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Gay, negro e periférico: Samuel Gomes fala sobre seu novo livro, “Guardei No Armário”

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Gay, negro e periférico: Samuel Gomes fala sobre seu novo livro, "Guardei No Armário"
Rawpixel/Reprodução

No final de setembro, Samuel Gomes, selecionado no ano passado como um dos Top Voices do LinkedIn, lançou seu livro Guardei No Armário: trajetórias, vivências e a luta por respeito à diversidade racial , social, sexual e de gênero, publicado pelo grupo Companhia das Letras. Com uma linguagem sensível, Samuel – que também é criador de um canal no YouTube com o mesmo nome que o livro – fala sobre sua própria vivência como homem negro e gay, não apenas refletindo sobre essas questões no mercado de trabalho, mas também dentro de uma sociedade racista e preconceituosa.

Nascido e criado na periferia, em meio a uma família religiosa, Samuel narra sua luta para estudar e dá detalhes sobre o seu processo de autodescoberta. Além de sua trajetória pessoal, o livro conta com entrevistas inéditas – feitas pelo próprio autor – de diversas personalidades LGBTQIA+ brasileiras, que, assim como ele, abriram seus armários e compartilharam com o mundo suas história para fora deles.

Em entrevista à todateen, Samuel comentou sobre o seu passado e sobre o processo criativo para escrever o livro.

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Confira!

Você, com uma linguagem simples e sensível, consegue gerar empatia e se comunicar com as pessoas. Quando foi que você decidiu criar um canal de YouTube?

Decidi fazer o canal quando ainda estava no processo de escrita do livro que foi antecessor a esse. Eu já tinha entendido que ele não deveria ser visto como um manual de saída do armário, mas sim um recorte específico de uma vivência no país que mais ameaça a existência de pessoas como eu: negro, LGBT e periférico. Sou formado em Design Gráfico graças às políticas públicas de inclusão de pessoas pretas e periféricas na faculdade. Isso me deu base e conhecimento para fazer tudo que eu faço hoje. Tive acesso aos dados da professora Regina Dalcastagnè da UNB, com o reflexo da diversidade na literatura, isso é visível em outras esferas e não seria diferente no Youtube. No começo do canal, eu nem aparecia nos vídeos por medo de sofrer racismo pela minha pele escura. Fiquei dois anos só entrevistando as pessoas LGBTs, mas não aparecia. Depois que consegui vencer o racismo que me aprisionava, consegui mostrar vários outros novos quadros além do de saída do armário, que é o carro chefe.

Como você começou a se interessar pela escrita e pela literatura?

Pela leitura acredito que veio ficar mais forte a vontade quando descobri os livros do Sherlock Holmes. Acho que foi o primeiro livro que me prendeu ao ponto de me transportar pra um outro universo. Na infância eu era quase como obrigado a ler a Bíblia, mas era mais por conta da igreja, então nem conto. Os livros que fui lendo quando comecei a estudar sobre quem eu era, foram os pilares para minha vontade de ler ainda mais. Achei livros de psicólogos que falavam sobre sexualidade, romances, científicos, auto-ajuda entre tantos outros. Eles me deram a base de quase tudo que entendo sobre minha homossexualidade. Tive acesso a literatura negra faz bem pouco tempo, acredito que bem poucos anos. Esses livros também tem me fortalecido enquanto homem negro brasileiro, periférico e gay. Escrever veio como uma necessidade de expulsar as angústias que me engasgava durante meus dias. A escrita foi o único recurso para não me matar. A escrita foi a única forma de colocar pra fora o que meus amigos crentes não queriam ouvir, foi a forma que encontrei de falar sobre coisas que muitos não queriam entender. A escrita me deu paz, a escrita me conectou com pessoas, a escrita me fez ter amigos e me mostrou que não sou uma abominação, mesmo que alguns insistem em dizer o contrário.

De onde veio a ideia de compilar todas as suas experiências em um único livro?

