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O que é numerologia? Numerólogo da Manu Gavassi e Rafa Kalimann explica!

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O que é numerologia? Numerólogo da Manu Gavassi e Rafa Kalimann explica!
Pexels / Arquivo Pessoal

Paulo Madjarof fez um mapa numerológico há quatro anos para encontrar seu propósito de vida, e a partir deste momento investiu na carreira. Hoje, o numerólogo possui diversos clientes famosos, como Bianca Andrade, Vitória Falcão, Rafa KalimannGleici Damasceno e outra ex-BBB de sucesso, Manu Gavassi.

Mas afinal, o que é numerologia? A técnica surgiu a partir de estudos da relação entre os números e a vida humana que se iniciaram com o filósofo e matemático da antiguidade Pitágoras. De acordo com Madjarof, hoje se trata de uma ferramenta de autoconhecimento que ajuda na compreensão de vários aspectos da nossa vida: sonhos, personalidade, talentos, bem como o propósito de vida de cada pessoa.

“A gente sempre vem com um potencial, e a numerologia ajuda a evidenciar isso”.

Para isso, um mapa numerológico – apelidado pelo profissional como o nosso “manual”- é feito com base de cálculos matemáticos que evidenciam números com significados específicos. O numerólogo afirma que cada número é uma unidade de energia, com suas polaridades positiva e negativa.

Quer entender melhor como funciona a numerologia? A todateen bateu um papo com Paulo Madjarof. Confira!

todateen: O que é possível prever com a numerologia?

Paulo Madjarof: A palavra “prever” traz a conotação de adivinhação, o que não é algo relacionado à numerologia. Mas podemos entender com ela nossos potenciais. Como sempre falo, todo mundo tem algum potencial a ser trabalhado, seja atuando, ajudando as pessoas, na comunicação… e a partir do momento que você sabe disso, fica mais fácil de cumprir seu propósito.

tt: O que é um mapa numerológico?

P. M.: É justamente a gente entender a vida da pessoa. Ele é feito com o nome completo presente na certidão de nascimento e a data em que a pessoa nasceu. A partir disso, o numerólogo faz cálculos que permitem encontrar catorze camadas de energia. Cada camada é representada por um número, o qual terá uma polaridade positiva e outra negativa. Eu sempre foco em falar sobre a positiva, porque esta é a polaridade em que nascemos, a gente só cai para o negativo quando desequilibramos o mapa, e isso acontece quando algo de ruim marca a nossa vida. A numerologia pode te ajudar a se equilibrar novamente, porque ela sempre revela o caminho positivo.

tt: Existe alguma relação com a astrologia?

P. M.: Não. Mas, as técnicas se complementam muito. O mapa numerológico fala sobre o propósito de vida, e o mapa astral fala sobre energia, como o céu estava no momento do nascimento, dando o foco para signos.

tt: Como a numerologia pode atuar em um processo de autoconhecimento?

P. M.: Ela atua neste processo de ajudar a pessoa literalmente a se reconhecer. Eu digo isso porque quando começo a falar do mapa é como se ela já soubesse, então começa a entender sua essência, desafios, verdadeira personalidade e propósito. A partir deste momento a tendência é que essa pessoa siga a direção indicada. Eu mesmo, quando fiz meu mapa numerológico há quatro anos atrás foi justamente porque eu queria entender melhor meu propósito de vida, e a numerologia me guiou a trabalhar com desenvolvimento humano e autoconhecimento.

tt: Como o pessoal em casa pode fazer uma previsão simples?

P. M.: Você pode ver pela data de nascimento, em que encontramos nosso ano de vida. Basta somar, dígito por dígito: o dia do seu aniversário + o mês do seu aniversário + o ano do seu último aniversário.

Exemplo: Se você faz aniversário em 7 de Novembro, o seu último aniversário foi em 2019, certo? Logo:

0 + 7 + 1 + 1 + 2 + 0 + 1 + 9 = 21

Como resultado foi duplo, devemos somar novamente, até chegar no resultado de 1 a 9:

2 + 1 = 3

O ano pessoal do exemplo acima vai de 07/11/2019 a 06/11/2020 é o número 3. Após fazer aniversário, vou para o ano 4, 5, 6 e por aí vai, até o número 9. Logo após, ele volta toda a sequencia, de 1 a 9, até o último dia de vida.

