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Saúde

Menstruação: saiba tudo sobre o assunto!

Conversamos com ginecologistas e eles responderam todinhas as nossas dúvidas!

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Menstruação

Será que você sabe tudo sobre menstruação? Por mais que você queira, você não vai escapar dela: chega uma hora na vida de toda garota que ela aparece uma vez por mês e fica quase uma semana na sua companhia. Para você ficar por dentro de tudo sobre o tema, a tt conversou com ginecologistas, que explicaram tudo que você sempre quis saber!

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Afinal de contas, o que é a menstruação?

A menstruação é um sangramento causado pela descamação do endométrio, o revestimento interno do útero. Todo mês a mulher se prepara para engravidar e aí ela ovula. Se esse óvulo não for fecundado (se não encontrar um espermatozóide pelo caminho), 14 dias após essa liberação, acontece o sangramento que desce pelo canal vaginal, limpando o útero para que ele se prepare novamente para um novo ciclo.

O ciclo menstrual dura em média 28 dias, mas pode variar de 25 a 45 dias de mulher para mulher e o sangramento de 3 a 8 dias. Estas variações são normais se estiverem todas dentro de um mesmo padrão, caso contrário, é melhor procurar um médico. Vale lembrar que o ciclo menstrual é muito sensível. Pode acontecer de a garota ficar estressada ou com algum outro problema de saúde e a menstruação desregular, por exemplo.

Qual a idade certa para menstruar?

Dos 9 aos 16 anos é esperado que aconteça o primeiro sangramento menstrual. Na maioria dos casos, a primeira menstruação acontece por volta dos 12 a 13 anos. Vale lembrar que, a partir daí, você já pode engravidar e por isso é mega importante ficar bem informada sobre sexo, nunca se esquecendo de usar preservativos em relações sexuais!

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É normal que esse sangramento seja um pouco desregulado no início, afinal de contas, o corpo ainda está se desenvolvendo e se acostumando com as novas funções. Após os 15 anos a menstruação se regula. Se isto não acontecer, é interessante procurar um ginecologista para investigar se existem problemas hormonais.

Fluxo de sangue

É comum as adolescentes terem um maior fluxo menstrual. Mas se o sangramento for excessivo, do tipo que leva a pessoa à anemia e atrapalha suas atividades do dia a dia, então a garota deve procurar um médico para que ele faça um diagnóstico. O fluxo menstrual também depende de questões genéticas, por isso, converse com as mulheres da sua família sobre como é o ciclo delas.

Escapes

Provavelmente já aconteceu ou ainda vai acontecer com você de uma espécie de “corrimento marrom”, que na verdade é sangue menstrual, aparecer na sua calcinha fora do período da menstruação. Chamamos isso de escape e, se a mulher usa pílula, é bem comum acontecer isto nas primeiras cartelas do remédio ou quando se toma um comprimido fora do horário estipulado. Fora isso, o que é esperado é o sangue vir marrom somente nos primeiros e últimos dias do ciclo. Se os escapes forem recorrentes, comente isso com seu ginecologista.

Ai, que cólica!

A cólica é uma dor resultante da contração do útero quando ele expulsa o sangue menstrual. Ela é provocada por uma série de substâncias inflamatórias que o endométrio produz. Algumas garotas têm mais e outras menos essas substâncias, e, por isso, ocorre essa variação de intensidade da cólica. Dores nos seios também são frequentes.

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Existem diversos tipos de remédios que aliviam a cólica disponíveis no mercado e também são usados anticoncepcionais como tratamento para ela. Mas lembre-se: medicamentos devem ser usados de acordo com orientação médica. Analgésicos e anti-inflamatórios em excesso são prejudiciais à saúde e podem causar problemas gástricos e renais.

A prática de exercícios físicos também pode ajudar o útero a relaxar, por conta da liberação de endorfina que acontece durante as atividades esportivas. Se você sofre muito com dores menstruais, procure um médico e busque um tratamento adequado para o seu corpo e idade. Segundo a ginecologista Zsuzsanna Di Belle, as cólicas menstruais são normais, “mas também podem ser motivadas por doenças como endometriose, mioma e cistos ovarianos”.

