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O que significa a potência das mulheres na música em 2020?

O que significa a potência das mulheres na música em 2020?
O que significa a potência das mulheres na música em 2020?

2020, o ano que começou com Selena Gomez falando abertamente sobre vulnerabilidade em Rare. Um ano marcado pela volta dos anos 70 e 80 nas músicas de Dua Lipaem Future Nostalgia. Ano em que Taylor Swift nos surpreendeu ao mergulhar em uma nova estética com folklore e evermore. Em que Beyoncé propôs um olhar decolonial sobre a África com Black Is King. Ano no qual retornamos ao pop eletrônico com Lady Gaga, em Chromatica.

Esses são apenas alguns dos nomes que representam e exibem a potência que as mulheres tiveram na música em 2020. Mesmo em meio à uma pandemia, diversas artistas mostraram que muito ainda poderia ser feito e compartilhado com o mundo.  Diante do imprevisível, as mulheres mostraram a importância de trabalhar com as diferentes expressões da música, ainda que longe de um festival ou um estádio lotado. 

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Para compreender o que está por trás de tudo isso, a todateen trouxe a visão de mulheres que representam a potência das mulheres nos bastidores desse universo. São três mulheres que atuam na área da comunicação e usam suas vozes para falar sobre música: Mari Bianchini, Isabela Yu e Yasmin Dunley

potência nos bastidores

Levando em conta a potência nos holofotes, quem é que faz todo esse poder feminino ganhar visibilidade? São muitas as mulheres que estão nos bastidores do processo. Seja criando veículos, canais ou grupos na internet, elas dão espaço ao que é produzido por artistas ao redor do mundo. 

Com o entretenimento como um fator que sempre a motivou, Mari Bianchini produz conteúdo em um canal no YouTube sobre cultura pop, dando foco para o tema da música. A comunicóloga acredita que a maior responsabilidade de criar conteúdo para internet hoje é “repassar informações confiáveis de maneira respeitosa”

“Informações confiáveis porque quando a gente alcança uma audiência, seja ela grande ou pequena, precisamos compartilhar notícias e informações que sejam autênticas e verdadeiras, sem dar espaço pra quantidade absurda de fake news com as quais o país todo lida diariamente. E de maneira respeitosa, porque a internet pode ser um lugar bastante tóxico, especialmente se a gente considerar as bases de fãs de artistas pop, que estão constantemente alimentando rivalidades nas redes sociais”, pontua.  

Isabela Yu, indicada ao prêmio de Melhor Jornalista Musical pelo Womens Music Event de 2020, também destaca outro ponto relacionado à criação de conteúdo e produtos jornalísticos sobre música. Sócia da Revista Balaclava, ela afirma que é preciso “apresentar matérias bem apuradas, pesquisadas, editadas e pensadas com calma.”

Com seu trabalho na revista, ela também sente a necessidade de apresentar nomes não tão conhecidos ou que nunca receberam um destaque no cenário musical. Sua prioridade é “entregar um produto jornalístico que é ético e justo com todo mundo que está participando, que seja diverso e plural de verdade”

Falando sobre alcançar nomes fora do mainstream, o portal de conteúdo independente Tá no Jukebox traz o foco na cena alternativa e apoia artistas independentes. Yasmin Dunley é a graduanda em jornalismo que idealizou essa plataforma, a qual surgiu quando ela estava em um festival e entendeu que comunicação também podia ser entretenimento. 

“Como as mulheres sempre foram maioria no meu círculo social por eu sentir que não existe hierarquia emocional ou intelectual com elas, eu decidi chamar um grupo de amigas que eu conheci justamente através da música pra escrevermos sobre as bandas que a gente gostava! […] Assim começou nossa busca independente por espaço como mulheres no entretenimento musical!”, compartilha a atual editora-chefe do portal. 

e a pandemia?

Por serem mulheres que trabalham com música no dia a dia, diante da pandemia do novo coronavírus, elas acompanharam quais foram as maiores mudanças no cenário musical. Isabela destaca que a ausência de shows e festivais implica em muitos impactos que vão além do que artista em destaque. Ela também pontua como os desafios do setor musical atualmente são agravamentos de um panorama de dificuldades anteriores na área. 

