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Skin Positivity: Júlia Vecchi e Preta Araújo te inspiram a mudar sua relação com a acne e o skincare

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Júlia Maria Vecchi é influenciadora digital e empreendedora, dona do perfil @junovecchi. No conteúdo dela, não existe a obrigação de se usar uma maquiagem com alta cobertura, mesmo que esteja com manchas ou espinhas.

“Eu sempre gostei de skincare e quando comecei criar conteúdo no Instagram, mostrava a minha rotina. Minha pele começou a mudar, era visível que estava bastante irritada e com espinhas, então comecei a receber muitas mensagem de insultos, ‘dicas’ do que deveria fazer ou até indicações de medicamentos fortes dos ‘fiscais de pele’. Comecei a me incomodar, pois minha acne não era um relaxo, minha acne não era um descuido, nem má alimentação. Era apenas uma condição daquele momento. Desde então, comecei a expor mais meus sentimentos sobre a pele”, conta a empresária.

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Uma publicação compartilhada por Júlia Maria Vecchi💫 (@junovecchi) em

Quem segue a creator de estilo de vida com conteúdo divertido Preta Araújo (@pretaraujo), sabe que ela também trata em seu canal sobre as questões relacionadas à pele e a desconstrução dos padrões.

“Comecei muito despretensiosamente mostrando a minha pele, porque algumas pessoas chegavam para mim na DM dizendo: ‘Nossa, você mostra a sua pele real, coloca nome nas espinhas quando elas surgem, acho isso divertido, aproxima, não me sinto feia com minhas espinhas quando vejo que você lida com isso de uma maneira legal’. A partir desse momento, percebi que existia um diálogo que a gente precisa ter sobre pele. Não foram uma ou duas mensagens que eu recebi, então vi que era uma coisa que as pessoas realmente queriam ter na conversa”, relata a influenciadora digital.

mas afinal, o que é acne?

Segundo o Dr. Franklin Verissimo, dermatologista de Fortaleza, a acne surge por conta de um processo inflamatório das glândulas sebáceas.

“As lesões aparecem com mais frequência na face, mas também podem ocorrer nas costas, ombros e peito. Nesse período de pandemia os pacientes têm reclamado de aumento de acne. Com a frequência do uso de máscaras pode ocorrer um quadro inflamatório da pele com aumento da secreção sebácea, deixando a pele mais oleosa – o que pode causar ou até mesmo piorar a acne”.

A acne é um quadro multifatorial, ou seja, vários fatores podem ou não estar associados ao seu surgimento. A dermatologista Dra. Fabiana Seidl frisa ainda que principalmente durante este momento de quarentena, várias questões influenciam a pele acneica.

+ Dermatologista tira todas as suas dúvidas sobre skincare

“Estresse, consumo excessivo de alimentos com alto índice glicêmico, uso de produtos incorretos ou mesmo lavar excessivamente o rosto. Esses fatores levam a uma desregulação na produção de sebo pelas glândulas sebáceas, fazendo com que elas aumentem sua produção, com isso há a piora da oleosidade e consequentemente da acne”.

Segundo a dermatologista, o lado emocional é outro fator.

“Quando estamos estressados ou ansiosos liberamos uma quantidade maior de cortisol. Essa substância estimula a produção de hormônios androgênicos que são responsáveis por aumentar a produção de sebo pelas glândulas sebáceas e consequente surgimento ou piora da acne”.

A Dra. Seidl alerta também para o manejo do álcool em gel.

“Em hipótese nenhuma, deve ser aplicado no rosto. O álcool resseca muito e pode causar irritações e dermatites piorando o quadro de acne”. Neste contexto de pandemia, também vale pensar na relação da pele com a máscara. “O uso de maquiagem por baixo da máscara é altamente contra indicado, pois a maquiagem em contato com o tecido ou material do equipamento de proteção gera umidade e sujeira, o que leva a diminuição do tempo de duração da proteção da máscara, ou até a sua ineficácia”, complementa o Dr. Verissimo.

mitos sobre a acne

Dra. Lais Leonor, dermatologista da clínica Dr André Braz no Rio de Janeiro, separou as principais dúvidas que chegam em seu consultório sobre a acne.

