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Comportamento

Kylie Jenner fura quarentena para curtir festa em Los Angeles

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Reprodução / Instagram

Os residentes da Califórnia estão sendo aconselhados a permanecer em casa, a menos que você seja um trabalhador essencial ou se dirija a uma loja para estocar alimentos e outros recursos. Os protestos ocorrendo em todo os EUA tem sido realizados em ato contrário às medidas de isolamento, mas necessários diante de uma revolução contra o racismo. Mesmo assim, tem quem fure a quarentena por outros motivos. Kylie Jenner, por exemplo, foi para uma balada em Los Angeles e curtiu até uma da manhã.

No domingo, a influencer foi até a Bootsy Bellows com sua amiga Fai Khadra, e nenhuma delas usava máscaras protetoras. De acordo com o Daily Mail, a dupla ficou lá até tarde da noite, ignorando as diretrizes de distanciamento social, pois o local parece ter sido aberto apenas para a festa.

O clube está reabrindo suas portas para a clientela de celebridades após ser fechado nos últimos dois meses devido a COVID-19.

Kylie Jenner pediu aos fãs que fiquem em casa recentemente, e desde sua saída noturna, não se pronunciou sobre a Covid-19 ou atitude de “furar” a quarentena. A magnata da maquiagem também teve seu título de Mais Jovem Bilionária retirado pela própria revista Forbes, que alega que ela fabricou uma “teia de mentiras” e falhou em declarar seus ganhos reais.

Comportamento

“A Todo Vapor”: Pamela Otero fala sobre sua personagem marcante na série e o estilo steam punk

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Pamela Otero
Divulgação

Dona de muitos talentos e protagonista da série A Todo Vapor, Pamela Ortiz bateu um papo especial com a todateen. A atriz, que já participou de trabalhos como Quando Toca o Sino, do Disney Channel,  agora pode ser vista no streaming da Amazon Prime como a heroína Vitória Acauã, uma médium de espírito livre, que se comunica com o vento e as vozes do além.

A personagem e a série são totalmente inspiradas em histórias da literatura brasileira e contam com uma estética altamente influenciada pelo estilo steam punk, o que deixa tudo ainda mais mágico.

Confere só o que a Pamela falou sobre essa série que já é o maior sucesso!

Conte para nós um pouco sobre a série A Todo Vapor?

A série traz personagens inspirados na literatura nacional para uma aventura com toques de magia em um pano de fundo retrofuturista que se passa em 1908. Na trama, Juca Pirama e Capitu são investigadores que tentam desvendar uma série de crimes em uma vila no interior de São Paulo. Além das criações de Gonçalves Dias e Machado de Assis, personagens de José de Alencar, Raul Pompeia, Inglês de Sousa e outros autores clássicos aparecem na série.

Sua personagem Vitória Acauã vem da obra de Inglês de Souza, Contos Amazônicos. Como foi o processo de construção da personagem a partir da narrativa do livro?

Foi uma pesquisa no universo e na compreensão do peso que a personagem carregava, pois precisava entender sobre a maldição do pássaro Acauã! Todo o medo envolvendo o nome desse pássaro cheio de lendas e histórias, que já até foi música de Luiz Gonzaga e Zé Dantas! Eu peguei todo esse fardo, esse passado do Inglês, do Luiz, das lendas, do sertão, dos índios e dei esse peso no passado dela! Ela carrega isso na história, mas ela escolheu ser heroína e cuidar do todo! Isso é lindo! Todo mundo tem o mau e bom dentro de si, o que nos torna quem somos, são nossas escolhas! Isso faz de Vitória Acauã uma grande personagem, tão importante pra trama da série!

Quais semelhanças você enxerga entre você mesma e sua personagem?

Embora eu seja muito extrovertida, tenho muitos momentos de solitude, quietude e aproveito pra mergulhar em mim e para observar o todo, o entorno! Vitória é assim, observadora e escuta sua intuição, usa a seu favor! Essa é uma ferramenta que todos nós temos acesso! Mas para ouvir a intuição, temos que mergulhar dentro da gente e encontrar nosso silêncio externo pra ouvir os ruídos internos! Ou seja, dá trabalho! Mas é minha busca diária! Gosto muito de lutar pelos meus amigos, e com eles também, focar em soluções e a Vitória também! Não importa o tamanho do problema, que preferimos chamar de desafios, a gente estuda a melhor forma de resolver!
Outra conexão entre nós muito relevante: a natureza. O universo da personagem é transmídia e nas outras histórias da para ver como ela arregaça as mangas para salvar o todo, a natureza, preservar as tradições e construir (ou reconstruir) o amanhã! Acho inclusive que Vitórias são necessárias para este momento em que estamos vivendo de tantas secas e queimadas e muita história por trás está precisando ser desvendada e estancada, inclusive!

