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Comportamento

O que é numerologia? Numerólogo da Manu Gavassi e Rafa Kalimann explica!

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O que é numerologia? Numerólogo da Manu Gavassi e Rafa Kalimann explica!
Pexels / Arquivo Pessoal

Paulo Madjarof fez um mapa numerológico há quatro anos para encontrar seu propósito de vida, e a partir deste momento investiu na carreira. Hoje, o numerólogo possui diversos clientes famosos, como Bianca Andrade, Vitória Falcão, Rafa KalimannGleici Damasceno e outra ex-BBB de sucesso, Manu Gavassi.

Mas afinal, o que é numerologia? A técnica surgiu a partir de estudos da relação entre os números e a vida humana que se iniciaram com o filósofo e matemático da antiguidade Pitágoras. De acordo com Madjarof, hoje se trata de uma ferramenta de autoconhecimento que ajuda na compreensão de vários aspectos da nossa vida: sonhos, personalidade, talentos, bem como o propósito de vida de cada pessoa.

“A gente sempre vem com um potencial, e a numerologia ajuda a evidenciar isso”.

Para isso, um mapa numerológico – apelidado pelo profissional como o nosso “manual”- é feito com base de cálculos matemáticos que evidenciam números com significados específicos. O numerólogo afirma que cada número é uma unidade de energia, com suas polaridades positiva e negativa.

Quer entender melhor como funciona a numerologia? A todateen bateu um papo com Paulo Madjarof. Confira!

todateen: O que é possível prever com a numerologia?

Paulo Madjarof: A palavra “prever” traz a conotação de adivinhação, o que não é algo relacionado à numerologia. Mas podemos entender com ela nossos potenciais. Como sempre falo, todo mundo tem algum potencial a ser trabalhado, seja atuando, ajudando as pessoas, na comunicação… e a partir do momento que você sabe disso, fica mais fácil de cumprir seu propósito.

tt: O que é um mapa numerológico?

P. M.: É justamente a gente entender a vida da pessoa. Ele é feito com o nome completo presente na certidão de nascimento e a data em que a pessoa nasceu. A partir disso, o numerólogo faz cálculos que permitem encontrar catorze camadas de energia. Cada camada é representada por um número, o qual terá uma polaridade positiva e outra negativa. Eu sempre foco em falar sobre a positiva, porque esta é a polaridade em que nascemos, a gente só cai para o negativo quando desequilibramos o mapa, e isso acontece quando algo de ruim marca a nossa vida. A numerologia pode te ajudar a se equilibrar novamente, porque ela sempre revela o caminho positivo.

tt: Existe alguma relação com a astrologia?

P. M.: Não. Mas, as técnicas se complementam muito. O mapa numerológico fala sobre o propósito de vida, e o mapa astral fala sobre energia, como o céu estava no momento do nascimento, dando o foco para signos.

tt: Como a numerologia pode atuar em um processo de autoconhecimento?

P. M.: Ela atua neste processo de ajudar a pessoa literalmente a se reconhecer. Eu digo isso porque quando começo a falar do mapa é como se ela já soubesse, então começa a entender sua essência, desafios, verdadeira personalidade e propósito. A partir deste momento a tendência é que essa pessoa siga a direção indicada. Eu mesmo, quando fiz meu mapa numerológico há quatro anos atrás foi justamente porque eu queria entender melhor meu propósito de vida, e a numerologia me guiou a trabalhar com desenvolvimento humano e autoconhecimento.

tt: Como o pessoal em casa pode fazer uma previsão simples?

P. M.: Você pode ver pela data de nascimento, em que encontramos nosso ano de vida. Basta somar, dígito por dígito: o dia do seu aniversário + o mês do seu aniversário + o ano do seu último aniversário.

Exemplo: Se você faz aniversário em 7 de Novembro, o seu último aniversário foi em 2019, certo? Logo:

0 + 7 + 1 + 1 + 2 + 0 + 1 + 9 = 21

Como resultado foi duplo, devemos somar novamente, até chegar no resultado de 1 a 9:

2 + 1 = 3

O ano pessoal do exemplo acima vai de 07/11/2019 a 06/11/2020 é o número 3. Após fazer aniversário, vou para o ano 4, 5, 6 e por aí vai, até o número 9. Logo após, ele volta toda a sequencia, de 1 a 9, até o último dia de vida.

