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Comportamento

De BBB à Gossip Girl: conheça Julia Lourenço, produtora de conteúdo destaque na moda, entretê e humor

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Entre BBB e Gossip Girl: conheça Julia Lourenço, destaque na produção de conteúdo com um mix de moda, entretenimento e bom humor
Reprodução/Instagram

Você se lembra da última coisa que viu enquanto rolava o feed no Instagram? Esse é um ato tão corriqueiro que, muitas vezes, se passam cinco minutos desde que entramos no aplicativo e já esquecemos o que acabamos de ver. Porém, esse não é o caso das publicações Julia Lourenço, jornalista e produtora de conteúdo carioca (mas vestida para São Paulo, como ela mesma destaca).

Bem longe dos posts que esquecemos em pouco tempo, você pode já ter entrado em contato com o perfil de Julia de diferentes maneiras: seja com as publicações reproduzindo os looks do Faustão ou até com os memes envolvendo Gossip Girl e Big Brother Brasil. Descrevendo um pouco do seu trabalho para todateen, ela explica que sempre tenta ligar o conteúdo com o que está em alta no momento. 

Feed do Instagram: 8 dicas para organizar e personalizar o seu

“Tem conteúdos de entretenimento, celebridades, moda… mas sempre tentando se conectar com aquilo que tá acontecendo no momento, que tá em alta […] Eu acho que tem muita atualidade, muito entretenimento leve, muitos conteúdos aleatórios – porque eu adoro uma aleatoriedade! Sabe aquele conteúdo que você não sabia que precisava, mas alguém fez e você amou? Eu acho que é isso. E eu também acho que tem um pouco dessa coisa de revista adolescente, sabe? Tem umas referências dos antigos blogs de moda… então eu acho que é uma nostalgia bacana!”, compartilha Lourenço.

julia e sarah têm algo em comum: o tema do tcc!

Por trás de toda essa criatividade que acompanhamos no feed, Julia também acabou de se formar em Jornalismo pela PUC do Rio de Janeiro. E qual foi o tema do seu TCC? Assim como Sarah, do BBB21, a produtora de conteúdo resolveu explorar o reality show em um dos trabalhos mais importantes da sua trajetória acadêmica.

“Eu sempre amei o Big Brother, sempre vivi intensamente com o pay-per-view, deixando se sair pra ver paredão falso… sempre foi uma coisa muito presente na minha vida. E quando chegou no final da faculdade, eu não tinha um tema pensado não. Eu até achei que a professora pudesse me julgar por eu estar querendo fazer de Big Brother […] Mas aí eu encontrei outra menina que também ia fazer de Big Brother e aí eu tomei coragem e falei ‘Quer saber? Não vou me julgar não, vou fazer do que eu gosto, porque eu acho que o TCC tem que ser um assunto que você gosta e que talvez você já domine alguma coisa”, explica.

Com a escolha de tratar a vigésima edição, a jornalista estudou a conexão das redes sociais com o programa de Boninho e desenvolveu o seguinte projeto: “O Big Brother Brasil e a relação transmídia entre as redes sociais e a Televisão: Uma análise do impacto da pandemia e das celebridades no BBB20”.

Mas a vontade de falar sobre BBB e outros temas do universo do entretenimento iniciou antes mesmo de Julia entregar o TCC. Ela conta que começou a produzir conteúdo para o Instagram no final de 2019, quando tinha acabado de sair de um estágio da faculdade:

“Eu não tinha pretensão nenhuma de seguir essa carreira, foi mais mesmo pela vontade de criar alguma coisa logo depois que eu saí do estágio, não tinha nada em mente do que fazer. Então começou assim, sem pretensão, só com a vontade de criar mesmo.”

“Fui adaptando meu conteúdo aos poucos, eu sabia que tinha muita gente nesse ramo já, falando de moda e tal e eu sentia que eu precisava me diferenciar de alguma forma. Nessa época tinha muita gente fazendo vídeo de look, montando look e eu comecei a fazer desse jeito. Só que depois eu fui colocando minha voz por cima, narrando os looks de uma maneira mais descontraída, com uma dose de humor”, continua a jornalista.

