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Comportamento

Opinião: 2021 chegou, e agora? Especialistas falam sobre luto, esperança e a batalha que não acabou em 2020

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Opinião: 2021 chegou, e agora? Especialistas falam sobre luto, esperança e a batalha que 2020 deixou para trás
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O relógio mostrou que eram 00h do dia 1° de janeiro de 2021, finalmente o ano mais difícil da última década chegava ao fim. Entretanto, depois que a euforia do estourar do espumante passou, os problemas de 2020 continuaram por aqui, evidentes em números que trazem, todos os dias, o peso do luto para milhares de pessoas. Próximos dos quinze dias após o réveillon, o esperado ápice do coronavírus no país, os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Ministério da Saúde trazem parte dos efeitos de quem não optou pelo isolamento social nas festas de final de ano, ou não teve escolha e precisou se arriscar no trabalho. O dia 11 de janeiro registrou 25.822 novos casos confirmados de Covid-19 e 480 mortes ligadas à doença, tudo em apenas 24 horas.

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A vacina que auxiliará a humanidade na produção de anticorpos e controle da pandemia já começou a ser aplicada em diversos países. Aqui, no Brasil, existem vários fatores políticos no meio do caminho e falta de transparência. Além de xenofobia e fake news sobre a parceria com a China, ainda temos a cobrança por mais dados obtidos pelo Instituto Butantã, que por sua vez também exige rapidez da agência reguladora, a ANVISA. “Precisamos urgentemente começar essa vacinação. A vacina está disponível, por que não usá-la?”, disse Dimas Covas em comunicado sobre a eficácia global da Coronavac, de 50,38%.

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Entre tantos conflitos políticos, uma informação tem trazido esperança ao brasileiro: a vacina possui eficácia de 100% em casos moderados e graves de coronavírus, o que acabaria com o elevado número de mortes e hospitalizações. Um alívio, não é mesmo? Mas a pandemia está longe de acabar e as marcas deixadas por ela prometem ir além de 2021.

Luto

2020 deixou cicatrizes em todos nós, mesmo que de diferentes graus e formas. Para a Dra. Maria Claudia Bravo Reis, psicóloga membro da rede de centros médicos “Dr. Consulta”, o luto pode ser entendido como o sentimento de perda em seu sentido geral, e nem sempre diretamente ligado à morte de uma pessoa querida. “Como luto, vamos entender que sejam as oportunidades que não pudemos viver, como por exemplo, os formandos que não puderam ter suas festas, quem entrou na faculdade e nunca conheceu seus colegas, comemorações significativas que não aconteceram. Esses casos certamente causaram imensa frustração, mas a consequência a longo prazo não é significativa porque os eventos são pontuais e têm impacto relativo”.

A Dra. Bravo Reis completa falando que a frustração é um sentimento que, quando bem compreendido, gera amadurecimento e crescimento. “Porém, é indiscutível a dor nesse meio tempo. Os psicólogos estão tendo um papel muito importante junto às pessoas de todas as idades, pois as ajudam a aceitar, a desenvolver formas alternativas de passar por esse processo transformando-as em pessoas mais conscientes, preparadas e fortes”.

Adriana Drulla, mestre em psicologia positiva, afirma que além da experiência de perda, a pandemia do coronavírus traz também um outro tipo de luto para a sociedade, o coletivo. “Acontece quando um grupo de pessoas passa por uma experiência de perda bastante séria. Por exemplo em situações de guerra, desastres naturais e epidemias que causam perdas importantes ou a morte de muitas pessoas. No luto coletivo ficamos sensíveis não apenas ao nosso processo individual de perda; mas também às perdas das outras pessoas. Além disso, quando providências não são tomadas, sofremos também porque antecipamos perdas futuras. A presença da preocupação com a morte pode ser bastante assustadora. É uma sensação de que não temos controle sobre o nosso futuro e bem-estar. E hoje, além da perda de pessoas, temos também a perda de empregos, separação de amigos e familiares, etc.”

E como lidar com tantos sentimentos ruins? A resposta precisa ser individual, mas a terapia pode ser a base em todas. “Cada um tem que descobrir suas forças e fraquezas. Isso é particular de cada um. O que faz um sofrer, pode não afetar o outro. Porém, de maneira geral, seria desenvolver uma mente positiva, praticar exercícios e principalmente compartilhar suas angústias e medos. O psicólogo tem sido o grande parceiro para a população. Tanto que o número de consultas explodiu durante a pandemia e continuará mesmo após a vacinação, pois foi um grande período de privação”, afirma a Dra. Bravo Reis.

