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Entrevista: Thalita e Gabriela Zukeram, as Two Lost Kids, dão dicas sobre produção de conteúdo no Instagram

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Entrevista: Thalita e Gabriela Zukeram, as Two Lost Kids, dão dicas sobre produção de conteúdo no Instagram
Foto: @twolostkids, arte: Rawpixel

Gabriela (@gabrielassz) e Thalita Zukeram (@thalitazukeram), são as irmãs curitibanas por trás do feed colorido e criativo @twolostkids. Apesar de também serem uma pastinha completa de referências para moda, beleza e closes, as irmãs formadas, respectivamente, em design e publicidade, são famosas pela qualidade de seus #publis. As Two Lost Kids já recriaram cenas de “Meninas Malvadas”, utilizaram “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” como inspiração e são responsáveis por parcerias com marcas nacionais e grifes internacionais.

A todateen bateu um papo com as criadoras de conteúdo sobre o trabalho que realizam por trás das publicações, pedimos spoilers sobre o curso que estão prestes a lançar e muito mais!

todateen: De onde surgiu a ideia de vocês, que são formadas em áreas diferentes, trabalharem juntas no Instagram?

Two Lost Kids: O Two Lost Kids nasceu em 2012, a ideia surgiu da nossa vontade de criar conteúdo, na época a gente nem chamava de “conteúdo”, mas de criar “coisas”. A gente resolveu fazer vídeos e fotos juntas, nosso foco no começo eram vídeos sobre viagens, então desde o primeiro dia enxergávamos no Two Lost Kids a possibilidade de se tornar um trabalho em tempo integral, queríamos transformar o projeto em algo sério.

Na época não pensávamos em publicar nada no Instagram, a gente queria fazer vídeo para o YouTube. Então fomos pra faculdade, eu [Thalita] fui para a publicidade e a Gabriela fez design, são áreas diferentes que se complementam bastante.

Em 2015 a gente lançou o nosso site, mas todo esse tempo houve um pensamento sobre criar identidade, como iríamos nos posicionar, qual conteúdo iríamos entregar. Desde 2012 a gente sempre pensou em produzir um conteúdo que nós gostaríamos de consumir mas que ainda não era feito por todo mundo. Queríamos fazer algo criativo e de qualidade – na época, talvez pela resolução das câmeras dos celulares, ainda não haviam vídeos com a definição que a gente encontra por aí – sobre viagens e moda, tudo misturado.

A gente tinha como referência alguns canais gringos e queríamos muito colocar a nossa cara no conteúdo, porque percebemos que haviam poucas meninas com descendência asiática nesse mundo de blogueiras, na TV, na mídia. Acho que foi uma junção de todas essas coisas!

Nesse ano, em 2015, a gente procurava oportunidades para entrar nesse universo de cinema, comerciais e era muito difícil, principalmente porque eu [Thalita] não tinha portfólio, fiz publicidade, então isso já não era visto com bons olhos. Enfim, acho que o Two Lost Kids também veio como um portfólio para entrar nesse universo. Hoje em dia a gente trabalha com isso, produzindo para o Two Lost Kids mas também para marcas, como produtoras mesmo.

tt: Vocês lembram qual foi o projeto que mudou os números de vocês nas redes, o primeiro a viralizar?

TLK: Nunca chegamos a viralizar, nosso crescimento veio de uma maneira orgânica e lenta, em 2015 a gente começou mesmo com os posts, ano passado estávamos com 15 mil [seguidores] e agora que alcançamos 60 mil. O último ano com toda certeza foi o ano em que mais crescemos, mas não por conta de um vídeo que viralizou, a gente conseguiu crescer muito por conta do alcance do Reels, um inclusive foi compartilhado na página do Instagram. A gente nunca trabalhou com foco nos números, sempre pensamos mais na qualidade do conteúdo, essa foi nossa moeda de troca com as marcas. Nosso público sempre foi muito engajado, então acredito que nosso crescimento mesmo veio da vontade das pessoas de nos ver crescer, compartilhando os posts. Muita gente fica dizendo que gosta de “espalhar a palavra do Two Lost Kids” pros amigos, acho que é isso que fez a gente crescer.

tt: Quanto tempo em média um publi de vocês demora para ser feito, contando desde o planejamento até a edição final?

TLK: Depende muito do cliente, já aconteceu de termos um mês como também só três dias, mas se são três dias a gente usa 24 horas de cada dia em cima disso, porque de vez em quando a ideia demora para surgir. Pesquisamos muito sobre o posicionamento da marca, mensagens que ela gosta de passar, conteúdos que já foram realizados, pesquisamos a concorrência também e muitas referências. Na hora de pensar no roteiro, nossa prioridade é transmitir tudo em um formato que tenha a ver com a gente, porque queremos que as pessoas nos enxerguem no conteúdo, para que o nosso público não ache esquisito.