Ela veio da dor que sentia de nunca me ver representado nos livros que lia, nos filmes que via e nas novelas que assistia. Convido ao leitor me apresentar os últimos 5 livros lidos de autores negros. Eu mesmo não tinha esse número pra falar na época, somados a minha sexualidade, muito do que eu lia eram traduções de obras gigantescas vindas de fora. Já tinha registrado parte da minha trajetória num blog. Dessa forma foi mais fácil montar uma linha do tempo. Esse blog eu construí quando me vi só e precisava registrar tudo que aprendia ou vivia em relação a minha sexualidade. Foi lá o meu cantinho seguro. Lá que escrevia todos os meus textos e aos poucos fui sendo conhecido por ele. Frequentava uma ONG chamado Projeto Purpurina no centro de São Paulo. Essa ONG criada pelo Grupo GPH (Grupo de Pais de Homossexuais) liderado na época pela doutora Edith Modesto, me acolheu quando eu ainda nem entendia que quem eu sou é totalmente normal. Lá aprendi tanto sobre a vivência LGBTQIA+, toda a luta necessária para manter nossos direitos. Tive referenciais positivos de como é a vida de pessoas que não seguem um padrão exigido das sociedade.

Sendo um homem gay, negro, ex‑evangélico e periférico, como você acha que “Guardei no Armário” auxilia outras pessoas?

Pouco se fala na saúde mental das pessoas periféricas. O meu livro auxiliará pessoas que se identificam com a minha vivência entender que elas não estão erradas ou condenadas. É preciso falar sobre o perigo que é você viver uma vida de exclusão social e financeira, vivendo sob o jugo religioso ( porque na periferia não tem tantos consultórios terapêuticos como igrejas ) pela sua orientação sexual ou identidade de gênero. Esse livro não é só para homens negros gays. Esse livro são para todos que querem de fato entender um pouco sobre alguns assuntos como negritude e reconhecer o racismo dentro e fora das instituições. É sobre perceber que a intersecção de vivência nos dá outros resultados e muitas vezes ainda mais graves. Para além do que conto neste livro, ele é importante por existir no país que mais mata LGBTQIA+ e pessoas pretas no mundo.

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Como o fato de você vir de um ambiente bastante religioso impactou na sua vida?

A criação em uma ambiente religioso pode ter me trazido alguns benefícios, mas acredito que todos eles são valores que não depende de uma bíblia para acontecer. São valores que carrego pra mim e que vejo em várias pessoas que me inspiram. Dito isto, preciso mencionar os traumas que essas instituições causam na mente de seus fiéis que acreditam fielmente no que é dito nestes púlpitos. Eu tive acesso a histórias reais de pessoas que tiraram suas vidas, foram expulsas de casa, tem traumas gigantescos e hoje tem transtornos psicológicos por conta do abuso sofrido nessas igrejas. Imagina só você crescer sendo uma pessoas com medo de ser quem é, com medo de perder o amor incondicional que você aprende na escola que não tem fim. Viver todos os dias pedindo pra ser “curado” de algo que não tem cura. Pedindo perdão por existir a cada respiração e não se sentindo digno de felicidade, pois a própria existência configura num “pecado”. Às vezes acho que as pessoas ainda não tem dimensão do quanto isso é doloroso ou se sabem, tem tanto medo de cutucar esse terreno porque sabem que dali sairão o pior lado do ser humano. Héteros dificilmente saberão o que é entender que o amor de quem criou não existe de uma hora pra outra. Olhares que mudam, empregos se perde, relacionamentos não vingam, a vida algumas vezes têm mais dificuldades de prosperar. Tudo isso por conta da LGBT fobia sofrida por pessoas que poderiam estar contribuindo genuinamente para um futuro muito melhor do que estamos vendo. São pessoas como eu, mas que talvez não tenham achado um pouco de força para seguir caminhando e ainda estão no armário. Eu sofro ainda os impactos dessa criação vendo o resquícios dela ainda aparecendo nas minhas falas, frases, pensamentos e atitudes. É uma luta constante, mas vale a pena.

