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Comportamento

Sair sozinha pode ser muito legal – e a gente te mostra por quê!

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Você já saiu para comer sozinha? E ver um filme no cinema, já tentou ir sem ninguém? Aquele show daquela banda que você gosta tanto, mas ninguém mais conhece, você iria all by yourselfA verdade é que não somos muito ensinadas a viver sozinhas, né? Mas, estamos aqui pra acabar com isso! Vamos mostrar que dá pra sair sem mais ninguém e mesmo assim curtir bastante. 

Conversamos com Juli Batah, 28 anos, criadora da conta @_mapadasminas no Instagram. Por lá, ela mostra lugares em São Paulo que são tranquilos de ir sozinha sem passar muito perrengue. Também conversamos com Juli e ela trouxe algumas diquinhas, além de revelar o motivo por trás dessa iniciativa ~maravilhosa~. 

https://www.instagram.com/p/B5WDR9cntkw/

“Chegou uma fase da minha vida que as poucas amigas que tinha começaram a namorar/casar e se mudar. Então eu me peguei sem companhia pra sair e decidi criar o Instagram para ter um pretexto pra conhecer lugares novos na minha própria companhia. A ideia inicial era só dar dicas de passeios paras meninas que me seguem, mas elas gostaram tanto do fato de eu me sentir à vontade saindo sozinha e o retorno delas foi tão bacana que decidi começar a focar mais nesse assunto!”.

Juli, então, acabou incentivando muitas meninas a saírem da zona de conforto e embarcarem em um date com elas mesmas. Aí aproveitamos para perguntar como começar, de fato, a sair sozinha – ela foi bem sincera.

Acho que aquele friozinho na barriga sempre vai existir, principalmente no começo, demora pra gente criar confiança. Ter um motivo (um show que você queira muito ir, uma comida que você queira muito provar), levar um livro ou uma revista pra ler se bater a vergonha de estar sozinha ou escolher um lugar que você se sente muito à vontade podem ser ótimos primeiros passos para se jogar na independência. A sensação que vem depois é muito gostosa, de liberdade, autonomia e confiança em você mesma!

Juli também promove alguns encontrinhos entre suas seguidoras, justamente para conhecer mais gente e incentivar o hábito de sair sozinha. Legal, né? 

“Tem de tudo. Tanto meninas que já estão acostumadas a sair sozinhas quanto aquelas que estão se arriscando pela primeira vez! É muito legal ver elas se entrosando e trocando ideias sobre estarem alí juntas naquele momento, vindas de lugares e contextos diferentes”.

Então, já deu pra perceber que uma meta pra 2020 é se curtir muito né? Aproveite as férias e arrase!

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Comportamento

Conheça o “Literalle”: programa inédito de entrevistas literárias

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Conheça o "Literalle": programa inédito de entrevistas literárias
Rawpixel/Divulgação | Arte: Laura Ferrazzano

Como boa apreciadora de literatura, a todateen não podia deixar de anunciar a novidade da estudante de Jornalismo, Roberta Gurriti. Apaixonada pela comunicação desde sempre, a influenciadora lança, nesta segunda-feira (8), em seu canal do YouTube, o primeiro episódio do Literalle – programa de entrevistas literárias.

+ Cantinho Literário Todateen: 5 indicações de livros para o mês de março

Apresentado por Roberta, programa tem como objetivo inovar e servir como fonte de entretenimento no meio literário. Entrevistando autores nacionais e internacionais, junto dos influenciadores de livros, o Literalle contará com quadros divertidos por meio de brincadeiras e quadros criativos.

“O Literalle aconteceu muito de repente, era madrugada, eu não estava conseguindo dormir e então, minha mente, como sempre, me fez pensar: ‘Se eu amo entrevistar, amo esse universo, e meu nicho é o literário, por que não juntar minhas duas paixões em uma e criar algo diferente e legal?”, contou a idealizadora.

Os episódios têm duração máxima de 25 minutos e tem, por vídeo, um ou dois convidados. O piloto estreia neste Dia da Mulher, às 15 horas e a primeira entrevistada do programa é a autora nacional Lola Salgado​, autora de ​Quanta Coisa Pode Estar Logo Ali​, publicado pela editora Harper Collins, entre outros títulos. O Literalle contará com episódios semanais e a primeira temporada é especialmente voltada aos autores nacionais.