Batalhas

Kiusam de Oliveira (@mskiusam) é escritora, ativista, professora, doutora em educação, mestre em psicologia infantil e comprometida com causas sociais envolvendo questões étnico-raciais, empoderamento da mulher negra na sociedade e bullying. O trabalho da ativista na literatura infantil se dá há mais de dez anos e já rendeu elogios de diversas celebridades, como Lázaro Ramos, Thais Araújo e Emicida.

Para a doutora em educação, a pandemia não foi só uma crise de saúde, a doença evidenciou uma crise de gestão política que se manifesta de maneira potente na parcela mais vulnerável da pirâmide econômica. “As desigualdades sociais voltaram a ser destaques nos noticiários, assim como o aumento do desemprego, da violência contra as mulheres e crianças, falta de moradias e de investimentos na Educação e Saúde. A má distribuição de renda gerou desemprego e aumento do subemprego. De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,1% de jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados, sendo que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU, 2019), no Brasil 1% da população concentra 81,3% da renda total do país. Para piorar o quadro, representantes de grupos fundamentalistas se ergueram no poder, incentivando brasileiros à violência, uso de armas e ao racismo. Tudo isso tem provocado uma desordem nacional onde pessoas negras tem sido atacadas em qualquer espaço público.”

Por outro lado, Kiusam acredita que a resistência tem se manifestado com força, assim como a empatia às causas sociais. “Para mim, está para as crianças e jovens provocarem as cisões necessárias para que as suturas psíquicas da sociedade brasileira possam ser realmente efetivadas”.

A prova de que o efeito dessas batalhas estão começando a ter consequências palpáveis é o número de candidatas e candidatos LGBTQIA+, negros e indígenas eleitos nas eleições municipais de 2020. “Vitórias são possíveis quando grupos vulneráveis se juntam para combater a invisibilidade, com inteligência estratégica e coletiva: só assim, os algozes sociais – as elites -, que tantas desgraças têm provocado à nação, poderão ser enfrentadas. As candidaturas coletivas foram estratégias competentes que com certeza, darão mais frutos nas próximas eleições. Não posso deixar de apontar que vereadoras e vereadores que representam as minorias sociais são ativistas, afinal representam grupos minoritários, historicamente violentados por uma nação que não enxerga suas filhas e filhos com equidade e por conta disso, certamente provocarão as tensões necessárias nas câmaras municipais do país, a fim de abalar as estruturas acomodadas e individualistas daquelas e daqueles que vivem em suas zonas de conforto, inclusive durante o mandato, esquecendo-se do dever de representação do povo que os elegeram.”

Esperança

Em meio a tantas batalhas, como manter a saúde psíquica? Para a Dra. Drulla, parte da solução vem do entendimento de que nada será como antes. Em março de 2020, achávamos que o isolamento seria um período de imenso desconforto até que pudéssemos voltar para o velho normal. No entanto, após 10 meses de pandemia, descobrimos que não desejamos mais viver como antes. Revimos valores, prioridades. Queremos criar um novo normal mais coerente com quem nos tornamos. Claro que pode ser um processo demorado e dolorido, mas uma vez que as pessoas conseguem processar e assimilar aquilo que aconteceu, elas tendem a evoluir a partir disso”.

“Pesquisas que acompanharam pessoas que passaram por eventos traumáticos, como por exemplo a Segunda Guerra e a epidemia de SARS em Pequim em 2003, mostram que é possível e inclusive muito mais comum que as pessoas voltem a um funcionamento emocional normal ou cresçam a partir de uma experiência difícil em vez de ficarem piores por causa delas. A resiliência é a capacidade que temos para adaptarmos aos desafios, saindo deles da mesma forma que entramos. Mas nós não saímos de uma pandemia inalterados. Nós evoluímos a partir do que nos acontece porque a natureza humana não é resiliente, ela é antifrágil. Seres antifrágeis não permanecem iguais após uma adversidade”, continua a Dra.

