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Fanfic: O Violão (parte 4) com Luan Santana

Obstáculos sempre surgem no caminho, serás que nossa protagonista vai conseguir lidar com isso e seguir em frente ou algo vai abalar os dois?

Luan Santana cercado de emojis
Fotomontagem: AgNews

Tudo o que é bom chega ao fim! A última parte da história do Luan com a nossa protagonista chegou… Será que eles vão ficar juntos ou algo os impedirá? Confira agora:

Violão Autografado Luan Santana

FOTO: Reprodução/Montagem

Acordei com a luz do sol invadindo o quarto. O peito de Luan subia e descia lentamente, numa paz contagiante, a serenidade na sua expressão me fazia sorrir.

A noite anterior for a uma das mais gostosas que eu já tivera, não apenas pelo que aconteceu durante toda a noite, mas também pelo jantar e por tudo que havíamos conversado, pelas coisas que compartilhamos.

Respirei fundo e desencostei a cabeça do peito dele o mais levemente que consegui, não queria acordá-lo e acabar com aquela paz contagiante de sono solto.

Sai da cama e peguei minhas roupas no chão, indo para o meu quarto em seguida. Passei um bom tempo escovando os dentes e penteando o cabelo antes descer para a cozinha, era sempre bom fazer um surpresa…

A moça que trabalhava na casa quando Luan vinha para o litoral já havia preparado bom parte do café da manhã quando desci, acabei não fazendo nada além de arrumar a bandeja para levar até o quarto. Ela não era muito de bater papo, estava na média de 25 anos, era ágil e eficiente no que fazia, parecia muito segura de tudo o que estava fazendo o tempo todo e do que o hóspede gostava.

Assim que terminei a bandeja e ela finalizou o suco que estava fazendo no juicer fiz o caminho de volta escada acima, torcendo para ele ainda estar dormindo e eu acordá-lo com a surpresa. Não era grande coisa, era apenas um café da manhã, mas a intenção sempre é o que vale, principalmente após aquela noite que for a tão… especial.

Estávamos ligados agora, não era mais apenas um flerte, não éramos mais apenas a fã e o ídolo, agora tínhamos algo real e significativo. Claro que precisávamos conversar sobre como seria o futuro dali em diante, como fazer com assédio, por ele ser uma pessoa pública e eu não saber lidar nem com meus amigos direito…

– Arleyde.. Nã… Não Arleyde! Tenta abafar isso, pelo menos por agora, por favor! – O tom de voz era um pouco alto e dava para ouvir da metade do corredor, mesmo com a porta do quarto fechada. – Não quero que ela veja isso, não sei se vai conseguir lidar e…
Todos os meus devaneios sobre o que faríamos morreram ali. As palavras dele se encaixavam exatamente na nossa relação. Se encaixavam em ter alguma coisa que ele não queria que eu visse. E eu nunca suportei esse tipo de coisa.

Abri a porta, equilibrando a bandeja com a outra mão, evitando que ela tremesse e eu derrubasse todo aquele conteúdo. Eu precisava saber o que estava acontecendo. Ele tinha que me contar tudo, ela precisava falar pois aquilo me envolvia!

– Preciso desligar. Vê se resolve isso e me manda mensagem depois, Arleyde! Beijo.
Ele desligou o aparelho e apertou o botão de travar a tela, jogou o celular na cama e se aproximou de mim com um sorriso fraco, nada do que eu o vira dar nesses dias. Não havia a verdadeira mensagem ali.

– Olha só, ela trouxe café na cama… – começou ele, pegando a bandeija.

– O que a Arleyde ligou pra te avisar?

– Nada demais, só uns probleminhas ai…

– Tá mentindo. Me fala o que ela te contou, tem alguma coisa a ver com a gente?

– Já disse que não é nada demais. Não se preocupa com isso, é coisinha a toa. A Arleyde já tá vendo isso, vamos só aproveitar o último dia.

– Luan, eu quero saber o que é!

Ele pegou a bandeja da minha mão e colocou na cama, batendo no colchão para que eu me juntasse a ele, me olhou de forma pidona, sorrindo de forma leve, me vencendo nesse instante.

– Vamos apenas tomar café, mais tarde te conto, ok?

Concordei com a cabeça, mesmo aquilo sendo contra meus princípios e minha curiosidade. Odiava mistérios desde pequena, que não me contassem coisas que poderiam ter a ver comigo, que abafassem coisas achando que eu não conseguiria lidar e que fosse me afetar muito… Sempre encarava esse tipo de atitude como quebra de confiança.