+ Exclusiva: Lola Salgado fala sobre seu novo livro

YouTube: The Gurriti

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Comportamento

Sororidade: o que é este conceito e porque precisamos falar sobre ele

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Sororidade: o que é este conceito e porque precisamos falar sobre ele
Arte: Laura Ferrazzano

Hoje, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Embora seja uma momento de felicitações, é importante lembrar que se trata de uma data de luta e de reflexão. Dentro desse contexto, é comum que diversos termos feministas sejam citados nas redes sociais, viralizando por meio de postagens e outros conteúdos.

Mesmo que essa popularização de conceitos seja, sim, positiva para alcançar mais pessoas, o que acontece é que essas expressões acabam sendo esvaziadas. Encontrando os usuários de maneira superficial e, em alguns casos, esvaziada.

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E, dentre as diversas terminologias que vemos circulando por aí, é exatamente o que acontece com o termo Sororidade. Para entender com mais detalhes sobre esta definição, a todateen conversou com Juily Manghirmalani, Cineasta e Pesquisadora, focando seus estudos em torno de gênero, cinema e raça, com foco nos cinemas indianos.

“Como me entendo mulher cis, parte da comunidade LGBT e também com família Manauara e Indiana, acho que ter diferentes inserções de realidade me fizeram mais crítica às verdades que me eram apresentadas.”, afirmou ela, que sempre foi uma pessoa mais sensível aos problemas sociais. “O feminismo como teoria veio meio tarde, comecei a ter contato real somente na faculdade, quando já tinha cerca de 20 anos.”, relembrou.

A cineasta também comentou que sua trajetória no ensino superior abriu um espaço para aprofundamentos em áreas mais pessoais. “Em vivências, o feminismo está comigo desde muito pequena. Sempre questionei as diferenças entre coisas que podia ou não fazer em comparação aos meninos, sempre fui meio moleque e ficava brava em como tudo me era limitado. Isso também por ter duas famílias muito matriarcais, das quais as mulheres sempre tiveram papéis muito ativos nas decisões, então a ancestralidade também me influenciou muito.”, contou.

No que diz respeito à Sororidade, Juily define: “No dicionário, ela é colocada como uma relação entre irmãs. Nas lutas feministas, essa palavra foi adequada para a união e filiação de mulheres que compartilhavam de ideais parecidos, principalmente no campo político de emancipação e busca por direitos.”.

A sororidade, enquanto aliança política, econômica e cultural entre mulheres, possui um caráter extremamente revolucionário no que diz respeito aos avanços de pautas feministas na sociedade. Porém, por sua constante presença na internet, é um termo que passou por um certo “esvaziamento”.

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“Essa é uma palavra que se tornou fácil na boca das pessoas e vazia de significado efetivo. Como vivemos em uma sociedade tão assimétrica em direitos, como as diferenças estruturais de classe e raça, metrópoles e o campo, periferia, acesso à informação e tudo mais, não tem como pensarmos que esse termo colocará todas as mulheres em um mesmo local de apoio e acolhimento, pois existem outras camadas de influências que movem esses corpos que são não somente o gênero.”, afirma a especialista.

Que continua:

“Em minha opinião, não acho que há necessidade de ressignificar a palavra em si, mas sim trazer à luz a importância da diversidade das construções sociais e das possíveis criações que dali saem. Acredito que nem toda mulher pode abraçar completamente a luta de outra mulher, sem antes colocar classe, sexualidade e raça no caminho, não pelo menos nesse momento que vivemos. Somos todas muito diferentes e precisamos saber até onde nosso braço alcança. A aliança entre as diferenças é de absurda importância, mas precisamos tomar cuidado em não sobrepor ou criar ainda mais atrito entre nós mulheres do que a sociedade patriarcal almeja.”, argumenta.

Na opinião de Juily, a união de um grupo social faz com que ele tenha mais força. “Estarmos unidas conscientemente mesmo em nossas diferenças faz com que cheguemos mais longe. Tanto em eleições, locais de poder, manifestações, acolhimento em situações de violência, empoderamento e tudo mais.”

Uma das estratégias de dominação mais bem sucedidas implementadas em nós, mulheres, é a rivalidade. Para driblar isso, a pesquisadora diz que um desses passos é “mudando a educação dessas mulheres e homens educadores (pais e mães, professores, líderes religiosos etc) que contribuem para essa rivalidade desde o início da vida.”.