Nesse processo, Julia explica que a relação com o público foi algo importante na produção de conteúdo:

“Adaptei na medida que eu fui conhecendo quem estava me acompanhando, vendo o que as pessoas iam gostar e o que combinaria comigo. Aos poucos, você só vai aprimorando porque você vai tendo consciência daquilo que você sabe fazer e daquilo que o público vai gostar. Então depois desses vídeos de looks, eu comecei a reproduzir looks de celebridades, porque tinha a ver com o que eu gosto. Comecei com Bruna Marquezine, fui pra ‘Gossip Girl’ e depois de um tempo eu fui pegando personagens mais inusitados, como o Faustão… e aí eu fui formando assim o meu estilo de conteúdo”, conclui.

bbb e gossip girl, sim! 

Mas como misturar universos tão distintos em uma mesma postagem? Pelo perfil da criadora de conteúdo, vemos muita autenticidade na forma de colocar assuntos que fazem parte das suas paixões pessoais, como o próprio BBB e uma série muito querida, Gossip Girl! “Eu amo Gossip Girl, sempre amei, eu era viciada. E eu sempre amei BBB. Então como são duas coisas que eu conheço muito bem, que eu tenho propriedade pra falar, eu acho que eu consigo misturar esses dois assuntos, sabe?”, diz.

“Eu não sei de onde vem a criatividade, é uma coisa meio louca… porque eu penso na ideia maluca, vou lá e executo”, assume Julia. “Mas como o BBB é um assunto que tá muito em alta e eu gosto dele, e sei que meu público gosta, eu acho que é interessante fazer esse mix com os conteúdos de sempre que eu já tenho ao longo do ano. Aí eu agrado a todos os públicos: quem gosta de BBB, quem não gosta de BBB e só gosta de moda. Então eu acho que dá certo porque é uma coisa que eu me sinto confortável fazendo, sabe? Eu conheço ‘Gossip Girl’, eu conheço BBB, então eu acho que eu tenho essa propriedade de misturar os assuntos com filmes, entretenimento e o resto”, completa.

Um fun fact sobre um dos amores da vida de Julia que vale a pena ser compartilhado é que ela já conheceu vários membros do elenco da série, como Ed Westwick, Penn Badgley, Blake Lively e Chace Crawford. E é óbvio que a gente quis saber como foi essa experiência!

“Encontrar o elenco de ‘Gossip Girl’ pessoalmente foi muito doido, porque eu era muito fã mesmo, assim, fã doida. Então quando eu viajei para Nova York eu fui destinada a assistir as gravações. Não é como se eu tivesse lá passando na rua e do nada eu me deparei com a gravação, não. Eu pesquisei onde seria a gravação, peguei trem, peguei taxi, peguei metrô… e eu ia assim, na boa, sem saber o que eu ia encontrar, mas confiante que ia dar certo. Eu acho que teve um mix assim de empenho né, porque eu fui atrás, e de sorte também, deles pararem para tirar foto. Todos foram assim, muito legais”, compartilha – você pode conferir mais detalhes desses encontros no destaque “random” do perfil da Julia!

na prática

Com o conteúdo conquistando uma base de seguidores com as mesmas paixões, Julia foi criando um espaço especial e com muito engajamento no Instagram. Nos últimos tempos, a jornalista comemorou que alcançou os 30 mil seguidores, mas ainda foi questionada por muitos de sua comunidade, sobre essa ainda ser uma quantidade pequena. Mas, para ela, número não significa engajamento.

“Eu falei sobre isso nos stories, sobre estar construindo uma comunidade, porque eu estava comemorando que tinha conseguido 30 mil seguidores e algumas pessoas, na melhor das intenções claro, falaram que eu deveria ter mais seguidores, porque meu conteúdo era muito bom, que eu tinha 30 mil mas deveria ter 1 milhão… E claro que eu entendo que as pessoas estão elogiando e tudo mais, mas eu achei importante falar naquele momento que não necessariamente quando uma pessoa tem 1 milhão, 2 milhões de seguidores, isso significa que a comunidade que ela criou é realmente engajada no conteúdo que ela produz, sabe?”, conta.