Como profissional da área da comunicação, no que diz respeito à diversidade de pautas na mídia, quais aspectos você acha que ainda tem que ser melhorados?

A diversidade na mídia ainda não reflete o que é o Brasil. Somos um povo majoritariamente negro e ainda assim temos campanhas falando sobre inclusão e diversidade, colocando uma ou outra pessoa apenas e de uma tonalidade bem mais próxima da branca. Quantos negros de dread foram modelos de produtos de cabelo que vocês conhecem? Quantas pessoas periféricas ou que tenham em seus históricos uma vivência periférica estão nas mesas de decisões dessas agências que atendem grandes marcas? Levanto essas perguntas em minha resposta para fazer vocês entenderem que quando falamos de diversidade na mídia, precisamos falar de toda cadeia e não só do produto que sai como comercial. É por isso que vou na raiz. É por isso que proponho sempre um diálogo através de minhas palestras em agências e corporações. Falo com RH, com os líderes de equipe, com os liderados e se possível com toda a cadeia.

Na sua opinião, o que te deu força para enfrentar alguns dos percalços da vida?

A raiva. A raiva me moveu positivamente, pois tinha raiva de ter que ser condenado por pessoas que nem saibam da minha vida, nunca tinham se preocupado em pagar uma única conta sequer, me levar pra algum parque ou bancar meus estudos. Essas pessoas se colocavam como próximo de Deus, mas era um deus malvado, punitivo, condenatório, inalcançável, distante, bravo, sem piedade ou amor. Eu comecei a ter raiva de quem dizia que eu tinha que acreditar em um Deus assim. Tive raiva do grande medo que sentia de ir para o inferno, pois ele foi um dos condutores de várias travas sociais que enfrentei. Tive raiva de não ter me expressado quando sofri racismo na infância e adolescência, pois na época a igreja falava que era vontade de Deus um problema claramente estrutural e histórico. Dizem que a raiva não nos leva para um lugar bom e é verdade, mas saiba canalizá-la nas suas potencialidades. Ressignifiquei essa raiva e consegui liberar todo o amor que eu sinto por ser quem sou. Penso que tudo que foi construído até aqui já tem feito muito mais do que pais e mães nesse país tão LGBT fóbico. Quem conhece o projeto Guardei no Armário, quem leu o livro, viu os vídeos ou já assistiu alguma palestra sabe o amor que é emanado dele. O que começou com uma raiva bem direcionada virou um grande campo florido de amor onde os meus iguais podem ter esperanças de serem felizes.

Ao narrar sua luta para estudar e seus processos de autodescoberta, você desmascara diversos problemas estruturais. Quais foram os principais desafios que você já enfrentou ao longo de sua carreira?

A maior dificuldade que ainda enfrento é investimento financeiros e recursos para poder aprender e desenvolver melhor meus conhecimentos. Durante anos me coloquei pra baixo me comparando a amigos meus do mercado. Eu só esqueci de fazer o recorte racial e social, pois quando você é o único da sua raça em um ambiente, você acaba não fazendo algumas ligações básicos. O acesso dessas pessoas com quem eu trabalhei sempre foi muito superior ao que vivi até hoje. Experiências fora do país por anos, estudos em ótimas faculdades e escolas particulares, possibilidades tecnológicas e de internet que é bem difícil de encontrar nas periferias. Basta lembrar que entrei em um curso que muitos diziam que não teria condições de finalizá-lo pois não só a matrícula mesmo com bolsa de 50% era caro, mas ainda tinha todos os materiais caros que sempre pediam. Muitos deles não começaram a trabalhar tão cedo como eu pra poder comprar minhas roupas, dar de presente para os meus pais ou mesmo ir numa lanchonete com alguns amigos. A grande parte desses profissionais que trabalhei, não faziam ideia da realidade de uma pessoa preta. Me tornei em 2019, LinkedIn Top Voices e isso veio como um troféu que vejo aguardando desde os 13 anos, a idade que comecei a trabalhar. Hoje estou com 32, faço 33 em novembro e apesar de ter conquistado algumas coisas até aqui, fico me perguntando e passo a pergunta pra vocês: Uma pessoa branca com a carreira e o conhecimento que já possuo, estaria em qual posição hoje em dia? A minha maior batalha é para nunca mais passar pela realidade difícil que já vivi um dia.