A famosa TPM

A TPM (tensão pré-menstrual) acontece por conta da “queda” dos hormônios que ocorre em nosso corpo para que aconteça a menstruação. Eles desregulam algumas substâncias no cérebro que regulam o humor. Pode acontecer em intensidade variável de mulher para mulher e piora nos períodos de estresse.

“Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça e nas mamas, irritabilidade, melancolia e inchaço”, explica a ginecologista Ana Lúcia Beltrame. Nem toda menina tem TPM, mas é importante lembrar que atividades físicas e uma alimentação saudável fazem a diferença.

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Higiene Íntima durante a menstruação

Não é só a cólica que causa desconforto durante a menstruação. Às vezes, ficamos com a sensação de que estamos sujas, mas não sabemos direito quais são os cuidados que precisamos tomar com nossa higiene íntima. “A higiene íntima na época da menstruação é igual aos outros dias, apenas deve-se lavar com mais cuidado para retirar o excesso de sangue.”, esclarece Ana Lúcia.

Cuidado com os riscos!

Você já deve ter ouvido falar que, durante a menstruação, as chances de contrair doenças aumenta e isso é uma superverdade! Os cuidados nesse período vão da relação sexual à limpeza. A higiene íntima é importante para evitar a contaminação por bactérias, que pode ser facilitada pela permanência de absorventes úmidos por muito tempo. Ah, e anota aí: menstruada ou não, sexo só com camisinha!

Agora que você já sabe tudinho sobre menstruação, conheça os diferentes tipos de absorventes e escolha o melhor para você:

Consultoria: Dra. Carolina Ambrogini, médica ginecologista, obstetra e sexóloga;  Zsuzsanna Di Belle, ginecologista; Ana Lúcia Beltrame, ginecologista.

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Saúde e bem-estar: 6 motivos para começar a se exercitar

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Independente da modalidade esportiva, a prática diária de exercícios pode trazer diversos benefícios para o nosso corpo e mente. Pensando nisso, trouxemos alguns motivos que vão te convencer da importância de se envolver com uma atividade física:

1. Com o poder de dar aquele gás para cumprir nossas tarefas e compromissos diários, a atividade física permite o ganho de massa muscular, melhora da postura e aumento de nossa força. Sem contar que ainda colabora para o bom funcionamento do cérebro.

2. Além de nos dar energia, a prática de exercícios físicos nos ajuda a reduzir algumas sensações desagradáveis, como a ansiedade e o estresse.

3. Atividades físicas são ótimas aliadas na prevenção e diminuição de riscos de doenças e infecções, já que trazem diversos benefícios para o corpo – como redução da pressão arterial e de gordura, melhora da circulação sanguínea, fortalecimento dos ossos e do sistema imunológico e muitos outros.

4. A prática regular de atividades físicas pode ajudar a melhorar a qualidade do sono durante a noite.

5. Você sabia que se exercitar pode trazer benefícios para os estudos ou para o trabalho? Por fazer com que haja maior circulação de sangue no cérebro, a atividade física garante o estímulo da região que trabalha nossa capacidade de memória.

6. Ah, vale lembrar ainda que se exercitar também ajuda na melhora da autoestima e no autoconhecimento do corpo.

Curtiu nossa lista? Então dá uma olhada nesses itens, disponíveis na Amazon, que vão te ajudar a começar a se exercitar:

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Beleza

Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas
Abby Ouellette

Você provavelmente deve acompanhar alguma influenciadora que já realizou uma cirurgia plástica. Giovanna Chaves, Virgínia Fonseca e Viihtube são alguns nomes recentes. Para as milhões de pessoas que as seguem, muitas vezes pode parecer que essas personalidades passam uma imagem de que o procedimento pode resolver todos os seus problemas. Mas será que essa influência é sempre de maneira positiva? Que os procedimentos são sempre mil maravilhas e totalmente seguros?

Conversamos com uma psicóloga para tentar entender se a busca pelo procedimento é só uma vontade pessoal ou tem uma influência externa, um médico para explicar os riscos, que muitas vezes não ficam explícitos na internet, e com a fundadora da página “Explante de silicone” que passou por um procedimento que a trouxe inúmeras consequências, a fim de mostrar algumas coisas que não te contam sobre cirurgias plásticas.