“Porque eu tenho 30 mil, mas eu tenho uma relação muito próxima com quem me segue ali, com quem me acompanha. Eu respondo as pessoas, então elas se sentem próximas, então tem uma troca. Eu acho que o Instagram só funciona com troca, pra mim não teria sentido postar uma coisa, deixar as pessoas comentarem e eu nem saber o que elas comentaram ou nem responder, nem tirar dúvida… Então eu acho que só funciona na troca, porque aí a pessoa se sente conectada com você e ela vai querer conversar mais com você, vai querer comentar mais, porque ela sabe que tem alguém ali lendo. Isso realmente ajuda no seu engajamento, na sua construção de uma comunidade mesmo”, completa.

Lourenço ainda destaca que, mesmo com sua comunidade crescendo agora, ela sempre foi muito responsável com o que fala na internet:

“Sobre responsabilidade, eu acho que é importante em qualquer conteúdo, seja entretenimento ou não. Pelo menos eu, quando estou fazendo um post, pensando numa ideia, eu sempre tenho muito cuidado de nunca ofender ninguém, de nunca fazer uma brincadeirinha que seja que possa passar do ponto, porque eu não sei como outra pessoa vai receber isso, entendeu?”.

“Como tem muita gente ali, eu acho que tem que ter preocupação com o que você fala, com o que você coloca pra fora, pra quem tá te ouvindo. Eu tenho sempre muito cuidado pra não passar do ponto, pra brincar de forma leve de conteúdos leves, eu acho que é isso”, afirma.

os queridinhos da ‘julha’

Mesmo estando há pouco tempo produzindo conteúdo, Julia – ou “Julha”, como ficou conhecida pelos seus seguidores – já conquistou várias coisas ao longo da sua jornada na internet. Para ela, entre as mais especiais estão sua participação no programa de Ana Maria Braga, o Mais Você, e ainda no Encontro com Fátima Bernardes.

Veja só como foram esses momentos! 

Poderosa demais! Ficou com vontade de acompanhar Julia Lourenço no Instagram? Então conheça alguns dos quadros mais populares da jornalista e suas respectivas edições favoritas:

#TBTFashion

Pelos stories, Julia relembra a trajetória fashion de várias celebridades ao mostrar a evolução dos looks delas ao longo dos anos – exibindo várias tendências antigas que muitas vezes esquecemos! Vale destacar que todas as edições ficam salvas nos destaques do perfil da produtora de conteúdo, que considera as suas favoritas deste quadro aquelas “que as pessoas me notaram”.

“Karol Pinheiro, Rica de Marré, Chata de Galocha… elas foram muito legais, elas repostaram os stories. Então eu consegui aumentar meu público e assim, eu fiquei muito grata por elas terem repostado, gostado… foi muito especial. A Manu Gavassi também, eu fiz dela antes do BBB e ela também respondeu, repostou, foi muito fofa, sempre gostei muito dela. A Camila Coutinho também foi super especial, porque foi a primeira [edição] que alguma famosa assim me notou. Eu nem tinha marcado ela nos stories e ela respondeu a todos rindo, falando coisa engraçada, então foi assim, essas edições assim eu guardei de forma especial”, conta.

ladra de looks

Indo para o feed, aqui a jornalista explora sua paixão pela moda reproduzindo os looks de diversas personalidades – inclusive daquelas que você menos esperava!

“De ladra de looks o mais especial não tem como não ser o Faustão, porque foi ele que começou essa leva assim, de pessoas inusitadas no ladra de looks. Foi uma explosão assim, chamaram pra fazer entrevista, várias coisas… foi assim, o primeiro que bombou”, explica.

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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Reprodução/Amazon

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Reprodução/Amazon

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Reprodução/Amazon

4. Caneta Marca Texto, Faber-Castell, Grifpen, Tons Pastel 

Reprodução/Amazon

5. Divisória Fichário Papel, Mano 

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6. Caderneta Filibook, Filiperson, 30 Folhas

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7. Marcador de Página de Papel Post-it 

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8. Calendário Semanal Post-it com 2 blocos

Reprodução/Amazon

9. Lápis Grafite Redondo, Faber-Castell, EcoLápis SuperSoft Black 

Reprodução/Amazon

10. Caneta Hidrográfica Extra Fina, BIC, Intensity, 0.4mm 

Reprodução/Amazon

 

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

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