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A história que você conta em Guardei no Armário é extremamente forte e demonstra esperança. Qual a principal mensagem que você quer passar com a obra?

Quero mostrar a essa sociedade que é a diversidade que salvará esse mundo. Enquanto não ouvirmos pessoas pessoas dos ditos “grupos minoritários”, continuaremos errando muito. Nós só somos pequenos na representatividade política e nas conquistas, mas não em números e vivência. Estamos entendendo aos poucos o valor de nossas vidas, existências e posicionamentos políticos. Creio que só isso nos libertará dessa cultura colonizadora que vivemos. A obra tem como objetivo mostrar que é possível sim vencer o medo e ser quem é.

De onde veio a ideia de entrevistar outras personalidades para o livro?

A ideia de entrevistar outras personalidades veio do sentimento que carrego até hoje de falta de representatividade na literatura nacional tendo pessoas negras, periféricas e ou LGBTQIA+ na literatura nacional. Tive a honra de colocar as história dos amigos, colegas de trabalho e pessoas que me inspiram. Vocês entenderão o quanto nossas histórias se aproximam e se assemelham em vários momentos. Contar só a minha história talvez não fosse suficiente para que as pessoas nos humanizassem. O objetivo é para que nos vejam para além das letrinhas que falamos sempre. Boa parte do sofrimento de uma pessoa LGBTQIA+ é causado por pessoas heterossexuais, assim como boa parte do sofrimento de pessoas pretas são causado por pessoas brancas. Só conseguiremos mudar esse cenário se essas pessoas em questão tenham acesso ao que fazem. Por isso que a diversidade de personalidades é tão grande. A pessoa lerá o livro por admirar o trabalho dele ou dela, mas acabará envolto em um projeto que pra mim é um manifesto por sobrevivência.

Por ainda ser um grande tabu, acho que sempre que for possível, é interessante falarmos sobre a importância de profissionais da saúde e da mente. Pra você, quais foi a importância de conversar com psicólogos e psiquiatras?

Para começar a responder essa pergunta preciso informar a quem não leu o livro ainda que o primeiro profissional que entrei em contato para entender sobre minha sexualidade foi um psiquiatra. Nele pedi um remédio pra ser hétero. Veja só onde o fundamentalismo religioso e o medo de ir pro inferno causam nas pessoas. Ainda bem que ele era um profissional comprometido com sua profissão e me encaminhou para uma terapeuta que consegui ter minhas primeiras conversas sobre o que eu vivia. Anos se passaram desde essa experiência e hoje tenho uma relação muito forte com os profissionais que me atendem hoje dessas duas especialidades, pois eles conseguiram identificar muitos traumas causados pela vivência que tinha. Conseguiram me tirar muitas vezes de um lugar sombrio que levam vários dos meus ao suicídio. Meu desejo é que tenhamos muito mais profissionais atendendo a periferia, pois só assim conseguiremos emancipar suas mentes, permitindo que elas enxerguem sua realidade a fim de decidir o que é melhor pra eles.

Você pretende publicar mais livros? Conta mais sobre os seus planos para o futuro!

Pretendo sim. Fui apresentado a pouco tempo como Editor Convidado da Editora Paralela e nesse período vou procurar estudar muito mais sobre para avaliar quando será o melhor momento para um novo livro e qual o tema que irei tratar. Por enquanto quero fazer esse livro ser o mais vendido do Brasil.

Quer deixar uma mensagem para os seus seguidores e leitores? Fique à vontade!