+ PRÊMIO TODATEEN 2020: Veja a lista completa dos indicados e indicadas!

procedimento mais que comum entre brasileiras

De acordo com as informações da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com um número de mais de 1 milhão, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Dentre eles, a prótese de silicone e a lipoaspiração ganham destaque.

Tais números vêm de uma influência imposta há um longo tempo, da época em que os filmes de Hollywood propagavam a imagem da mulher magérrima, com o corpo perfeito. Isso foi se propagando cada vez mais até chegar nos procedimentos populares, como a prótese de silicone e a nova moda das influenciadoras, Lipo LAD, ou lipoaspiração de alta definição, que tem por objetivo retirar a gordura entre os músculos superficiais, principalmente do abdome, dando maior definição a eles.

Harmonização facial: como funciona e quais são os riscos do procedimento estético?

Em nossa sociedade, o interesse das pessoas pela imagem corporal tem sido grande, e o enfoque principal tem sido dado ao peso e à forma corporal. Os padrões atuais para a beleza enfatizam o desejo de magreza, um ideal aceito por muitas mulheres, mas de difícil alcance para a maioria. Um ideal buscado a todo custo e risco por muitas pessoas. Quando se cria um estereótipo social e você encontra alguém que o represente você se sente influenciado por este representante porque ele representa justamente aquilo que você almeja e você vê que de alguma forma isso é possível”, conta Adriana Cancelier, psicóloga especializada em obesidade e emagrecimento.

De acordo com a especialista, essa alta influência presente na nossa sociedade hoje pode trazer vários problemas psicológicos em quem tem contato com padrões corporais, tais como preocupação excessiva com comida, com o corpo, ingestão compulsiva de alimentos e drogas (devido a restrições), desenvolvimento de transtornos alimentares, não aceitação corporal, temor de não ser aceito ou amado, dificuldades de adaptação social, bloqueio social, frustração, dificuldade de lidar com limites, sensação de desamparo, insegurança, intolerância ao diferente, desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão.

nem tudo são flores

Cirurgias plásticas possuem riscos e nem sempre isso é mostrado. Larissa de Almeida (36), fundadora da página @explantedesilicone, foi uma das brasileiras que colocou a prótese de silicone, há oito anos, com o pretexto de que era para sentir-se “mais mulher”. “Eu via na mídia aquelas mulheres com peito grande e me sentia mal. Sempre fui bem magrinha, pequenininha, então ter peitos maiores era uma coisa que eu coloquei na cabeça que tinha que ter para ser mais mulher”.

Porém, Larissa afirma que a elevada e, de acordo com ela, falsa autoestima que sentiu com o silicone foi por um curto período de tempo. Logo começou a ter dores na região da mama, na costela e problemas de respiração. “No começo eu deixei levar, mas depois, começou a ficar preocupante“.

Com três anos de prótese Larissa teve contratura capsular – que ocorre quando a cápsula, formada naturalmente ao redor da prótese, aperta ela em uma tentativa de “expulsar” o corpo estranho. Depois de mais dois anos, teve a segunda. “Foi aí que eu percebi que tinha que tomar uma providência“, diz ela. Começou a pesquisar sobre os sintomas e descobriu mais problemas que tinha, que nem sonhava serem por conta da cirurgia plástica.

Dossiê Lipo LAD: os riscos, resultados e valores do novo procedimento estético preferido das famosas

Olhos secos, problema de visão, perda de memória, problemas nas articulações, dores nas mamas, não conseguir dormir de bruços, ou dar abraços, queda de cabelo e mais outros 20 sintomas por conta da prótese. “Foi um baque não queria aceitar“. Pesquisando mais e mais, Larissa acabou descobrindo inúmeras mulheres que passam pelo mesmo ocorrido e que popularizaram o nome como “Doença do silicone”.

Ela afirmou que faltou muita instrução médica antes de realizar o procedimento e que isso é uma coisa que não te contam quando você pensa em realizar. É cada vez mais importante que páginas como a dela, que mostrem a realidade das cirurgias estéticas, continuem crescendo assim como a influência cada vez maior por parte das famosas do Instagram.

Meu objetivo com a página é alertar as mulheres na hora desses procedimentos e mostrar que existe beleza no natural e que as mulheres que realizaram o explante também podem ser felizes, se aceitando como são“.