Esta é uma breve explicação sobre cada ano:

Ano 1 – Ano de início, plantio, liderança e força.
Ano 2 – Ano de uniões, parcerias e relacionamentos.
Ano 3 – Ano de expansão, amadurecimento, expressão e comunicação.
Ano 4 – Ano do trabalho, das estruturas, do planejamento.
Ano 5 – Ano das transformações, viagens e mudanças.
Ano 6 – Ano da família, do amor, da afetividade e do emocional.
Ano 7 – Ano da reflexão, dos questionamentos, do autoconhecimento.
Ano 8 – Ano da colheita, da justiça e das conquistas materiais.
Ano 9 – Ano das limpezas, do balanço e das finalizações.

tt: E como funcionam previsões mais específicas, com o apoio de um profissional?

P. M.: A orientação mais específica que a numerologia pode te dar é sobre o ano pessoal. É possível entender se a pessoa está em um ano propício para o trabalho, estudos, início de projetos, independência, relacionamentos, transformações, mudanças, viagens, expansão, autoconhecimento, família, planejamento financeiro, finalizações e términos… Através do ano pessoal (calculado anteriormente) o profissional consegue analisar esses aspectos na vida das pessoas de maneira específica.

tt: É possível escolher um nome pela numerologia, como o de um futuro filho ou empresa?

P. M.: Sim! No caso da empresa, o cálculo vai pelo mapa dos sócios para que a empresa vibre com mais positividade, porém, eu particularmente não acredito que um nome traga dinheiro ou felicidade como muitas pessoas ainda pregam. Para mim, não deve haver esse tipo de pensamento em relação à numerologia, porque não adianta o nome ser positivo se não há esforço para atingir os objetivos.

Meu trabalho como numerólogo é justamente orientar a pessoa em seu propósito de vida, porque a partir do momento que a pessoa se conecta com algo que ela gosta, que se sente motivada e com vontade de fazer, a partir disso ela consegue criar prosperidade financeira e ser feliz.

A mesma coisa para o mapa de filhos. Muitas pessoas me procuram para fazer mapa de filhos antes de registrar o nome, para que seja escolhido um nome que atraia felicidade ou dinheiro, e eu não concordo com essa conotação da numerologia. Ser feliz ou ter dinheiro depende da sua vida, e não de um nome específico. Levar a numerologia para esse lado em que você muda uma letra, nome ou assinatura para ser rica, a gente está levando a numerologia para a adivinhação, e ela é matemática pura.

tt: Você já atendeu Manu Gavassi, qual a relação do sucesso atual dela e a numerologia?

P. M.: Ela está totalmente conectada com o propósito de vida dela. A partir do momento que ela está conectada ao que o mapa dela fala sobre a personalidade e história de vida, as coisas foram ocorrendo exatamente no momento certo. Por mais que pareça adivinhação, na verdade foi apenas um momento propício para que ela passasse pelo que tem acontecido. Por estar em equilíbrio, ela viveu o mapa dela na totalidade.

tt: Existe algo na numerologia que apontava para uma situação tão grave como a atual pandemia?

P. M.: Apesar de a numerologia não ter nada a ver com adivinhação, todo número possui polaridades positiva e negativa. O ano em que vivemos, 2020, é representado pelo número 4 (já que 2+0+2+0= 4), o qual fala sobre trabalho, estruturação, estabilidade, confiança, empregos, ou seja, maravilhoso para estruturar as coisas. Entretanto, o que aconteceu foi justamente ao contrário, o ano começou com várias tragédias.

Esse desequilíbrio se dá exatamente por conta do comportamento humano. Habitamos este planeta e nossa energia que causa esta “explosão” negativa. O que mais vemos hoje é exatamente o contrário do 4: medo, insegurança, desemprego. Estamos vivendo a polaridade negativa.

A nossa mudança de comportamento pode mudar o que está acontecendo. A gente anda vivendo uma era de cancelamentos, disseminação de ódio na internet, falta de união, amor próprio e empatia. Sendo assim, o mundo mostra também que algo está dando errado. Esta pandemia tem nos feito ficar em casa com pessoas próximas a nós, fazendo com que a gente tenha que resinificar estes relacionamentos.

Precisamos transformar nosso comportamento, ter mais empatia. Enquanto essa mudança não acontecer, a pandemia e outras coisas podem ocorrer. Se a gente agir de maneira diferente, o mundo reage de maneira positiva também.