Acredito que tudo que falamos será de grande ajuda e apoio pra quem ainda estava com dúvidas se comprava ou não o livro. Se chegou até aqui nessa entrevista é porque de alguma forma você ficou preso e interessado no que tenho a dizer. Te convido a me dar essa chance de te fazer entender sobre coisas que talvez você nunca tenha se perguntado. Pra você que é LGBTQIA+ que está dentro do armário, saiba que estou lutando para que você pare de sofrer por ser quem é, tá bom? E a todos que são e já saíram deles, esse livro também é pra você. Eu te dou certeza que você revisitar seu passado e dele colherá frutos muitos positivos.


O livro Guardei No Armário pode ser adquirido na Amazon e no site oficial da Companhia das Letras.

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Mulheres & Bruxaria: rituais mágicos para trabalhar sua feminilidade

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Mulheres & Bruxaria: 4 rituais para trabalhar sua feminilidade
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Dia 31 de outubro é comemorado o Halloween ou, no Brasil, o famoso Dia das Bruxas. Nesta época do ano, costumamos ver diversas representações de bruxas, chapéus característicos e símbolos que remetem à magia. E você já percebeu que as mulheres estão sempre sendo relacionadas à bruxaria? Isso não é uma coincidência.

De acordo com a astróloga Virginia Gaia, a associação do feminino com a ideia de magia e de bruxaria é muito antiga, anterior até mesmo aos tempos medievais, sendo o fato das mulheres poderem conceber filhos um dos principais motivos para o surgimento deste pensamento.  “Não se entendia muito bem os mecanismos de reprodução”, começa ela, explicando que foi nesse momento que a civilização percebeu a necessidade de que os homens também tinham um papel importante na hora de gerar crianças.

“Quando começamos a ter uma expansão a migração e o início da civilização, é que passamos a ter essa mentalidade da figura masculina de invadir outros espaços e dominar outras culturas. Aí passamos a ter um maior peso do masculino.”, conta. “Por conta da questão da força física [por causa das guerras], a mulher passa a ter um papel menor, embora ainda ligado à essa concepção mágica.”.

Outro aspecto reforçado pela Virginia é o histórico astrológico em que a mulher também está ligada. “Existe os ciclos de [aproximadamente] 28 dias, que é o ciclo menstrual e que também vemos no céu, com a lua. E aí temos essa associação imediata de magia, de algo ligado ao mistério.”, ressalta a bruxona.

Além disso, em diversas civilizações a questão do feminino e da sexualidade das mulheres sempre foram retratadas de maneiras muito estigmatizadas, sobretudo na Idade Média. “É nesse período surgem alguns boatos isso. Não tem fundamento. […] Porque que se associam muito a ideia do feminino e da magia algo negativo depreciativo.”, fala.

Virginia também explica um pouco do estereótipo das mulheres curandeiras. “Banhos de ervas e os remédios que eram remédios caseiros. Então é daí que vem a imagem do caldeirão. Porque tá na cozinha e é vista como algo mágico. E aí você tem essa coisa da imagem faz o estigmatizado do caldeirão.”, conta.

Dessa forma, estigmas e estereótipos sempre acabam se tornando negativas para o nosso papel social. Porém, a descoberta da nossa essência é extremamente importante. Pensando nisso, a Virginia preparou para a todateen quatro rituais mágicos imperdíveis para trabalharmos o nosso feminino.

Confira!

1) Acompanhar o calendário menstrual de acordo com as fases da Lua

A dica aqui é uma prática para ser realizada de maneira contínua. A lua tem um ciclo que dura, em média, 28 dias assim como o ciclo menstrual. Então, vale tomar nota dos dias quando vem a menstruação junto com a fase da Lua – Nova, Crescente, Cheia e Minguante – em que ela chega. Daí é só reparar como o cada corpo se relaciona com os ciclos lunares. Quando, por exemplo, a TPM acontece com a lua em fase Crescente ou Cheia, o inchaço e as alterações de humor costumam ser mais notáveis. Mas como cada corpo é um e nem todas as mulheres vão responder da mesma maneira, vale a pena reparar esse padrões e perceber que, conforme os ciclos vão se sucedendo, podemos sentir as alterações de fases da vida, com diferentes etapas do ciclo menstrual acontecendo em cada uma das fases da lua.