Confira:

1) protetor solar aumenta as chances de desenvolver acne

Mito! Antigamente sim, já que as fórmulas dos produtos eram mais pesadas e comedogênicas, causando a obstrução dos poros. Mas hoje em dia existem texturas ultraleves, específicas para peles oleosas ou acneicas e inclusive com ativos seborreguladores na fórmula, que não só não causam acne como ajudam a evitá-la.

2) usar hidratante na face aumenta a acne

Mito! A pele acneica precisa ser hidratada porém com o hidratante específico para esse tipo de pele. O efeito rebote é o aumento da produção de sebo quando removemos toda oleosidade da pele. É um mecanismos de defesa em que o organismo produz mais sebo para repor essa gordura perdida. Pele desidratada aumenta a acne.

3) os tratamentos para acne são iguais

Mito! Os cuidados com as espinhas dependem totalmente da causa. Por isso muitas pessoas tomam todos os cuidados básicos e usam secativos sem sucesso. Isso porque se a causa for interna, hormonal por exemplo, de nada adianta tratar só por fora.

4) chocolate causa acne

Depende! Já está comprovado que o que causa o surgimento das marquinhas vermelhas no rosto é o excesso de açúcar (presente em muitos doces achocolatados, principalmente na versão ao leite) e refeições com alto índice glicêmico (alto em açúcares e carboidratos refinados, como pães, massas e bolos).

como cuidar (de verdade) da nossa pele?

“Sua rotina de cuidados com a pele deve ocorrer duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. Basicamente é importante limpar a pele com sabonete específico ao seu tipo de pele, tonificá-la para refrescar e estabelecer um ph natural. Logo em seguida , aproveitar a pele limpa para receber ativos como vitamina C, hidratantes e a proteção solar. A noite, o demaquilante é indicado seguido de produtos para regeneração noturna”, detalha a Dra. Leonor. Para saber exatamente qual é o seu tipo de pele, quais cuidados precisa tomar e o tipo de produto mais indicado, consulte uma dermatologista.

Skincare: cuidado com as dicas que você vê no Instagram

A Dra. Seidl também destaca que uma dieta balanceada, rica em legumes, verduras e frutas, com carboidratos de baixo índice glicêmico são ideais para quem está nesta rotina de cuidado com a pele. “Além disso, podemos aumentar a ingestão de ômega 3, pois ele ajuda a diminuir a inflamação. Algumas dicas de alimentos são: arroz integral, quinua, aveia, salmão, sardinha e castanha do Pará”.

outra camada do cuidado: o amor e aceitação

“A minha relação com a minha pele hoje é uma das melhores possíveis, porque eu consegui entender o tipo de pele que eu tenho, o que preciso fazer e como respeitar se ela está com um aspecto liso, com espinhas, cravos ou manchas”, relata Preta Araújo. “Quando comecei a ter uma pele mais acneica, tive um abalo na minha autoestima porque nos vendem que uma pele perfeita é uma pele lisa, sem nenhum tipo de mancha ou acne”, completa a creator.

“A indústria da beleza quer vender uma ‘pele real’ mas sem de fato representar ali uma pele real. Colocam sempre uma modelo com o rosto bem marcado, fino, sem poros. Então acaba sendo um discurso vazio. Não vejo meninas com o rosto gordo em publicidades de cremes tecnológicos, pessoas pretas retintas, mulheres com acne, vitiligo ou melasma, ou mais orientais sem ser em produtos de origem oriental. Acaba sendo um rolê em que é vendida a cútis perfeita, um padrão estético, ‘alinhado e simétrico'”, expõem Júlia Vecchi.

“Eu vejo a skincare como uma forma de relaxamento e encontro comigo sabe, não faço esse momento ser algo para mudar algo em mim, e sim me deixar bem com a imagem que vejo no espelho sem maquiagem”, completa a influenciadora.

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Araújo reforça a importância de compreender a pele como o maior órgão do corpo humano, que não é tão simples e requer um cuidado específico, mas que não necessariamente necessita de grandes investimentos em uma quantidade ampla de produtos.

“Acho importante pesquisar com dermatologistas para entender do que você realmente precisa. Lógico que nem todo mundo tem acesso à dermatologia, mas a gente consegue pesquisar profissionais que falem sobre pele e obter informações, dicas, que te ajudem a entender melhor a sua”.

skin positivity

Nascido fora do Brasil, o movimento que prega o fim das opressões do mercado da beleza começou a ser difundido no país, estimulando uma relação mais saudável com o que antes eram chamadas de “imperfeições da pele”.