Se pudesse escolher um animal para se transformar, em qual animal se transformaria?

Com certeza me transformaria em algum felino! Eles tem o olhar mais aguçado, tem uma mobilidade incrível, são ágeis e espertos! Sabem a hora de agir e a hora de poupar energia! Se divertem, mas também aproveitam um bom descanso! Felinos são muito inteligentes!

Qual sua relação com a literatura brasileira?

Comecei a ler na escola, os clássicos que são inclusive parte da nossa série: Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar, Gonçalves Dias, Cecília Meireles e logo jovem, já estava no teatro. Comecei a estudar arte antes dos 10 (na verdade comecei dançando aos 5, a dança me apresentou o palco), mas aí, dentro da arte, a gente lê muito para ter referências, para construir os papéis, então lia muitas peças: Nelson, Plínio, Ariano, Martins Pena e por aí vai!

Seu hábito de leitura mudou depois de fazer parte do projeto?

Eu gosto bastante de ler, já fui do tempo de ler romances, hoje leio mais sobre assuntos de despertar da consciência, comunicação e expressão, além das obras que estou estudando como atriz, sempre estou ensaiando algo, lendo textos!

Tem alguma indicação de livros para as leitoras?

Sim! De vários tipos! Algumas delas são:

Mulheres que Correm com Lobos – Clarissa Pinkolas
Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur
Cecília e Poemas dos Becos de Goiás – Cora Coralina
A Hora da Estrela – Clarice Lispector

A estética Steam Punk não é amplamente divulgada no Brasil, você já tinha conhecimento sobre esse estilo antes de entrar em contato com a série?

Sim! Eu gosto muito da estética e era algo que já observava! Esse lance retrofuturista chama muito atenção, impacta quase que de modo geral! É instigante, hipnótico, até! Tem alguns filmes e séries que nos chamam atenção por essa estética há muito tempo: A Invenção de Hugo Cabret, A Máquina do Tempo, 20 mil léguas submarinas, Liga Extraordinária … então foi uma alegria fazer parte da primeira série com essa estética no Brasil e ainda unir referências da nossa literatura, transformando personagens clássicos em heróis!

Você adotou alguma das peculiaridades do estilo Steam Punk para o seu estilo pessoal?

Na época em que estávamos rodando a série sim, usava muitos acessórios na cor cobre, era apaixonada por engrenagens aparecendo e roupa de tons mais terrosos que uso até hoje!

Cite 3 motivos para as leitoras não deixarem de assistir à série e acompanhar sua personagem Vitória Acauã no streaming!

1) É muito importante a gente incentivar e apoiar as obras nacionais, ainda mais as independentes, como é o caso de A Todo Vapor. O sucesso da primeira temporada pode abrir os olhos de apoiadores e patrocinadores para uma segunda, imagina que demais fazer uma obra steam punk brasileira com a verba ideal pra isso? Seria um sonho perfeito!

2) Mulheres fortes de origem de obras nacionais, Vitória é personagem de Contos Amazônicos de Inglês de Souza! Além dela temos as mulheres: Capitu Machado, Aurélia Camargo… Mulheres no comando, resolvendo, decidindo, fazendo o que deve ser feito!

3) Vitória faz parte dos heróis da série, promete desafios, resoluções, intrigas e também romance! Essa guerreira é das boas!

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Protagonismo, visibilidade e empoderamento de pessoas com deficiência: “Minha cadeira, minha liberdade”

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Protagonismo, visibilidade e empoderamento de pessoas com deficiência: "Minha cadeira, minha liberdade"
Rawpixel/Hugo Bueno/Vinícius Sobrinho/Reprodução

No mundo virtual, diversos temas vêm ganhando cada vez mais protagonismo nas redes, dentre eles a acessibilidade e a ressignificação de pessoas com deficiência na mídia tradicional. No mês em que é celebrado a visibilidade da pessoa com deficiência, a todateen conversou exclusivamente com duas personalidades que, de maneiras bastante distintas, rompem diariamente com os padrões de “normalidade” e refutam o tão presente capacitismo – a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência.