Esta é uma breve explicação sobre cada ano:

Ano 1 – Ano de início, plantio, liderança e força.
Ano 2 – Ano de uniões, parcerias e relacionamentos.
Ano 3 – Ano de expansão, amadurecimento, expressão e comunicação.
Ano 4 – Ano do trabalho, das estruturas, do planejamento.
Ano 5 – Ano das transformações, viagens e mudanças.
Ano 6 – Ano da família, do amor, da afetividade e do emocional.
Ano 7 – Ano da reflexão, dos questionamentos, do autoconhecimento.
Ano 8 – Ano da colheita, da justiça e das conquistas materiais.
Ano 9 – Ano das limpezas, do balanço e das finalizações.

tt: E como funcionam previsões mais específicas, com o apoio de um profissional?

P. M.: A orientação mais específica que a numerologia pode te dar é sobre o ano pessoal. É possível entender se a pessoa está em um ano propício para o trabalho, estudos, início de projetos, independência, relacionamentos, transformações, mudanças, viagens, expansão, autoconhecimento, família, planejamento financeiro, finalizações e términos… Através do ano pessoal (calculado anteriormente) o profissional consegue analisar esses aspectos na vida das pessoas de maneira específica.

tt: É possível escolher um nome pela numerologia, como o de um futuro filho ou empresa?

P. M.: Sim! No caso da empresa, o cálculo vai pelo mapa dos sócios para que a empresa vibre com mais positividade, porém, eu particularmente não acredito que um nome traga dinheiro ou felicidade como muitas pessoas ainda pregam. Para mim, não deve haver esse tipo de pensamento em relação à numerologia, porque não adianta o nome ser positivo se não há esforço para atingir os objetivos.

Meu trabalho como numerólogo é justamente orientar a pessoa em seu propósito de vida, porque a partir do momento que a pessoa se conecta com algo que ela gosta, que se sente motivada e com vontade de fazer, a partir disso ela consegue criar prosperidade financeira e ser feliz.

A mesma coisa para o mapa de filhos. Muitas pessoas me procuram para fazer mapa de filhos antes de registrar o nome, para que seja escolhido um nome que atraia felicidade ou dinheiro, e eu não concordo com essa conotação da numerologia. Ser feliz ou ter dinheiro depende da sua vida, e não de um nome específico. Levar a numerologia para esse lado em que você muda uma letra, nome ou assinatura para ser rica, a gente está levando a numerologia para a adivinhação, e ela é matemática pura.

tt: Você já atendeu Manu Gavassi, qual a relação do sucesso atual dela e a numerologia?

P. M.: Ela está totalmente conectada com o propósito de vida dela. A partir do momento que ela está conectada ao que o mapa dela fala sobre a personalidade e história de vida, as coisas foram ocorrendo exatamente no momento certo. Por mais que pareça adivinhação, na verdade foi apenas um momento propício para que ela passasse pelo que tem acontecido. Por estar em equilíbrio, ela viveu o mapa dela na totalidade.

tt: Existe algo na numerologia que apontava para uma situação tão grave como a atual pandemia?

P. M.: Apesar de a numerologia não ter nada a ver com adivinhação, todo número possui polaridades positiva e negativa. O ano em que vivemos, 2020, é representado pelo número 4 (já que 2+0+2+0= 4), o qual fala sobre trabalho, estruturação, estabilidade, confiança, empregos, ou seja, maravilhoso para estruturar as coisas. Entretanto, o que aconteceu foi justamente ao contrário, o ano começou com várias tragédias.

Esse desequilíbrio se dá exatamente por conta do comportamento humano. Habitamos este planeta e nossa energia que causa esta “explosão” negativa. O que mais vemos hoje é exatamente o contrário do 4: medo, insegurança, desemprego. Estamos vivendo a polaridade negativa.

A nossa mudança de comportamento pode mudar o que está acontecendo. A gente anda vivendo uma era de cancelamentos, disseminação de ódio na internet, falta de união, amor próprio e empatia. Sendo assim, o mundo mostra também que algo está dando errado. Esta pandemia tem nos feito ficar em casa com pessoas próximas a nós, fazendo com que a gente tenha que resinificar estes relacionamentos.

Precisamos transformar nosso comportamento, ter mais empatia. Enquanto essa mudança não acontecer, a pandemia e outras coisas podem ocorrer. Se a gente agir de maneira diferente, o mundo reage de maneira positiva também.