Luan me puxou para para perto dele quando sentei, brincando como uma torrada, me fazendo mordeu um pedaço dela. Ele não parava quieto, tentando me distrair, rindo como se não acontecesse nada, me escondendo algo…

Como as coisas podem mudar tanto com apenas algumas palavras? Tava tudo certo antes de ouvir aquilo…

– Putz, cadê meu celular? – questionei, tentando mudar de assunto.

 

– Pra quê você quer o celular?

 

– Minha mãe, ela deve estar louca! Não falo com ela desde ontem a tarde…

 

– Acho que eu deixei no meu quarto, vou lá pegar! 

– Não… toma café comigo, faz isso depois!

 

– Ela deve estar surtando, vou lá pegar ele e…

 

– Qual a diferença entre fazer isso agora e fazer depo…

 

– Porque você não quer que eu pegue meu celular?

 

– Não tem nada a ver, que só queria que você aproveitasse mais tempo comigo e…

 

– Você vai parar de me esconder o que está acontecendo e me contar logo ou tá difícil?

Luan me lançou um olhar triste e pegou o celular, mexeu durante alguns minutos e então me entregou.

Na tela surgiu um vídeo gravado de celular com nós dois na praia se beijando. Os comentários eram especulativos quanto a quem eu era, de onde vinha, como havíamos nos conhecido…

– Isso não tem nada demais! – disse, não entendendo.

– Entra no seu Facebook.

Fiz o que ele disse e me surpreendi: tinha diversas mensagens no inbox, em sua grande maioria de fãs dele me xingando das coisas mais absurdas possível. Havia algumas que apenas perguntavam como ele era e como havíamos nos conhecido.
Num geral eu ficara famosa do nada.

– Eu vou saber lidar com isso, relaxa. Haters existem para todas as pessoas.

Ele sorriu de verdade, o semblante se abrindo.

– Só não me esconde mais nada, tá bom?

Luan concordou com a cabeça e se curvou, me beijando.

*****

Começamos a namorar sério, foi um mês de idas e vindas, nos vendo pouco, tentando levar a vida longe do assédio da imprensa, recusando convites para programas de fofoca e quase sem postar nas redes socias, afinal, tudo o que eu dizia tomava proporção e acabava com as fãs mais obcecadas dele jogando ódio e mais ódio dizendo que era ‘apenas opinião’.

Não estava sendo fácil, mas eu levava da melhor forma que conseguia. Até o dia em que as coisas fugiram do controle.

Eu estava no supermercado e uma menina apareceu do nada, perguntou se eu era a namorada do Luan e se eu tinha noção de que ele era dela, apenas dela. Ignorei a garota e continuei empurrando o meu carrinho, e a última coisa que me lembro foi de um garrafa de vidro se quebrando contra a minha cabeça.

*****

Passei duas semanas no hospital, pensando, avaliando, tentando chegar a alguma conclusão do que estava acontecendo na minha vida. A garota que me atacara foi diagnosticada com bipolaridade e amor patológico, a combinação das duas doenças a fez me atacar. No momento, pelo que haviam me contado, ela fora internada em um hospital psiquiátrico.

Luan apareceu para me ver quase todos os dias que fiquei internada, estava cansado, mas eu percebia que ele se sentia culpado. Foi nesse momento que tomei a decisão.

*****

Encontrei com Luan depois de um show numa tarde de domingo. Já fazia um mês que eu saíra do hospital e que virara notícia graças ao ataque da fã dele. Eu decidira nesse mês que não queria aquilo para a minha vida. Eu gostava dele, estava apaixonada, mas precisava me preservar, ser mais por mim mesma. Precisava deixar de ser a namorada dele, precisava saber que estava segura e que uma desconhecida não me atacaria sem motivo algum.

Disse tudo isso a ele.

Luan ficou mudo, apenas me encarando, apenas entendendo que, por mais difícil que fosse, aquilo era melhor para nós dois.

Me aproximei dele e o abracei, selei nossos lábios em seguida, uma última vez antes que tudo terminasse. Nos encaramos uma última vez e fui embora, deixando para trás a melhor e a pior coisa que me acontecera.

Agora eu estou terminando de escrever isso apenas para me lembrar, para saber que aquilo tudo foi real. Já fazem 6 meses que não nos falamos, mas hoje, meu aniversário, chegou um embrulho aqui que eu sei que é dele, reconheceria aquele objeto em qualquer lugar.

Um violão.

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