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Exclusiva: Lola Salgado fala sobre representatividade no processo criativo de seu novo livro

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Exclusiva: Lola Salgado fala sobre representatividade no processo criativo de seu novo livro "Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali"
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“Eu amava o quanto tudo podia render uma boa metáfora, ainda que nem sempre eu conseguisse captar a mensagem. Mas aquela eu entendi de primeira – as mudanças estavam acontecendo sem parar, os caminhos que se bifurcavam e levavam para outros caminhos possíveis.”, Lola Salgado, Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali.

É nesse mix de sensações e angústias que conhecemos Olívia Salazar, protagonista do novo livro de Lola Salgado, Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali, publicado pela Editora HarperCollins. Lola, que também escreveu o livro Sol em Júpiter, em um bate-papo exclusivo com a todateen, contou detalhes de como foi o processo criativo de seu novo lançamento, além de comentar sobre temas relevantes de representatividade e saúde mental.

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Confira!

Lola, você sempre teve vontade de se tornar uma escritora?

Tive o estimulo da leitura desde muito cedo e encontrei nos livros um refúgio durante a infância e a adolescência, que foram muito difíceis. Abrir um livro era como abrir o guarda-roupa que levava para Nárnia: eu me transportava para outros mundos e vivia essas vidas tão diferentes da minha. Mas, até os meus dez anos, nunca parei para pensar no processo por trás de um livro, muito menos que a história saía da cabeça de uma pessoa! hahaha Na época, entrei em um fórum sobre a minha banda favorita, que era My Chemical Romance, e descobri por acaso o universo das fanfics. Minha vida mudou para sempre. Virei a garota que carregava o caderninho de escrita para cima e para baixo e sonhava acordada com as próximas cenas. Então, sim! Essa vontade me acompanha desde tão novinha que nem lembro de como era antes.

De onde veio a ideia de escrever “Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali”?

Sou apaixonada pelo gênero e é um dos que mais consumo. Acho a literatura jovem muito poderosa e transformadora. Fui diagnosticada com um transtorno psicológico no auge da adolescência e, nessa época, os livros dessa faixa etária eram muito diferentes, nem sempre conversavam comigo. Hoje em dia, temos histórias que falam abertamente sobre suicídio, bulimia, luto, racismo, e centenas de outros temas importantíssimos e necessários. Sempre fico imaginando o impacto que esses livros teriam na minha vida se eu tivesse acesso a eles quando ainda estava me formando como pessoa. Recebi uma ligação da minha editora, em meados de 2019, que propôs: “e se você escrevesse um livro assim?”. Só então percebi que tinha chegado a hora. Às vezes a gente fica enrolando uma coisa que quer muito por puro medo, e era o que eu vinha fazendo. Encarei como uma possibilidade de conversar com pessoas que, assim como eu, também precisam de um apoio, um refúgio, um lugar seguro para compreender as próprias emoções e se enxergar. Foi a partir daí que comecei a tecer a história da Olívia.

Quais são suas maiores inspirações para escrever?

Meu maior presente, como escritora, é receber mensagens de leitores me contando como se sentiram com a leitura de um dos meus livros. Quando eles dizem que choraram, riram, ou se viram na história, percebo que cumpri a minha missão. Essa é a minha maior motivação em continuar escrevendo. Já as minhas inspirações… isso muda de tempos em tempos. Meu gosto muda porque eu mudo todos os dias, e as autoras que mais me inspiram refletem a pessoa que sou. Atualmente, estou fascinada pela escrita maravilhosa da Taylor Jenkins Reid. Os Sete Maridos de Evelyn Hugo e Daisy Jones & The Six foram duas das melhores leituras de 2020, e tudo o que eu mais quero é ter uma pontinha desse talento para tecer narrativas e personagens tão reais.

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Quais são seus gêneros favoritos?

Gosto de tudo um pouco! É difícil escolher um gênero ou outro, porque sou de fases. Às vezes encano com um e quero ler só aquilo. Já tive minha fase chicklit, romance, drama, terror, thriller, e por aí vai. Talvez o mais recorrente seja o jovem-adulto, sempre acabo voltando para ele. Mas, se for uma boa história, com uma premissa que me prenda, estou pronta para mergulhar de cabeça, independente do gênero.

Como foi o seu processo de procurar uma editora?

Apesar de escrever fanfics desde os dez anos de idade, demorou bastante para eu decidir me arriscar na carreira de escritora. Viver de arte no Brasil não é impossível, mas também está longe de ser fácil. Então, por muito tempo, acreditei que não era para mim e tentei encontrar outros caminhos. Quebrei um pouco a cabeça até decidir tentar. Em 2016, voltei a me autopublicar na internet. Foi nessa época que descobri o Wattpad e comecei a conquistar o meu espaço do zero de novo. Depois disso, uma coisa foi levando a outra de maneira gradual. Descobri, por meio de amigas, que era possível ser remunerada publicando na Amazon, através do Kindle Unlimited. Foi o segundo degrau na minha carreira e me deu um gás para apostar com mais força na escrita. Até então, nunca tinha me passado pela cabeça que era possível viver da literatura. De lá, chamei a atenção da minha agência literária, a Increasy, que foi a ponte para a editora HarperCollins.

Como você se sentiu ao saber que seria publicada pela HarperCollins?