“Para mim é um movimento que acolhe as nossas diferenças. No caso, nenhuma pele é igual… nenhuma pele é perfeita, e isso está tudo bem. Entender a sua relação com ela, se sentir bonita com maquiagem, mas quando você tirar entender cada pedacinho da sua pele”, diz Vecchi. “É um movimento que te da forças para bater de frente com a fala do outro, pensar apenas no que te faz bem e confortável, entender que cada corpo tem seus traços únicos, cada marquinha conta um pouquinho de você… então nós temos que olhar com carinho pro nosso templo”.

Como a pressão dos padrões estéticos acaba sendo mais fortes para as mulheres, o skin positivity tem se tornado um ato corajoso relacionado à emancipação feminina.

“É um ato feminista, romper com o que esperam da aparência da mulher e fazer o que ela realmente deseja. Acho que vai nessa linha, mas é sempre importante entender que o feminismo tem várias camadas, então essa vibe referente ao skincare também tem suas camadas quando a gente racializa”, pontua Araújo.

como transformar essa relação com a pele?

Ambas as influenciadoras apontam para a necessidade de rever quem você anda seguindo e dar um follow em corpos reais.

“Seguir pessoas que se pareçam com você te tiram esse sentimento de frustração, ou pelo menos te faz entender que você não é a única com a pele que você acha que é feia, porque não está dentro do padrão imposto. Eu acho que é muito legal filtro (eu tenho 500 filtros salvos no meu destaque) mas é uma coisa para nos divertir, não é para você ficar preso, e com a maquiagem é igual!”, diz Araújo.

Para finalizar, Vecchi indica que todo mundo siga a @pretaraujo – que por coincidência falou com a gente nesta matéria – bem como a fundadora do movimento Pele Livre e colunista da @bonitadepele, Kéren Paiva (@kerenpaiva).

“Também amo a Sofia Grahn (@isotretinoinwiths) que é uma mulher gringa, foi uma das primeiras influenciadoras com pele acneica que eu conheci. Gosto muito de acompanhar o Instagram da minha dermatologista, a Monalisa Nunes (@monanunesoficial)”.

Araújo também indicou o perfil da Dra. Nunes e deixou os @’s de outras pessoas que estão fazendo a diferença neste setor.

Damata Makeup (@damatamakeup) é uma mulher preta que fala de maquiagem e skincare no perfil dela, indico porque a admiro muito, principalmente porque ela trata a beleza negra com cuidado e atenção. A Nátaly Neri (@natalyneri) é minha amiga pessoal e cria conteúdo relacionado à aromaterapia e outros cuidados com o corpo. Tássio Santos (@herdeiradabeleza) fala de beleza e skincare, ele é um homem negro e baiano que representa muito a gente e traz essa conversa de uma maneira mais leve. Vale também assistir o documentário da Netflix ‘Skin‘, que trata de questões da pele negra e porque algumas pessoas querem clarear a pele. Acho que é um documentário bem interessante para as pessoas assistirem e entenderem questões que vão para além de acnes e manchas, mas também tons de pele”.

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas

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Problemas de saúde e autoestima: o que não te contam sobre cirurgias plásticas
Abby Ouellette

Você provavelmente deve acompanhar alguma influenciadora que já realizou uma cirurgia plástica. Giovanna Chaves, Virgínia Fonseca e Viihtube são alguns nomes recentes. Para as milhões de pessoas que as seguem, muitas vezes pode parecer que essas personalidades passam uma imagem de que o procedimento pode resolver todos os seus problemas. Mas será que essa influência é sempre de maneira positiva? Que os procedimentos são sempre mil maravilhas e totalmente seguros?

Conversamos com uma psicóloga para tentar entender se a busca pelo procedimento é só uma vontade pessoal ou tem uma influência externa, um médico para explicar os riscos, que muitas vezes não ficam explícitos na internet, e com a fundadora da página “Explante de silicone” que passou por um procedimento que a trouxe inúmeras consequências, a fim de mostrar algumas coisas que não te contam sobre cirurgias plásticas.