Depois tem toda a parte de produção, correr atrás de figurino, maquiagem, cenário… Então gravamos de fato e em seguida ocorre a edição – e a gente edita muito as coisas, quando queremos colocar um efeito, por exemplo, vamos atrás de como fazer. Há também a trilha, que praticamente todas são feitas para aquele conteúdo em específico, mas aí não somos nós que fazemos essa parte, a gente conversa com o João, que é a pessoa que faz esse tipo de trabalho para a gente. Enfim, eu diria que em média demora uma semana ou uma semana e meia, mas pode levar também um mês, a questão é que de vez em quando precisamos fazer tudo isso em três dias, então são 72 horas trabalhando sem parar [risos].

tt: Vocês usam muitas referências de filmes, estética de outras décadas, mescla de línguas. Acham que o segredo de uma produção viral está em “sair” do que já é feito dentro da plataforma?

TLK: Realmente a gente ama muito usar referências de filmes, gostamos dessa brincadeira de mesclar linguagens e estéticas, mas eu não acredito que são coisas que nos tornam virais. Acho que os challenges são mais o foco de um vídeo de quem quer viralizar. Então, nem sempre quem tem uma ideia original ou vai atrás de referências diferentes consegue tornar o conteúdo viral.

A gente têm poucos vídeos que de fato chegaram para muitas pessoas, mas mesmo sem alcançar esses números, percebemos que o que importa é a qualidade do conteúdo, porque esse é o tipo de vídeo que as pessoas veem várias vezes, que fica na cabeça delas, sabe? Então eu acho que um vídeo viral alcança uma quantidade enorme de pessoas que logo depois esquecem o que viram, a gente prefere ser lembrada. Se esse também for seu objetivo, aí sim, é legal encontrar referências fora do que já está sendo produzido.

tt: Como é o processo criativo de vocês?

TLK: A gente vai guardando ideias do que queremos fazer, conversamos muito, mas depende de cada vídeo. Tem conteúdo que sai muito naturalmente e outros que seguimos à risca o roteiro.

tt: Vocês já fizeram um guia com ideias para os vídeos, e desde então, os fãs querem muito um curso de edição das Two Lost Kids. Quais informações mais sólidas vocês podem dividir com a gente sobre sobre o curso? Já temos data?

TLK: Estamos muito animadas! Toda hora que abrimos uma caixinha de perguntas alguém menciona. Bom, o que posso dizer é que não vai ser um curso de edição, vamos falar sobre criação de conteúdo, porque por trás de um conteúdo tem muita coisa, queremos passar dicas de edição, mas também de criação de identidade, acho que é isso que faz do seu conteúdo legal. Por enquanto, ainda não tem data, porque estamos trabalhando ainda nisso, mas estamos muito animadas com tanta gente interessada!

tt: Se vocês fossem definir o estilo de vocês, das Two Lost Kids, como seria?

TLK: Acho que o nosso estilo como Two Lost Kids é muito street syle, urbano, às vezes colorido, às vezes preto e branco. A gente não segue muita tendência, só se gostamos muito de um estilo específico para um projeto que vamos fazer, então você nem sempre vai nos ver com o estilo do momento, porque temos o nosso muito bem definido.

tt: Como a formação acadêmica de vocês influencia nos vídeos? Acreditam que a produção de conteúdo na web é uma carreira que pode ser aperfeiçoada com algum curso superior e cursos?

TLK: Com toda certeza os cursos nos ajudaram na produção de conteúdo, eu [Thalita] fiz publicidade e isso me deu uma base muito legal para entender mercado, identidade, posicionamento. A Gabriela, fazendo design gráfico foi incrível porque tudo no nosso Instagram é visual. Eu também fiz curso de fotografia, cinema, direção de fotografia… Então a gente está sempre estudando, é muito importante.

Não necessariamente você precisa fazer uma faculdade, tem muita coisa que a gente aprendeu no YouTube ou sozinha, mas os cursos sempre acrescentam.

tt: O estilo de produção de conteúdo de vocês tem se tornado referência e é possível dizer que existem muitas “crianças perdidas” inspiradas na carreira de vocês. Podem deixar um recado para os fãs?

TLK: Queremos dizer para todas as crianças perdidas que a gente agradece muito o apoio, sem vocês não estaríamos aqui. Gostamos muito de inspirar as pessoas a criar também e ir atrás do que acreditam, porque foi exatamente o que a gente fez – e deu certo! Obrigada por acreditarem na gente 🙂 .

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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6. Caderneta Filibook, Filiperson, 30 Folhas

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7. Marcador de Página de Papel Post-it 

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8. Calendário Semanal Post-it com 2 blocos

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9. Lápis Grafite Redondo, Faber-Castell, EcoLápis SuperSoft Black 

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Reprodução/Amazon

 

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

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