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Qual membro do BTS você é?

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Qual membro do BTS você é?
Amy Sussman/Getty Images

Formado em 2013, o BTS é fenômeno mundial. Um dos maiores expoentes do K-pop, o grupo sul-coreano é especialista em bater recordes e entregar performances incríveis e mega dançantes.

Mas vem cá: você já pensou qual membro você seria? Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V ou Jungkook?

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Confira também a evolução do BTS ao longo dos anos!

 

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Reciclar para reinventar: projeto de reciclagem ressignifica roupas de baixo sem uso

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Reciclar para reinventar: projeto de reciclagem ressignifica roupas de baixo sem uso

Você sabe o que fazer com aquela calcinha ou sutiã sem uso? Por conta de estarem velhas ou danificadas de alguma forma, as roupas de baixo geralmente são as primeiras peças jogadas no lixo durante a famosa organização do guarda-roupa. Contudo, o fato desses itens terem perdido sentido para você, não significa que eles também perderam propósito no mundo.

Buscando agregar valor no que antes seria lixo, o projeto de reciclagem “Reciclar para reinventar”, da marca Leninha, recolhe descartes de calcinhas, cuecas e sutiãs sem uso e os transforma em recheio de almofada. Maria Antonia Paschoal, jornalista e co-fundadora da marca de roupas de baixo, explica que a iniciativa nasceu do incômodo de colocar “mais peças no mundo e não existir uma solução para elas ao final da vida útil de calcinhas e sutiãs”.

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A princípio, Maria conta que a ideia era encontrar alguma parceria para reciclar as peças, tendo a marca apenas como um ponto de coleta. Foi apenas depois de muita pesquisa com o co-fundador e sócio da marca, Miguel Aidar, que foi possível chegar ao formato atual do projeto.

“Descobrimos que não existe no mundo alguma iniciativa de reciclagem dessas peças que cuide do descarte do começo ao fim. A maioria das iniciativas, repassa esses descartes para lugares especializados em reciclagem que transformam as peças em matéria prima para outras indústrias (como para revestimento de carros ou revestimentos acústicos) ou doam essas peças”, comenta a jornalista.

Assim, o projeto leva em conta toda a cadeia do descarte, do início ao fim do processo. Para a idealização de cada etapa, Maria Antonia pontua os obstáculos em lidar com a reciclagem com roupas de baixo: “A grande dificuldade de reciclar calcinhas, cuecas e sutiãs é que são tecidos muito pequenos compostos por muitos materiais misturados, o que impossibilita que esse descarte volte a ser um tecido novamente, como é o caso de tecidos 100% por algodão, por exemplo”.

“Outra premissa importante que consideramos é que o resultado dessa reciclagem deveria agregar valor ao que antes seria lixo. Para gente, não faria sentido chegar a um resultado que tivesse igual ou menor valor aos descartes”

Depois da higienização em uma lavanderia especializada em lavagem de material hospitalar, os descartes são transformados em recheio de almofada. A jornalista explica que a ideia surgiu de uma inspiração que teve em pessoas que já faziam o mesmo com pedaços de tecidos sem uso:

“Fizemos alguns testes e o resultado que tivemos nos deixou bastante satisfeitos: a almofada fica mais durinha, remetendo à um futon e, além disso, substituímos a espuma de poliuretano que é extremamente poluente e ainda é muito utilizada como enchimento de travesseiros e almofadas”.

Além de ressignificar as roupas de baixo pela reciclagem, a inciativa da Leninha ainda fomenta outros núcleos econômicos. Os detalhes das almofadas foram pensados junto ao coletivo de costureiras Flor de Cabruêra, que incentiva a sustentabilidade por meio do upcycling. “Elas desenvolvem bolsas, mochilas, sacolas a partir de banners e outros materiais que iriam para o lixo. Dentro do nosso projeto, elas são as responsáveis por cortar e costurar nossas almofadas”, explica Maria.

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Por fim, cada almofada ainda carrega bordado feito pelas mães do ACTC – Casa do Coração, Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração.

A fundação existe há mais de 25 anos e atende crianças e adolescentes que apresentam quadro clínico de cardiopatia grave, oferecendo hospedagem, alimentação e atendimento interdisciplinar para pacientes não residentes na cidade de São Paulo, beneficiárias do Sistema Único de Saúde, em tratamento nos principais centros médicos que atendam alta complexidade. Dentro da Casa foi criado o projeto Maria Maria, que proporciona às mães que estão acompanhando o tratamento dos seus filhos vivências com o bordado e outras formas de artesanato. Para elas, o bordado é uma forma de traçar novas perspectivas, além de ajudar em suas despesas em São Paulo, uma vez que estes bordados são vendidos”, compartilha.  