Heloísa Rocha

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Sergipana radicada em São Paulo, a jornalista Heloísa Rocha tem uma doença rara chamada osteogênese imperfeita, cuja principal manifestação clínica é a fragilidade óssea. No entanto, pesando menos de 20kg e com menos de um metro de altura, Helô é a responsável por criar um dos maiores instablogs de moda, o Moda em Rodas, que têm como objetivo principal auxiliar outras mulheres com deficiência.

Desde pequena interessada com o mundo da moda, Helô aprendeu com sua vó e tia a identificar uma peça de qualidade e a conhecer o seu estilo e o seu corpo. “Eu sempre fui uma pessoa muito vaidosa e a minha profissão me exigiu a montar um guarda-roupa que atendesse ao meu perfil e idade, já que minhas roupas são feitas sob medidas ou compradas no setor infantil por conta do meu peso e tamanho.”, conta. “Até então, a minha ligação com a moda era mais no desafio de encontrar peças que servissem em mim e que conseguissem passar a imagem que eu gostaria, ou seja, a de uma profissional adulta.”, revela.

Já formada, ela passou a supervisionar todas as produções de moda e comportamento – o que a exigiu que estudasse mais sobre o tema. Dessa forma, após cobrir algumas edições São Paulo Fashion Week, a moda passou a se tornar uma paixão e fez com que ela começasse a acompanhar de perto cada tendência. “Eu senti a necessidade de criar um projeto pessoal e que, ao mesmo tempo, ajudasse outras pessoas. Analisando, na época, a minha vida, as minhas paixões e o fato de que constantemente outras mulheres com deficiência me procurarem para pedir dicas de moda, eu tive a ideia de compartilhar todo o conhecimento de moda que eu havia adquirido ao longo da vida com o mundo inteiro. E assim nasceu o Moda Em Rodas!”, relembra.

Para Heloísa, a moda foi uma importante ferramenta de aceitação. “Ela me ajudou a conhecer e a amar o meu corpo, independente das curvaturas que tenho em razão das inúmeras fraturas que tive ao longo da vida. A moda me obrigou a experimentar diferentes peças para que eu encontrasse o meu estilo e pudesse encarar o espelho naturalmente.”, conta, explicando que, quando veste uma roupa que a faz se sentir bem e confiante, a deficiência acaba sendo só um detalhe.

“No Moda Em Rodas, eu tento, por meio dos meus looks, passar aos seguidores essa confiança e segurança para que eles, independente ou não de terem uma deficiência, se sintam encorajados a mostrarem seus corpos, suas belezas e imperfeições para o mundo.”, revela.

Ao criar e alimentar uma plataforma tão inspiradora, Helô explica que quer, por meio da paciência e cuidado que teve com ela mesma, mostrar a mesma confiança e os mesmos truques que adquiriu ao longo da vida. “Nem todo mundo teve a sorte, como eu, de crescer em uma família de costureiras e, infelizmente, nem toda menina com deficiência tem a oportunidade de falar sobre moda ou corpo em si com um parente ou uma amiga.”, fala, argumentando que o Moda Em Rodas é apenas para servir como um empurrão.

“É só um incentivo para que elas encarem as suas imperfeições da mesma forma que eu encaro (e muito bem!) as minhas. Corpos e pessoas perfeitas não existem! Nós criamos nossos próprios padrões e não os outros!”.

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Como jornalista, Helô conta que gostaria que a imprensa se renovasse em suas pautas, linguagens e abordagens, já que, no fundo, todos os profissionais da área têm como missão tanto informar quanto educar. “O capacitismo ainda é fortemente presente nas reportagens e isso só reforça o estereótipo de ‘coitadinho’ ou de ‘super-herói’ que carregamos há anos.”, explica. Lembrando que, em sociedades capacitistas, a ausência deficiências são vistos como o “normal”, e pessoas com alguma deficiência são entendidas como exceções. A deficiência é, nesse contexto, vista como algo a ser superado ou corrigido.

“Como cidadã, eu peço que pais e familiares não repreendam as crianças que perguntam ou que querem chegar perto de uma pessoa com deficiência. Este ato de negação logo na infância fica marcado para sempre e faz com que as pessoas tenham dificuldade em se aproximar de um indivíduo com deficiência e de conviver com ele de forma natural.”, alerta.

Andrezinho Carioca

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Andrezinho Carioca sempre foi apaixonado pelo mar. “Quando eu era militar um tenente do meu pelotão me vendeu uma prancha bem baratinho. Eu tinha 18 anos.”, conta ele, que usa cadeira de rodas há aproximadamente 20 anos. Em 8 de fevereiro de 2012, no Rio Mearim, na cidade do Arari, no Maranhão, se tornou o primeiro cadeirante do mundo a surfar a pororoca – fenômeno natural caracterizado por grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as águas do rio.