“Esse conceito, proposto pelo professor Nassim Kaleb, diz que seres antifrágeis precisam de desafios para evoluírem. Nossos músculos têm potencial para serem fortes, mas só serão fortes se forem estimulados. O nosso sistema imune tem potencial para nos defender de doenças, mas ele precisa primeiro ser exposto ao agente infeccioso para então aprender a se defender. A nossa capacidade de enfrentar dificuldades obedece à mesma lógica. Temos potencial para enfrentar as mais variadas adversidades, mas se não formos expostos aos desafios, essa potencialidade não se transforma em capacidade. As pesquisas mostram que o enfrentamento de dificuldades passadas contribui para a construção de confiança na nossa capacidade para enfrentar futuros desafios. Após superarem dificuldades, é comum que as pessoas descubram uma força interna e qualidades que não sabiam ter”, completa.

Entretanto, normalizar o atual sentimento de dor não é fácil, já que a esperança, em meio a perda, se torna escassa. A dra. Drulla pontua que algumas atitudes cotidianas podem contribuir com o cultivo de esperança, como listar as dificuldades que já foram vividas anteriormente, aprender coisas novas ou incorporar um hábito que parece desafiador, tomar atitudes que, mesmo pequenas, façam a diferença na vida de alguém, dedicar tempo ao que lhe faz bem, e principalmente, estar ao redor de pessoas que lhe amem, mesmo virtualmente.

“Quando interpretamos os desafios como grandes demais e nos julgamos incapazes de enfrentá-los, sentimos desesperança. Quando não podemos mudar as situações externas, podemos focar em construir recursos internos para lidar com aquilo que não podemos mudar”, finaliza.

Celebs

7 títulos com personagens trans para assistir na Netflix

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7 títulos com personagens trans para assistir na Netflix
Divulgação/Netflix | Arte: Laura Ferrazzano

O dia 31 de março é a data que marca o Dia Internacional da Visibilidade Trans, uma data global que carrega consigo muita luta e reflexão. E por isso, principalmente em um país como o Brasil, cuja violência contra essa população aumenta a cada ano, é importante que a gente dê visibilidade para essa causa diariamente.

Pensando nisso, a todateen separou sete produções da Netflix que celebram e dão protagonismo para as vidas transexuais e não-binárias.

Vem ver!

Pose

Divulgação/Netflix

Ambientada na cidade de Nova York dos anos 1980, a série mostra seus personagens – interpretados por um talentoso elenco de atrizes trans – vivendo as diversas cenas sociais da cidade, incluindo a cultura dos bailes e a relação entre as casas Abundance e Evangelista. Com a ativista e escritora Janet Mock trabalhando como roteirista e produtora e Our Lady J atuando nos bastidores como produtora, a série retrata a história de seus personagens queer e trans de modo realista.

Alice Júnior

Divulgação/Netflix

Uma garota trans cheia de personalidade luta para ser aceita em uma escola conservadora e para dar os primeiros passos em sua vida amorosa. O filme ganhou três prêmios no festival Mix Brasil.

O Mundo Sombrio de Sabrina

Divulgação/Netflix

Uma nova versão para a origem e as aventuras adolescentes de Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira, em uma história sinistra que transita pelo terror, ocultismo e, claro, bruxaria. Além de todos os problemas de Sabrina, a série também acompanha a jornada de autodescoberta feita por Theo Putman, melhor amigo de Sabrina. Theo é um garoto trans que luta contra o mal e ainda arruma tempo para arranjar um namorado.

Control Z

Divulgação/Netflix

Durante uma reunião escolar, um hacker expõe informações privadas sobre os estudantes, gerando pânico e humilhando uma aluna trans – interpretada pela modelo e atriz trans Zión Moreno. O hacker continua a revelar informações dos alunos, o que causa diversas brigas entre colegas. Nesse meio tempo, a introvertida Sofía Herrera tenta descobrir quem é o hacker antes de se tornar o próximo alvo.

Laerte-se

Divulgação/Netflix

Este documentário brasileiro conta a história da brilhante cartunista Laerte e nos convida a conhecer seu mundo, refletindo sobre sua longa trajetória de autoaceitação como mulher.

Sense8

Divulgação/Netflix

Das criadoras de Matrix e Babylon 5, as irmãs Wachowski duas mulheres trans, esta série de ação segue oito desconhecidos que passam a compartilhar sentimentos e habilidades enquanto tentam evitar seu extermínio. Uma desses oito desconhecidos é Nomi Marks, blogueira política, ativista hacker e mulher trans lésbica com muito orgulho, que usa seu talento como hacker para ajudar o grupo a fugir de seus inimigos.