2) Seguir os ciclos da Lua para colocar planos e projetos em ação

Essa também é recomendação para a vida: seguir as fases da Lua – sempre que possível, é claro, pois sabemos que nem tudo pode ser assim e, se não puder, tudo bem também – para as ações diárias. Se a for possível acompanhar também o signo onde acontece cada uma e, consequentemente, a casa do Mapa Astral (ou área da vida) que está sendo ativada, melhor ainda!

Segue um resumo do que é ideal fazer em cada fase:

Nova: é a fase ideal para tudo que queremos dar uma “virada” na vida, mas sem pressa por resultado: iniciar projetos pessoais e profissionais, semear novos hábitos, repaginar o visual, firmar parcerias de longo prazo e assim por diante.

Crescente: ajuda a fortalecer atividades em curso e dar corpo ao que pode estar parecendo “fraco” e sem vida. Então, ela é boa para reforçar a dedicação ou dar uma injeção extra de energia em projetos pessoais ou profissionais, fazer investimentos, dar um passo a mais no status de um relacionamento, etc.

Cheia: é o ápice do ciclo lunar, então, é a mais passional das fases da Lua. A paixão fica exacerbada, assim como a tendência ao exagero. É a Lua indicada para fazer tudo que demanda bastante energia, investir nos programas mais românticos, fazer tudo aquilo que demandará maior carisma, exposição e brilho pessoal.

Minguante: excelente para depurar, eliminar excessos e aprimorar detalhes. Boa para a concentração, favorece o aprofundamento nos assuntos que demandam mais atenção e e dedicação. Também favorece tratamentos que pretendam eliminar coisas (depilação, drenagem, etc) e até que visem deixar a energia mais leve.

3) Tomar banhos com ervas aromáticas ou óleos essenciais, de acordo com as fases da Lua (seguindo as descrições acima)

Preparar a infusão é fácil: basta levar água ao fogo. Quando atingir o ponto de fervura, apagar o fogo, adicionando as ervas selecionadas ou uma colher de café de óleo essencial e, em seguida, tampar a panela. Deixar esfriar com a panela tampada até chegar a uma temperatura agradável para jogar no corpo. Após o banho habitual, jogar essa mistura do pescoço para baixo. Abaixo, estão indicações de algumas ervas e óleos essenciais que podem ser utilizadas por todo tipo de pessoa.

Nova: alecrim, para dar energia, ou margarida, para trazer alegria.

Crescente: camomila, para acalmar e atrair prosperidade, ou hortelã, para estimular a criatividade.

Cheia: rosas cor-de-rosa, para ativar a sedução, ou louro, para atrair sucesso.

Minguante: alfazema, para limpeza e proteção, ou rosas brancas, para trazer tranquilidade mental.

4) Consagrar uma imagem ou amuleto para representar a sua força feminina interior

É sempre bom ter algum objeto que sirva como ferramenta mágica e que seja consagrada para o feminino pessoal. Vale um amuleto em formato de concha (que estão universalmente relacionadas ao feminino), o símbolo do planeta Vênus, um pedaço do cristal conhecido como pedra da lua ou algo do gênero. Caso não queira levar junto ao corpo, pode-se também providenciar a imagem de uma deusa para ficar em casa, mas com a qual haja identificação. Daí é só acender uma vela prateada ao lado, em uma lua cheia, e mentalizar as propriedades mágicas daquele amuleto ou imagem, pedindo reconexão ao feminino.

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Cinema e TV

“Emily em Paris”: confira os looks mais estilosos da série

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"Emily em Paris": confira os looks mais estilosos da série
Rawpixel/Netflix

Emily em Paris, nova série da Netflix, é, sem dúvida, a nossa mais nossa obsessão. Não apenas pela história e personagens, mas também por todos os looks super fashionistas! Das combinações mais simples até as mais ousadas, fala sério: cada episódio parece mais um desfile de moda, né?

+ Teste: quem é você em Emily em Paris?