Comportamento

Queernejo: a mescla entre o pop e nossas raízes com representatividade LGBTQIA+

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Queernejo: conheça a mescla entre o Pop e as nossas raízes com representatividade LGBTQIA+
Reddy Allor (Divulgação), Gabeu (Divulgação), Gali Galó (por Mah Matias), Alice Marcone (por Mayra Azzi)

A falta de representatividade LGBTQIA+ é comum em diversos setores do mercado, mas já parou para pensar especificamente no sertanejo? Ao passo que traduz a alma brasileira, esta seção do entretenimento é dominada por um grupo de artistas cisgênero, branco e heterossexual.

Com o objetivo de desconstruir essa barreira, surgiu o queernejo, um jeito de fazer música isento de composições preconceituosas, levantado por um grupo de artistas que promete balançar as estruturas do sertanejo universitário e ir além do mercado underground.

Para falar mais sobre o assunto, a todateen conversou com Alice Marcone, Gabeu, Gali Galó e Reddy Allor. A gente te conta tudo sobre este estilo musical e novidades para ficar de olho 😉 .

Gabeu – príncipe do sertanejo queer

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Se você conversar com os artistas que se destacam neste mercado, vai perceber que a trajetória de todos terá uma menção a Gabeu em algum momento. O filho do cantor Solimões, que há mais de 30 anos forma dupla com Rio Negro, tinha o estilo musical rural presente em seu dia a dia, mas preferiu por muito tempo focar em Lady Gaga.

“Minha paixão mesmo pelo sertanejo é recente, em 2018 decidi me lançar no processo de composição, gravação e produção de videoclipe. Desde então, venho tentando ressignificar o sertanejo, para que se encaixe na minha vivência, no que eu sou e acredito”, diz o cantor que se identifica com a causa LGBTQIA+. “Tenho tentado fazer as pazes com o sertanejo, entender que ele faz parte de quem eu sou, das minhas raízes”.

“A ideia de fazer um sertanejo queer veio naturalmente, de uma ideia de composição do meu namorado, o refrão de ‘Amor Rural’. Quando ele me mostrou, me veio um insight de pensar: ‘Nossa, será que é possível fazer algo assim?’. A partir disso, compus o restante da música e quando me dei conta já estava no estúdio gravando e pensando em como lançar”.

“Amor Rural” é um hit que chegou para transformar o cenário musical, com looks extravagantes, humor e uma mistura de referências que formam aquilo que, no caso de Gabeu, também tem sido chamado de Pocnejo.

Alice Marcone: audiovisual, folclore e a moda de viola

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Alice é uma mulher transsexual amante da sétima arte. Nascida em Valinhos, Marcone viveu por muito tempo na zona rural de Serra Negra, onde entrou contato com o que chama de “cultura sertaneja raíz”. Segundo a roteirista e atriz, as canções da moda de viola fizeram parte de sua formação. “O problema começou quando nos anos 2000 começou a bombar o sertanejo universitário, nas rádios, festas. Eu sinto que acabei associando esse tipo de música com a cultura heteronormativa que é machista, sempre nesse contexto de bebedeira e pegação. Na época, estava me descobrindo uma pessoa LGBT no interior, e foi um processo bem difícil. Associei uma coisa com a outra e peguei muito ranço, não queria saber de sertanejo”.

“Me tornei little monster, fui fã de Lana Del Rey, Avril Lavigne, virei emo!”, conta a cantora que em 2013 veio para São Paulo estudar e acabou se distanciando ainda mais das suas raízes, lançando em 2017 projetos musicais Pop. Entretanto, o estilo caipira retornou ao seu repertório após um bloqueio criativo, solucionado em meio a uma epifania nos estudos de folclore para um projeto audiovisual

“Logo em seguida, ouvi ‘Amor Rural’, do Gabeu e falei ‘olha aí as LGBTQIA+ fazendo sertanejo!’. Tínhamos um amigo em comum, que fez a ponte. O Gabeu me apresentou um produtor com essa linguagem sertaneja, e agora estou produzindo um álbum”.

Alice afirma que acredita no início da mudança no mercado, mas nos bastidores, o cenário ainda é muito masculino. No bate-papo, a cantora relembrou a polêmica envolvendo Marília Mendonça, que fez um comentário considerado transfóbico. “Por mais que a gente tenha um rosto feminino cantando sobre sua perspectiva, o que é raro porque muitas vezes os compositores também são homens, as mulheres estão cercadas por uma cultura masculina no sertanejo”.

