobre várias outras coisas, posso até virar a Taylor Swift brasileira (risos). Estamos pensando em de repente fazer algum feat, e acho que mais desenvolver o trabalho mesmo“, diz. Quando perguntada sobre suas parcerias do sonhos, Clarissa respondeu: Ana e Vitória, Agnes nunes, Kevin o Chris e Jão.

Ela revela a vontade de explorar outros gêneros e ainda afirma que quer continuar na atuação. Ansiosa pela recepção do trabalho, Clarissa entrega suas expectativas para isso:

 Espero principalmente que as letras sejam compreendidas e bem recebidas, porque elas são a parte mais importante para mim. Espero que o público se identifique, se emocione e se divirta com as histórias contadas nas canções, sinto que essa é a minha maior missão como artista. Não abdique de quem você é, seja forte, não se traia e faça o que tem vontade porque a felicidade é urgente”, finaliza.

Ouça “Clarissa”:

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