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Março Lilás: conscientização e alerta sobre o câncer de colo de útero

Março Lilás: conscientização e alerta sobre o câncer de colo de útero
Março Lilás: conscientização e alerta sobre o câncer de colo de útero

Março, além de contar com o Dia Internacional da Mulher, é responsável por acolher um importante movimento de conscientização do público feminino: o mês da conscientização sobre o HPV, um tipo de infecção sexualmente transmissível (IST), e voltado ao combate ao câncer de útero.

A campanha Março Lilás convoca meninos e meninas de 9 a 14 anos para se vacinarem contra a doença em postos de saúde de todo o país. Para entender melhor o tema e esclarecer as principais dúvidas, a todateen conversou com Dr. César Patez, obstetra e ginecologista.

Confira!

o que é o HPV?

HPV é uma sigla para Papilomavírus Humano, que atinge pele e mucosas. Atualmente, são conhecidos mais de 200 tipos de HPV, associados a diversas doenças. Muitos deles podem afetar as partes íntimas da pessoa infectada. “Além das verrugas típicas na região genital e anal, com coceira e ardência, as verrugas também podem aparecer na garganta, bochecha, céu da boca, lábios e língua”, afirma o médico.

Em alguns casos, a paciente pode sofrer alterações celulares, conhecidas como lesões precursoras, que podem evoluir para o câncer de colo de útero, de garganta e de ânus, por exemplo. São os HPV do tipo 16, 18, 31, 33 e 45.

“Mais de 90% dos casos de câncer de colo uterino, também chamado de câncer cervical, são desenvolvidos pela infecção do HPV, mas contrair o vírus não significa que a pessoa terá câncer. A maioria das pessoas se livrará do microorganismo por atuação de seu sistema imunológico”, explica César.

quais os riscos do câncer de colo de útero?

O câncer do colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estimativas para 2021 são de que surjam 16.590 novos casos da doença no país.

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Por conta disso, o médico reforça que é extremamente importante as mulheres se prevenirem, antes mesmo do aparecimento de sintomas. “O câncer uterino é uma doença que não manifesta sintomas na fase inicial. Alguns sintomas como sangramento vaginal anormal e dor durante o ato sexual podem aparecer, mas em geral, ocorrem quando a doença já está mais avançada.”

existem exames preventivos?

A faixa etária mais comum do HPV é de 16 a 25 anos, enquanto o aparecimento do câncer de colo de útero é mais frequente entre mulheres de 45 a 50 anos. Mesmo assim, o destaca que os exames preventivos devem fazer parte da rotina de todas, independentemente da idade, assim que se tornam sexualmente ativas.

“Para diagnosticar o câncer, é necessário realizar alguns exames preventivos, como o papanicolau. Mas o acompanhamento deve ser frequente, até para a prevenção ser mais efetiva”, pontua ele. Lembrando que a vacinação continua sendo uma das melhores opções de prevenção para o HPV, aliada a outras ações.

“O uso do preservativo durante o sexo é um método eficaz de proteção que não deve ser dispensado, já que previne o vírus e outros tipos de infecção, como herpes, sífilis e gonorreia. Também recomendo que não se compartilhe roupas íntimas e toalhas para evitar a transmissão”, alerta o obstetra. “As medidas precisam se complementar, já que a vacina, sozinha, não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV.”

tem cura?

O câncer de útero não tem cura, mas o tratamento tem avançado nos últimos anos. Totalmente individualizado, o método varia de acordo com o estágio da doença, com a idade da paciente e o seu desejo de ter filhos ou não, por exemplo.

“Entre as alternativas, estão a cirurgia de retirada de parte do colo do útero ou do útero completo, quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia, e cada uma deve ser avaliada com cautela por um especialista.”, explica ele, chamando a atenção para o HPV e câncer de colo de útero durante a gravidez.

Ele aponta que a presença do vírus não impossibilita a gestação, e, inclusive, após o parto, raramente ocorre transmissão de mãe para filho. Já nos quadros de câncer, a situação para as grávidas é um pouco mais delicada. “Dependendo do estágio do tumor, pode ser necessário interromper a gestação, com o consentimento da gestante e de familiares. Também é possível manter a gravidez e realizar a quimioterapia alguns meses depois do parto”, finaliza.

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