“Eu adoraria fazer um feat com a Marília Mendonça falando da sofrência da mulher, porque minhas letras têm isso de falar na perspectiva de uma mulher trans, mas são construídas para serem universais. Seria muito potente gerar pontes, para mim cantar sertanejo é muito sobre isso”.

A música de Alice se diferencia no mercado pela presença de uma linguagem simbólica rica em folclore, e a cantora dá um gostinho sobre o próximo álbum: “Não vou deixar de incluir Pop, mas estou em um movimento de estudo e retomada do sertanejo raiz, acredito que isso não seja tanto um conceito que vai entrar no meu primeiro álbum, mas é um projeto de vida, porque encontro nele a oportunidade de estudar minha ancestralidade racial, a figura do caipira evoca essa diversidade étnica e racial que a gente vê na população brasileira”.

O humor e drama de Gali Galó

Trazendo referências da música indie, Gali Galó se define como uma artista não binárie que revela em suas canções temáticas como o feminismo e o orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+. A cantora é dona do hit “Caminhoneira” e afirma ter encontrado o queernejo como um nome a ser dado para o que vinha fazendo na indústria.

“É Queernejo porque não é só Sertanejo. Além da narrativa ser mais livre, o ritmo também é mais fluido, permitindo a mistura do pop, do indie e do brega. Eu particularmente adoro assumir o estilo cafona; o humor e o drama de Gali Galó. Tem a ver com ser LGBTQIA+ no Sertanejo, rir na cara do perigo, sabe?”.

Natural de Ribeirão Preto, a cantora por trás da personagem de Gali só iniciou seu trabalho neste estilo musical aos 30 anos. Apesar do ritmo fazer parte de sua história, a cantora se afastou quando viveu em São Paulo, “senti na pele o que é ser um caipira na cidade grande”.

De volta às suas raízes, a cantora chama a atenção para a falta de pluralidade do mercado que tem adentrado. “Falta pessoas LGBTQIA+ e pessoas pretas. Falta diversidade na equipe, falta igualdade nos cachês. Falta consciência de classe e de branquitude. Falta se questionar mais, sair um pouco da bolha. Falta olhar pro lado, entender o próximo e a si mesmo”.

Reddy Allor – um jeito Pop de brilhar, sem deixar suas raízes

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Não aceita a falta que eu faço 🤠🌿

Uma publicação compartilhada por Reddy Allor (@reddyallor) em

Guilherme, de 21 anos, trabalha com música desde os 12, quando começou uma dupla de sertanejo com o irmão. Entretanto, a puberdade trouxe também a percepção de um mercado cheio de preconceitos. “Comecei a me descobrir menino gay e não estava me encaixando mais, me senti excluído, meus contratos começaram a diminuir depois que eu me assumi, as coisas foram para um lado que eu não gostava”.

O sonho de cantar sertanejo continuou vivo, mas também começou a compartilhar espaço com sua identidade drag. “Quando resolvi juntar tudo isso, foi uma maneira de entender a minha verdade, como artista e pessoa”. Reddy Allor começou sua inserção no mercado, mas Guilherme chama a atenção da necessidade de uma mudança para que o estilo do queernejo se torne mais popular: “A gente está começando a se inserir no mercado, no sertanejo não se fala sobre militância, minorias. Falta alguém maior dentro do mainstream para trazer essas questões e abrir mais espaço”.

“Eu tenho muita inspiração nas mulheres do sertanejo, desde Roberta Miranda à Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Simone e Simaria, são inspirações de verdade, e elas também são novidade no mercado“, completa o artista, que tem EP acústico chegando no próximo mês: “Vou lançar uma música por mês, serão quatro, tem até composição do meu irmão. O clipe está pronto, o projeto todo é bem visual, refletirá toda a minha verdade. Há bastante referência Pop, e é diferente, porque farei uma mistura com uma canção bem sertaneja”. 

O que vem aí?

Além dos lançamentos de Reddy Allor, em outubro – mais especificamente no dia 18 – todos os artistas mencionados estarão presentes no “Fivela Fest”, primeiro festival de queernejo no país. Na organização, temos Gali Galó, que lançará seu álbum ainda em 2020, bem como Alice Marcone e Gabeu, dupla que lança em breve um single.