Uma influencer que compartilhou o resultado de uma lipo LAD logo que saiu da mesa de cirurgia, foi Virgínia Fonseca. Os seguidores ficaram assustados com a gravidade de hematomas aparentes no corpo da influenciadora, mas aplaudiram o gesto dela “mostrar que nem tudo são flores”.

riscos das cirurgias

A doença do silicone, explicada pelo doutor Ricardo Miranda, está relacionada ao aparecimento de diversos sintomas, muitas vezes não divulgados, que aparecem após a colocação da prótese. Os principais sintomas são fadiga, queda de cabelo, dor de cabeça, ansiedade, depressão e insônia.

Ricardo  explica que as pacientes devem ser informadas de todos os riscos possíveis pelo médico e só assim, seguir com o procedimento escolhido de forma consciente. “É importante saber que todo procedimento assim possui riscos. Dentre os principais e mais comuns são infecções, hematomas, aberturas do ponto e a trombose“, afirma o especialista.

O doutor ainda explica sobre o popular procedimento “Lipo LAD”. As consequências são graves se não for realizado da maneira correta e por um profissional responsável, podendo causar distorções da anatomia corporal e fibrose.

A influenciadora Giovanna Chaves, que realizou o procedimento da Lipo LAD, compartilhou recentemente que teve complicações após a cirurgia. “Estou usando isso (um curativo na lateral da barriga) porque eu estava com muita retenção (de líquido) e eu acabei tendo fibrose”, afirmou em um vídeo publicado nos stories.

A Lipo LAD é um tipo de cirurgia bem novo e por isso é muito incerto saber todas as consequências que ela pode causar. Portanto, pode ser bem arriscado se aventurar nela, só por influências externas que ainda não tem um prazo de tempo longo, e não são garantia que sua saúde não será comprometida.

para o público jovem, o perigo é ainda maior?

É fato que a maior parte da população que habita as redes e segue influenciadores é jovem. A psicóloga Adriana explica que quanto menor a maturidade, maior a chance de se influenciarem e quererem fazer alguma cirurgia estética sem nenhum conhecimento sobre o assunto. “Jovens  procuram participar de grupos uniformes, fazendo parte de uma identificação, onde se identificam uns com os outros. Eles se baseiam mais em estereótipos que são supostamente populares na sociedade em que fazem parte“.

Criamos a nossa identidade através de imagens, pessoas e vivências, que permeiam nosso convívio. Dependendo de como este adolescente se vê ele pode desenvolver uma inadequação da sua imagem corporal que pode acarretar uma insatisfação com o próprio corpo, levando a um “distúrbio” de autoimagem e transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa)“, afirma.

De acordo com o doutor Ricardo Miranda, para pacientes menores de 18 anos não são recomendadas cirurgias desse tipo, por conta do ainda desenvolvimento corporal. É necessário ter a autorização dos pais para tal. Já alguns procedimentos como mamoplastia redutora, em pacientes com dores nas costas, são permitidos e essenciais para a garantia da saúde.

o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”

Adriana explica que não repudia completamente as cirurgias estéticas e que elas podem ser feitas, desde que de forma consciente. “É importante primeiramente trabalhar a autoaceitação e a autoestima, pois, estes são processos que vem de dentro para fora.  Saber que cada indivíduo é diferente e tem suas características particulares. Com consciência e maturidade podemos sim mudar algo que nos incomoda“.

A respeito da responsabilidade de influenciadoras, a especialista explica que o problema está na banalização e não mostrar os vários riscos e consequências que cirurgias plásticas podem trazer. “Acredito que poderiam falar de uma forma mais individualizada, levando em conta que influenciam o mais variado público, ter esta responsabilidade com as pessoas que as seguem. Veja, o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”.

como descobrir se a cirurgia plástica é uma vontade própria ou influência de pessoas que a gente segue?

De acordo com Adriana é importante se entender e pensar que você tem pensamentos completamente diferentes da outra pessoa.

A parte mais importante deste processo é o autoconhecimento. Se eu me conheço, compreendo meus pontos fortes e sei onde preciso trabalhar e desenvolver. Saber das minha qualidades e incluir significado e propósito em nossas vidas pode ser tremendamente motivador, empoderador e terapêutico. Quando foco em minhas potencialidades desenvolvo uma relação mais positiva comigo mesmo e com o mundo que me cerca. Procurar um bom profissional que ajude a compreender este processo pode ser extremamente válido“.

