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“Plastic Hearts”: nova era de Miley Cyrus mescla moda punk dos anos 80 e emancipação feminina

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Nesta sexta-feira (27), Miley Cyrus marca presença com seu novo álbum, “Plastic Hearts“. Com letras que são um “basta” em anos de manchetes sobre seus relacionamentos, a eterna Hannah Montana cancelou os planos de lançar os EPs que completariam o lançamento de “She Is Coming”, após um incêndio em sua casa e muito fogo na imprensa sobre sua vida amorosa. “Plastic Hearts” é, de fato, uma nova era para a cantora, que usou o punk rock como estética central para seu novo eu, na moda e na música.

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todateen conversou com Suzana Elias Azar (@suzanices), jornalista com especialização em moda e estilo de vida que representa o Fashion Revolution (@fash_rev_brasil) na cidade de Santos. Em nosso papo, exploramos com profundidade o punk da diva Pop, que possui em “Plastic Hearts” colaborações com Joan Jett, Stevie Nicks e homenagem à Cherry Curry, mulheres que marcaram presença nos anos 1980.

todateen: A maquiagem de Miley Cyrus nessa era de “Plastic Hearts”, especialmente nos clipes de “Midnight Sky” e “Prisoner”, possui referência de que década?

Suzana Elias Azar: A referência é da maquiagem dos anos 80, em uma pegada glam rock. O batom vermelho é um dos ícones das makes glamourosas dos anos 80 e Miley já adotou batom vermelho há tempos, meio como uma marca pessoal. Nas imagens divulgadas de “Midnight Sky” a combinação do batom vermelho com a sombra roxa com brilho é uma grande referência as makes dos anos 80. Essa mescla choca em um primeiro momento, afinal vermelho com roxo não combinam imediatamente, mas a make fica original e bonita, transmite personalidade.

tt: Como essa maquiagem reflete a moda que era tendência nessa década?

S: Os anos 80 trouxeram muitas tendências que depois chegaram a ser vistas como “horrorosas”, mas que de repente ressurgem repaginadas, como mangas bufantes, ombreiras, mistura de cores fortes, saia balone, leggings em tecidos com efeito brilhante, entre outras. Foi uma década de moda espalhafatosa, exagerada e as maquiagens coloridas refletem perfeitamente isso. A ideia geral era não passar despercebido, o lance era marcar presença, chamar a atenção.

No caso do estilo glam rock e punk, tínhamos mais do que uma tendência de moda. Havia uma atitude que unia tudo, incluindo um estilo específico de roupas, acessórios, maquiagem, cabelo que rompiam com os padrões. A make utilizada por Miley Cyrus traz toda essa atmosfera da época, das bandas de rock – sabia que o primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985? – e de punk dos anos 80. Não a toa que uma das estilistas que desenvolveu vestidos para Miley Cyrus para “Plastic Hearts” é Vivienne Westwood, uma das responsáveis pela estética punk e a ascensão da banda Sex Pistols.

tt: “Plastic Hearts” possui um feat com Joan Jett, um remix com Stevie Nicks e homenagem à Cherry Currie no clipe de “Prisoner”. Existe relação entre essas colaborações no álbum e o estilo punk?

S: Sem dúvidas! Joan Jett e Cherry Currie tocavam na “The Runaways”, uma Riot Band (banda formada só por mulheres). Quebraram padrões, lutaram contra o machismo na música e no mundo do rock. Joan Jett conheceu e conviveu com integrantes do Sex Pistols, então também participou dessa estética punk. Stevie Nicks cantava na banda Fleetwood Mac e depois em carreira solo. Já foi citada pela revista Rolling Stones entre os 100 maiores cantores de todos os tempos. São mulheres que não tiveram medo de desbravar o universo do rock, sem medo de encarar de frente o machismo.

tt: O corte mullet também entra nessa onda? Qual outro estilo de cabelo fazia sucesso?

S: O controverso corte mullet era quase unanimidade nos anos 80, principalmente entre músicos. Aqui no Brasil Chitãozinho e Xororó adotaram também, fizeram o maior sucesso! Além do mullet, nos anos 80 os cabelos volumosos eram tendência, franjas em cabelo cacheados, cortes repicados, cabelos com permanente (para dar volume), entre outros.

tt: O batom vermelho, sombras metálicas e predominância do preto na maquiagem, nessa era de Miley e nos anos 1980, dizem algo sobre a evolução do feminismo?

S: O batom vermelho é clássico, empodera as mulheres e simboliza sensualidade. Tanto esse tom nos lábios quanto as sombras metálicas e a predominância do preto transmitem o poder da mulher, que ousa usar uma maquiagem que chama atenção e foge do básico. De certa forma, pode refletir sobre a evolução do feminismo e o “meu corpo, minhas regras”, ao mostrar uma mulher que não tem medo de brilhar.

tt: Acredita que esse estilo punk é uma forma de rompimento com os padrões estéticos esperados em uma mulher?

S: O movimento punk e seu estilo rompem padrões estéticos e comportamentais. Quando o punk surgiu (na segunda metade dos anos 70, na Inglaterra) era um movimento jovem que mostrava o descontentamento com a sociedade no geral. Totalmente underground, com ideias anarquistas, revolucionárias, o lema era: No Future! A Inglaterra sofria com uma crise econômica e falta de empregos para jovens.

O princípio básico do punk é quebrar regras. No início não se preocupavam com a moda em si, pelo contrário, faziam questão de vestir trajes que afrontassem a noção da moda padronizadora e classista. Como não tinham trabalho, vestiam peças customizadas, camisetas “podrinhas”, peças de brechó, etc. Com Vivienne Westwood e Malcolm McLaren (na época formavam um casal) que o punk entra na moda e une de forma perfeita moda e música. Malcolm era o empresário da banda Sex Pistols e sua mulher, Vivienne Westwood, tinha uma loja alternativa em Londres que vendia peças fetichistas, muito couro, borracha, jeans destroyed, correntes, spikes.

As bandas punks começaram a vestir peças de Vivienne Westwood (que continua na ativa como estilista até hoje, sempre rompendo padrões). Ela foi criando a estética punk como moda. Se os looks masculinos podrinhos e agressivos (tachas, corrented e spikes em profusão) chocavam as classes média e alta, imagina os looks femininos, que também traziam peças fetichistas? Era uma afronta para os padrões vigentes.

tt: O retorno dessa era rock e empoderada, especialmente sob influência de Miley Cyrus – uma figura que preza pela liberdade e foge de manchetes sobre seus relacionamentos – diz algo sobre a evolução da emancipação feminina ao longo da história da moda?

S: Sim! Ao longo da história da moda temos momentos mais marcantes para emancipação feminina, para a liberdade da mulher ser quem quiser ser, vestir o que quiser, da forma que desejar e o rock e música no geral caminham lado a lado com essa pegada. Até hoje Madonna é referência de estilo, Cindy Lauper (que brilhava muito nos anos 80 e influenciou a moda da época), entre tantas outras.

Atualmente a mulher continua sendo extremamente julgada pelas suas roupas e por seu corpo. Chegou o momento de mulheres do showbiz, da música, novamente mostrarem que mulheres podem vestir o que quiserem, podem mostrar o corpo da maneira que desejarem, pois o corpo é de cada uma delas. A moda é uma grande expressão do “espírito do tempo” e em momento de crise é fundamental trazer a questão da mulher e seu corpo para as tendências.

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