“Assim, nossas almofadas carregam um pouco da história de cada uma dessas mulheres que participam desse processo e, o que antes seria lixo, transforma-se em um novo objeto recheado de valor e significado”

Com mais de um ano de existência, o projeto já recolheu 2500 peças – sendo que, no mesmo espaço de tempo, a marca produziu cerca de 4000 peças.

“Nosso projeto de reciclagem ajuda a mitigar os impactos da nossa produção. As almofadas estão sendo produzidas e serão vendidas em nossa loja e todo o lucro será reinvestido no projeto […] A nossa ideia é que reciclagem faça parte do nosso negócio, então, enquanto existirmos, reciclaremos roupas de baixo em qualquer estado de conservação”, comenta Maria.

como participar

Por conta da pandemia, a caixa postal foi a forma mais segura encontrada pela marca para recolher os descartes. Dessa forma, caso você tenha interesse em participar do projeto de reciclagem, a Leninha está recebendo peças de todo o Brasil atualmente.

Confira abaixo todas as informações para o envio:

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quem é a leninha? 

“Leninha é o apelido da minha avó e, desde pequena, acompanho seu desfile de camisolas nas noites de férias no Rio de Janeiro. A minha avó animada, moderna e com camisolas incríveis é a inspiração da marca. A Leninha nasceu quando eu e meu sócio nos juntamos para cortar e costurar mais de 600 calcinhas. A partir daí, elaboramos o conceito, passamos a produzir mais peças e entender cada vez mais as necessidades do mercado de roupas de baixo. Queremos que as mulheres usem roupa de baixo assim como a minha avó: para elas mesmas. Hoje, produzimos todas as nossas peças em seis tamanhos, vestindo com conforto mulheres do 36 ao 54, sem aro e nem bojo”, explica Maria Antonia. 

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“A Todo Vapor”: Pamela Otero fala sobre sua personagem marcante na série e o estilo steam punk

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Pamela Otero
Divulgação

Dona de muitos talentos e protagonista da série A Todo Vapor, Pamela Otero bateu um papo especial com a todateen. A atriz, que já participou de trabalhos como Quando Toca o Sino, do Disney Channel,  agora pode ser vista no streaming da Amazon Prime como a heroína Vitória Acauã, uma médium de espírito livre, que se comunica com o vento e as vozes do além.

A personagem e a série são totalmente inspiradas em histórias da literatura brasileira e contam com uma estética altamente influenciada pelo estilo steam punk, o que deixa tudo ainda mais mágico.

Confere só o que a Pamela falou sobre essa série que já é o maior sucesso!

Conte para nós um pouco sobre a série A Todo Vapor?

A série traz personagens inspirados na literatura nacional para uma aventura com toques de magia em um pano de fundo retrofuturista que se passa em 1908. Na trama, Juca Pirama e Capitu são investigadores que tentam desvendar uma série de crimes em uma vila no interior de São Paulo. Além das criações de Gonçalves Dias e Machado de Assis, personagens de José de Alencar, Raul Pompeia, Inglês de Sousa e outros autores clássicos aparecem na série.

Sua personagem Vitória Acauã vem da obra de Inglês de Souza, Contos Amazônicos. Como foi o processo de construção da personagem a partir da narrativa do livro?

Foi uma pesquisa no universo e na compreensão do peso que a personagem carregava, pois precisava entender sobre a maldição do pássaro Acauã! Todo o medo envolvendo o nome desse pássaro cheio de lendas e histórias, que já até foi música de Luiz Gonzaga e Zé Dantas! Eu peguei todo esse fardo, esse passado do Inglês, do Luiz, das lendas, do sertão, dos índios e dei esse peso no passado dela! Ela carrega isso na história, mas ela escolheu ser heroína e cuidar do todo! Isso é lindo! Todo mundo tem o mau e bom dentro de si, o que nos torna quem somos, são nossas escolhas! Isso faz de Vitória Acauã uma grande personagem, tão importante pra trama da série!

Quais semelhanças você enxerga entre você mesma e sua personagem?