Ele já foi atleta do remo adaptado, fez parte da seleção brasileira e dos principais times do Rio de Janeiro. Mas, quando começou a surfar, acabou largando o remo. “A paixão foi tão grande que eu nunca mais parei. É um pouco difícil explicar, mas acho que quando me apaixono é assim…”, conta, falando que, embora não surfe mais profissionalmente, fala com convicção que nunca abandonará o esporte.

André ainda ressalta a importância do esporte para a rotina. “O esporte assim como a arte é uma excelente ferramenta de socialização. Além de ajudar a manter o corpo em melhores condições para as atividades do dia a dia. Esporte é vida!”, exclama ele, que também é apaixonado por música e faz apresentações nos vagões do metrô no Rio de Janeiro.

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Com relação ao seu processo de aceitação, André conta que não teve muita dificuldade em lidar com a nova realidade. “Desde que fiquei sabendo da minha nova condição eu só pensava em me reabilitar e poder viver cada momento que a vida me reserva. Sou apaixonado pela minha vida. Costumo dizer que depois de estar na condição de pessoa com deficiência a vida fica um pouco mais difícil, mas não impossível.”, revela.

De bem com a vida, André afirma que, no dia a dia, às vezes passa por situações preconceituosas, mas conta que não dá muita importância para elas. “Acredito que se você potencializar isso os preconceitos acontecem com mais frequência. É da natureza do ser humano separar o que é diferente.”, fala.

“Deficiente são as nossas cidades, regiões ou bairros”

É o que Helô sempre diz. “A falta de acessibilidade nas ruas, nos estabelecimentos e nos transportes públicos impedem a nossa circulação e a de existirmos na sociedade.”, conta ela, que reflete sobre os inúmeros desafios que nós, como sociedade, ainda temos que percorrer.

“A dificuldade de poder circular livremente em todos os espaços faz com que o convívio de pessoas com deficiência com os que não têm deficiência seja pequeno. Sem o convívio, as pessoas ainda carregam dúvidas de como agir com o indivíduo e perpetuam ações ou frases capacitistas. É preciso que a sociedade normalize o corpo com deficiência para que suas potencialidades sejam vistas antes da deficiência.”, analisa ela. André, por sua vez, compactua dos mesmos pensamentos. “Eu acredito que deve ser tudo acessível porque independente das dificuldades de cada um somos todos iguais e devemos ter os mesmos direitos e deveres.”, afirma.

Além disso, talvez por conta dessa inacessibilidade, a concepção de que pessoas com deficiências motoras estão “presas” em suas cadeiras de roda ainda é algo bastante propagado.

“Minha cadeira, minha liberdade. Se não fosse minha cadeira de rodas aí sim eu estaria preso: em uma cama, em um sofá ou qualquer outro cômodo que não me levaria a lugar algum.”, ressalta André.

“Como alguém pode dizer que está preso em algo que tem a função de levar o indivíduo com deficiência física ao lugar que ele quiser?”, questiona Helô.

Conseguimos perceber, portanto, que um dos principais aspectos a serem combatidos contra os preconceitos com as pessoas com deficiência, é o social. De acordo com a jornalista, mesmo que tenhamos a ideia de que estamos, em geral, livre de tais prejulgamentos, citamos diariamente expressões capacitistas, não sabemos como se relacionar amigavelmente ou afetivamente com pessoas com deficiência por conta da deficiência e suas limitações, reforçamos sempre a deficiência em suas descrições ou narrações e temos pouquíssimas representações na mídia em geral.

“Queria lembrar a todos que a deficiência é só um detalhe de um todo de um indivíduo e que, por favor, parem de nos classificar em um único grupo, pois, além da deficiência, temos gostos, personalidades, estilos, habilidades e preferências completamente diferentes. Aprenda a olhar a pessoa com deficiência além da sua deficiência!”, finaliza Helô.

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“Querido Ex”: romance nacional inspirado em “As Vantagens de ser Invisível” aborda relacionamento abusivo

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"Querido Ex": romance nacional inspirado em "As Vantagens de ser Invisível" aborda relacionamento abusivo
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A Editora Galera Record acaba de lançar o romance nacional de Juan Jullian, intitulado “Querido Ex“. Publicado anteriormente de forma independente, o livro atingiu o 1º lugar, durante 100 dias seguidos, na lista dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon.