“As lives não remuneradas, os lucros do streaming são muito baixos, marcas que não costumam arcar com valores completos… Há uma série de desafios que o setor musical já batalhava e que foram piorando nos últimos meses […] Vi muitas pessoas quebrando a cabeça, oferecendo serviços desde comida até reformas para casa, vi muita gente sendo criativa para não quebrar completamente”, conta a jornalista musical. 

Nesta conjuntura, Mari ressalta que a produção de música é uma das formas que mantém o mundo do entretenimento rodando.

“Muitos artistas têm aproveitado esse período de isolamento para criar e lançar música. Ao invés de estarem rodando o mundo para fazer shows e dar entrevistas, eles estão trabalhando de casa e isso mantém o mundo do entretenimento rodando, na minha opinião. Por enquanto, essa transformação ainda está nos estágios iniciais e é difícil prever o que vai acontecer daqui pra frente, mas, sem dúvidas, o impacto vai ser significativo.”, diz. 

“Acho que todo mundo tá sendo obrigado a se reinventar sem saber ao certo como fazer isso. Cada pessoa, cada artista está experimentando e testando coisas diferentes. E vendo o que funciona ou não nesse novo cenário.”, completa Mari. 

a mudança

Yasmin ainda explica que essa situação que estamos vivendo afeta diretamente a produção de conteúdo musical:

“Acho que muita coisa vai ser reinventada, como foi esse ano com shows em forma de lives no Instagram, o que é ótimo pra mostrar a versatilidade, mas a verdade é que nosso time gostaria que voltasse a ser como antes. A falta dos shows acaba formando um buraco no conteúdo que é difícil de tampar. Pra lidar com isso a gente tem que se reinventar, mas não tem uma fórmula certa para contornar isso ainda.”

Ela também acredita que o principal impacto para a carreira de artistas independentes foi a ausência de espaços para “apresentar os trabalhos pro público com um bom alcance”.

“Muita gente costumava fazer uns mini shows juntando dois ou três artistas independentes para dar mais público. De quebra os trabalhos eram apresentados para mais gente e ao mesmo tempo a galera conhecia novos artistas.  Isso faz falta.”, completa Yasmin. 

Isabela Yu destaca como o uso das ferramentas digitais pode ser positivo diante de uma mudança de formas de trabalhar com a música.

“Acredito que as coisas vão se tornar ainda mais digitais. Não há nada que substitua a experiência de um show ao vivo, mas talvez em vez de fazer um grande lançamento ou um super show ou pagar o aluguel de uma casa, talvez essa banda prefira investir a grana em uma live muito bem filmada. Vejo que lentamente as pessoas precisaram se adaptar a serem digitais e continuarem na vida dos fãs”, conta. 

reinvenção já era requisito para sucesso

Apesar da mudança de práticas ser algo necessário na pandemia, Mari Bianchini expõe a existência de uma barreira anterior, que sempre esteve presente na trajetória das mulheres até o sucesso: a necessidade constante de reinvenção. 

“No documentário da Taylor Swift para a Netflix, o ‘Miss Americana’, ela disse algo como “as artistas mulheres que eu conheço precisam se reinventar 20 vezes mais do que os artistas homens, ou elas perdem o emprego” e isso é bastante claro na indústria da música, né? As mulheres estão constantemente se reinventando e criando novas maneiras de entreter o público, o tempo todo e na pandemia não foi diferente.”, afirma Mari. 

Além de se reinventarem no dia a dia, a potência das mulheres na música mostra como as artistas continuam precisando se provar muito mais que artistas homens para alcançar sucesso. E quando questionada o que essa potência significa para si mesma, Isabela Yu ressaltou uma inquietação presente nela e em outras mulheres: “Por que a gente demorou tanto tempo para priorizar essas narrativas?”.