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Xô, candidíase: o que é, como prevenir e quais são os tratamentos?

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Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos?
Rawpixel

Não tem jeito. Segundo uma pesquisa de 2020, do Ibope em parceria com a farmacêutica Bayer, pelo menos 52% das brasileiras já tiveram a candidíase, fazendo com que a doença atinja 3 em cada 4 mulheres. Com números tão alarmantes, é necessário que a gente tenha cada vez mais acesso à informação – lembrando que, apesar de comum, a condição pode ser facilmente evitada com hábitos do dia a dia.

Pensando nisso, a todateen compilou as principais informações que vocês precisam saber sobre candidíase.

+ Você sabe o que é pobreza menstrual? Conheça o projeto “Fluxo Sem Tabu”

Confira!

o que é candidíase, afinal?

A candidíase acontece quando o fungo Candida albicans se multiplica na região íntima, geralmente ocorrendo quando o sistema imunológico está mais debilitado ou após o uso prolongado de remédios que afetem a flora vaginal, como antibióticos, por exemplo.

Os principais sintomas são ardor, coceira, inchaço na região genital, corrimento esbranquiçado, aftas na boca e dor ao engolir alimentos. Lembrando que os homens também podem contrair candidíase, e o principal sintoma para eles é a ocorrência de uma vermelhidão e uma espécie de nata na ponta do pênis.

Além disso, fatores como uso de absorventes descartáveis, alimentação inadequada, estresse, sono desregulado também influenciam no aparecimento da infecção.

o que fazer?

Vale ressaltar sempre que, para um tratamento adequado, é necessário que você consulte um médico especializado e de confiança. No entanto, adotando algumas práticas no dia a dia podem ajudar a tratar e evitar a doença. Em entrevista, a obstetriz e fundadora da marca de coletores menstruais Inciclo, Mariana Betioli, indica:

“É importante manter a vagina arejada. Pra fazer isso, devemos evitar usar roupas apertadas, como calças jeans e se possível, preferir sempre calcinhas de algodão. O ideal, inclusive é dormir sem roupa íntima para deixar a vulva ‘respirar’”.

Além disso, manter a região íntima limpa é algo fundamental para ajudar no tratamento da candidíase. Só que há um porém: a limpeza não deve ser feita na parte interna. Deve-se lavar somente a vulva, que é a área externa.

Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos? (Divulgação/Rawpixel)

Xô, candidíase: o que é e quais são os tratamentos? (Divulgação/Rawpixel)

Em estudo feito pela Inciclo, foi analisado que 60,7% das mulheres que usaram coletores menstruais, ao invés de absorventes descartáveis, relataram eliminação da infecção ou uma menor incidência da candidíase.

“Quando usamos absorventes externos, a região íntima fica abafada por muito tempo e em contato com o sangue em decomposição, aumentando o risco de infecções”, conta Mariana. “Bactérias e fungos adoram locais quentes e úmidos. São os melhores lugares para proliferação”.

Lembrando que os coletores são feitos com silicone hipoalergênico, um material sem corante e substâncias químicas, que evita irritações e dermatites na vulva. A vagina mantém seu pH equilibrado e sua umidade natural, deixando de acumular bactérias e fungos, ao contrário dos absorventes.

+ Coletor menstrual: qual idade certa para começar a usar?

De acordo com a obstetriz, a alimentação ainda pode ser uma grande aliada. “A cândida se alimenta de açúcar e carboidratos simples, então reduzir o consumo de farinha branca e doces certamente vai fazer diferença no tratamento.”, destaca.

Relembrando que a secreção vaginal é, – além de comum –, saudável e natural, sendo algo que toda vagina produz. Mas o sinal de alerta precisa ser ligado se essa secreção vier junto de sintomas como coceira, vermelhidão, mau odor, secreção esverdeada, amarela ou branca, dor ao urinar, entre outros. Nesses casos, pode indicar infecção.

Autoconhecimento é extremamente necessário, especialmente quando falamos de saúde íntima. Quando nos conhecemos, sabemos se tem algo errado com nosso corpo.

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