Embora eu seja muito extrovertida, tenho muitos momentos de solitude, quietude e aproveito pra mergulhar em mim e para observar o todo, o entorno! Vitória é assim, observadora e escuta sua intuição, usa a seu favor! Essa é uma ferramenta que todos nós temos acesso! Mas para ouvir a intuição, temos que mergulhar dentro da gente e encontrar nosso silêncio externo pra ouvir os ruídos internos! Ou seja, dá trabalho! Mas é minha busca diária! Gosto muito de lutar pelos meus amigos, e com eles também, focar em soluções e a Vitória também! Não importa o tamanho do problema, que preferimos chamar de desafios, a gente estuda a melhor forma de resolver!
Outra conexão entre nós muito relevante: a natureza. O universo da personagem é transmídia e nas outras histórias da para ver como ela arregaça as mangas para salvar o todo, a natureza, preservar as tradições e construir (ou reconstruir) o amanhã! Acho inclusive que Vitórias são necessárias para este momento em que estamos vivendo de tantas secas e queimadas e muita história por trás está precisando ser desvendada e estancada, inclusive!

Se pudesse escolher um animal para se transformar, em qual animal se transformaria?

Com certeza me transformaria em algum felino! Eles tem o olhar mais aguçado, tem uma mobilidade incrível, são ágeis e espertos! Sabem a hora de agir e a hora de poupar energia! Se divertem, mas também aproveitam um bom descanso! Felinos são muito inteligentes!

Qual sua relação com a literatura brasileira?

Comecei a ler na escola, os clássicos que são inclusive parte da nossa série: Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar, Gonçalves Dias, Cecília Meireles e logo jovem, já estava no teatro. Comecei a estudar arte antes dos 10 (na verdade comecei dançando aos 5, a dança me apresentou o palco), mas aí, dentro da arte, a gente lê muito para ter referências, para construir os papéis, então lia muitas peças: Nelson, Plínio, Ariano, Martins Pena e por aí vai!

Seu hábito de leitura mudou depois de fazer parte do projeto?

Eu gosto bastante de ler, já fui do tempo de ler romances, hoje leio mais sobre assuntos de despertar da consciência, comunicação e expressão, além das obras que estou estudando como atriz, sempre estou ensaiando algo, lendo textos!

Tem alguma indicação de livros para as leitoras?

Sim! De vários tipos! Algumas delas são:

Mulheres que Correm com Lobos – Clarissa Pinkolas
Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur
Cecília e Poemas dos Becos de Goiás – Cora Coralina
A Hora da Estrela – Clarice Lispector

A estética Steam Punk não é amplamente divulgada no Brasil, você já tinha conhecimento sobre esse estilo antes de entrar em contato com a série?

Sim! Eu gosto muito da estética e era algo que já observava! Esse lance retrofuturista chama muito atenção, impacta quase que de modo geral! É instigante, hipnótico, até! Tem alguns filmes e séries que nos chamam atenção por essa estética há muito tempo: A Invenção de Hugo Cabret, A Máquina do Tempo, 20 mil léguas submarinas, Liga Extraordinária … então foi uma alegria fazer parte da primeira série com essa estética no Brasil e ainda unir referências da nossa literatura, transformando personagens clássicos em heróis!

Você adotou alguma das peculiaridades do estilo Steam Punk para o seu estilo pessoal?

Na época em que estávamos rodando a série sim, usava muitos acessórios na cor cobre, era apaixonada por engrenagens aparecendo e roupa de tons mais terrosos que uso até hoje!

Cite 3 motivos para as leitoras não deixarem de assistir à série e acompanhar sua personagem Vitória Acauã no streaming!

1) É muito importante a gente incentivar e apoiar as obras nacionais, ainda mais as independentes, como é o caso de A Todo Vapor. O sucesso da primeira temporada pode abrir os olhos de apoiadores e patrocinadores para uma segunda, imagina que demais fazer uma obra steam punk brasileira com a verba ideal pra isso? Seria um sonho perfeito!

2) Mulheres fortes de origem de obras nacionais, Vitória é personagem de Contos Amazônicos de Inglês de Souza! Além dela temos as mulheres: Capitu Machado, Aurélia Camargo… Mulheres no comando, resolvendo, decidindo, fazendo o que deve ser feito!

3) Vitória faz parte dos heróis da série, promete desafios, resoluções, intrigas e também romance! Essa guerreira é das boas!

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Protagonismo, visibilidade e empoderamento de pessoas com deficiência: “Minha cadeira, minha liberdade”

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Protagonismo, visibilidade e empoderamento de pessoas com deficiência: "Minha cadeira, minha liberdade"
Rawpixel/Júlia Rodrigues/Reprodução

No mundo virtual, diversos temas vêm ganhando cada vez mais protagonismo nas redes, dentre eles a acessibilidade e a ressignificação de pessoas com deficiência na mídia tradicional. No mês em que é celebrado a visibilidade da pessoa com deficiência, a todateen conversou exclusivamente com duas personalidades que, de maneiras bastante distintas, rompem diariamente com os padrões de “normalidade” e refutam o tão presente capacitismo – a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência.