O fim da pandemia do coronavírus será embalada por novidades neste estilo musical, incluindo um álbum completo de Marcone e muitos shows, programados para o final de março.

Fique de olho!

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Comportamento

O Que Rola No Rolê: Day e Lara contam curiosidades da carreira e tudo sobre o novo EP

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Day e Lara
Divulgação

Na estrada há quatro anos, Day & Lara começaram os trabalhos como dupla sertaneja em Goiás, mas já estão conquistando todo o Brasil com sucessos como Tantão Assim e Termina Mas Não Trai.

Em uma nova fase de divulgação do EP O Que Rola No Rolê, a dupla agora aposta em Bebo e Choro, um hit dedicado aos fãs sofredores. Em um entrevista exclusiva à todateen, as meninas contaram um pouco sobre o começo de suas carreiras musicais e revelaram a maneira inusitada em que decidiram usar o nome Day & Lara.

Olha só!

As histórias de vocês duas, antes de entrarem no ramo musical, são muito parecidas, o que vocês acham disso?

Lara: A gente acredita que Deus une propósitos. Era necessário a Day cantar solo, compor, cursar Direito e passar pelo que ela passou; e eu da mesma forma, cantar com meu irmão, compor e também entrar na faculdade. Os caminhos parecidos nos levaram a um mesmo destino, afinal, movimento gera movimento.

Porque escolheram em um primeiro momento cursar Direito? Sentiram alguma pressão para essa escolha?

Day: A pressão era mais pessoal do que de qualquer outra pessoa. Sempre pensávamos em ter um plano B, e o curso de Direito é muito abrangente e útil, independente da profissão. Conhecimento nunca é demais, aprendemos muito com o tempo que estivemos na faculdade.

Qual foi o momento em que a música falou mais alto?

Lara: Sempre, desde que a gente se entende por gente! Por isso sempre fizemos questão de nos profissionalizar e dar o nosso melhor cantando e compondo para nos destacarmos no mercado em meio a tantas pessoas talentosas.

Como foi a adaptação das rotinas de vocês duas quando decidiram que iam formar uma dupla?

Day: Quando a gente se conheceu a nossa rotina era bem parecida, o mesmo curso na faculdade, a mesma dedicação e vontade de viver da música compondo e cantando. A diferença é que agora temos o mesmo sonho e trilhamos o mesmo caminho, uma ao lado da outra.

A escolha do nome foi fácil?

Lara: A escolha do nome não foi fácil nem um pouco. Estávamos na dúvida entre “Dayane Camargo e Lara”, “Dani e Lara” ou “Day e Lara”. Foi quando pedimos a opinião de uma garçonete chamada Luna e fizemos um acordo: O nome que ela decidisse seria. E assim foi, ela escolheu Day e Lara.

Como vocês se sentiram sendo indicadas ao Grammy Latino ao lado de nomes de peso da música como Daniel e Simone e Simaria?

Day: Ficamos muito surpresas. Primeiro, por termos sido indicadas logo no primeiro trabalho da dupla, segundo, por Day e Lara estar ao lado de tanta gente grande. Jamais esqueceremos desse dia, afinal, não é todo dia que se é indicado ao Grammy Latino.

Day, você dirigiu um dos videoclipes da dupla, como foi essa experiência por trás das câmeras?

Day: Sempre gostei muito de teatro, cinema, novela. Foi como uma composição, só que visual. E de uma responsabilidade muito grande, para conseguir passar o que estava na minha cabeça para a tela. Sempre fomos muito ativas em todo o 360 da nossa carreira, adoramos fazer parte dos processos criativo autoral, musical, administrativo. Essa experiência abriu um leque para o meu crescimento profissional.

Bebo e Choro chegou com tudo, qual foi a inspiração para esse hit?

Lara: Na formação do repertório a gente sempre tenta atingir o máximo de pessoas, as que estão apaixonadas… solteiras… e pra fechar a seleção de músicas desse projeto, faltava aquela para as pessoas que estão sofrendo, nesse caso com Bebo e Choro é sofrer ou sofrer, não tem opção!

Come está sendo fazer os lançamentos de O Que Rola no Rolê sem poder sair de casa para ir a um rolê curtir as músicas?