+ PRÊMIO TODATEEN 2020: Veja a lista completa dos indicados e indicadas!

procedimento mais que comum entre brasileiras

De acordo com as informações da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com um número de mais de 1 milhão, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Dentre eles, a prótese de silicone e a lipoaspiração ganham destaque.

Tais números vêm de uma influência imposta há um longo tempo, da época em que os filmes de Hollywood propagavam a imagem da mulher magérrima, com o corpo perfeito. Isso foi se propagando cada vez mais até chegar nos procedimentos populares, como a prótese de silicone e a nova moda das influenciadoras, Lipo LAD, ou lipoaspiração de alta definição, que tem por objetivo retirar a gordura entre os músculos superficiais, principalmente do abdome, dando maior definição a eles.

Harmonização facial: como funciona e quais são os riscos do procedimento estético?

Em nossa sociedade, o interesse das pessoas pela imagem corporal tem sido grande, e o enfoque principal tem sido dado ao peso e à forma corporal. Os padrões atuais para a beleza enfatizam o desejo de magreza, um ideal aceito por muitas mulheres, mas de difícil alcance para a maioria. Um ideal buscado a todo custo e risco por muitas pessoas. Quando se cria um estereótipo social e você encontra alguém que o represente você se sente influenciado por este representante porque ele representa justamente aquilo que você almeja e você vê que de alguma forma isso é possível”, conta Adriana Cancelier, psicóloga especializada em obesidade e emagrecimento.

De acordo com a especialista, essa alta influência presente na nossa sociedade hoje pode trazer vários problemas psicológicos em quem tem contato com padrões corporais, tais como preocupação excessiva com comida, com o corpo, ingestão compulsiva de alimentos e drogas (devido a restrições), desenvolvimento de transtornos alimentares, não aceitação corporal, temor de não ser aceito ou amado, dificuldades de adaptação social, bloqueio social, frustração, dificuldade de lidar com limites, sensação de desamparo, insegurança, intolerância ao diferente, desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão.

nem tudo são flores

Cirurgias plásticas possuem riscos e nem sempre isso é mostrado. Larissa de Almeida (36), fundadora da página @explantedesilicone, foi uma das brasileiras que colocou a prótese de silicone, há oito anos, com o pretexto de que era para sentir-se “mais mulher”. “Eu via na mídia aquelas mulheres com peito grande e me sentia mal. Sempre fui bem magrinha, pequenininha, então ter peitos maiores era uma coisa que eu coloquei na cabeça que tinha que ter para ser mais mulher”.

Porém, Larissa afirma que a elevada e, de acordo com ela, falsa autoestima que sentiu com o silicone foi por um curto período de tempo. Logo começou a ter dores na região da mama, na costela e problemas de respiração. “No começo eu deixei levar, mas depois, começou a ficar preocupante“.

Com três anos de prótese Larissa teve contratura capsular – que ocorre quando a cápsula, formada naturalmente ao redor da prótese, aperta ela em uma tentativa de “expulsar” o corpo estranho. Depois de mais dois anos, teve a segunda. “Foi aí que eu percebi que tinha que tomar uma providência“, diz ela. Começou a pesquisar sobre os sintomas e descobriu mais problemas que tinha, que nem sonhava serem por conta da cirurgia plástica.

Dossiê Lipo LAD: os riscos, resultados e valores do novo procedimento estético preferido das famosas

Olhos secos, problema de visão, perda de memória, problemas nas articulações, dores nas mamas, não conseguir dormir de bruços, ou dar abraços, queda de cabelo e mais outros 20 sintomas por conta da prótese. “Foi um baque não queria aceitar“. Pesquisando mais e mais, Larissa acabou descobrindo inúmeras mulheres que passam pelo mesmo ocorrido e que popularizaram o nome como “Doença do silicone”.

Ela afirmou que faltou muita instrução médica antes de realizar o procedimento e que isso é uma coisa que não te contam quando você pensa em realizar. É cada vez mais importante que páginas como a dela, que mostrem a realidade das cirurgias estéticas, continuem crescendo assim como a influência cada vez maior por parte das famosas do Instagram.

Meu objetivo com a página é alertar as mulheres na hora desses procedimentos e mostrar que existe beleza no natural e que as mulheres que realizaram o explante também podem ser felizes, se aceitando como são“.