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional

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#StopAsianHate: entenda como a xenofobia se conecta com a política internacional
Dia Dipasupil/Getty Images; Reprodução/TSE

O dia 19 de março de 2020 marcou o início formal do isolamento social, por conta da pandemia do coronavírus, em diversos países. Deste dia até 28 de fevereiro de 2021 foram registrados 3.795 relatos de discursos racistas e atos violentos contra asiáticos nos Estados Unidos, segundo a organização Stop AAPI Hate (Stop Asian American and Pacific Islander Hate). Cerca de 35,4% dos casos ocorreram no trabalho, 25,3% na rua e 10,8% online. Agressão verbal foi relatada em 68,1%, 20,5% contou com rejeição social e 11,1% agressão física.

Recentemente, em março, uma senhora chinesa de 76 anos residente de São Francisco disse às autoridades que um homem, sem motivo aparente, tentou lhe agredir enquanto atravessava a rua. Sem ter o que fazer, ela tentou se defender do agressor com uma bengala de madeira. Segundo informações divulgadas à imprensa, a polícia local no momento da notificação investigava um crime semelhante, que havia ocorrido dias antes com um idoso de raízes asiáticas. Entretanto, o caso que desembocou o ápice de manifestações em prol da hashtag #StopAsianHate, ocorreu no dia 16 do mesmo mês, na cidade de Atlanta. Robert Aaron Long, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas de uma casa de massagem, seis eram mulheres asiáticas.

Em São Paulo, o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) criou uma central de denúncias para reunir relatos de assédio à comunidade asiático-brasileira em todo o Brasil. O nome do canal é #RacismoNão e as denúncias são feitas através do e-mail racismonao@ibrachina.com.br, dando o nome da vítima, lugar e horário da agressão. Em maio já haviam cerca de 200 denúncias, fora os ataques virtuais xenofóbicos que o próprio instituto recebe em suas redes.

Como nós, da todateenjá refletimos na matéria “#StopAsianHate: como pessoas amarelas encaram o preconceito?”, falas hostis direcionadas às pessoas de raízes asiáticas não começaram na pandemia. Assim como nos Estados Unidos, estereótipos relacionados aos imigrantes e brasileiros com família descendente de países da Ásia existem há muito tempo, indo desde comentários pejorativos sobre características físicas à fetichização das mulheres e violência.

O que ocorreu durante a pandemia foi que os estereótipos já existentes, principalmente em relação aos chineses, foram reforçados por conta de um fenômeno político: a culpabilização do país pela pandemia, informação que é falsa, mas dita, nas entrelinhas ou não, por diversas figuras de influência, como os políticos brasileiros.

“Nós vivemos em sociedade. Essa é uma afirmação crucial para entender as dinâmicas das relações entre os seres humanos, não há como separar por completo política e economia do dia a dia dos cidadãos ‘comuns’. Ou seja, quando temos uma população bombardeada com informações falsas, como ‘a China quer espionar nossa vida’ ou ‘o vírus chinês que é responsável pela pandemia’, cria-se no subconsciente da população uma imagem negativa deste povo, lembrando que muitas vezes as informações chegam em pequenas parcelas e distorcidas para grande parte da sociedade”, é o que diz Sabrina Bomtempo, cientista política pela Universidade de Brasília (UnB), associada ao Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), consultora política e pesquisadora na BaseLab.

Em entrevista exclusiva para o site, Bomtempo comentou sobre como o aumento da violência com pessoas amarelas, dentro e fora do país, tem mais relação direta com política do que você imagina. Quer ver?

Brasil & China uma relação de negócios

Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso as relações Brasil-China começaram a se fortalecer, com uma expansão significativa nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assume a presidência da república essa relação se mantém firme, com amplas conversas entre os países para, inclusive, importação da tecnologia 5G. 

É importante compreender que a relação entre os dois países envolve trocas comerciais e investimentos. O Brasil exporta principalmente produtos primários para a China (soja, carne, petróleo etc.) e importa bens de consumo (eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, medicamentos, etc.), ao passo que a China também investe no Brasil por meio da aquisição de empresas e implementação de novos projetos. Os setores que recebem maiores investimentos e financiamentos chineses são os de energia, petróleo, gás e mineração.

A partir desta contextualização, temos uma relação econômica com a China onde ela é a principal importadora brasileira, com uma demanda que continuamente aumenta, justamente porque o país está em crescimento contínuo. Desse modo, há uma necessidade de não perder este “cliente” e, portanto, discute-se a importância de diversificar o leque de países que importam quantidade significativa de produtos brasileiros. Em síntese: o Brasil tem a China como seu principal cliente no comércio exterior, com quase 30% da receita do país, tornando-a uma nação essencial para a manutenção da saúde financeira do Brasil.

se o Brasil depende tanto da China, por que Bolsonaro desgasta a relação?