Lara: Está sendo bem diferente, porém muuuito estratégico. As músicas de balada estamos segurando um pouco para soltarmos quando o mercado voltar ao normal. Os shows sempre foram um termômetro para o artista sentir a resposta do público, contanto, como não tem shows devido à pandemia, estamos do lado de cá, de olho nas redes sociais, estudando nosso público e tentando nos aproximar cada vez mais deles de forma orgânica, sempre trazendo conteúdos e músicas novas.

Qual a próxima fase para o projeto O Que Rola no Rolê?

Day: Continuaremos lançando as músicas desse projeto no decorrer do ano. Gravamos 6 faixas no EP O Que Rola No Rolê. O primeiro single foi Tantão Assim, que lançamos em junho desse ano, e agora estamos trabalhando a Bebo e Choro, porque Day e Lara também não brincam de sofrer (risos). Já estamos ansiosas pros próximos lançamentos, afinal, no nosso rolê rola de tudo um pouco, tem moda pra quem está sofrendo, pra quem está apaixonada e pra quem deu a volta por cima. Aguardem!

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Cantora e compositora, Mayra fala sobre o seu novo single: “Eu queria trazer uma narrativa mais real”

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Cantora e compositora, Mayra fala sobre o seu novo single "Luck or Love": "Eu queria trazer uma narrativa mais real"
Rawpixel/Divulgação

Inserida desde pequena em um ambiente musical, Mayra é um dos nomes assinados pela Universal Music Brasil. Com um repertório que já conta com as músicas L’amour Toujours, Shameless e Save Me, a cantora vem com seu mais novo single, Luck or Love.

“Eu sou daquelas ‘hopeless romantics’ então sempre escrevi músicas românticas que tratavam ou de coração partido ou de estar apaixonada.”, contou ela em entrevista exclusiva à todateen.

“A música tem uma sonoridade diferente do que eu costumo fazer, menos pop e mais boom bap, que vem de uma vertente hip-hop e é uma influência que eu tenho do meu irmão que trabalha com Rap”, explicou.

Lançado no início de setembro, a faixa contou com a colaboração de Cassio Play, Elias Inácio e Bruno Martini, amigo de longa data da artista.

“Ele além de ser meu grande amigo de carreira, é um irmão pra mim. Eu o considero um dos melhores produtores do Brasil, altamente comparável à grande produtores internacionais e a gente tem uma química musical que é muito difícil de se criar, a gente apenas tem. Trabalhar com o Bruno é sempre um grande passo na minha carreira.”, disse.

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Uma publicação compartilhada por Mayra. (@mayra) em

Mayra sempre teve o apoio de seus pais, que também são envolvidos com música, para seguir carreira no mundo artístico.

“Eles me ajudaram muito quando eu comecei a levar música como profissão e sempre me disseram o quão orgulhosos estavam de mim.”, contou.

A cantora ainda contou quais são suas maiores inspirações e referências.

“Eu passei por Elton John, MPB, Beatles, mas desde criança eu sempre fui muito fã do Michael Jackson, eu sempre admirei ele como artista”, relembrou. Mas, agora mais velha, Mayra encontrou mais uma admiração: o grupo sul-coreano, BTS. “Conheci o trabalho deles ano retrasado e foi como quando ouvi e vi Michael Jackson pela primeira vez, me apaixonei imediatamente.”, revelou.

Por ter crescido nos Estados Unidos, o inglês se tornou sua primeira língua. Então cantar e escrever músicas em outro idioma foi um acontecimento natural.

“Porém isso não me impede de escrever músicas em português, eu tenho algumas que já foram gravadas por outros artistas, a própria Rouge gravou uma música minha chamada ‘Sou Mais Eu’ que eu co-escrevi com grandes amigos da Head Mídia e outros parceiros”, contou.

Para o futuro, Mayra tem mais singles em produção e outras colaborações.

“Eu quero trazer um pouco mais da mistura das minhas influências e do pop americano pra cá, então as músicas das quais temos trabalhado ultimamente tem uma sonoridade bem próxima disso.”, disse ela, que não vê a hora de lançar suas próximas músicas.  “No passado eu lancei um EP chamado ‘Voices’ que fala sobre a jornada feminina, e é um projeto que eu tenho muito orgulho. Quero fazer mais coisas assim, que além de ter a sonoridade que eu amo também trazem uma mensagem importante.”.

Assista ao clipe exclusivo de Luck or Love!

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