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Comportamento

Além da pílula anticoncepcional: conheça outros métodos para evitar a gravidez

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Além da pílula anticoncepcional: conheça outros métodos para evitar a gravidez
Unsplash/ Rawpixel

Existem outras formas de evitar a gravidez que não incluem o uso da pílula anticoncepcional. Mas porque optar por outras alternativas, afinal? Se você ainda não sabe – o que é totalmente possível e normal já que essa informação ainda é pouco difundida – o uso deste medicamento inclui inúmeros efeitos colaterais para a mulher e já cresce o número de quem o boicota.

No entanto, é errado não dizer que ele significa uma conquista ao direito das mulheres. Isso porque, quando a pílula anticoncepcional foi incorporada no cotidiano feminino, representou uma verdadeira revolução. Lá na década de 1960, a permissão do uso do medicamento não só permitiu que o sexo começasse a ser separado da procriação, como propiciou que mulheres tivessem o controle sobre sua própria fertilidade e pudessem até aumentar sua participação na vida profissional.

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Porém, como poucas coisas são flores no universo feminino, algo de errado definitivamente não estava certo. Informações sobre o método estavam omitidas e podiam (e ainda podem) afetar a vida da mulher de uma forma bastante negativa, ao invés do contrário. E tudo isso, por uma única razão: achar que as mulheres aguentariam os possíveis efeitos colaterais mais do que os homens, que possuíam problemas bem menores do que os delas.

Parece piada devido ao século que vivemos, mas não é: o desenvolvimento de um anticoncepcional hormonal masculino que parecia eficaz e que apresentava menos riscos à saúde foi suspenso devido aos possíveis efeitos secundários negativos: depressão e outros transtornos do estado de ânimo em 3% dos homens participantes nos estudos. Nas mulheres, o resultado é bem mais catastrófico.

De acordo com a ginecologista e obstreta Erica Mantelli, o uso da pílula pode trazer muitos efeitos colaterais, ela destaca: náuseas, dores de cabeça, alterações do humor, diminuição da libido, retenção, ganho de peso, alterações do padrão da menstruação, dor nas mamas e, como se não bastasse, aumento do risco para trombose.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel (caso das pílulas) têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados.

sobre a pílula

Erica explica mais sobre as funções da pílula. Composta por hormônios sintéticos, em geral, são a base de estradiol, estrógeno e progesterona sintética. Algumas podem ter hormônios combinados com os dois tipos, outras podem ser só de progestágeno, um tipo de progesterona sintética.

Ela é usada majoritariamente para inibir a ovulação, evitando uma gravidez indesejada. Por conta dos seus efeitos, ela passou a ser utilizada em outras funções: mulheres que apresentavam ciclos muito irregulares, diminuir fluxo e regulá-lo, mulheres com anemia que precisam evitar sangramentos excessivos.

A especialista ainda explica que no passado as mulheres ainda foram induzidas a tratar a síndrome dos ovários policísticos com a pílula, mas que hoje, sabemos que ela não trata, só mascara e melhora alguns sintomas temporariamente.

como parar de tomar então?

Se você não toma a pílula, mais para baixo vamos te apresentar alguns outros métodos que podem substituí-la. Porém, se você já faz uso do medicamento, é importante saber que precisa procurar um médico especializado antes de optar por não usá-lo mais no seu cotidiano.

Sempre que a mulher parar de tomar é importante conversar com um ginecologista para escolher outro método contraceptivo. É muito comum que muitas mulheres na hora da troca do medicamento acabem engravidando sem querer, então o ideal é que antes de ela parar, converse com o medico sobre usar outro método como diu, camisinha, etc“, aconselha Erica.

Além disso, conversar com um médico que entenda a fisiologia da mulher e principalmente os possíveis efeitos que podem ocorrer depois que parar com o anticoncepcional vai ser importante para evitar o efeito rebote. Muitas mulheres que param a pílula podem notar que a pele ficou mais oleosa, com mais acne, mais oscilações de humor, aumento da tpm. Um especialista saberá como evitar isso, através de suplementação e vitaminas especificas“, finaliza.

outros métodos

Você não precisa tomar a pílula anticoncepcional para evitar a gravidez mais. Hoje, existem muitos métodos que podem substituí-las e evitar que seu corpo passe por alterações que possam te prejudicar. As relações sexuais não devem ser motivo de problema para as mulheres e, felizmente, o mercado apresenta outras alternativas para aquelas que não querem ou ainda não estão preparadas para ter um filho.