Arrasando nas estampas e nas tendências do momento – com inspirações em nossas icônicas Carrie Bradshaw, em Sex and the City, e na memorável Blair Waldorf, personagem de Gossip Girl – a todateen compilou pra você os melhores looks da série!

Confira!

#1

A boina vermelha, o xadrez característico e a bolsa estilosa da Chanel: você consegue pensar em uma combinação mais parisiense que essa?

#2

Mais uma boina, porque, afinal, Emily está em Paris, não é mesmo? Além disso, neste look vemos Lily Collins arrasar na sobreposição, usando embaixo um conjuntinho estampado mais sóbrio e por cima uma jaqueta, que também deixa à mostra uma peça rosa que ela também está usando.

#3

Sério, você já imaginou que um mini-dress com estampa de animal print ficaria legal junto de uma jaqueta com acabamento e cores de seria? Eu também não. No entanto, Emily arrasou no visual – ainda mais com esse lenço em volta do pescoço.

#4

Para quem já maratonou todos os episódios sabe o quanto essa cena é marcante. Mas… sem spoilers! O vestido tubinho branco tem a medida exata de ousadia e elegância que poderíamos super ver alguma famosa usando em um tapete vermelho, né?

#5

Se alguém me dissesse que Emily pegou este look emprestado de Carrie Bradshaw, de Sex and the City, eu não duvidaria. A jaqueta floral combinando com a mini saia é literalmente um sonho!

#6

Um pouco diferente da maioria dos looks que Emily usa, o maxi-dress amarelo todo esvoaçante deixou tudo mais chique. Com o cabelo solto um pouco ondulado, ela ainda colocou um cinto para marcar ainda mais a cintura. Além disso, é claro que a bolsa também super estaria combinando!

#7

Outro destaque dos outfits da Emily são os famosos bucket hats. Basicamente, em qualquer situação casual do dia a dia, ela consegue deixar tudo mais fashionista apenas ao adicionar um chapéu.

#8

Sabe quem consegue ficar deslumbrante usando apenas calças skinny preta, suéter e botas no estilo galochas? Isso mesmo, a Emily! Nessa combinação, ela permanece arrasando com um look simples, mas ainda assim impecável.

#9

Emily usou esse look irreverente no seu primeiro dia de trabalho. Gritando Blair Waldorf, de Gossip Girl, ela decidiu usar uma camisa de botão (com estampa da Torre Eiffel, claro) de uma forma super diferente, mostrando um cropped estiloso por baixo. Além da mini saia animal print, os sapatos Louboutin são um verdadeiro destaque. Arrasando no escritório: check!

#10

Por último, mas definitivamente não menos importante, temos o emblemático look da ópera. Arrasando com um vestido off-shoulder preto, sapatos estilo stilettos e um bocão vermelho, Emily está canalizando sua Audrey Hepburn interior. E o detalhe do penteado? De tirar o fôlego, isso sim.

Estilinhos estonteantes, né? Caso você ainda esteja em dúvida se quer ou não ver Emily em Paris, confira o vídeo abaixo onde te damos 5 motivos para assistir a série!

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Fantasias, mistérios e clássicos da leitura: 10 best-sellers para você garantir

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Está afim de se aventurar em novas histórias? Então não pode perder essa dica! Selecionamos 10 best-sellers da Amazon para você aproveitar. E tem de tudo: mistério, romance, ficção, clássicos da leitura e muito mais! Não vai perder a oportunidade de renovar a sua estante de livros, hein?

1. As Crônicas de Nárnia: https://amzn.to/2TaV1i5

Reprodução/Amazon

Durante a Segunda Guerra Mundial em Londres, os irmãos Lucy, Peter, Edmund e Susan vão passar um tempo em uma casa de campo, onde estarão seguros. Certo dia, acabam encontrando um guarda-roupas que os transportam para um mundo mágico chamado Nárnia. Lá, se juntam ao leão mágico, Aslan, na luta contra a Feiticeira Branca. Nessa edição especial, você encontra os sete livros em um único lugar.