Uma influencer que compartilhou o resultado de uma lipo LAD logo que saiu da mesa de cirurgia, foi Virgínia Fonseca. Os seguidores ficaram assustados com a gravidade de hematomas aparentes no corpo da influenciadora, mas aplaudiram o gesto dela “mostrar que nem tudo são flores”.

riscos das cirurgias

A doença do silicone, explicada pelo doutor Ricardo Miranda, está relacionada ao aparecimento de diversos sintomas, muitas vezes não divulgados, que aparecem após a colocação da prótese. Os principais sintomas são fadiga, queda de cabelo, dor de cabeça, ansiedade, depressão e insônia.

Ricardo  explica que as pacientes devem ser informadas de todos os riscos possíveis pelo médico e só assim, seguir com o procedimento escolhido de forma consciente. “É importante saber que todo procedimento assim possui riscos. Dentre os principais e mais comuns são infecções, hematomas, aberturas do ponto e a trombose“, afirma o especialista.

O doutor ainda explica sobre o popular procedimento “Lipo LAD”. As consequências são graves se não for realizado da maneira correta e por um profissional responsável, podendo causar distorções da anatomia corporal e fibrose.

A influenciadora Giovanna Chaves, que realizou o procedimento da Lipo LAD, compartilhou recentemente que teve complicações após a cirurgia. “Estou usando isso (um curativo na lateral da barriga) porque eu estava com muita retenção (de líquido) e eu acabei tendo fibrose”, afirmou em um vídeo publicado nos stories.

A Lipo LAD é um tipo de cirurgia bem novo e por isso é muito incerto saber todas as consequências que ela pode causar. Portanto, pode ser bem arriscado se aventurar nela, só por influências externas que ainda não tem um prazo de tempo longo, e não são garantia que sua saúde não será comprometida.

para o público jovem, o perigo é ainda maior?

É fato que a maior parte da população que habita as redes e segue influenciadores é jovem. A psicóloga Adriana explica que quanto menor a maturidade, maior a chance de se influenciarem e quererem fazer alguma cirurgia estética sem nenhum conhecimento sobre o assunto. “Jovens  procuram participar de grupos uniformes, fazendo parte de uma identificação, onde se identificam uns com os outros. Eles se baseiam mais em estereótipos que são supostamente populares na sociedade em que fazem parte“.

Criamos a nossa identidade através de imagens, pessoas e vivências, que permeiam nosso convívio. Dependendo de como este adolescente se vê ele pode desenvolver uma inadequação da sua imagem corporal que pode acarretar uma insatisfação com o próprio corpo, levando a um “distúrbio” de autoimagem e transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa)“, afirma.

De acordo com o doutor Ricardo Miranda, para pacientes menores de 18 anos não são recomendadas cirurgias desse tipo, por conta do ainda desenvolvimento corporal. É necessário ter a autorização dos pais para tal. Já alguns procedimentos como mamoplastia redutora, em pacientes com dores nas costas, são permitidos e essenciais para a garantia da saúde.

o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”

Adriana explica que não repudia completamente as cirurgias estéticas e que elas podem ser feitas, desde que de forma consciente. “É importante primeiramente trabalhar a autoaceitação e a autoestima, pois, estes são processos que vem de dentro para fora.  Saber que cada indivíduo é diferente e tem suas características particulares. Com consciência e maturidade podemos sim mudar algo que nos incomoda“.

A respeito da responsabilidade de influenciadoras, a especialista explica que o problema está na banalização e não mostrar os vários riscos e consequências que cirurgias plásticas podem trazer. “Acredito que poderiam falar de uma forma mais individualizada, levando em conta que influenciam o mais variado público, ter esta responsabilidade com as pessoas que as seguem. Veja, o problema não é fazer o procedimento, mas, ter maturidade para entender que não será este procedimento que resolverá seu problema de autoestima e autoaceitação”.

como descobrir se a cirurgia plástica é uma vontade própria ou influência de pessoas que a gente segue?

De acordo com Adriana é importante se entender e pensar que você tem pensamentos completamente diferentes da outra pessoa.