“Fico extremamente frustrada em pensar que a banda favorita da Isabela de 2006 era uma banda formada por homens. Desde a faculdade, entrei em um exercício de ler/escutar/ver narrativas não-masculinas-cis-anglo-europeias. E muda completamente a sua relação com a música. Escutar uma mulher falar sobre algo que você se relaciona ou vibrar com a conquista do lançamento de outra artista. A potência das mulheres em 2020 está só começando, espero do fundo do coração que a próxima década seja mais gentil e acolhedora com mulheres artistas e mulheres da música”, continua a jornalista musical. 

novos ares

Isabela também pontua como o combate ao machismo na música é algo importante para garantir a potência das mulheres na música:

“Como em todas as esferas da sociedade, o machismo na música é algo sobre poder, sobre quem está tomando as decisões e quem está escrevendo a história da música. Se a gente não priorizar ou mudar essas narrativas, serão mais 10 anos de homens falando sobre coisas que eles não entendem ou que eles se acham aptos a falar sobre.”

“Acho que é só o começo para um futuro muito mais colorido e diverso. A gente não bate na tecla de feminismo ou empoderamento na revista, somos duas mulheres que fazem uma revista porque a gente é capaz e gostamos de fazer. Basta procurar nos maiores jornais e revistas: quem são os jornalistas musicais mais conhecidos? Provavelmente são os mesmos há 15 anos. A renovação é necessária e precisa acontecer agora.”, completa Isabela Yu. 

Para Yasmin Dunley, essa mudança de cenário é “muito inspiradora”.

“Não só as mulheres têm conquistado cada vez mais seu lugar enquanto artistas, mas também nos bastidores, no entretenimento de música. Tem muita mulher escrevendo sobre música, muita mulher com podcasts… claro que ainda temos muita batalha pela frente, mas já são novos ares muito bons de respirar.”, diz. 

Mari Bianchini também conta como esses novos ares foram algo importante levando em conta todas as dificuldades deste ano:

“Eu acho que a gente pode dizer que as mulheres salvaram da melhor maneira que puderam o ano de 2020 através da música, né? Quando eu penso nesse ano de pandemia, pra mim é bastante claro que o entretenimento teve um papel muito forte em ajudar a manter a nossa sanidade. E isso veio de todos os lados, mas principalmente da música feita por artistas mulheres. A gente teve aí, ao longo do ano todo, diversas artistas lançando álbuns e singles, em diferentes gêneros e com diferentes conceitos também, que fizeram com que fosse mais um pouquinho mais fácil lidar com o isolamento social e com as incertezas da pandemia.”

indicações 

Para finalizar esta matéria, fizemos questão de separar um espaço para que Mari, Isabela e Yasmin contassem quem foram, na sua visão, as mulheres que fizeram a diferença na música em 2020. 

Dicas de Mari Bianchini:  “Muitas mulheres tiveram destaque e entregaram trabalhos de qualidade na música esse ano. Antes da pandemia, tivemos bons álbuns de Selena Gomez e Halsey. Ao longo do ano, Miley Cyrus, Ariana Grande, Kylie Minogue e tantas outras entregaram bons projetos no cenário internacional. Aqui, no Brasil, Anitta, Luisa Sonza, Wanessa e outras também lançaram músicas ótimas! Mas três nomes me chamam mais a atenção ao longo de 2020, considerando a pandemia: Dua Lipa, Lady Gaga e Taylor Swift.”

Dicas de Isabela Yu: “Todas as mulheres que lançaram música nesse ano tão adverso! Mas sobre alguns nomes que foram destaque. Na gringa: Fiona Apple, Phoebe Bridgers, Lianne Havas, Yaeji, Haim… No Brasil, para mim, duas artistas fizeram muito a diferença e lançaram trabalhos incríveis: “Corpo Sem Juízo”, da Jup do Bairro, e “Traquejos Pentecostais para Matar o Senhor”, da Ventura Profana com Podeserdesligado. Por favor, escute essas duas artistas! Em um ano em que Erika Hilton foi eleita a mulher mais votada e precisou lutar contra transfóbicos nas redes, é importantíssimo exaltar e celebrar o trabalho de mulheres trans. Escute, contrate, leia sobre! Muito sucesso para Jup, Ventura e tantas outras mulheres artistas <3″

Dicas de Yasmin Dunley: “A grande quantidade de indicação de mulheres no Grammy é um reflexo da movimentação feminina. Taylor Swift, Dua Lipa, Lady Gaga, Miley Cyrus… As irmãs Haim também chacoalharam com o “Women In Music Pt III”, Chloe x Halle com Beyoncé na produção do segundo álbum… não dá pra deixar de citar também a Phoebe Bridges, beabadoobee, Kali Uchis…”

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