2. Admirável Mundo Novo: https://amzn.to/3kgCFZ0

Reprodução/Amazon

Clássico moderno, o romance distópico mostra uma cidade futurista, onde as pessoas são programadas biologicamente em laboratório e adestradas para cumprirem seus papéis na sociedade. Seu maior objetivo é manter a ordem, mesmo que para isso todos passem por uma “lavagem cerebral”.

3. Contos de Fadas dos Irmãos Grinn: https://amzn.to/3dHX5Hz

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Reconhecidos mundialmente pelas suas histórias que deram origem à diversos contos de fadas, o livro reúne várias narrativas dos irmãos que foram inspiradas em histórias que escutavam de camponeses e amigos, em plena Alemanha no século XIX.

4. Se eu ficar: https://amzn.to/2T7YopR

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Depois de sofrer um terrível acidente na estrada, Mia acorda sem se lembrar de nada, mas encontra seu corpo em meio aos destroços do carro, ao lado dos pais e do irmão. A partir de então, assiste de longe o esforço dos médicos para salvarem sua vida, e precisa tomar uma decisão extremamente difícil: partir para sempre com a sua família ou voltar à vida.

5. Malala, a menina que queria ir para a escola: https://amzn.to/3lU4xCy

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Nesta versão infantil, super didática e cheia de ilustrações, a autora conta a história verdadeira de Malala Yousafzai, uma garota que nasceu no vale do Swat, no Paquistão, e desde pequena lutou pelo direito das mulheres irem à escola. Em outubro de 2012, com apenas dez anos, levou alguns tiros a caminho da escola, mas sobreviveu ao ataque. Anos depois, a jovem conquistou o Prêmio Nobel da Paz – além de se tornar um exemplo de como os sonhos podem mudar o mundo.

6. Box – Para todos os garotos que já amei: https://amzn.to/3m6sBlP

Reprodução/Amazon

“Para todos os garotos que já amei”, “Ps.: ainda amo você” e “Agora e para sempre” são livros da trilogia que conta a história de Lara Jean Song, uma garota que escreve cartas de amor para todos os garotos por quem já se apaixonou – mas guarda a sete chaves em uma caixa no seu quarto. Certo dia, essas cartas secretas são enviadas aos destinatários, e a vida de Lara vira de cabeça para baixo.

7. Alice no País das Maravilhas: https://amzn.to/2HjoRyh

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Ao acordar de um cochilo ao pé de uma árvore, Alice se depara com um coelho falante. Curiosa, segue o animal até cair em um buraco, que a leva para outro universo. Agora, a garotinha acaba encontrando um mundo cheio de magia e fantasia, além de personagens que acreditava que existiam apenas em seus sonhos.

8. A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões: https://amzn.to/2Hn2ZSI

Reprodução/Amazon

Diferente de qualquer história sobre sereias que você conhece, o livro conta a história de Gaia, que sonha em se livrar do controle de seu pai e de um casamento arranjado. Aos 15 anos, sobe à superfície para conhecer o mundo além do oceano, quando avista um rapaz naufragado e decide que precisa conhecê-lo. Mas do que será que ela precisará abrir mão?

9. A paciente silenciosa: https://amzn.to/2T83VwH

Reprodução/Amazon

Alicia Berenson tinha uma vida considerada perfeita, até o dia em que matou seu marido com cinco tiros. A partir de então, nunca mais disse uma palavra sequer. Pintora famosa, Alicia sempre se recusou a falar ou dar qualquer explicação sobre a tragédia, e por isso foi levada para o Grove, hospital psiquiátrico de Londres. Enquanto isso, Theo Faber é um psicoterapeuta forense que, há anos, espera uma oportunidade de trabalhar com Alicia. Será que sua determinação pode ajudar a desvendar mistérios?

10. Mulherzinhas: https://amzn.to/2FL2TDS

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Conheça, neste clássico, fortes personagens femininas que marcaram gerações, e todas as suas aventuras, dores, desilusões, perdas e aprendizados. Descubra, finalmente, porque as irmãs March tornaram este livro um dos mais queridos e relevantes da literatura mundial.

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