Heloísa Rocha

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Sergipana radicada em São Paulo, a jornalista Heloísa Rocha tem uma doença rara chamada osteogênese imperfeita, cuja principal manifestação clínica é a fragilidade óssea. No entanto, pesando menos de 20kg e com menos de um metro de altura, Helô é a responsável por criar um dos maiores instablogs de moda, o Moda em Rodas, que têm como objetivo principal auxiliar outras mulheres com deficiência.

Desde pequena interessada no mundo da moda, Helô aprendeu com sua vó e tia a identificar uma peça de qualidade e a conhecer o seu estilo e o seu corpo. “Eu sempre fui uma pessoa muito vaidosa e a minha profissão me exigiu a montar um guarda-roupa que atendesse ao meu perfil e idade, já que minhas roupas são feitas sob medidas ou compradas no setor infantil por conta do meu peso e tamanho.”, conta. “Até então, a minha ligação com a moda era mais no desafio de encontrar peças que servissem em mim e que conseguissem passar a imagem que eu gostaria, ou seja, a de uma profissional adulta.”, revela.

Já formada, ela passou a supervisionar produções de moda e comportamento – o que a exigiu que estudasse mais sobre o tema. Dessa forma, após cobrir algumas edições São Paulo Fashion Week, a moda passou a se tornar uma paixão e fez com que ela começasse a acompanhar de perto cada tendência. “Eu senti a necessidade de criar um projeto pessoal e que, ao mesmo tempo, ajudasse outras pessoas. Analisando, na época, a minha vida, as minhas paixões e o fato de que constantemente outras mulheres com deficiência me procurarem para pedir dicas de moda, eu tive a ideia de compartilhar todo o conhecimento de moda que eu havia adquirido ao longo da vida com o mundo inteiro. E assim nasceu o Moda Em Rodas!”, relembra.

Para Heloísa, a moda foi uma importante ferramenta de aceitação. “Ela me ajudou a conhecer e a amar o meu corpo, independente das curvaturas que tenho em razão das inúmeras fraturas que tive ao longo da vida. A moda me obrigou a experimentar diferentes peças para que eu encontrasse o meu estilo e pudesse encarar o espelho naturalmente.”, conta, explicando que, quando veste uma roupa que a faz se sentir bem e confiante, a deficiência acaba sendo só um detalhe.

“No Moda Em Rodas, eu tento, por meio dos meus looks, passar aos seguidores essa confiança e segurança para que eles, independente ou não de terem uma deficiência, se sintam encorajados a mostrarem seus corpos, suas belezas e imperfeições para o mundo.”, revela.

Ao criar e alimentar uma plataforma tão inspiradora, Helô explica que quer, por meio da paciência e cuidado que teve com ela mesma, mostrar a mesma confiança e os mesmos truques que adquiriu ao longo da vida. “Nem todo mundo teve a sorte, como eu, de crescer em uma família de costureiras e, infelizmente, nem toda menina com deficiência tem a oportunidade de falar sobre moda ou corpo em si com um parente ou uma amiga.”, fala, argumentando que o Moda Em Rodas é apenas para servir como um empurrão.

“É só um incentivo para que elas encarem as suas imperfeições da mesma forma que eu encaro (e muito bem!) as minhas. Corpos e pessoas perfeitas não existem! Nós criamos nossos próprios padrões e não os outros!”.

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Como jornalista, Helô conta que gostaria que a imprensa se renovasse em suas pautas, linguagens e abordagens, já que, no fundo, todos os profissionais da área têm como missão tanto informar quanto educar. “O capacitismo ainda é fortemente presente nas reportagens e isso só reforça o estereótipo de ‘coitadinho’ ou de ‘super-herói’ que carregamos há anos.”, explica. Lembrando que, em sociedades capacitistas, a ausência deficiências é visto como o “normal”, e pessoas com alguma deficiência são entendidas como exceções. A deficiência é, nesse contexto, enxergada como algo a ser superado ou corrigido.

“Como cidadã, eu peço que pais e familiares não repreendam as crianças que perguntam ou que querem chegar perto de uma pessoa com deficiência. Este ato de negação logo na infância fica marcado para sempre e faz com que as pessoas tenham dificuldade em se aproximar de um indivíduo com deficiência e de conviver com ele de forma natural.”, alerta.

