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Entrevista com Corban Addison, autor de Cruzando o Caminho do Sol

Corban Addison - Micah Kandros Photography

Eu entrevistei investigadores que arriscam suas vidas para encontrar pistas sobre meninas menores de idade mantidas em cativeiro nos bordéis. Fui ao tribunal com advogados que ajudam a processar cafetões e traficantes“.

Esse parágrafo bem que poderia ser a fala do início de um filme de ação, onde um super-herói irá contar a sua história. Mas na verdade é um trecho da entrevista que você vai ler a seguir.

Corban Addison, autor de Cruzando o Caminho do Sol fala sobre a construção do livro que mudou sua maneira de pensar e de agir. Ele agora luta a favor direitos humanos internacionais e é apoiador de inúmeras causas, inclusive da abolição da escravatura moderna.

Confira a entrevista:

Cruzando o Caminho do Soltt: Você conseguiu falar sobre um assunto sério – exploração humana – de uma forma bastante clara. Como foi a pesquisa para a criação de “Cruzando o Caminho do Sol”?

Corban: Para escrever um romance credível sobre um assunto como o tráfico humano global, eu tive que fazer uma quantidade enorme de pesquisa. Comecei a ler tudo que chegava em minhas mãos relacionado ao tráfico em todo o mundo, e relacionado à Índia como um país e cultura. Ao mesmo tempo, comecei a entrevistar pessoas que trabalhavam no combate ao tráfico em todo o mundo. Depois disso, viajei para a Índia e passei mais de um mês aprendendo sobre aquela terra, seu povo, e o problema do tráfico de seres humanos. Eu entrevistei investigadores que arriscam suas vidas para encontrar pistas sobre meninas menores de idade mantidas em cativeiro nos bordéis. Fui ao tribunal com advogados que ajudam a processar cafetões e traficantes. E viajei para casas seguras para ver crianças que foram resgatadas do comércio do sexo. Finalmente, fui à paisana nos bordéis para ver as vítimas do tráfico em primeira mão. Sem essa pesquisa, eu não poderia ter escrito o livro.

tt: Ao ler o seu livro, percebi uma leve semelhança com “A Cidade do Sol” de Khaled Hosseini. Ambos tratam sobre temas de exploração humana (em diferentes óticas). Você acha que atualmente, os livros deveriam abordar temas mais sérios e sociais do que apenas romance?

Corban: As pessoas lêem livros por motivos diferentes. Com os filmes são a mesma coisa. Às vezes uma literatura um pouco escapista é uma coisa boa. No entanto, meus livros favoritos são aqueles que lidam com assuntos sérios, que revelam algo sobre o mundo que eu não sabia, e que oferecem uma visão esperançosa sobre o futuro. Tenho um grande respeito pelo trabalho de Khaled Hosseini, e eu gostei muito de “A Cidade do Sol”. Acho que há uma tendência na literatura agora para escrever livros que abordam questões de importância em nosso mundo. Espero escrever muitos outros livros como este.

tt: Você trabalha a favor dos direitos humanos internacionais e é apoiador de inúmeras causas, inclusive da abolição da escravatura moderna. Esse interesse surgiu durante a pesquisa para escrever “Cruzando o Caminho do Sol”?

Corban: Não há dúvida de que pesquisar e escrever “Cruzando o Caminho do Sol” me trouxe uma paixão maior pelos direitos humanos e a vontade de dar as mãos a outros ao redor do mundo que estão trabalhando para acabar com tragédias como o tráfico de seres humanos. Eu tenho duas crianças pequenas em casa – um menino e uma menina. Ser pai fez esta questão especialmente pessoal para mim. Eu quero ajudar a criar um mundo onde meus filhos estejam mais seguros do que estão hoje.

Corban Addison - Micah Kandros Photography tt: O livro é bastante polêmico e nos faz pensar em como existem submundos dentro da sociedade. Como surgiu a ideia de escrever “Cruzando o Caminho do Sol”?

Corban: Foi ideia da minha esposa, originalmente. Eu vinha escrevendo alguns livros (não publicados) há algum tempo, buscando uma história que ganhasse o mundo. Depois de assistir um filme em 2008, minha esposa e eu começamos a falar sobre tráfico humano. Foi dessa conversa que surgiu a ideia para o livro. Quando Marcy trouxe esse assunto pra mim, eu sabia que era uma boa e fui em frente!

tt: Como você acha que um livro de ficção pode servir para abrir os olhos da sociedade para temas tão importantes?

Corban: A ficção é especial na medida em que tem o poder de conectar a mente ao coração e mover os leitores a agir. Tem sido uma grande alegria para mim ouvir dos leitores de diversos países que gostaram da história e foram compelidos pela mensagem à fazer a seguinte pergunta: o que posso fazer para ajudar a parar o tráfico humano? A consciência é uma chave, mas não é suficiente. Consciência deve levar à ação para efetuar uma mudança sustentável na sociedade.

tt: Quais são os seus projetos? Outro livro em mente?

Corban: Atualmente estou trabalhando no processo de edição de meu próximo romance. Ele será lançado mundialmente no segundo semestre de 2013 e deve ser lançado em português pela Novo Conceito logo depois. O título do novo livro em Inglês é “The Garden of Burning Sand”.

Confira o booktrailer:

 

Texto e Entrevista: Melissa Ladeia Marques
Foto: Micah Kandros Photography / Divulgação

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