A parte mais importante deste processo é o autoconhecimento. Se eu me conheço, compreendo meus pontos fortes e sei onde preciso trabalhar e desenvolver. Saber das minha qualidades e incluir significado e propósito em nossas vidas pode ser tremendamente motivador, empoderador e terapêutico. Quando foco em minhas potencialidades desenvolvo uma relação mais positiva comigo mesmo e com o mundo que me cerca. Procurar um bom profissional que ajude a compreender este processo pode ser extremamente válido“.

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“Plastic Hearts”: nova era de Miley Cyrus mescla moda punk dos anos 80 e emancipação feminina

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"Plastic Hearts": nova era de Miley Cyrus mescla moda punk dos anos 80 e emancipação feminina
Divulgação / Rawpixel

Nesta sexta-feira (27), Miley Cyrus marca presença com seu novo álbum, “Plastic Hearts“. Com letras que são um “basta” em anos de manchetes sobre seus relacionamentos, a eterna Hannah Montana cancelou os planos de lançar os EPs que completariam o lançamento de “She Is Coming”, após um incêndio em sua casa e muito fogo na imprensa sobre sua vida amorosa. “Plastic Hearts” é, de fato, uma nova era para a cantora, que usou o punk rock como estética central para seu novo eu, na moda e na música.

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todateen conversou com Suzana Elias Azar (@suzanices), jornalista com especialização em moda e estilo de vida que representa o Fashion Revolution (@fash_rev_brasil) na cidade de Santos. Em nosso papo, exploramos com profundidade o punk da diva Pop, que possui em “Plastic Hearts” colaborações com Joan Jett, Stevie Nicks e homenagem à Cherry Curry, mulheres que marcaram presença nos anos 1980.

todateen: A maquiagem de Miley Cyrus nessa era de “Plastic Hearts”, especialmente nos clipes de “Midnight Sky” e “Prisoner”, possui referência de que década?

Suzana Elias Azar: A referência é da maquiagem dos anos 80, em uma pegada glam rock. O batom vermelho é um dos ícones das makes glamourosas dos anos 80 e Miley já adotou batom vermelho há tempos, meio como uma marca pessoal. Nas imagens divulgadas de “Midnight Sky” a combinação do batom vermelho com a sombra roxa com brilho é uma grande referência as makes dos anos 80. Essa mescla choca em um primeiro momento, afinal vermelho com roxo não combinam imediatamente, mas a make fica original e bonita, transmite personalidade.

tt: Como essa maquiagem reflete a moda que era tendência nessa década?

S: Os anos 80 trouxeram muitas tendências que depois chegaram a ser vistas como “horrorosas”, mas que de repente ressurgem repaginadas, como mangas bufantes, ombreiras, mistura de cores fortes, saia balone, leggings em tecidos com efeito brilhante, entre outras. Foi uma década de moda espalhafatosa, exagerada e as maquiagens coloridas refletem perfeitamente isso. A ideia geral era não passar despercebido, o lance era marcar presença, chamar a atenção.

No caso do estilo glam rock e punk, tínhamos mais do que uma tendência de moda. Havia uma atitude que unia tudo, incluindo um estilo específico de roupas, acessórios, maquiagem, cabelo que rompiam com os padrões. A make utilizada por Miley Cyrus traz toda essa atmosfera da época, das bandas de rock – sabia que o primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985? – e de punk dos anos 80. Não a toa que uma das estilistas que desenvolveu vestidos para Miley Cyrus para “Plastic Hearts” é Vivienne Westwood, uma das responsáveis pela estética punk e a ascensão da banda Sex Pistols.

tt: “Plastic Hearts” possui um feat com Joan Jett, um remix com Stevie Nicks e homenagem à Cherry Currie no clipe de “Prisoner”. Existe relação entre essas colaborações no álbum e o estilo punk?

S: Sem dúvidas! Joan Jett e Cherry Currie tocavam na “The Runaways”, uma Riot Band (banda formada só por mulheres). Quebraram padrões, lutaram contra o machismo na música e no mundo do rock. Joan Jett conheceu e conviveu com integrantes do Sex Pistols, então também participou dessa estética punk. Stevie Nicks cantava na banda Fleetwood Mac e depois em carreira solo. Já foi citada pela revista Rolling Stones entre os 100 maiores cantores de todos os tempos. São mulheres que não tiveram medo de desbravar o universo do rock, sem medo de encarar de frente o machismo.

tt: O corte mullet também entra nessa onda? Qual outro estilo de cabelo fazia sucesso?