Andrezinho Carioca

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Andrezinho Carioca sempre foi apaixonado pelo mar. “Quando eu era militar um tenente do meu pelotão me vendeu uma prancha bem baratinho. Eu tinha 18 anos.”, conta ele, que usa cadeira de rodas há aproximadamente 20 anos. Em 8 de fevereiro de 2012, no Rio Mearim, na cidade do Arari, no Maranhão, se tornou o primeiro cadeirante do mundo a surfar a pororoca – fenômeno natural caracterizado por grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as águas do rio.

Ele já foi atleta de remo adaptado, fez parte da seleção brasileira e dos principais times do Rio de Janeiro. Mas, quando começou a surfar, acabou largando o remo. “A paixão foi tão grande que eu nunca mais parei. É um pouco difícil explicar, mas acho que quando me apaixono é assim…”, conta, falando que, embora não surfe mais profissionalmente, fala com convicção que nunca abandonará o esporte.

André ainda ressalta a importância do esporte para a rotina. “O esporte assim como a arte é uma excelente ferramenta de socialização. Além de ajudar a manter o corpo em melhores condições para as atividades do dia a dia. Esporte é vida!”, exclama ele, que também é apaixonado por música e faz apresentações nos vagões do metrô no Rio de Janeiro.

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Com relação ao seu processo de aceitação, André conta que não teve muita dificuldade em lidar com a nova realidade. “Desde que fiquei sabendo da minha nova condição eu só pensava em me reabilitar e poder viver cada momento que a vida me reserva. Sou apaixonado pela minha vida. Costumo dizer que depois de estar na condição de pessoa com deficiência a vida fica um pouco mais difícil, mas não impossível.”, revela.

André afirma que, no dia a dia, às vezes passa por situações preconceituosas, mas conta que não dá muita importância para elas. “Acredito que se você potencializar isso os preconceitos acontecem com mais frequência. É da natureza do ser humano separar o que é diferente.”, fala.

“Deficiente são as nossas cidades, regiões ou bairros”

É o que Helô sempre diz. “A falta de acessibilidade nas ruas, nos estabelecimentos e nos transportes públicos impedem a nossa circulação e a de existirmos na sociedade.”, conta ela, que reflete sobre os inúmeros desafios que nós, como sociedade, ainda temos que percorrer.

“A dificuldade de poder circular livremente em todos os espaços faz com que o convívio de pessoas com deficiência com os que não têm deficiência seja pequeno. Sem o convívio, as pessoas ainda carregam dúvidas de como agir com o indivíduo e perpetuam ações ou frases capacitistas. É preciso que a sociedade normalize o corpo com deficiência para que suas potencialidades sejam vistas antes da deficiência.”, analisa ela.

André, por sua vez, compactua dos mesmos pensamentos. “Eu acredito que deve ser tudo acessível porque independente das dificuldades de cada um somos todos iguais e devemos ter os mesmos direitos e deveres.”, afirma. Além disso, talvez por conta dessa inacessibilidade, a concepção de que pessoas com deficiências motoras estão “presas” em suas cadeiras de roda ainda é algo bastante propagado.

“Minha cadeira, minha liberdade. Se não fosse minha cadeira de rodas aí sim eu estaria preso: em uma cama, em um sofá ou qualquer outro cômodo que não me levaria a lugar algum.”, ressalta André.

 

“Como alguém pode dizer que está preso em algo que tem a função de levar o indivíduo com deficiência física ao lugar que ele quiser?”, questiona Helô.

Conseguimos perceber, portanto, que um dos principais aspectos a serem combatidos contra os preconceitos com as pessoas com deficiência, é o social. De acordo com a jornalista, mesmo que tenhamos a ideia de que estamos, em geral, livre de tais prejulgamentos, citamos diariamente expressões capacitistas, ainda não sabemos como se relacionar amigavelmente ou afetivamente com pessoas com deficiência por conta da deficiência e suas limitações, por vezes reforçamos a deficiência em descrições ou narrações, além de temos pouquíssimas representações na mídia em geral.

“Queria lembrar a todos que a deficiência é só um detalhe de um todo de um indivíduo e que, por favor, parem de nos classificar em um único grupo, pois, além da deficiência, temos gostos, personalidades, estilos, habilidades e preferências completamente diferentes. Aprenda a olhar a pessoa com deficiência além da sua deficiência!”, finaliza Helô.

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