Além disso, lembre-se sempre que você não é a única envolvida na história! Se estiver se relacionando com um homem, também é dever dele cuidar da proteção, acarretando até mesmo menos riscos à sua saúde.

Confira!

Camisinha masculina

Além de ser contraceptivo, ela oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. É a principal escolha para quem quer associar algum outro método anticoncepcional e aumentar a taxa de eficácia. Ela ainda é super barata, além de poder ser adquirida gratuitamente no SUS.

Camisinha feminina

Tem taxa de eficácia semelhante à masculina e também previne as DSTs. O uso desta é pouco conhecido por alguns tabus ainda vigentes no autoconhecimento da mulher. Muitas ficam receosas em utilizar por não estarem acostumadas a se tocar e entender melhor seu corpo.

No entanto, um ponto negativo e que exige mudança é o valor, que tende a ser quatro vezes maior do que as camisinhas masculinas. Portanto, sem medo de pedir para que o parceiro use a dele! Vale lembrar que vocês não podem usar os dois métodos ao mesmo tempo.

Diafragma

É um método chamado de barreira – já que faz uma ao redor do útero – colocado no fundo da vagina. Possui uma menor taxa de prevenção à gravidez e seu uso deve ser combinado ao espermicida. Vale atentar que ele não previne DSTs.

Esse método também exige uma consulta ao ginecologista – a mesma que você usaria caso optasse por usar a pílula – para definir qual tamanho é mais indicado para o seu tipo de corpo. Um fato interessante é que para mulheres que usam absorventes internos ou o copinho (coletor menstrual), o processo é bem parecido.

DIU de cobre

É um dispositivo de cobre colocado no útero, que impede o espermatozóide de chegarao óvulo. Segundo o Ministério da Saúde, a eficácia do DIU é de 99,3% e possui uma proteção de longo prazo contra gravidez, podendo ser usado por até 10 anos. Precisa ser colocado por um profissional de saúde e pode ser feito pelo SUS.

Algumas mudanças na menstruação são comuns nos primeiro 3 a 6 meses de adaptação do DIU, por isso é importante estar sempre com a consulta no ginecologista em dia. Sangramentos mais longos e intensos e mais cólicas durante a menstruação são relatos comuns. Vale lembrar que o DIU também não previne DSTs.

Método de ovulação Billings

Esse é um método natural que tem como objetivo identificar o período fértil da mulher a partir das características do muco da vagina ao observar as diferentes texturas dessa secreção e entender seu período fértil. Ele é eficaz tanto para prevenir a gravidez, quanto para evitá-la, mas pode variar de mulher para mulher, já que a maioria não tem ciclo regular. Por isso é importante consultar o médico para entender a melhor forma de utilizar esse método.

Também é uma ótima prática de autoconhecimento!

Tabelinha

A tabelinha, um método bem antigo, ganhou versão digital, com vários aplicativos que fazem o trabalho de acompanhar o ciclo menstrual de cada mulher, calculando os dias ovulação, os dias mais e menos férteis, a próxima menstruação, entre outras ferramentas. Não é a melhor opção se você quer uma eficiência 100% segura, mas ajuda muito a entender melhor seu ciclo e seu corpo, saber de outros sintomas  como cólicas durante a ovulação, inchaço nos seios, cansaço nas pernas e mal humor.

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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3. Blocos de Notas Adesivas Post-it Tropical – 4 Blocos com 50 folhas cada

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4. Caneta Marca Texto, Faber-Castell, Grifpen, Tons Pastel 

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5. Divisória Fichário Papel, Mano 

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6. Caderneta Filibook, Filiperson, 30 Folhas

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7. Marcador de Página de Papel Post-it 

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8. Calendário Semanal Post-it com 2 blocos

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9. Lápis Grafite Redondo, Faber-Castell, EcoLápis SuperSoft Black 

Reprodução/Amazon

10. Caneta Hidrográfica Extra Fina, BIC, Intensity, 0.4mm 

Reprodução/Amazon

 

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

Confira todos os textos da Última Página aqui!

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