Orange is the New Black

Divulgação/Netflix

Condenada por ter transportado dinheiro de drogas para a ex-namorada há dez anos, a, agora, certinha Piper Chapman tem que cumprir um ano e meio de prisão e enfrentar a realidade nada fácil da vida atrás das grades. Uma de suas colegas detentas é Sophia Burset, mulher trans que assumiu o posto de cabeleireira oficial do presídio. A atuação de Laverne Cox na série como Sophia fez com que ela fosse a primeira pessoa trans a ser indicada a um prêmio Emmy.

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Cinema e TV

Netflix, Disney +, HBO Max e mais: o streaming pode acabar com o cinema e a televisão?

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Netflix, Disney +, HBO Max e mais: o streaming pode acabar com o cinema e a televisão?
Rawpixel/Kath Nash/Montagem

Talvez você mal se lembre, mas a forma de consumir filmes, séries e documentários na década passada era através das famosas locadoras. As produções levavam até anos para sair da sala do cinema e chegar a esses locais e à programação da televisão, que tinham um certo poder sobre elas. Com a chegada do digital, esse período de tempo começou a diminuir cada vez mais e novas formas de assistir aos conteúdos se destacaram.

O cinema era o local onde as produções saíam com exclusividade. As TVs ainda tinham o direito das séries e outros conteúdos exclusivos. Porém, há poucos anos o streaming chegou e essa hegemonia das telinhas e das telonas sobre boas produções acabou tendo fim. Streamings como a Netflix surgiram e hoje em dia dominam até mesmo as principais indicações em premiações importantes da TV e do cinema.

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Em 2021, podemos ver produções vindas dos streamings ganharem espaço no Globo de Ouro e na atual edição do Oscar. Foram 42 nomeações a filmes e séries produzidas ou distribuídas pela Netflix que estiveram presentes no primeiro, um recorde que demonstra a proporção desse fenômeno. Além disso, pelo segundo ano consecutivo, a Netflix e a Amazon lideram as indicações da maior premiação do mundo do cinema. Outros serviços de streaming, como Apple TV e Disney+, garantiram suas primeiras indicações ao prêmio.

Netflix, Apple TV+, Amazon Prime, Globoplay e Disney+ são streamings exemplo de presença forte no mercado. Além destes, anúncios de novos como Paramount+ e HBO Max já aconteceram e chegam em breve. Cada vez mais os canais de TV estão migrando para essa nova plataforma e, de acordo com Ricardo Fadel Rihan, CEO da LightHouse Produções Cinematográficas Ltda, Ex-Secretário Nacional do Audiovisual, não há outra alternativa senão essa.

mas por qual motivo eles vieram para ficar?

O especialista conta que a Netflix foi pioneira ao fazer isso acontecer. “Principalmente à visão do Reed Hastings – fundador do Netflix, que mudou o paradigma da produção e distribuição de conteúdo. Criou um modelo global de produção e distribuição, apostou na descentralização da produção e no DTC (direct to consumer)” – que significa a estratégia usada que faz com que os consumidores comprem diretamente das marcas.

Além disso, é inegável que a pandemia do coronavírus teve um papel importante para os streamings darem um grande passo em sua consolidação. “Com o fechamento das salas de cinema e o confinamento dos consumidores em casa, acelerou esse processo que já era muito importante de acontecer”, diz Ricardo.

Os grandes estúdios, cujas estruturas globais de distribuição dos seus conteúdo era uma força dominante, perceberam que tinham ajudado a Netflix a canibalizar seus rentáveis negócios de TV por assinatura e não tiveram alternativa senão passar por profundas reestruturações para poderem competir com Netflix, Amazon e Apple”, continua.

o surgimento dos streamings pode acabar com o cinema e a televisão?

Redes de televisão aberta e por assinatura, com grade de programação linear, vão continuar perdendo relevância. “A distribuição no futuro será toda por streaming. Acredito que as boas salas de cinema continuarão sendo relevantes, principalmente as excelentes salas Imax, mas nunca mais terão a mesma importância que tinham pré pandemia“, diz o especialista.

Ele também acredita que a hegemonia de Hollywood vai diminuir com produções de outras regiões ganhando mais importância. As redes de TV e o cinemas precisarão pensar em novas estratégias para que não acabem muito prejudicados.

Será mais livre, democrático e diversificado.  A Globalização da produção chegou para ficar.  As plataformas de streaming gratuitas baseadas em publicidade vão crescer muito, serão a nova TV Aberta.  Os cinemas vão exibir só os grandes blockbusters e provavelmente com exibição simultânea ou quase simultânea com os streamings premium. A Warner fez essa experiência com Kong vs Godzilla e foi um grande sucesso tanto nos cinemas quanto na HBO MAX“.