A história se passa através de cartas, as quais o personagem principal manda para o ex, que se tornou uma estrela nacional após entrar em um reality show e anunciar seu casamento com um dos participantes. A trama aborda assuntos como racismo – afinal, o principal é negro e detalha as inúmeras vezes que tentou se embranquecer para ficar mais parecido com o ex, relacionamento abusivo, gordofobia e HIV.

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A todateen bateu um papo exclusivo com o autor do livro para entender da onde veio a ideia da história e, para nossa surpresa, Juan contou que veio dele mesmo.

da onde vem a história

Eu tinha acabado de terminar um namoro de mais de dois anos. Estava completamente dependente e achava que precisava voltar para os braços dele. A solução que encontrei foi escrever uma carta. Escrevi um texto enorme, super dramático e com trechos de uma música da Taylor Swift. Em seguida comprei um buquê de girassóis e fui até a casa do menino. Chegando lá, precisei deixar toda aquela breguice com a mãe dele. O motivo? Ele estava com outra pessoa”, relembra. “Voltei para casa desolado e o arquivo dessa carta ficou esquecido na bagunça do meu Google Drive. Meses depois, fazendo uma limpeza nas minhas pastas virtuais, esbarrei com aquele texto. Reli tudo e fiquei chocado com o drama. Foi aí que surgiu a estrutura das cartas do “Querido Ex”, com um trecho de música introduzindo cada uma delas, seguindo o formato dessa primeira carta (que inclusive está quase integralmente “Querido Ex” com o título de “Begin Again”, a tal música da Taylor Swift)“.

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E, embora a história lembre um pouco o nosso filme queridinho, “Para Todos os Garotos que Já Amei”, Julian reforça que isso é apenas uma coincidência. O autor contou que começou a escrever o livro em 2018 e se inspirou mais em “As Vantagens de Ser Invisível”. Ele revela que esse foi um dos livros mais importantes da sua juventude e, até por isso, tem um trechinho dele logo no começo de sua história.

então o personagem tem a ver com o autor

Sim! Julian admite que o personagem é muito inspirado em si próprio e isso, na verdade, foi muito legal para sua representatividade. “Eu nunca tinha lido um livro com temática jovem adulta centrado em um personagem parecido comigo: um jovem brasileiro gay e negro da periferia“, conta.

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E, sobre o que seu ex possa pensar, ele deixa muito claro: “Sempre fui muito fã da Lena Dunham, criadora do seriado “Girls” da HBO, e sobre o assunto ela diz algo como: ‘Se ele quebrou meu coração e ferrou com a minha cabeça, eu não tenho que pensar duas vezes antes de usar as minhas próprias experiências para contar a minha própria história“.

as referências do mundo pop

A cada começo de capítulo, Julian separa um trecho de música (o que, inclusive, é ótimo para ampliar sua playlist!), mas muito além disso, o autor também faz inúmeras referências à cultura pop. De Harry Potter à Rupal’s Drag Race, vemos de tudo um pouco no livro.

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Julian disse que era quase impossível não colocar essas coisas no meio da narrativa, já que ele próprio vive mergulhado nessa cultura.

Eu faço parte de uma geração onde, tão importante quando a cidade onde você nasce e quem são os seus pais, são suas divas pop favoritas, a música mais ouvida do ano no Spotify e qual saga literária você se declara como “stan”. As referências em “Querido Ex” surgem assim como uma ferramenta para caracterizar os personagens de uma forma que converse e seja acessível para o público alvo. Afinal, diz muito sobre o protagonista o fato dele preferir Taylor Swift a Rihanna“, explica. “Outro ponto é o fato de que ao longo de “Querido Ex” são pautados debates áridos e muitas vezes ignorados em livros jovem adulto como racismo, abuso emocional e homofobia. Entregar esses tópicos em uma embalagem pop é uma tentativa de levar essas pautas importantes para a mesa do leitor de ‘Querido Ex’“.

sobre o relacionamento abusivo

Julian conta que passou por um relacionamento abusivo de mais de quatro anos e só conseguiu superar quando pediu ajuda. Por isso, a dica que ele dá para quem está passando por isso é procurar uma rede de apoio e profissionais especializados, como psicólogos. “Crescemos com uma infinidade de filmes, séries e livros que romantizam relações tóxicas,  glamourizando e fetichizando o abuso. Dessa forma, naturalizamos essas relações e suas cicatrizes. Por isso é fundamental a conversa, o debate e o acompanhamento de um profissional capacitado“, finaliza.

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