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“Se a educação de base nos ensinar que a rivalidade faz parte de uma competitividade que nos diminui e limita, vamos conseguir entender que a vitória da amiga é tão importante quanto a nossa. A coletividade é o que estrutura um movimento e uma libertação, se nos colocarmos contra a outra, estamos também dificultando nosso acesso e crescimento. Entender que não adianta caminhar só e que todas temos papéis sociais na construção de uma vida melhor para as mulheres e outras “minorias”.”

Finalizando, Juily pontua que a discussão de gênero existe há séculos.

“Muitas mulheres criaram pensamentos e reflexões sobre suas realidades e contextos históricos.
Precisamos nos manter atentas ao que já foi conquistado, lutar para que se mantenha e lutar por melhorias.
Precisamos ter memória, ancestralidade e reescrever a história apagada das mulheres.
Entender que somos diferentes em culturas, crenças e necessidades, não somente abraçar um mundo utópico de realização geral quando somos a criação desse desnivelamento todo.
Vamos seguir juntas? Apoiar as nossas e as outras, buscar entender, abrir o coração e a cabeça pro que está por trás do que nos diferencia?”

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Cinema e TV

Protagonismo feminino: 5 seriados da Netflix para maratonar no Dia Internacional da Mulher

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Protagonismo feminino: 5 seriados da Netflix para maratonar no Dia Internacional da Mulher
Rawpixel/Divulgação | Arte: Laura Ferrazzano

Hoje, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Data em que recebemos flores e ouvimos palavras de afeto daqueles que amamos. No entanto, somos mulheres todos os dias, e, por isso, é absolutamente necessário que conquistemos, cada vez mais, protagonismo em todos os âmbitos sociais e culturais.

A importância de vermos mulheres como heroínas de suas próprias histórias, de maneira plural, servindo de exemplo umas com as outras gera uma sensação de reconhecimento e empatia que é revolucionária.

Pensando justamente em personagens que nos inspiram e que se mostram fortes e conscientes, a todateen separou cinco séries da Netflix para você maratonar.

Confira!

jessica jones

Jessica Jones é uma mulher que sabe dos seus defeitos e sempre encontra uma forma de superá-los. Mesmo lidando com inúmeras adversidades, a detetive não desiste dos seus planos.

Sinopse: Após o fim trágico de sua breve carreira de super-herói, Jessica Jones tenta reconstruir sua vida como uma detetive particular, lidando com casos envolvendo pessoas com habilidades notáveis em Nova York.

o gambito da rainha

A atriz Anya Taylor-Joy vive de maneira inspiradora a vida da enxadrista Beth Harmon. Nessa série de amadurecimento (coming-of-age), vemos uma mulher brilhante superando traumas e medos para alcançar o sucesso.

Sinopse: Em um orfanato no estado de Kentucky (EUA), nos anos 1950, uma garota descobre um talento impressionante para o xadrez enquanto luta contra o vício e os problemas que acompanham sua genialidade.

dear white people

Baseado no filme homônimo de Justin Simien, a série Cara Gente Branca acompanha a inabalável Samantha White, vivida por Logan Browning, em sua universidade predominantemente branca. Política e revolucionária, a cada episódio Sam encontra maneiras de mostrar sua voz.

Sinopse: Uma guerra cultural entre negros e brancos vem à tona em uma universidade predominantemente branca quando uma revista de humor organiza uma polêmica festa de Halloween.

las chicas del cable

Las Chicas del Cable é uma série que nos mostra que sororidade é algo essencial. Juntas, essas quatro amigas descobrem como defenderem seu valor em um mundo de homens.

Sinopse: Em 1929, quatro mulheres vêm de diferentes partes da Espanha para trabalhar como telefonistas em uma empresa em Madri que vai revolucionar o mundo das telecomunicações. No único lugar que representa progresso e modernidade para as mulheres da época, elas aprendem a lidar com inveja e traição, enquanto embarcam em uma jornada em busca do sucesso.

one day at a time

Mesmo tendo sido oficialmente cancelado, esse reboot dá um show de representatividade. Com protagonistas latinas, o sitcom dá espaço para discussões extremamente importantes.

Sinopse: Na nova versão do clássico da TV sobre uma família de imigrantes cubanos, a mãe recém-divorciada e a avó careta criam uma adolescente e um pré-adolescente.

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