S: O controverso corte mullet era quase unanimidade nos anos 80, principalmente entre músicos. Aqui no Brasil Chitãozinho e Xororó adotaram também, fizeram o maior sucesso! Além do mullet, nos anos 80 os cabelos volumosos eram tendência, franjas em cabelo cacheados, cortes repicados, cabelos com permanente (para dar volume), entre outros.

tt: O batom vermelho, sombras metálicas e predominância do preto na maquiagem, nessa era de Miley e nos anos 1980, dizem algo sobre a evolução do feminismo?

S: O batom vermelho é clássico, empodera as mulheres e simboliza sensualidade. Tanto esse tom nos lábios quanto as sombras metálicas e a predominância do preto transmitem o poder da mulher, que ousa usar uma maquiagem que chama atenção e foge do básico. De certa forma, pode refletir sobre a evolução do feminismo e o “meu corpo, minhas regras”, ao mostrar uma mulher que não tem medo de brilhar.

tt: Acredita que esse estilo punk é uma forma de rompimento com os padrões estéticos esperados em uma mulher?

S: O movimento punk e seu estilo rompem padrões estéticos e comportamentais. Quando o punk surgiu (na segunda metade dos anos 70, na Inglaterra) era um movimento jovem que mostrava o descontentamento com a sociedade no geral. Totalmente underground, com ideias anarquistas, revolucionárias, o lema era: No Future! A Inglaterra sofria com uma crise econômica e falta de empregos para jovens.

O princípio básico do punk é quebrar regras. No início não se preocupavam com a moda em si, pelo contrário, faziam questão de vestir trajes que afrontassem a noção da moda padronizadora e classista. Como não tinham trabalho, vestiam peças customizadas, camisetas “podrinhas”, peças de brechó, etc. Com Vivienne Westwood e Malcolm McLaren (na época formavam um casal) que o punk entra na moda e une de forma perfeita moda e música. Malcolm era o empresário da banda Sex Pistols e sua mulher, Vivienne Westwood, tinha uma loja alternativa em Londres que vendia peças fetichistas, muito couro, borracha, jeans destroyed, correntes, spikes.

As bandas punks começaram a vestir peças de Vivienne Westwood (que continua na ativa como estilista até hoje, sempre rompendo padrões). Ela foi criando a estética punk como moda. Se os looks masculinos podrinhos e agressivos (tachas, corrented e spikes em profusão) chocavam as classes média e alta, imagina os looks femininos, que também traziam peças fetichistas? Era uma afronta para os padrões vigentes.

tt: O retorno dessa era rock e empoderada, especialmente sob influência de Miley Cyrus – uma figura que preza pela liberdade e foge de manchetes sobre seus relacionamentos – diz algo sobre a evolução da emancipação feminina ao longo da história da moda?

S: Sim! Ao longo da história da moda temos momentos mais marcantes para emancipação feminina, para a liberdade da mulher ser quem quiser ser, vestir o que quiser, da forma que desejar e o rock e música no geral caminham lado a lado com essa pegada. Até hoje Madonna é referência de estilo, Cindy Lauper (que brilhava muito nos anos 80 e influenciou a moda da época), entre tantas outras.

Atualmente a mulher continua sendo extremamente julgada pelas suas roupas e por seu corpo. Chegou o momento de mulheres do showbiz, da música, novamente mostrarem que mulheres podem vestir o que quiserem, podem mostrar o corpo da maneira que desejarem, pois o corpo é de cada uma delas. A moda é uma grande expressão do “espírito do tempo” e em momento de crise é fundamental trazer a questão da mulher e seu corpo para as tendências.

ATENÇÃO: Você já votou em Miley Cyrus no PRÊMIO TODATEEN 2020? A cantora foi indicada nas categorias de “Hit Internacional” e “Melhor Cantora Internacional“. Deixe seu voto registrado!

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6 produtos que vão te ajudar a fazer uma make glow

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Não é segredo que a make glow já ganhou um lugar especial no coração das blogueiras e maquiadoras, né? E para te ajudar a arrasar na hora de fazer a sua, selecionamos alguns produtos que vão dar aquela luminosidade para a sua produção. Olha só:

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