Vale lembrar que a aposta já ocorre, também, no Disney+. Você não precisará sair de casa para assistir Cruella e Viúva Negra. Ambos os filmes terão estreias simultâneas nos cinemas e streaming, de acordo com o estúdio. A tendência é que isso aconteça cada vez mais.

No entanto, Ricardo acredita mais na reinvenção do que no fim do cinema e da televisão por completo, além de novas opções no mercado, que podem beneficiar tanto os produtores de conteúdo quanto os consumidores. Aumento da concorrência, da diversidade regional e a melhoria da qualidade da prestação de serviços são alguns pontos positivos que surgirão de tudo isso.

O rádio existe até hoje. O que já acabou é a hegemonia da distribuição de conteúdo, especialmente no Brasil, que foi por décadas dominado por grandes emissoras.”

como escolher a melhor opção para ver filmes e séries entre tantas opções no mercado?

Esse é um ótimo problema, nunca tivemos tanta oferta de conteúdo de qualidade. O boca a boca ainda é a melhor forma de escolha, mas a tecnologia de inteligência artificial já nos conhece melhor do que nós mesmos nos conhecemos, tem um lado bom, mas pode ser perigoso e os formuladores de políticas públicas precisam estar atentos e os consumidores preparados para impor os seus limites“, finaliza Ricardo.

 

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Comportamento

Dia do beijo: 5 leitores contam suas histórias de amor (sem furos de quarentena) na pandemia

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Dia do beijo: 5 leitores contam suas histórias de amor na pandemia
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Nesta terça-feira (13) celebramos o amor pelo Dia do Beijo, mas, muita gente está em casa, respeitando ao máximo o isolamento social, afinal, a pandemia não acabou, a taxa de imunização segue baixa, e mesmo vacinadas, as pessoas não deixam de transmitir o coronavírus. Como se esses fatores já não fossem suficientes para manter a quarentena, os números de infecções e mortes seguem elevados, ao passo que notícias sobre variantes nos preocupam todos os dias. Sendo assim, quem não tem uma parceria fixa, em que ambos estão em isolamento social, precisa deixar o momento de dar uns beijinhos para depois da pandemia. O bem estar comum é mais importante que sua vontade de sair por aí!

Entretanto, ainda dá para celebrar o amor, e por mais que a gente ame uma maratona de comédias românticas, em tempos de Covid-19, talvez seja melhor se inspirar em histórias reais, que aconteceram sem furos de quarentena, intermediadas pela tecnologia. A todateen conversou com leitoras e leitores que viveram histórias de amor, com final feliz ou não, durante os últimos meses, respeitando as medidas de segurança impostas pela pandemia.

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Nota todateen: além de respeitar o isolamento social é preciso tomar cuidado em aplicativos de relacionamento. Só é permitido usar apps de namoro quando se é maior de idade, e mesmo assim, é preciso tomar cuidado para não cair em ciladas de perfis falsos. Encontrar pessoalmente uma pessoa que conheceu nas redes sociais é perigoso mesmo antes da pandemia, então tome cuidado antes de dar esse passo.

live da Marília Mendonça

Nosso match aconteceu em oito de abril, e por mais que tivesse recebido resposta, o Tinder não me notificou, imaginei que minha mensagem havia sido ignorada. Mais tarde, finalmente, o aplicativo mostrou que meu match não só tinha respondido como também mandou outra mensagem perguntando se eu estava assistindo a live da Marília Mendonça. Migramos a conversa para o WhatsApp naquela noite e conversamos no dia seguinte também. E no outro, e no outro… Após dez dias conversando, assistimos um filme pelo Netflix Party. Dezenove dias depois, trocamos playlists no Spotify.

Foram 5 meses e 5 dias até o dia 13 de setembro, quando finalmente nos encontramos pessoalmente – em casa, para não quebrar o isolamento que estávamos fazendo. Eu fiz o pedido de namoro e desde então tem sido leve e incrível. A gente se faz presente apesar da distância física – que aumentou, agora com a piora da pandemia. Fazemos muitos dates online, assistimos filmes e séries (temos uma lista desde maio, que atualizamos todo mês).

sorvete de tangerina

A gente se conheceu em junho do ano passado, pelo Tinder. Conversamos bastante e me empolguei. Meu último relacionamento havia acabado antes da pandemia e não havia sido bom. Pensei “nesse vou me jogar de cabeça”. Quando nos vimos pela primeira vez, foi de máscara, e em três semanas já estávamos namorando.