Sob o ponto de vista econômico, não há interesse em se afastar do principal importador de matéria-prima do país. Os comentários que Bolsonaro e sua “turma” fazem da China dizem respeito, em grande maioria, a um posicionamento ideológico, no qual veem a China como um país comunista que estaria tendo vantagens comerciais devido à relação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista Chinês.

Além disso, também se dá em um contexto no qual Bolsonaro, antes e logo após eleito, busca aproximação constante dos Estados Unidos da América, principal rival comercial da China no contexto internacional e na época chefiado pelo ídolo de Bolsonaro, Donald Trump.

quais os interesses de Trump em uma rivalidade com a China?

A China e os EUA são as duas maiores potências mundiais, claro que isto já gerava alguma tensão entre os países antes da entrada de Donald Trump em 2016, no entanto, até se especulava a possibilidade de um bloco EUA-China. Ao assumir o governo estadunidense, Trump acreditou que poderia frear o desenvolvimento econômico da China por meio de sanções e taxas sobre produtos chineses, principalmente voltadas a área de tecnologia, o objetivo era acabar com o déficit comercial na relação EUA-China. Para ser mais didática, os Estados Unidos colocam mais dinheiro na China do que a China nos EUA, a ideia era mudar esta dinâmica.

Um exemplo dessa disputa e sanção dos EUA e China diz respeito à tecnologia 5G, que é liderada pela empresa chinesa Huawei, que foi acusada de usar seus equipamentos para espionagem; hoje a Huawei não é comercializada nos Estados Unidos e o país tenta baní-la de outras nações, com ameaças de sanções comerciais à elas.

por que nada mudou com Biden?

Uma das principais expectativas após a eleição de Biden era de que os Estados Unidos passasse a ter um papel mais conciliador em meio à rivalidade com a China. Entretanto, na primeira tour de políticos do governo Biden ao continente, o clima não foi de resolução de conflitos.

A China se encontra em um clima de rivalidade com o Japão, causado principalmente por uma nova lei de Pequim, que permite à Guarda Costeira do país atirar em navios estrangeiros, bem como repetidas investidas da China nas águas territoriais japonesas em torno das ilhas Senkaku, no Mar do Sul da China, e à instalação de sistemas antimísseis. Recentemente, políticos do governo Biden compareceram a uma série de eventos em uma tour pelo continente. O clima foi de muita tensão e provocações, justamente em março, quando ocorreram tantos registros marcantes de violência contra asiáticos nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, tomou a palavra para citar queixas e reclamar de que, na véspera da reunião, Washington impôs sanções contra 24 funcionários dos governos central chinês e de Hong Kong. “Não é assim que se deve dar as boas-vindas aos convidados, e nos perguntamos se os Estados Unidos tomaram essa decisão para tentar obter alguma vantagem em sua interação com a China, mas certamente é um erro de cálculo, que só reflete a vulnerabilidade e fraqueza dentro dos Estados Unidos”, disse o político.

Ao longo da última semana, as Filipinas se queixaram da presença de uma milícia chinesa no recife de Whitsun, no mar do Sul da China. A explicação para isso está no fato de a China considerar que 85% daquelas águas territoriais seriam suas, portanto, militarizar essas regiões é parte de uma estratégia de ocupação desde 2014. Entretanto, Pequim afirma que os barcos presentes na região são apenas pesqueiros.

No domingo de Páscoa (4), um dos 11 porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, o USS Theodore Roosevelt, entrou na região. Poucas horas antes, ainda no sábado (3), um porta-avião da China, o Liaoning, fez uma travessia no estreito de Miyako, onde ficam as ilhas Senkaku — que são desabitadas mas têm potenciais reservas de petróleo, e por ora são controladas pelo Japão.

“A tensão comercial entre os dois países se mantém e Biden não mostra pretensão de abandonar a política de disputa comercial e sanções adotadas por Trump. Além disso, o presidente americano tem feito severas críticas ao modelo trabalhista chinês, acusando-o de violação dos direitos humanos. O recente encontro entre representantes oficiais dos dois países foi marcado por comentários ariscos de ambas às partes em frente a TV, um comportamento incomum no mundo diplomático e que, portanto, mostra como estas tensões seguem presentes na relação EUA-China”, finaliza Bomtempo.

e o Brasil, mudou de ideia?