Foi surreal! Passei tanto tempo da minha vida fantasiando esse momento, sempre imaginei que seria de euforia, e que me daria vontade de gritar, pular, chorar, tudo ao mesmo tempo. Mas foi bem diferente. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, mas a sensação majoritária foi a de tranquilidade, de dever cumprido. Me senti abraçada por eles. Percebi que a caminhada, tudo o que vivi antes, me levou até ali. E valeu muito a pena. A HarperCollins é uma editora que confio muito. Eles têm trabalhado com livros maravilhosos no gênero jovem-adulto que conversam com tudo o que eu acredito e prezo. É meio louco pensar que estou na mesma casa editorial de autores que admiro tanto.

Acho que todo mundo já se sentiu como a Olívia em algum momento. De onde você tirou a inspiração pra dar vida à essa personagem?

Todos os meus personagens têm bastante de mim. Resgatei muito da Lola adolescente para construir a Olívia. Assim como ela, eu também escrevia fanfics de uma banda que se separou e deixou um vazio enorme. Também me mudei para Curitiba, vinda de uma cidade bem menor, e fiz amizades incríveis que carrego até hoje. E, o principal, também precisei enfrentar mudanças significativas por dentro e por fora. Essa é uma fase que, apesar das singularidades de cada um, é muito semelhante para todos. A gente não sabe direito o nosso lugar no mundo, nem quem somos. É muito assustador perceber a vida adulta chegando e trazendo decisões importantes que impactam em nosso futuro, e também é doloso encarar os ciclos se fechando. Todo mundo passa pelo amadurecimento, pela transição da infância para a vida adulta. Foram essas emoções conflitantes que me inspiraram.

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Você começou sua trajetória pelo Wattpad e você, inclusive, fala sobre isso no livro através da paixão da Olívia. Na sua opinião, qual a importância de plataformas como essas?

Quando falamos de um país em que mais da metade da população está abaixo da linha da pobreza, soa como um absurdo esperar que essas pessoas alimentem o hábito da leitura, ainda mais com pouquíssimo investimento do governo. E são justamente elas que mais carecem do acesso à leitura. Livros mudam vidas, transformam. Cada leitura expande um pouquinho mais o nosso mundo. É por isso que plataformas como o Wattpad são de extrema importância, pois democratizam a cultura. São milhares de livros disponibilizados de graça pelos próprios escritores, de todos os gêneros e para todos os públicos. Além disso, também é uma porta de entrada para quem sonha em se profissionalizar na escrita. Costumo dizer que publicar online é uma escola. Você conhece muita gente, aprende com o feedback que recebe e cativa seus primeiros leitores, que vão te acompanhar para sempre.

Uma das coisas mais legais sobre o seu livro é a questão da representatividade. Qual a importância, na sua opinião, de termos cada vez mais obras abordando esses temas?

A possibilidade de nos enxergar nessas narrativas é uma das coisas mais poderosas da literatura. Quando somos compreendidos, sabemos que não estamos sozinhos no mundo. Existem outras pessoas parecidas conosco. E isso muda tudo! No meu caso, foi muito empoderador ler histórias de personagens com transtornos psicológicos e me descobrir através deles, entender que estava tudo bem em abraçar quem eu era. Comecei a entender o meu papel como escritora recentemente e essa se tornou uma preocupação minha. O papel transformador que os livros podem ter para minorias que nunca se viram representadas. E todo mundo merece se ver representado. O mundo é um lugar muito diverso e rico, não faz sentido retratar sempre o mesmo grupo de pessoas, com as mesmas narrativas. Não fica natural, sabe? Meu maior desejo é que as pessoas se enxerguem nessas histórias e sejam transformadas por elas como eu e muitas outras pessoas fomos. Espero contar histórias para todo mundo, e não para um grupo seleto de pessoas.

Como mulher branca, você contou com o auxílio de outras pessoas para dar vida à Olívia e seu pai. Como foi essa troca e qual a importância dela?

Foi muito necessária! Ter representatividade em uma história não significa jogar o personagem lá no meio sem nenhum embasamento. Não faz sentido retratar assim, até porque não traz credibilidade. Meu maior desejo é que as pessoas representadas se sintam contempladas e não tristes ou desrespeitadas. E é muito fácil cair no desrespeito quando não vivemos aquilo na pele e não conhecemos as nuances. Mesmo consumindo livros de autores negros, influenciadores, e procurando ler a respeito, deixei passar coisas que foram apontadas nas leituras sensíveis. Vejo que esse é um assunto que ainda mexe muito com alguns escritores, mas vejo como parte do processo, sabe? Se resolvo escrever sobre temas que não tenho domínio, preciso estudar e entender. Quando pensamos em retratar pessoas diferentes, estamos pensando também em narrativas diferentes. E ninguém melhor que essas pessoas para nos contar o seu ponto de vista para deixar os nossos personagens mais realistas.

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Quais são seus planos para o futuro? Temos mais coisa vindo por aí?

Meus planos são continuar contando as minhas histórias e, se puder, tocar as pessoas com elas. No momento, estou totalmente focada em uma ideia de realismo mágico que venho deixando no forno há alguns anos. Esperei o momento certo e ele finalmente chegou, não consigo pensar em outra coisa, para falar a verdade! O protagonista está berrando a história no meu ouvido, não vejo a hora de sentar e deixar ele contar tudo.


O livro Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali pode ser adquirido na Amazon .

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

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