Como parceiros fixos, começamos a frequentar a casa um do outro para não furar a quarentena, mas depois de um tempo, notei que meu sentimento era uma paixão inicial, porque comecei a ter um contato mais intenso e perceber que não estava me relacionando com a pessoa que imaginava. Nossas opiniões políticas eram muito diferentes, não gostava de alguns comentários que escutava, e depois de um tempo, tudo me irritava. Lembro de ter ficado com raiva por conta da escolha de um sorvete de tangerina.

Como não era justo manter a relação, resolvi ter uma conversa séria, porque não sentíamos mais o mesmo. Entretanto, acabamos decidindo tentar mais uma vez, por mais que eu já sentisse que não iria dar certo. O tempo passou e nada mudou, cogitei terminar tudo, mas, bem nesse período, haveria uma prova, e por mais que eu não fosse fazer também, percebi que me colocando no lugar da outra pessoa, seria muito ruim perder a concentração de algo tão importante devido a um término. 

Dois dias depois da divulgação da aprovação no exame, marquei uma conversa. Foi bem triste, houve muito choro, mas senti que foi a coisa certa a ser feita, não tínhamos futuro. Depois de um tempo, voltei a receber mensagens nas redes sociais, tudo porque minhas curtidas em fotos criaram uma esperança de que poderíamos voltar. Tive que dizer que não.

Acho que um relacionamento é construído por duas partes, sinto muito por ter sido essa pessoa, por não ter sido recíproco, mas espero que nós dois encontremos alguém que nos ame como merecemos.

sugestão do Facebook

Por mais que a gente não se conhecesse antes da pandemia, o Facebook sugeriu o perfil como amizade, talvez porque tínhamos muitos amigos em comum. Acabei mandando a solicitação e consolidamos a amizade na rede. Quando vi uma foto nova na timeline, corri para reagir e logo em seguida recebi uma mensagem no privado. Descobri que antes da pandemia nós havíamos ido para as mesmas festas diversas vezes, temos até uma foto juntos!

Foram dois meses conversando pelas redes sociais até nos encontrarmos pessoalmente. Para não precisar sair de casa, fazemos lanches, assistimos séries, filmes (o que eu acho que só nos aproximou mais e fez com que nos apaixonássemos muito rápido). Não passaram nem 30 dias e já começamos a namorar, e agora, já são dez meses.

flerte no Instagram

Recebia sinais de que havia um interesse de flerte desde 2019, pelo Instagram, onde nos conhecemos, mas no período não queria me relacionar. Como continuei recebendo mensagens, resolvi retribuir, mas só fiz isso no início da pandemia. Ficamos meses conversando pelo WhatsApp, por conta da quarentena. Eu me apaixonei sem um encontro físico.

Em junho nos encontramos em casa pela primeira vez, e depois seguimos em contato constante, por mais que os encontros fossem mais virtuais, porque não queríamos furar o isolamento social um do outro. Entre a faculdade, estágio e os obstáculos da pandemia, acabou sendo uma época péssima para começar um relacionamento.

Senti que também não havia da outra parte um preparo para um namoro naquele momento. Resolvi colocar um fim e seguir em frente, mas, agradeço por todo o apoio naqueles dias difíceis e sem esperanças, pelas risadas, pelos momentos, não me arrependo de nada.

namoro em isolamento

Estávamos nos conhecendo desde outubro de 2019, e então, a pandemia chegou. Ficamos um bom tempo sem nos vermos pessoalmente, só fazíamos chamadas de vídeo. Até que fiz um convite: uma viagem, junto com a minha família, saímos da metrópole e ficamos em uma casa nossa, isolada. Depois de semanas unidos em quarentena, resolvi fazer o pedido de namoro, com uma folhinha seca na mão.

Acho que o mais “estranho” de começar a namorar na pandemia é o fato de eu estar vivendo tantos momentos positivos no pior momento possível. Todo o nosso namoro foi em casa e passamos por coisas muito ruins durante esse tempo, tive que superar uma perda.

Agora nós dois estamos trabalhando em cidades diferentes em áreas relacionadas à saúde, o que torna nossos encontros bem mais especiais pelo fato de termos pouco tempo juntos!

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