Apesar de Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, o ex Ministro da educação Abraham Weintraub, bem como o ex Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já terem feito comentários pejorativos em relação à China, o fato é que a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, é a vacina utilizada em 82,2% das doses aplicadas no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, apurados em 5 de abril deste ano.

A necessidade de obter doses da Coronavac motivou uma mudança, relatada por jornalistas da cobertura política, da postura de Bolsonaro diante do governo chinês. O presidente recorreu ao governo em Pequim para obter novos ingredientes de vacinas. Quando as autoridades chinesas anunciaram novos suprimentos, Bolsonaro lhes agradeceu pela boa cooperação.

Acontece que, diante de tantas falas problemáticas há meses atrás, nada vem de graça. Diversos veículos de comunicação notaram que o ocorrido foi seguido por uma repentina declaração da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sem objeções ao envolvimento do país com a Huawei, empresa chinesa que visa o acesso irrestrito para implementar o 5G no Brasil. Chocante essa permissão em um governo bolsonarista, não é mesmo? Afinal, desde Trump, ídolo de Bolsonaro, ocorrem acusações de que a empresa visa usar a tecnologia com fins de espionagem.

No fim do dia, apesar de fundarem ideologias de ódio, os acordos econômicos superam qualquer coisa. Entretanto, a raiva uma vez disseminada na massa, mesmo que para alimentar objetivos políticos, não para. E mata.

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Queridinhos de papelaria: 10 itens para ter e usar na sua rotina de estudos

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4. Caneta Marca Texto, Faber-Castell, Grifpen, Tons Pastel 

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5. Divisória Fichário Papel, Mano 

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6. Caderneta Filibook, Filiperson, 30 Folhas

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7. Marcador de Página de Papel Post-it 

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8. Calendário Semanal Post-it com 2 blocos

Reprodução/Amazon

9. Lápis Grafite Redondo, Faber-Castell, EcoLápis SuperSoft Black 

Reprodução/Amazon

10. Caneta Hidrográfica Extra Fina, BIC, Intensity, 0.4mm 

Reprodução/Amazon

 

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Última Página | Ainda é hoje

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Ainda é hoje
Thais Menezes/@thamenezes.s

texto por Isabelle Costa (@avalancheliteraria)
ilustrações por Thais Menezes (@thamenezes.s)

 

O vídeo favorito do meu rolo de câmera desse ano é um em que tô dançando na chuva de jeans e sandália lilás.

Era pra ser um meu e dos meus amigos na sala do Henrique — que, palavras dele, tem a casa mais legal do bairro. Rindo de qualquer besteira. Lembrando histórias de beijos ruins, mas sobretudo dos bons, e que deixaram de existir. Esparramados no tapete, que transforma a casa num lar, e dividindo sem medo e por preguiça uma colher de brigadeiro. Criando memórias novas pra sobrepor as desse tempo, que são memórias de dor.

Eu já sabia que ia chover — a gente sempre sabe, porque as nuvens dão o primeiro sinal, e o dia muda de cor —, mas abri o portão e saí. Pensei neles. Nos meus amigos. Cada um no seu canto, onde sempre fiz festa sem a menor cerimônia. Pensei neles e dancei sozinha no meio do asfalto com quatro ou cinco livros na mão sob a desculpa que era pela foto. Pelo blog. Pelos livros. Mas não era, não. Era por mim, que cansei de sentir saudade.

Quinze segundos no meio do nada pra espantar a tristeza que chega, sorrateira, tão sutil quanto um céu de sol se transformando num céu de chuva. Girando ao meu redor: meus porquês não resolvidos, a conclusão de que perde a graça por a roupa mais bonita se ninguém vai ver, e eu, que sempre fui indecisa, mais certa do que nunca sobre o que quero.

Eu quero a praia vermelha. Quero vocês, shows da Anavitória no verão, noite de jogos que gosto mais agora, que são só lembrança-borrão. E gente feliz de verdade de novo.

Eu quero o futuro, mas ainda é hoje.

Ainda é hoje

Thais Menezes/@thamenezes.s


Isabelle Costa 

Fala de livros, escrita, criatividade e inspiração na Avalanche Literária, e desembola os fios soltos em seu blog na internet.

Instagram: instagram.com/avalancheliteraria
Blog: www.avalancheliteraria.com.br

Thais Menezes

Preta, baiana, ilustradora e designer.

Instagram: instagram.com/thamenezes.s
Behance: www.behance.net/thaismenezes

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